
Foto: Divulgação
O cantor MC Ryan SP foi transferido para a Penitenciária II de Mirandópolis (SP) na manhã desta quinta-feira (30).
Ele havia sido preso no dia 15 de abril durante uma megaoperação contra uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão e estava em regime de reclusão no Centro de Detenção Provisória Belémzinho, em São Paulo (SP).
A prisão de Ryan aconteceu em uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista. Na ocasião, o cantor MC Poze do Rodo e os influenciadores Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e Chrys Dias, que tem quase 15 milhões de seguidores, também foram presos, além de outros produtores de conteúdo.
Ryan Santana dos Santos, de 25 anos, é um dos principais nomes do funk nacional. Entenda abaixo.
Segundo a investigação, o grupo criminoso utilizou a indústria audiovisual e o showbusiness digital unindo o tráfico de drogas, jogos de azar e rifas digitais à imagem de influenciadores de massa.
No dia da megaoperação, a defesa do cantor esclareceu em nota que ainda "não havia tido acesso ao procedimento, que tramita sob sigilo", mas ressaltou a "absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras". Disse ainda que "todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada". Leia a íntegra da nota ao final. O g1 tenta novo contato com os advogados do artista.
Natural de São Paulo, MC Ryan SP se tornou um dos artistas mais ouvidos da Geração Z, acumulando milhões de reproduções nas plataformas digitais. Conhecido pelo estilo ostentação e por exibir carros de luxo nas redes sociais, o funkeiro também passou a ganhar notoriedade por episódios controversos fora dos palcos. Tem mais de 15 milhões de seguidores no Instagram.
Nos últimos anos, o cantor esteve envolvido em uma série de ocorrências policiais, entre elas:
Com a prisão, MC Ryan SP passou a ser investigado em um caso de maior complexidade criminal, ligado a movimentações financeiras suspeitas.
A operação deflagrada em 15 de abril pela Polícia Federal cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueio de bens em diversos estados.
Segundo a PF, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada, laranjas e transações financeiras irregulares.
Foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Policiais também encontraram armas e um colar com uma imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar em um mapa do estado de São Paulo.
No total, 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão foram cumpridos em oito estados e no Distrito Federal.
A investigação segue em andamento, e a PF não descartou novas fases da operação.
Por meio de nota, a defesa de MC Ryan, feita pelo advogado Felipe Cassimiro Melo de Oliveira, informou que as "transações financeiras" dele são lícitas:
"A defesa técnica de MC Ryan informa, de forma respeitosa, que até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos.
Ressalta-se, contudo, a absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras. Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável.
A defesa confia plenamente que os esclarecimentos necessários serão prestados oportunamente, acreditando que, já no início da investigação, a verdade dos fatos será devidamente demonstrada."
A defesa do MC Poze do Rodo afirmou que "desconhece os autos ou teor do mandado de prisão" e se manifestará na Justiça.
Ao g1, o advogado de Raphael Oliveira disse que o influenciador está sendo ouvido na sede da Polícia Federal em Goiânia. A defesa de Chrys Dias não foi localizada.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado em hospital de Brasília para cirurgia no ombro — Foto: Pablo Porciuncula/AFP
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado nesta sexta-feira (1º) no hospital DF Star, em Brasília, após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Bolsonaro passará por uma cirurgia no ombro para reparação do manguito rotador e de lesões associadas.
"Estamos realizando alguns exames para segurança do procedimento cirúrgico, acreditamos que em torno de 10:00 horas", disse Alexandre Firmino, ortopedista do ex-presidente.
A ex-primeira-dama, Michelle, publicou em uma rede social, na manhã desta sexta, que estava a caminho do hospital, junto com o ex-presidente.
Na última sexta-feira (24), a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favorável ao pedido da defesa do ex-presidente solicitando liberação para o procedimento.
Ao solicitar autorização para o procedimento, a defesa do ex-presidente solicitou que o procedimento fosse realizado na semana passada, entre os dias 24 e 25 de abril. No entanto, o ministro do STF só autorizou o procedimento dias depois.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde o dia 27 de março. O benefício, com prazo inicial de 90 dias, foi concedido pelo ministro Alexandre de Moraes em razão das condições de saúde do ex-presidente.
Os advogados também pedem que a autorização abranja todas as etapas do tratamento, como atos preparatórios, pré-operatório, internação, realização da cirurgia, pós-operatório e reabilitação.
Nesta semana, a equipe médica que acompanha o ex-presidente disse que durante sessão de fisioterapia pré-operatória realizada nesta segunda-feira (27), Bolsonaro apresentou "evolução satisfatória, atingindo os objetivos terapêuticos propostos".
Segundo o relato da equipe médica, após a cirurgia, o ex-presidente deverá ser submetido a nova avaliação e ser encaminhado para continuidade do acompanhamento fisioterapêutico em fase pós-operatória, conforme conduta médica e evolução clínica.
No dia 17 de abril, a defesa do ex-presidente informou que Jair Bolsonaro havia melhorado e estava apto para a realização da cirurgia no ombro direito.
Segundo relatórios médicos enviados à Corte, Bolsonaro, atualmente com 71 anos, apresenta melhora clínica geral após um quadro de pneumonia bilateral.
Segundo os documentos, Bolsonaro apresentou uma "boa evolução" dos quadros pulmonar e digestivo. Os documentos mencionam a redução de sintomas como falta de ar, cansaço e refluxo gastroesofágico.
Em relação às crises de soluço, os médicos informam que a dosagem de medicamentos foi ajustada e a resposta tem sido "satisfatória".
Apesar da melhora geral, o laudo ortopédico indica que o ex-presidente persiste com dores noturnas e incapacidade funcional no ombro direito. O exame físico e a ressonância magnética confirmaram uma lesão de alto grau.
"Dentro deste quadro refratário à fisioterapia, e considerando que foi uma lesão traumática, adicionado ao fato que o paciente apresenta melhora do quadro clínico, se encontrando, por conseguinte, apto para a realização da operação", diz o trecho do laudo ortopédico.
A recomendação é que a cirurgia seja realizada por via artroscópica – um procedimento minimamente invasivo.
Atualmente, segundo a equipe médica, a rotina de Bolsonaro inclui dieta rigorosa, seis sessões semanais de fisioterapia cardiorrespiratória e motora e tratamento para controle da pressão arterial.

Foto: ilustração
Um professor de Educação Física, de 62 anos, suspeito de cometer abusos sexuais contra estudantes menores de idade, foi solto na noite desta quarta-feira (29), em Murici, no interior de Alagoas. O nome dele não foi divulgado.
O professor havia sido preso no dia 16 de abril, suspeito de envolvimento em crimes contra alunos da Escola Municipal Pedro Tenório Raposo, onde trabalhava.
Ao g1, o advogado do suspeito, Caio César, informou que a prisão era temporária, com prazo inicial de 30 dias, e havia sido mantida após audiência de custódia. Ele afirmou que pediu a revogação da medida por entender que não havia necessidade de manter o investigado preso durante o andamento do inquérito.
Segundo a defesa, a soltura ocorreu após a concessão de um habeas corpus com pedido liminar. A decisão foi tomada por um desembargador e teve cumprimento imediato.
De acordo com o advogado, o pedido foi aceito pela Justiça, que determinou a liberdade do professor.
Apesar da decisão, o caso continua sendo investigado. A defesa destacou que a soltura não encerra o processo e que o suspeito seguirá respondendo às acusações em liberdade enquanto as apurações continuam.

Sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à deliberação do veto presidencial ao PL da Dosimetria. — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O Congresso Nacional impôs nova derrota ao governo e rejeitou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria. No Senado, o placar foi de 49 votos a favor da derrubada e 24 contra. Antes, na Câmara, o veto foi derrubado por 318 votos a 144, com cinco abstenções.
O texto mira beneficiar condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023 e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta estabelece critérios e define percentuais mínimos para o cumprimento da pena e a progressão de regime.
Para evitar contradizer a nova Lei Antifacção, antes da votação, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), considerou prejudicados trechos do PL da dosimetria sobre a progressão de pena. Com isso, esses trechos não estiveram na votação realizada nesta quinta.
A medida mirou evitar flexibilizar penas de condenados em casos, por exemplo, de constituição de milícia privada, feminicídio e crimes hediondos.
Com a retirada dos trechos e a derrubada do veto, o PL da dosimetria deverá agora ser promulgado e se tornar lei em definitivo, sem incluir os dispositivos declarados prejudicados.
A base aliada do governo questionou a análise do veto e a decisão de Alcolumbre sobre a prejudicialidade. Segundo governistas, o projeto é "inconstitucional". Eles também contestaram a manobra de dividir o projeto – o chamado "fatiamento – com a prejudicialidade.
Aprovado pelo Congresso no ano passado, o PL da dosimetria foi integralmente vetado por Lula. Na Câmara, para evitar “insegurança jurídica”, o relator, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), também determinou que a remição pode ser compatível com o cumprimento da pena em prisão domiciliar.
Apesar de mirar as regras de cálculo de penas e de progressão de regime para condenados do 8 de Janeiro, os efeitos do projeto poderiam se estender a outros crimes.
Atualmente, os réus condenados tanto por abolição violenta do Estado Democrático de Direito quanto por golpe de Estado têm as penas somadas. Conforme o projeto, valerá o chamado o concurso formal e apenas a pena mais grave seria aplicada, sem soma das duas condenações. Em outra frente, o texto reduz o tempo mínimo para progressão do regime fechado ao semiaberto.
Ao vetar o projeto, o Planalto argumentou que "a redução da resposta penal a crimes contra o Estado Democrático de Direito daria o condão de aumentar a incidência de crimes contra a ordem democrática e indicaria retrocesso no processo histórico de redemocratização que originou a Nova República, violando o fundamento disposto no art. 1º da Constituição".
Na véspera da votação desta quinta, a oposição se mobilizou para analisar alternativas e uma possível derrubada de apenas uma parte do veto, para evitar que as regras da dosimetria esbarrassem na nova Lei Antifacção.
A possibilidade de um "fatiamento", no entanto, foi criticada por aliados do governo, que avaliam que essa manobra não é permitida pelo regimento. Por ter sido vetado integralmente, o rito prevê que a análise do veto também seja integral. Assim, na votação, ou seria rejeitado todo o veto ou mantido.
A questão, segundo Alcolumbre, foi analisada nos últimos dias pela Secretaria-Geral da Mesa e a solução encontrada foi considerar prejudicado parte da proposta.
"Cabe a esta Presidência compatibilizar a intenção do legislador em ambas as matérias, reconhecendo a prejudicialidade da parte do veto que foi objeto da Lei Antifacção", disse Alcolumbre na sessão.
Por: Emilly Behnke e Lorenzo Santiago, da CNN Brasil

Plenário da Câmara | Divulgação/Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados rejeitou, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto conhecido como "PL da Dosimetria", que reduz penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. A análise agora segue para o Senado.
Para que o veto fosse derrubado, eram necessários ao menos 257 votos na Câmara. Foram 318 favoráveis à derrubada e 144 contrários. No Senado, são necessários, pelo menos, 41.
O projeto permite a redução de penas de condenados por atos antidemocráticos e pode beneficiar ao menos 280 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Bolsonaro está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde, mas, em tese, segue em regime fechado, após condenação de 27 anos e três meses por tentativa de golpe.
Segundo a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, ele só poderia passar ao regime semiaberto em 2033.
Especialistas estimam que, caso o projeto passe a valer, o ex-presidente pode migrar de regime em um prazo entre dois e quatro anos.
O texto impede a soma de dois crimes — abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado —, estabelecendo que deve ser aplicada apenas a pena do crime mais grave, com acréscimo de um sexto até a metade.
A proposta também prevê redução de pena de um a dois terços quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que o réu não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança.
Se o veto for derrubado também no Senado, o texto será encaminhado para promulgação. O presidente da República terá até 48 horas para promulgar a lei.
Caso isso não ocorra, a tarefa caberá ao presidente do Senado e, posteriormente, ao vice-presidente da Casa. Após a promulgação e publicação oficial, a nova regra passa a valer.
Mesmo após entrar em vigor, a lei poderá ser questionada no Supremo Tribunal Federal, que poderá decidir sobre a validade das mudanças.
A votação ocorre em meio a uma crise entre o governo e o Congresso. Na terça-feira (29), o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF — a primeira vez desde 1894 que um indicado ao Supremo é barrado.
Antes da votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), adotou uma manobra para evitar conflito com outra lei em vigor.
Ele retirou da análise do Congresso um trecho do PL da Dosimetria por contrariar a chamada Lei Antifacção, que endureceu regras para progressão de regime.
Esse trecho retirado por Alcolumbre, na prática, facilitava a progressão de regime para condenados por crimes graves, como feminicídio e crimes hediondos.
A medida de Alcolumbre é incomum e funcionou como um “desmembramento” do veto do presidente Lula, que foi integral, isto é, a todo o projeto.
Dessa forma, ou seja, retirando uma parte, o Congresso poderia derrubar o veto de Lula ao PL da Dosimetra e, assim, manter o projeto, sem prejudicar o PL Antifação no que tange a progressão de regime.
Como o veto de Lula foi integral, o normal seria votar o texto por completo. Mas, para evitar que a derrubada reintroduzisse esse trecho mais brando, Alcolumbre declarou a “prejudicialidade” dessa parte — ou seja, ela foi retirada da votação.
Essa manobra não é comum, mas foi adotada para impedir mudanças nas regras aplicadas a condenados por crimes mais graves.

Foto: Ascom Semarh
Um relatório meteorológico da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), divulgado nesta quinta-feira (30), prevê mudanças no tempo durante o feriado do Dia do Trabalhador em Alagoas.
Na sexta-feira (1º) e no sábado (2), a previsão indica chuvas passageiras e variação de nuvens em Maceió, no Litoral e na Zona da Mata. Já no Sertão, o tempo deve permanecer seco, com temperaturas elevadas.
Para a sexta-feira (1º), a expectativa é de chuvas rápidas nas primeiras horas da manhã e também à noite em Maceió e no Litoral, com temperaturas variando entre 22°C e 29°C. Na Zona da Mata, o cenário é de maior instabilidade no período noturno, com possibilidade de chuva mais intensa, especialmente na parte norte da região.
Enquanto isso, o Sertão e o Sertão do São Francisco devem ter predomínio de sol e tempo firme, com máximas que podem chegar a 32°C.
No sábado (2), a instabilidade continua na faixa leste do estado. No Litoral e no Baixo São Francisco, a previsão é de muitas nuvens e chuvas isoladas ao longo do dia, intercaladas com períodos curtos de sol.
No Agreste, o tempo deve variar entre períodos de nebulosidade e possibilidade de chuva rápida durante a tarde. Já no Sertão, a temperatura mínima pode cair para cerca de 20°C à noite, mas sem previsão de chuva significativa ao longo do fim de semana.
A mudança no tempo, segundo os técnicos, se explica porque o estado está sob a influência de área de baixa pressão, chamado “cavado”, que facilita a subida do ar. Quando esse ar sobe, ele esfria e condensa o tempo, formando as nuvens de chuva.
Ainda conforme os profissionais da Semarh, esse sistema atua em conjunto com o escoamento de sudeste, que é basicamente o vento soprando do Oceano Atlântico para o continente. Todo esse movimento traz a umidade necessária para gerar as chuvas passageiras observadas no Litoral e Zona da Mata.
