Imagem: ilustração/The Next Web

Nesta segunda-feira (29), um acordo entre o jornal Financial Times e a OpenAI, responsável pelo ChatGPT, foi anunciado. A ideia é de que o conteúdo jornalístico ajude no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial (IA) e que o chat da empresa possa responder perguntas com resumos de matérias arquivadas do jornal.

Além dos benefícios para a própria OpenAI, novos produtos e recursos de IA para os leitores do Financial Times também devem ser desenvolvidos. Os resumos gerados pelo ChatGPT terão links que levarão o usuário até o conteúdo original do jornal.

A negociação é semelhante aos acordos feitos pela OpenAI com a Associated Press, o jornal francês Le Monde, o espanhol Prisa Media e a editora Axel Springer.

Foto: Edgar Marra/ Agência Alagoas

O governador Paulo Dantas assinou um acordo com o governo federal, nesta quarta-feira (7), para receber R$ 1,1 bilhão em precatórios do extinto Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

A previsão é que os recursos entrem nos cofres do governo de Alagoas em três parcelas. A primeira deve ocorrer até o final do ano, a segunda em 2025 e a terceira em 2026, com as correções monetárias, conforme informou o Poder Executivo estadual.

Conforme o previsto no acordo, o Estado deverá destinar 60% do valor para os profissionais do magistério, seja àqueles inativos, seja para aposentados e pensionistas.

Ainda de acordo com o determinado, está proibido o pagamento aos servidores da educação como forma de abono ou que o recurso seja inserido na remuneração, aposentadoria ou pensão.

Outra regra que o governo terá que cumprir é a elaboração de um plano para que os recursos sejam aplicados de forma compatível com Plano Nacional de Educação.

O Estado deve ainda prestar informações acerca da aplicação dos recursos no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), do Ministério da Educação.

Ao que se refere às obrigações do Estado, todo o valor será exclusivamente destinado às ações consideradas como de manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental público e na valorização do magistério.

As receitas que os Estados e os Municípios receberem a título de pagamentos da União por força de ações judiciais, que tenham por objeto a complementação de parcela do Fundef, deverão ser aplicadas na manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental público e na valorização de seu magistério, conforme destinação originária do Fundo.

A solenidade aconteceu com a participação da Advocacia Geral da União (AGU), do Ministério da Educação e da Secretaria Especial de Assuntos Federativos, além do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas e membros do governo estadual.

Reprodução twitter@embaixadachina

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China, Wang Yi,  se reuniu na sexta-feira (19), com o Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para assinatura do acordo entre Brasil e China que visa dobrar o prazo de vigência sobre vistos em passaportes comuns. Com o acordo, os dois países podem conceder vistos de até 10 anos de validade, facilitando e promovendo viagens e negócios em ambos.

Mauro Vieira reforçou a posição do Brasil em defesa de “uma só China” durante uma reunião no Itamaraty com o chanceler chinês. A declaração de Vieira agradou o governo chinês, que destacou a importância das relações entre Brasil e China caminharem de mãos dadas.

No último fim de semana, o candidato do Partido Democrático Progressista de Taiwan, Lai Ching-te, venceu a eleição presidencial defendendo a independência da ilha. No entanto, a China considera Taiwan uma província rebelde que faz parte de seu território.  Além das questões relacionadas à China, os chanceleres também discutiram a guerra entre Rússia e Ucrânia e o conflito entre Israel e o grupo extremista Hamas.

Wang Yi confirmou que o presidente chinês, Xi Jinping,  participará dareunião de líderes do G20, que acontecerá no Rio de Janeiro em novembro.

Imagem: Sports MKT

A partir de janeiro de 2024, durante três temporadas, o estádio do Morumbi passará a se chamar “MorumBis”, conforme o acordo de naming rights (direitos de nome) que o São Paulo fez com a empresa do ramo alimentício Mondelēz, dona da marca do chocolate Bis. O acordo total é de R$ 75 milhões, com uma média anual de R$ 25 milhões. O anúncio foi feito na última terça-feira (26).

De acordo com o vice-presidente de marketing da Mondelēz no Brasil, Álvaro Garcia, a empresa quer encerrar 2024 com um crescimento de 20% no market share (fatia de mercado) do chocolate. “Batizar o estádio é apenas uma das muitas ações que faremos a partir daí”, disse Garcia, que também informou sobre a expectativa de que a produção de Bis dobre até 2030.

O acordo entre o São Paulo e a Mondelēz ainda prevê ativações dentro e fora do estádio. O diretor de marketing do clube, Eduardo Toni, vê a parceria como algo positivo. “O MorumBis é um dos mais importantes estádios do mundo e oferece várias possibilidades. A parceria com a Mondelez é uma delas. O nome é uma sacada muito feliz”, declarou.

Foto: Yousef Masoud/The New York Times

A Casa Branca e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negaram a existência de um acordo com o Hamas, visando a libertação de reféns que estão na Faixa de Gaza. Informações do jornal The Washington Post davam conta de que um acordo, mediado pelo Qatar, havia chegado a uma troca de 50 ou mais reféns por cinco dias de trégua no conflito.

“Ainda não há acordo, mas continuamos trabalhando duro para conseguir um”, disse a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Adrienne Watson.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também negou a existência de um acordo. “Em relação aos reféns, há muitos rumores não comprovados, muitos relatos incorretos. Gostaria de deixar claro: até o momento, não houve acordo”, declarou.

Caso as informações do The Washington Post fossem verdade, a pausa no confronto possibilitaria um aumento da entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, incluindo de combustíveis, através da fronteira com o Egito. 

A guerra continua

Neste domingo (19), o exército israelense matou dois palestinos em incursões na Cisjordânia, segundo a agência de notícias palestina WAFA. Um deles foi identificado como Issam Al-Fayed (46), que possuía deficiência; ele foi morto na entrada do campo de refugiados de Jenin. A segunda vítima foi Omar Laham (20), morto em confrontos com soldados, no campo de refugiados de Dheisheh, ao sul de Belém.

Ainda segundo a WAFA, 15 palestinos teriam sido mortos no começo deste dia, em bombardeios aéreos israelenses na Faixa de Gaza.

Primeiro-ministro de Israel | AP Photo/Maya Alleruzzo

No último domingo (12), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que não descarta chegar a um “possível acordo” com o Hamas, para a libertação dos mais de 200 reféns mantidos pelo grupo terrorista. Segundo Netanyahu, Israel tem dois objetivos, sendo eles a libertação dos reféns e a destruição do Hamas.

“Poderia haver [um acordo], mas penso que quanto menos eu falar sobre isso, mais aumentarei as hipóteses de se concretizar”, disse o primeiro-ministro. “Se houver uma oferta disponível. Bem, falaremos sobre isso quando ela estiver lá e anunciaremos se for alcançada”, declarou. À CNN, Netanyahu reiterou que o único acordo de cessar-fogo que será considerado será aquele que contempla a libertação dos reféns.

O premiê também indicou que tem alguma informação sobre a localização das pessoas raptadas pelo Hamas, mas não deu detalhes. Além disso, ele informou que Israel está ajudando pacientes hospitalares, estabelecendo rotas de evacuação ao sul da cidade de Gaza.

“Queremos que todos os civis estejam fora de perigo”, afirmou. “Cada morte de civis, de bebês, é uma tragédia, mas essa tragédia deve ser atribuída diretamente ao Hamas, que mantém suas instalações militares dentro de hospitais, seus postos de comando dentro dos hospitais, dentro de escolas”, disso Netanyahu à emissora NBC.

Sem ajuda de outros países

O primeiro-ministro de Israel também afirmou que a única força militar que pode garantir que o terrorismo não reapareça e tome Gaza é o exército israelense. Dessa forma, o premiê fecha o caminho à participação de um terceiro país na guerra.

Lula com Díaz-Canel (à esq.) em Paris- Foto: Alejandro Azcuy/Cuban Presidency/AFP

 

Brasil e Cuba firmaram um novo compromisso na área da saúde durante viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país, para participar da cúpula do G77+China, grupo que reúne 134 países em desenvolvimento e a China.

Em discurso neste sábado, 16, o presidente afirmou que o embargo econômico dos Estados Unidos sobre Cuba é “ilegal” e que o Brasil continuará se posicionando contra quaisquer medidas coercitivas de caráter unilateral.

O acordo na área da saúde foi conduzido pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, que integra a comitiva brasileira. Brasil e Cuba vão desenvolver em conjunto produtos para a saúde. O objetivo é elaborar novas vacinas, medicamentos para doenças crônicas, como Alzheimer e diabetes, e também remédios para gastrite a partir do uso da cana-de-açúcar.

O novo acordo não inclui o intercâmbio de médicos cubanos ao Brasil por meio do programa Mais Médicos. Entre os anos de 2013 e 2018, cerca de 8 mil médicos cubanos trabalharam no Brasil em razão de um acordo entre os países. Nísia Trindade afirmou em coletiva que Cuba não apresentou um pedido específico para o ingresso de médicos no programa e que a prioridade do Mais Médicos é levar médicos brasileiros a locais onde há escassez de atendimento, mas que profissionais de todas as nacionalidades podem participar da seleção.