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Uma nova subvariante da Covid-19, conhecida como “Cicada” (BA.3.2), começou a circular fora do Brasil e já foi identificada em ao menos 23 países. Cientistas monitoram a linhagem, que apresenta um número elevado de mutações, especialmente na proteína Spike, mas que, até o momento, não está associada ao aumento de casos graves ou de hospitalizações. A possível chegada ao Brasil é considerada provável devido à rápida disseminação internacional.
A BA.3.2 é uma subvariante da Ômicron e faz parte do processo contínuo de evolução do vírus. Segundo especialistas, esse comportamento já era esperado, uma vez que o coronavírus vem acumulando mutações para se adaptar e continuar circulando, especialmente diante do avanço da imunidade na população.
O principal diferencial da subvariante está nas cerca de 75 mutações na proteína Spike, estrutura que permite a entrada do vírus nas células humanas. Essas alterações podem favorecer o chamado “escape de anticorpos”, aumentando o risco de infecção mesmo em pessoas vacinadas ou que já tiveram a doença, sem necessariamente agravar os quadros clínicos.
De acordo com especialistas, os sintomas permanecem semelhantes aos das versões recentes da Ômicron, incluindo febre, dor de garganta, tosse, coriza e cansaço, geralmente com manifestações leves.
As vacinas continuam sendo eficazes, especialmente na prevenção de formas graves da doença, hospitalizações e mortes, mantendo proteção significativa mesmo diante das novas mutações.
Até o momento, não há evidências de aumento na gravidade dos casos relacionados à “Cicada”. No entanto, especialistas alertam para a queda na cobertura vacinal, considerada o principal fator de preocupação atual, sobretudo entre grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e gestantes.
