
Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca Reprodução/Instagram
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, foi atingida por um homem na noite da sexta-feira (8), horário local, na Kultorvet- praça pública em Copenhague. O homem acusado foi preso posteriormente, informou informou seu gabinete em uma breve declaração à CNN.
As autoridades acrescentaram que Frederiksen “está chocada com o incidente” e não forneceu mais detalhes.
O ministro dinamarquês do Meio Ambiente, Magnus Heunicke, pediu unidade nacional após o caso, dizendo que todos têm a responsabilidade de cuidar uns dos outros, independentemente de “desentendimentos políticos e campanhas eleitorais”.
“Algo assim não deve acontecer em nosso país lindo, seguro e livre. Isso é feio e inaceitável. Vamos mostrar que a Dinamarca é muito melhor”, comentou.
Frederiksen, líder do partido socialista-democrata de centro-esquerda da Dinamarca, é primeira-ministra desde 2019.
O ataque ocorre semanas depois que o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, foi baleado e ferido na primeira grande tentativa de assassinato de um líder político europeu em mais de 20 anos.
Analistas políticos e legisladores disseram à época que isso expôs um clima político cada vez mais febril e polarizado tanto na Eslováquia quanto em toda a Europa.
Diversos políticos europeus expressaram indignação após o ataque.
“Profundamente chocada com o ataque ultrajante à minha colega e amiga, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen”, disse a primeira-ministra da Letônia, Evika Siliņa, em um post no X.
“Todos os nossos pensamentos estão com você e seus entes queridos. Desejando uma rápida recuperação”, acrescentou.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condenou o caso, o classificando como um “ato desprezível, que vai contra tudo em que acreditamos e lutamos na Europa”. Ela desejou força e coragem à primeira-ministra.
A Dinamarca marcou as eleições para o Parlamento Europeu no país para este domingo (9).
