
Foto: Paulo Edson
O repórter Niraldo Correia, da Rádio Sampaio 94.5 FM, entrevistou na manhã desta quinta-feira (9) familiares de Betalisângela Paulino da Silva, de 24 anos, morta no sítio Alto Vermelho, na zona rural de Palmeira dos Índios, em 3 de novembro de 2025. Durante a conversa, a mãe da vítima, Betânia Paulino, e o padrasto relataram a prisão recente do principal suspeito, lembraram que ele era próximo da família e defenderam que a Justiça mantenha o acusado preso para evitar novos riscos e dar resposta ao crime.
A entrevista foi concedida no próprio sítio Alto Vermelho e trouxe novos detalhes sobre a investigação e o impacto do caso na família. Segundo os familiares, o suspeito era conhecido da vítima e da família, chegando a conviver com eles e até realizar refeições com eles, o que aumentou a surpresa diante da acusação. Eles afirmaram que jamais perceberam qualquer relacionamento entre o suspeito e Betalisângela, informação mencionada durante a apuração policial.
Ainda de acordo com o relato da mãe e do padrasto, o homem já havia sido preso anteriormente, mas acabou liberado após apresentar documento falso, situação que teria permitido sua fuga. A família informou que ele voltou a ser preso e agora está no sistema prisional.
Na entrevista, os parentes também relataram que o suspeito teria feito abordagens à vítima e à própria família antes do crime, inclusive oferecendo dinheiro e combinando um encontro para a entrega de uma quantia. Para os familiares, esses episódios indicariam que ele tentava se aproximar da família e da jovem com segundas intenções.
A mãe da vítima disse que a prisão trouxe algum alívio, mas reforçou o pedido para que o caso não termine em liberdade para o acusado. Ela afirmou esperar que a Justiça leve em conta a dor da família e a ausência deixada por Betalisângela, que deixou três filhos.
A família segue cobrando punição e afirma viver sob medo desde o crime, enquanto aguarda os desdobramentos do processo.
