
A influência do La Niña no Brasil são associados a chuvas acima da média nas regiões Norte e Nordeste | Paulo Pinto / Agência Brasil
O fenômeno metereológico "La Niña" deve trazer clima mais ameno ao planeta, após o El Niño elevar a recordes de calor em 2023. A informação é do relatório da OMM (Organização Meteorológica Mundial), órgão climático da ONU.
Segundo a OMM, mesmo com o fim do El Niño, os registros de temperaturas da superfície do mar continuaram altas, devido aos efeitos da mudança climática global.
E a Organização faz um alerta: Em meio a esse contexto, em diversos lugares, a previsão é de que eventos naturais ocorram em um cenário de mudanças climáticas globais.
“O que se pode esperar é, de fato, efeitos opostos aos ligados ao El Niño. Chuvas abundantes agora no verão, porque esta é a estação de chuvas nesta região, mas também nas Caraíbas e na América Central. E isto acaba por estar relacionado com a época dos furacões, que foi recentemente dada uma previsão que esta época seja acima do normal, em termos de atividades de tempestades tropicais. Isto está geralmente ligado com o fenômeno La Niña que em geral favorece que tal aconteça. Mas também na região de aquecimento da água do mar continua com valores recordes.”, afirma Alvaro Silva, climatologista da OMM
Segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais), a influência do La Niña no Brasil são associados a chuvas acima da média nas regiões Norte e Nordeste e períodos mais secos no Centro-Oeste e Sul. Além disso, a temperatura deve cair, porém cada edição do fenômeno é única.
