


A Polícia Civil prendeu, no sábado (9), a madrasta da estudante Myrella Freire Venceslau, de 12 anos, encontrada morta com sinais de espancamento em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A prisão ocorreu após o avanço das investigações apontar inconsistências no depoimento da suspeita, que estava com a adolescente no momento do crime.
Segundo a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), inicialmente a investigação trabalhava com a hipótese de invasão da residência e violência sexual contra a vítima. No entanto, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) descartou abuso sexual.
Com novos depoimentos e análises, os investigadores concluíram que a versão apresentada pela Bianca Martins da Silva Oliveira, companheira da mãe da vítima, não era compatível com os elementos apurados. A mulher alegou ter saído para uma entrevista de emprego e deixado Myrella com o irmão caçula, mas, segundo a polícia, o álibi não se sustentou. Diante das evidências reunidas, a Justiça expediu um mandado de prisão, cumprido no sábado (9).
A mãe da adolescente, Vitória de Oliveira, afirmou acreditar que o crime foi premeditado. Segundo ela, chegou a falar com a filha por telefone pouco antes do ocorrido. “Ela estudou tudo o que faria com a minha filha”, declarou a mãe durante o velório realizado nesta segunda-feira (11).
De acordo com a investigação, a mãe de Myrella estava trabalhando no momento das agressões. Ao retornar para casa, encontrou apenas o filho mais novo e percebeu a ausência da adolescente. Após buscas no imóvel, familiares localizaram a menina ferida nos fundos da residência e a levaram ao Hospital Municipal de Meriti.
Em nota, a prefeitura informou que a vítima deu entrada na unidade hospitalar já sem vida, apresentando múltiplos traumas.
A polícia informou ainda que o relacionamento entre a mãe da adolescente e Bianca Martins era considerado conturbado. A família, porém, nega conflitos frequentes entre as duas.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.