
Foto: Eyad BABA / AFP
Autoridades palestinas e organizações internacionais relataram ao menos 35 mortos e um grande número de feridos, após um bombardeio israelense contra a região de Rafah, no sul da Faixa de Gaza. As Forças Armadas de Israel (FDI) reconheceram, no domingo (26), que o ataque atingiu civis e prometeram abrir uma investigação sobre o caso.
Em publicação no X (antigo Twitter), Crescente Vermelho (organização equivalente à Cruz Vermelha) disse que ambulâncias transportaram “um grande número de mártires e pessoas feridas depois que a ocupação (israelense) atacou as tendas de campanha de pessoas deslocadas perto da sede das Nações Unidas”.
O ataque atingiu a área de Tal as Sultan, em Rafah, dentro do que os militares israelenses haviam de fato designado como uma zona humanitária. Porém, embora tenha admitido a ofensiva, o Exército de Israel afirmou que a região em questão funcionava como um complexo de atividades do Hamas, justificando que isso tornaria o local um alvo legítimo.
"Um avião das FDI atingiu um complexo do Hamas em Rafah, onde terroristas importantes do Hamas operavam há pouco tempo. O ataque foi realizado contra alvos legítimos, ao abrigo do direito internacional, através da utilização de munições precisas e com base em informações precisas que indicavam a utilização da área pelo Hamas", diz o comunicado do Exército israelense.
As FDI têm conhecimento de relatórios que indicam que, como resultado do ataque e do incêndio que foi desencadeado, vários civis na área foram feridos. O incidente está sob análise", continua.
