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O governo da Colômbia anunciou, nessa terça-feira (28/4), a prisão do homem suspeito de ser responsável pelo ataque com explosivos que deixou ao menos 20 mortos e dezenas de feridos no sudoeste do país. O atentado ocorreu no último sábado (25/4), na Rodovia Pan-Americana.
A captura, em uma área rural, foi confirmada pelo presidente Gustavo Petro. O homem foi identificado como José Alex Vitoncó, conhecido como “Mi Pez” ou “David”. Ele é apontado pela Polícia Nacional como o principal responsável pelo atentado e uma peça-chave do narcotráfico na região.
De acordo com as autoridades colombianas, Mi Pez trabalha em estreita colaboração com Iván Jacobo Idrobo, vulgo Marlon, identificado como o principal líder das facções dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
O histórico dele inclui a coordenação de 40 ataques terroristas e o comando de aproximadamente 600 homens armados, com atuação nas regiões de Valle del Cauca, Cauca, Nariño e Huila.
“Ele é a principal força motriz por trás do narcotráfico no sudoeste da Colômbia, com rotas para o Panamá e os Estados Unidos, financiando a aquisição de explosivos e drones para ataques terroristas”, afirmou a polícia em comunicado.
26 ataques terroristas em dois dias
Pelo menos 20 pessoas morreram no sábado após um ataque com explosivos contra veículos na Rodovia Pan-Americana, no departamento de Cauca, no sudoeste da Colômbia.
As Forças Armadas atribuíram o atentado a dissidências das FARC, ligadas ao líder conhecido como “Iván Mordisco”.
O Instituto Nacional de Medicina Legal informou que 15 das 20 vítimas já foram identificadas — todas adultas, sendo 15 mulheres e cinco homens. Os corpos foram liberados para as famílias.
Em nota, o órgão afirmou que seguirá com os trabalhos para identificar os cinco restantes, garantindo rigor técnico e apoio aos familiares. A explosão atingiu cerca de 15 veículos.
De acordo com o comando militar, a região vive uma escalada de violência. Em apenas dois dias, foram registrados 26 ataques nos departamentos de Cauca e Valle del Cauca, todos atribuídos a estruturas dissidentes das FARC.
