Cristiano Zanin foi sorteado para julgar pedido de abertura de CPI do Master na Câmara dos Deputados — Foto: Gustavo Moreno/SCO-STF

 

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu o pedido apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) relacionado à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI) na Câmara dos Deputados para investigar o Banco Master.

Na decisão, o magistrado apontou “defeitos processuais” na ação apresentada ao Supremo e entendeu que a controvérsia deve ser inicialmente analisada no âmbito do próprio Poder Legislativo.

Zanin determinou que o caso seja apreciado pelo presidente da Câmara dos Deputados, que deverá avaliar as alegações do parlamentar à luz da Constituição Federal e do Regimento Interno da Casa. Na prática, o ministro indicou que a discussão sobre a instalação da CPI precisa seguir primeiro os procedimentos internos do Congresso, antes de eventual judicialização no STF.

O pedido de Rollemberg buscava que o Supremo determinasse providências em relação à CPI do Banco Master, tema que ganhou forte repercussão política após o avanço de investigações e denúncias envolvendo o banco e seu controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro. O caso se tornou um dos focos de tensão no ambiente político e institucional, com reflexos no Judiciário e no Legislativo.

A decisão de Zanin, ao devolver o tema para a Câmara, reforça a determinação para análise das alegações. Há entendimento de que a primeira palavra sobre a tramitação da CPI cabe ao Legislativo, cabendo ao STF atuar apenas em caso de eventual violação de regras constitucionais ou regimentais.

Assim, caberá agora à presidência da Câmara examinar se o pedido atende aos requisitos formais previstos para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito e decidir sobre os próximos passos do processo.

Apresentação do técnico Moacir Júnior pela diretoria do CSA — Foto: Rodrigo Cedro/TV Asa Branca

 

 

O CSA apresentou, nesta quinta-feira (12), o técnico Moacir Júnior - que estava no Osasco (SP). Ele chega para substituir técnico Itamar Schülle, que atualmente está no ASA.

Moacir Júnior comandou o primeiro treinamento no CT e, em seguida, foi apresentado pelo presidente Robson Rodas e o executivo Carlos Bonatelli na sala de imprensa.

Com discurso otimista, Moacir avisou que o CSA vai buscar o acesso na Série D do Brasileiro.

"Para mim, existem cinco vagas aqui na classificatória geral do acesso porque uma é do CSA. Essa é a minha expectativa. Eu tive o acesso desse campeonato com o ABC, em 2021, em cima do Caxias, conheço bem a dificuldade que, para mim, era imensurável, e a gente conseguiu. Então, eu conheço, sim, a competição, os caminhos árduos da Série D, mas pretendo, com a direção do clube, com todos os funcionários, com os atletas que estão e que aqui estarão, envergar bem essa camisa e representar esse clube," destacou.

Na coletiva, o treinador também elogiou os azulinos. "A torcida do CSA eu já joguei contra aqui, com o Trapichão lotado, e sei da força quando pulsa e cabe a nós criarmos o cenário para que a torcida volte também a acreditar e abraçar o projeto, abraçar o clube".

Moacir deixou o Osasco no início de março e tem o desafio de arrumar o elenco azulino para a Série D Brasileiro, que começa em 5 de abril.

O treinador deve ajudar também a diretoria na indicação de cinco ou seis contratações.

Jefferson Rudy/Agência Senado

 

O Senado aprovou, na quarta-feira (11/3), o Projeto de Lei (PL) n° 750 de 2026 que instui o Programa Nacional de Monitoramento de Agressores com Uso de Tecnologia por Inteligência Artificial (PNM-IA), a fim de ampliar a proteção de mulheres vítimas de agressão. Segue para a análise do plenário da Câmara dos Deputados.

O texto é de autoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM) e relatado pela senadora Daniella Ribeiro (PP-PB).

O monitoramento ativo será feito por meio de:

tornozeleira eletrônica ou dispositivo equivalente;

a definição de limites mínimos de distância em relação à vítima ou a locais determinados;

a vinculação do dispositivo de monitoramento a sistema público informatizado dotado de inteligência artificial.

O sistema buscará rastrear o agressor em tempo real e identificar violações de perímetro ou de distância mínima fixada judicialmente.

O projeto diz que o uso do aplicativo pela vítima será facultativo, gratuito e condicionado à sua manifestação expressa de consentimento, assegurado o sigilo das informações.

Além disso, cria um banco de dados nacional, no âmbito do PNM-IA, destinado à análise de padrões de comportamento de agressores monitorados, com o uso de técnicas de aprendizado de máquina e outras ferramentas de inteligência artificial.

A relatora sugeriu emendas ao texto, como inserir o PNM-IA no âmbito do programa Antes que Aconteça, programa de combate à violência contra a mulher em execução do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), retirar o capítulo sobre reabilitação obrigatória, que já está contido no programa do MJSP, e aprimorar as disposições sobre as fontes de custeio das despesas decorrentes da aprovação do projeto.

“A fim de prosseguir com o combate à violência contra a mulher, precisamos dar mais um passo no sentido de incorporar as novas tecnologias, como a inteligência artificial, na nossa legislação protetiva”, diz trecho do relatório da senadora Daniella Ribeiro.

Hugo Barreto/Metropóles @hugobarretophoto

A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta semana, mostrou pela primeira vez que o número de mulheres que desaprova a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superou o índice das que aprovam.

De acordo com o levantamento, 48% do eleitorado feminino desaprova o governo Lula, um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao último levantamento, divulgado em fevereiro. Já o número que aprova é de 46%, queda de dois pontos percentuais em relação ao último mês.

Entre os homens, 55% desaprovam e 41% aprovam. Confira as variações por gênero:

O que diz a nova pesquisa Genial/Quaest

A nova pesquisa Genial/Quaest mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 51% dos eleitores, enquanto 44% aprovam.

Confira os números:

Desaprova o governo Lula: 51% (+2 p.p)

Aprova o governo Lula: 44% (-1 p.p)

Não sabem ou não responderam: 5% (-1 p.p)

A pesquisa mostrou a maior desaprovação do governo Lula desde julho de 2025, quando o percentual era de 53%.

Já a aprovação do governo é a mais baixa desde julho de 2025, quando marcou 43%. Confira as variações:

A pesquisa entrevistou pessoalmente 2.004 eleitores de mais de 16 anos, entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o registro BR-05809/2026.

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

 

O percentual de endividamento das famílias chegou a 80,2% em fevereiro deste ano, de acordo com a nova pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada na quarta-feira (11/3). O número representa o maior índice da série histórica.

Em comparação com fevereiro de 2025, o índice apresenta um crescimento de 3,8 pontos percentuais — era de 76,4% há um ano. Em relação ao mês de janeiro deste ano, houve crescimento de 0,7 ponto percentual — era de 79,5%.

O índice de endividamento consiste nas famílias que relataram ter dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.

19,7% dos entrevistados pela CNC em fevereiro afirmaram não ter dívidas. Em janeiro, eram 20,5%.

O endividamento recorde das famílias está acompanhado de aumento na inadimplência. Após três meses de retração, o índice voltou a aumentar, atingindo 29,6% dos entrevistados. A taxa é a maior desde novembro do ano passado (30%).

Embora tenha sido registrado aumento no endividamento e na inadimplência de janeiro para fevereiro, houve recuo no percentual de famílias que não terão condições de pagar as dívidas em atraso. A redução foi sensível, de 0,1 ponto percentual, com o índice atingindo 12,6%.

A pesquisa mostra que todas as faixas de renda apresentaram aumento no endividamento. Mas essa variação foi mais importante nas famílias com renda acima de cinco salários.

Famílias endividadas por faixa de renda:

0 a 3 salários mínimos: 82,9%

3 a 5 salários mínimos: 82,9%

5 a 10 salários mínimos: 78,7%

mais do que 10 salários mínimos 69,3%

Comprometimento da renda

A parcela dos consumidores que tem mais da metade da renda vinculada a dívidas ficou estável, em 19,5%, após registrar alta por dois meses consecutivos.

Para 56,1% das famílias, o comprometimento da renda com dívidas varia de 11% a 50%. No entanto, o percentual médio de comprometimento da renda com dívidas ficou em 29,7% em fevereiro deste ano. No mesmo mês de 2025, o resultado foi de 29,9%.


Reprodução/X

 

Após um ataque do Irã atingir dois navios petroleiros que embarcaram no porto de al-Faw, na única saída marítima do Iraque, o país suspendeu as operações em todos os portos de petróleo, na quarta-feira (11/3). Desde o início da guerra no Oriente Médio, 17 embarcações sofreram ataques no Golfo Pérsico, das quais seis foram atingidas na noite passada.

Os navios alvejados em águas iraquianas foram o Safesea Vishnu, com bandeira das Ilhas Marshall; e o Zefyros, com bandeira de Malta. Segundo funcionários portuários, as embarcações haviam carregado combustível.

A Organização Estatal Iraquiana para a Comercialização de Petróleo (Somo) informou que o Safesea Vishnu foi fretado por uma empresa iraquiana contratada pela Somo e que o Zefyros estava carregado com condensado da Basra Gas Company. Os dois navios foram atacados na área de carregamento, dentro das águas territoriais iraquianas, afirmou a Somo.

Conflito sobre o petróleo
O transporte marítimo no Golfo Pérsico e ao longo do estreito de Ormuz, que transporta cerca de um quinto do petróleo mundial, praticamente parou desde que EUA e Israel iniciaram os ataques ao Irã em 28 de fevereiro. Com isso, os preços globais do petróleo dispararam, chegando a mais de US$ 100 o barril.

Ainda na quarta-feira, Teerã alertou que o mundo deveria se preparar para o petróleo a US$ 200 o barril, desafiando a afirmação do presidente Donald Trump de que os EUA já haviam vencido a guerra. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que, se os ataques ao país continuassem, não permitiria que “um litro de petróleo” fosse enviado do Oriente Médio para EUA, Israel ou seus parceiros.

Trump afirmou que Washington atacaria o Irã com mais força caso o país bloqueasse as exportações de petróleo. Segundo o presidente dos EUA, as companhias petrolíferas deveriam usar o estreito porque “praticamente toda a marinha (do Irã) foi dizimada”.

 

O porto de Jebel Ali, em Dubai, é um dos 10 mais importantes do mundo — Foto: Reuters via BBC

 

Pouco mais de uma semana após o início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, o conflito já causa impacto na economia global.

Nesta semana, o preço do petróleo bruto Brent e WTI, referências do mercado internacional, ultrapassou a marca de US$ 100 (R$ 520) pela primeira vez desde 2022, embora tenha caído para menos de US$ 95 (R$ 494) no mesmo dia.

Em comparação, em 27 de fevereiro, um dia antes do início das hostilidades, o preço do petróleo bruto Brent e WTI rondava os US$ 70 (R$ 364) por barril.

Este aumento nos preços dos combustíveis ocorreu principalmente devido ao virtual fechamento do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, após o governo iraniano ameaçar navios que tentassem atravessar essa hidrovia, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo e gás do mundo.

Mas, embora o aumento dos preços do petróleo — e da gasolina — fosse claramente esperado, visto que o conflito envolve o Irã e o Estreito de Ormuz, especialistas preveem que suas repercussões serão sentidas em outras áreas da economia e em diferentes partes do mundo.

A BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, fala sobre três desses efeitos.

1. Produção de alimentos sob risco

O conflito atual está afetando os principais exportadores de fertilizantes.

Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos são quatro dos maiores exportadores globais de fertilizantes nitrogenados, segundo dados do Observatório de Complexidade Econômica.

Esse tipo de fertilizante é produzido a partir de gás natural e é utilizado em plantações que produzem cerca de metade do suprimento mundial de alimentos.

Embora a maioria dos produtores de fertilizantes da região tenha continuado operando apesar da guerra, a Qatar Energy, uma das principais produtoras de ureia, teve que suspender suas operações após o fornecimento de gás ter sido interrompido na semana passada devido a ataques de drones e mísseis iranianos.

Além disso, os benefícios da continuidade das operações dessas empresas são limitados pelo fato de que elas não conseguem exportar seus fertilizantes devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa um terço do suprimento mundial de fertilizantes, de acordo com a Bloomberg.

A isso se soma o fato de o Irã também ser exportador de fertilizantes e a decisão da China, adotada no final de 2025, de suspender as exportações de fertilizantes fosfatados e restringir severamente as exportações de ureia até agosto de 2026, com o objetivo de garantir o abastecimento aos agricultores locais.

Ainda segundo o Observatório da Complexidade Econômica, a China é a maior exportadora mundial de fertilizantes nitrogenados.

Como consequência disso, os preços dos fertilizantes já começaram a subir significativamente. No Porto de Nova Orleans, principal ponto de entrada desses produtos nos EUA, o preço dos fertilizantes saltou de US$ 516 (R$ 2.684) por tonelada métrica para US$ 683 (R$ 3.552) durante a primeira semana da guerra de preços.

E essa situação ocorre justamente na época do ano em que os agricultores do Hemisfério Norte se preparam para o plantio, o que complica ainda mais o cenário.

De acordo com dados da Federação Americana de Escritórios Agrícolas (FAR, na sigla em inglês), 25% das importações de fertilizantes do país ocorrem entre março e abril de cada ano.

"Isso não poderia ter acontecido em pior hora", disse à BBC o agricultor Harry Ott, que cultiva algodão, milho e soja na Carolina do Sul, nos EUA.

Analistas preveem que, caso o conflito continue, os consumidores começarão a sentir o impacto nos preços dos alimentos dentro de um a três meses, enfrentando custos mais altos e escassez, já que as colheitas serão menores sem a quantidade necessária de fertilizantes.

Essa situação pode se traduzir em fome para os países e pessoas mais pobres.

"O aumento repentino dos preços dos alimentos e combustíveis, impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio, pode ter um efeito dominó que agravará a fome para as populações vulneráveis ​​na região e em outras partes do mundo", alertou o Programa Mundial de Alimentos da ONU em um comunicado.

2. Restrição da distribuição global de medicamentos

A guerra em curso no Oriente Médio também está impactando a cadeia de suprimentos global de medicamentos e produtos farmacêuticos.

Isso se deve principalmente aos ataques sofridos por Dubai, um importante centro logístico no setor farmacêutico global.

A cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos abriga o aeroporto internacional mais movimentado do mundo, que recebeu aproximadamente 95 milhões de passageiros em 2025.

Este aeroporto também é um importante centro de distribuição de cargas para medicamentos e outros produtos farmacêuticos, especialmente aqueles que exigem manutenção da cadeia de frio.

A indústria farmacêutica da Índia, a maior fornecedora mundial de medicamentos genéricos e que produz 60% das vacinas do mundo, de acordo com dados do Departamento de Comércio da Índia, tem como o aeroporto de Dubai um ponto estratégico de distribuição.

A companhia aérea Emirates possui um terminal de cargas chamado Emirates SkyPharma, construído especificamente para lidar com remessas farmacêuticas sensíveis à temperatura. Dubai também possui o Porto de Jebel Ali, considerado o nono porto de cargas mais movimentado do mundo e o maior do Oriente Médio.

Segundo a Autoridade Portuária de Jebel Ali (JAFZA), cerca de 400 empresas farmacêuticas e de saúde de 60 países operam no porto. A JAFZA destaca que, em 2020, 50% dos produtos farmacêuticos e de saúde de Dubai, avaliados em US$ 21,8 bilhões (R$ 113,4 bilhões), passaram por este porto.

As exportações farmacêuticas indianas também transitam por este porto, de onde os produtos são enviados para outros países do Golfo Pérsico, África, Europa e outros destinos.

Os ataques militares iranianos causaram danos tanto ao porto quanto ao aeroporto de Dubai, interrompendo as operações normais devido ao conflito. O transporte aéreo de carga é crucial para a indústria farmacêutica, especialmente para remessas de alto valor ou que exigem entrega urgente ou controle de temperatura.

Embora existam algumas rotas alternativas para Dubai, muitas têm menor capacidade para lidar com esses volumes de carga, exigem dias adicionais de viagem e incorrem em custos mais elevados, o que pode, em última análise, aumentar o preço e a disponibilidade desses produtos. De acordo com o Departamento de Comércio da Índia, a indústria farmacêutica do país exportou produtos para 200 países em todo o mundo, sendo os EUA, o Reino Unido, o Brasil, a França e a África do Sul os principais destinos.

O aeroporto e as instalações portuárias de Dubai funcionam simultaneamente como centros de armazenamento e reexportação desses medicamentos, desempenhando, assim, um papel central no setor farmacêutico global.

3. Produção de metais, substâncias químicas e eletrônicos

A distribuição de elementos químicos como enxofre e de matérias-primas como alumínio, que desempenham um papel fundamental na produção industrial, também está sendo impactada pela guerra.

Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Irã estão entre os principais exportadores de enxofre, um subproduto do refino de petróleo e gás.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, 24% da produção mundial de enxofre tem origem no Oriente Médio.

Grande parte dessa produção é utilizada para fertilizantes, mas também tem usos importantes na extração de minerais e metais como cobre e níquel, essenciais para a produção de eletrodomésticos, veículos, redes elétricas, semicondutores, baterias e materiais como aço inoxidável, entre muitas outras aplicações.

Nesse setor, os efeitos da guerra já são sentidos. Durante a primeira semana do conflito, companhias mineradoras de níquel na Indonésia — país responsável por mais de 50% do níquel mundial — anunciaram cortes na produção devido a interrupções no fornecimento dos países do Golfo, que fornecem 75% do enxofre utilizado por essas empresas.

Como alertou a Reuters, alguns produtores de cobre na África provavelmente enfrentam uma situação semelhante.

"Uma disputa pela oferta colocaria refinarias de níquel indonésias contra mineradoras de cobre africanas, e ambas contra fabricantes de fertilizantes em todo o mundo, que também buscam substitutos para o enxofre do Oriente Médio", observou a Reuters.

Como o ácido sulfúrico — que é produzido com enxofre — é um dos componentes mais importantes para a fabricação de semicondutores e chips, interrupções no fornecimento desse produto químico podem impactar a produção de inúmeros produtos considerados essenciais na vida moderna, como smartphones, computadores, cartões de memória, veículos e inúmeros dispositivos eletrônicos usados ​​em residências, empresas e fábricas.

Esta não é a primeira vez que o mundo enfrenta uma situação como essa. Durante a pandemia de covid-19, a escassez de chips impactou tanto os volumes de produção desses dispositivos quanto o preço final que os consumidores tiveram que pagar.

Desta vez, há um fator adicional: a alta demanda por chips por parte de empresas que desenvolvem e implementam modelos de inteligência artificial.

 

Primeiro-ministro Ousmane Sonko — Foto: Sylvain Cherkaoui/AP/Arquivo

 

 

O Parlamento do Senegal aprovou um projeto de lei que aumenta as punições para atos homossexuais no país da África Ocidental, de maioria muçulmana. A medida faz do Senegal o mais recente país africano a endurecer as penalidades contra a comunidade LGBTQ+.

O texto foi apresentado ao Parlamento no mês passado pelo primeiro-ministro, Ousmane Sonko, e descreve atos homossexuais como “contra a natureza”.

A proposta dobra as penas de prisão para condenados por esse tipo de ato: de um intervalo atual de um a cinco anos para entre cinco e dez anos.

Quase todos os parlamentares votaram a favor do projeto durante a sessão plenária de quarta-feira (11). Não houve votos contrários e três deputados se abstiveram.

Para entrar em vigor, a medida ainda precisa da sanção do presidente Bassirou Diomaye Faye, que, segundo analistas, deve aprovar o texto.

O projeto também prevê punições para o que chama de “promoção” ou “financiamento” da homossexualidade, numa tentativa de restringir a atuação de organizações que apoiam minorias sexuais e de gênero.
As multas para esse tipo de infração foram elevadas para até 10 milhões de francos CFA (cerca de R$ 91 mil). Mesmo assim, a proposta mantém o delito como contravenção, e não como crime mais grave.

Durante o debate no Parlamento, ministros argumentaram que a legislação anterior, criada em 1966, era branda demais.

O novo texto classifica a homossexualidade junto com necrofilia e bestialidade na categoria de “atos contra a natureza”. Ao mesmo tempo, a proposta prevê punição para quem acusar outra pessoa de atos homossexuais “sem provas”.
Leis que criminalizam relações entre pessoas do mesmo sexo são comuns na África: mais de 30 dos 54 países do continente punem esse tipo de relação.

Com a medida, o Senegal se junta a países como Quênia, Serra Leoa e Tanzânia, onde as penas podem chegar a 10 anos ou mais de prisão. Na Somália, Uganda e Mauritânia, o crime pode levar até à pena de morte.
Nas últimas semanas, grupos que defendem valores islâmicos organizaram manifestações em apoio à nova medida. Ao mesmo tempo, a polícia intensificou ações contra pessoas suspeitas de serem gays e prendeu pelo menos uma dúzia delas.

A proposta cumpre uma promessa de campanha do primeiro-ministro Sonko, que tentou apresentar o projeto quando ainda estava na oposição, mas não teve sucesso.

 

Guerra no Oriente Médio: Agência Internacional de Energia anuncia a maior liberação de reservas de petróleo da história — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

 

A guerra no Oriente Médio está provocando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, afirmou a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (12).

A declaração ocorre um dia depois de a entidade concordar em liberar um volume recorde de petróleo dos estoques estratégicos para compensar a escassez e a alta dos preços.

Em relatório mensal sobre o mercado de petróleo, a IEA afirmou que a oferta global deve cair em 8 milhões de barris por dia em março devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, na costa iraniana.

A interrupção ocorre desde que Estados Unidos e Israel iniciaram uma campanha de ataques aéreos contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Segundo a agência, países do Golfo no Oriente Médio — como Iraque, Catar, Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita — reduziram a produção conjunta de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia. O volume equivale a quase 10% da demanda mundial e reflete os impactos do conflito.

A IEA acrescentou que, sem uma rápida retomada do transporte marítimo na região, essas perdas tendem a aumentar.

“A produção interrompida nos campos petrolíferos levará semanas e, em alguns casos, meses para voltar aos níveis anteriores à crise, dependendo da complexidade de cada área e do tempo necessário para que trabalhadores, equipamentos e recursos retornem à região”, informou a agência.
A IEA, que assessora países industrializados em políticas energéticas, anunciou na quarta-feira (11) a liberação recorde de 400 milhões de barris de petróleo dos estoques estratégicos mantidos por seus membros.

A medida busca conter a alta global dos preços do petróleo bruto desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, com os EUA responsáveis pela maior parte do volume liberado.

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quinta-feira (12) após o Irã intensificar ataques a instalações petrolíferas e de transporte em diferentes pontos do Oriente Médio, aumentando o temor de um conflito prolongado e de novas interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz.

O petróleo Brent, que chegou a US$ 119,50 por barril na segunda-feira (9) — maior valor desde meados de 2022 — avançava mais de 6% nesta quinta-feira, sendo negociado pouco abaixo de US$ 98 por barril.

 

Posto de combustível | Divulgação/Tomaz Silva/Agência Brasil

 

 

Os preços do óleo diesel subiram mais de 7% nos primeiros dias de março, segundo levantamento da Edenred Mobilidade feito com base em dados de 21 mil postos no país.

O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) compara a primeira semana de março em relação aos últimos sete dias de fevereiro.

O preço médio do diesel S-10 subiu 7,72%, de R$ 6,22 para R$ 6,70 por litro.

Já o diesel comum avançou 6,10%, de R$ 6,44 para R$ 6,52 por litro.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também calcula os preços médios do diesel no país. Os dados mais recentes, divulgados na sexta-feira (6), ainda não indicaram aumentos tão expressivos quanto os apontados pela Edenred.

Segundo a ANP, o preço médio do diesel S-10 ficou em R$ 6,15 na semana encerrada em 6 de março, alta de 0,98% em relação aos sete dias anteriores. O diesel comum subiu 0,83% na mesma comparação, para R$ 6,08.

Segundo o diretor de frete da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, a alta dos combustíveis acompanhou o avanço do petróleo no mercado internacional, em meio à guerra no Oriente Médio. Há bastante preocupação sobre o combustível por conta de seu impacto indireto na inflação.

“Quando há uma alta mais forte no preço do petróleo, é comum que os primeiros efeitos apareçam no diesel. Como ele é o principal combustível do transporte rodoviário de cargas, qualquer aumento de custo tende a se refletir rapidamente nesse mercado", explica o executivo.

Os preços do petróleo subiram nas últimas semanas, com a escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz — rota por onde passa mais de 20% do comércio global da commodity.

Na segunda-feira (9), o barril chegou perto de US$ 120, mas acabou recuando nos dias seguintes para a casa dos US$ 90.

"Alguns postos já relatam dificuldade para repor combustível em determinados tanques ou bombas, o que pode indicar oferta mais restrita caso as limitações logísticas provocadas pelo conflito se prolonguem", avalia Fernandes.

O executivo destaca ainda que os preços ao consumidor têm mudado mesmo sem anúncio oficial de reajuste da Petrobras nas refinarias.

A situação virou alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após sindicatos do setor indicarem aumento ou previsão de alta nos preços da gasolina e do diesel em várias regiões, mesmo sem mudança nos valores praticados pela estatal.

A investigação foi solicitada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) na última terça-feira (10).

Segundo Fernandes, ainda é cedo para afirmar que haverá falta de combustíveis no país por causa do conflito no Oriente Médio, e é "importante ter cautela nesse momento".

"A Petrobras ainda não anunciou reajustes e costuma avaliar o comportamento do mercado antes de tomar qualquer decisão", diz.

Além disso, mais de 30 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) anunciaram nesta quarta-feira (11) que vão liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência. Trata-se da maior liberação já realizada pelo grupo e deve ajudar a conter os preços.

Nordeste registra a maior alta no diesel

O IPTL indica que o maior avanço dos preços foi registrado no Nordeste, com alta de 13,17% no diesel S-10 e de 8,79% no diesel comum. O preço médio na região chegou a R$ 7,22 por litro. Em seguida, vieram as regiões Centro-Oeste e Sul.

Na análise por estado, o levantamento mostra que o maior preço médio do diesel comum foi registrado em Roraima, a R$ 7,84 por litro. O menor valor apareceu em Pernambuco, a R$ 6,23 por litro.

No diesel S-10, o maior preço foi registrado em Rondônia, a R$ 7,90 por litro, enquanto o menor valor médio ficou na Paraíba, a R$ 6,26 por litro.

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