
Destruição em Teerã — Foto: Vahid Salemi/AP
Ao contrário de conflitos recentes na região, como a guerra entre Irã e Israel de junho de 2025 e entre Israel e Hamas, a atual Guerra no Irã extrapolou as fronteiras dos países diretamente envolvidos e se alastrou pelo Oriente Médio.
Os combates, que entram agora na terceira semana, tiveram início em 28 de fevereiro com bombardeios conjuntos de EUA e Israel contra o território iraniano, resultando na morte do líder supremo do país, Ali Khamenei. Uma escola com estudantes também foi atingida, entre outros alvos.
O Irã lançou ataques retaliatórios pouco depois, não só contra Israel, mas também em direção a embaixadas, a bases americanas espalhadas pela região e também a alvos civis, como prédios que supostamente abrigariam funcionários americanos.
Ao mesmo tempo, Hezbollah e Israel intensificaram as hostilidades em meio ao conflito, arrastando o Líbano, inclusive sua capital, Beirute, para o teatro de operações.
Veja, a seguir, todos os países envolvidos na guerra:
Irã
O país vinha sendo pressionado, e abriu novas negociações com os EUA para um acordo que limitasse seu programa nuclear. Mesmo com negociadores tratando do tema, o Irã foi alvo de um ataque conjunto de EUA e Israel no último dia 28 de fevereiro, ato que deflagrou a guerra.
Seu território vem sofrendo bombardeios contra alvos militares e políticos. Ativos econômicos, como refinarias de petróleo, também foram atingidos.
Em resposta, Teerã lançou ataques retaliatórios e fechou o estreito de Ormuz, importante escoador de petróleo que o país efetivamente controla, para a maior parte do tráfego. A ação envolve o ataque a navios que tentam sair do Golfo Pérsico.
Principal ator do conflito fora do Oriente Médio, os americanos mobilizaram um enorme efetivo militar na região, como caças e frotas navais inteiras que foram colocados à disposição do Comando Central (CentCom).
Washington possui bases em diversos países, além de acordos de cooperação militar. O Bahrein, por exemplo, é a sede da Quinta Frota da Marinha americana. Sua maior base aérea na região, Al Udeid, fica no Catar.
O Irã considera os países que abrigam instalações americanas como alvos legítimos de ataques, mesmo os que tentam permanecer neutros na guerra, como Catar e Omã.
Israel
Tel Aviv e Teerã são inimigos desde a Revolução de 1979, quando o regime dos aiatolás se instaurou no Irã. Israel tem realizado ataques diários contra território iraniano – e também tem sido alvo constante de bombardeios do Irã, inclusive de mísseis de fragmentação.
Com o início do conflito, o grupo terrorista Hezbollah, do Líbano, voltou a atacar o território israelense, abrindo mais um front para o país no conflito.
Líbano
Desde o fim da última guerra entre Israel e Hezbollah, em novembro de 2024, um cessar-fogo havia sido negociado entre as partes. Israel seguiu realizando bombardeios pontuais contra o Líbano, sob a justificativa de frear o rearmamento do grupo terrorista.
Com a volta dos ataques do Hezbollah, um tradicional aliado do Irã, o Líbano voltou ao teatro de operações, sendo alvos de bombardeios pesados em diversas regiões, como o sul, o vale do Bekaa e a capital, Beirute.
Autoridades libanesas afirmam que os mortos no país por mísseis israelenses já passam de 700.
Emirados Árabes Unidos
Um dos maiores aliados dos EUA na região também é um dos principais alvos de drones suicidas do Irã nas primeiras semanas de conflito. Autoridades do país estimavam em mais de 800 ataques de Teerã até a última atualização.
Muitos dos alvos foram instalações civis, como o hotel Palm Jumeirah e o maior prédio do mundo, o Burj al-Khalifa, ambos em Dubai.
Catar
De todos os países do Golfo, é o que costuma ter melhores relações com o Irã, já que tanto seu governo quanto sua população são de maioria xiita. O país, porém, também abriga a maior base aérea americana da região, atacada por Teerã.
Doha interrompeu sua produção de gás natural depois de ter duas instalações danificadas por ataques iranianos. Dois caças do Irã também foram abatidos pela Força Aérea catari.
Bahrein
Outro aliado dos EUA, de maioria xiita mas controlado por uma família real sunita, o país é destino frequente de drones de Teerã – tanto a sede da Quinta Frota dos EUA e infraestrutura energética, quanto prédios civis, que o Irã alega serem usados por militares americanos.
Omã
Omã tem por princípio diplomático a neutralidade, e por isso mesmo se coloca como mediador de conflitos dos vizinhos: era Mascate, por exemplo, que intermediava as negociações entre EUA e Irã por um acordo nuclear antes de as conversas naufragarem.
Apesar disso, os EUA mantém bases no país, atacadas por drones ao longo da guerra.
Arábia Saudita
Riad e Washington têm laços históricos, e o Irã buscou bombardear não só a embaixada americana no país, mas também a refinaria de Ras Tanura, uma das maiores do mundo e peça central da indústria petrolífera saudita.
Jordânia
Outro país da região com forte ligação com as potências orientais. Apesar de seu espaço aéreo ser constantemente riscado por mísseis dirigidos a Israel, houve poucos ataques direcionados a bases americanas em seu território, em comparação com seus vizinhos.
O país tem sido um dos mais atacados por Teerã, visto a enorme quantidade de bases americanas de grande porte, existentes desde a Guerra ao Terror de 2003. Além de Bagdá, os maiores focos iranianos estão no norte, ao redor de Erbil, onde existe forte presença curda, hostil a Teerã.
Americanos têm usado o país por sua localização estratégica, embora a maioria das missões seja confidencial. Foi em espaço aéreo iraquiano que um avião de reabastecimento KC-135 dos EUA caiu em meio a uma operação.
Chipre
A ilha abriga uma grande base militar britânica que foi atacada por drones na semana passada. Ninguém reivindicou o ataque, mas a imprensa internacional especula que tenha vindo do Hezbollah.
Azerbaijão
Drones suicidas iranianos atingiram um aeroporto e áreas civis no país, um importante produtor de petróleo vizinho ao Irã. Autoridades de Baku dizem considerar uma retaliação.
Outro países
Sem envolvimento direto, ao menos por enquanto, outras nações têm tido participação marginal na guerra:
No Sri Lanka, um submarino americano afundou um navio militar iraniano que estava no país para a realização de um exercício. Há relatos de que a embarcação estava desarmada. Foi o primeiro abate de um navio por um submarino americano desde a Segunda Guerra Mundial.
Na Turquia, baterias antiaéreas da Otan abateram mísseis de origem iraniana. Um outro míssil também caiu na Síria, sem explodir.
Após o ataque com drones à base no Chipre, o premiê do Reino Unido, Keir Starmer, autorizou o uso de bases aéreas britânicas pelos EUA. Um destróier também foi enviado ao Mediterrâneo Oriental.
A França, também receosa de apoiar a ação militar de EUA e Israel, decidiu pelo envio de um porta-aviões, que não participou ativamente de nenhuma missão.

Homem assassinado em Delmiro - Foto: Reprodução
Um homem com deficiência auditiva morreu após ter sido esfaqueado no peito neste sábado (14), no bairro Eldorado, em Delmiro Gouveia. O suspeito foi preso após o assassinato.
Ivan Emídio de Sales, de 46 anos, conhecido como “Mundinho do Gesso”, ainda chegou a ser socorrido mas não resistiu. Segundo informações divulgadas por sites da região sertaneja, o acusado chegou ao bar onde a vítima estava e cometeu o crime sem motivo aparente. Ivan chegou a ser encaminhada ao Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS), mas não resistiu ao ferimento e acabou falecendo na unidade de saúde.
Logo após o homicídio, as equipes policiais intensificarem as buscas e, durante as diligências, o suspeito acabou sendo localizado e preso por policiais militares na rodovia AL-423, nas proximidades da região conhecida como Caraíbas do Lino, na zona rural de Delmiro Gouveia.
Durante a verificação no sistema, foi constatado pela polícia que o suspeito já possui antecedentes criminais por violência doméstica. De acordo com o portal Sertão 142, após a prisão, o homem identificado apenas como Fabiano, popularmente conhecido como “Vaqueirinho”, foi conduzido para a realização dos procedimentos cabíveis junto à Polícia Civil de Alagoas, que ficará responsável pela investigação do caso.

Mega-Sena, concurso 2.984 — Foto: Reprodução/Caixa
O sorteio do concurso 2.984 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (14), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 105 milhões.
Veja os números sorteados: 06 - 11 - 15 - 28 - 42 - 60
5 acertos - 93 apostas ganhadoras: R$ 33.007,73. Uma aposta feita em Arapiraca está entre as vencedoras da quina.
4 acertos - 5.668 apostas ganhadoras: R$ 892,72
O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (17).

Foto: Pablício Vieira
Em jogo realizado neste sábado (14), no estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca, ASA e CSE empataram por 0 a 0 na 4ª rodada da Copa Alagoas. Com o resultado, as duas equipes ficam com 10 pontos no Grupo B, sendo que o Tricolor de Palmeira dos Índios continua liderando pelo saldo de gols (5 a 3). As duas equipes já estão classificadas para a próxima fase.
Todos os jogos da 5ª e última rodada da primeira fase acontecerão às 15h, da próxima quarta-feira (18). O ASA receberá o Miguelense, no estádio Coaracy da Mata Fonseca. A equipe do CSE, por sua vez, vai enfrentar o Murici, em Palmeira dos Índios, no estádio Juca Sampaio.
Garantidos na próxima fase, os dois times irão decidir as colocações finais do grupo, que é importante para definição dos jogos semifinais.
O jogo
O jogo foi de baixa qualidade técnica. O ASA teve mais posse de bola, porém não conseguiu transformar em gols as oportunidades criadas - sendo a melhor delas na etapa inicial com Higor Leite que acertou a trave. Do lado Tricolor, a melhor oportunidade de gol foi com o atacante Michael Douglas. A estratégia do CSE, bem posicionado defensivamente, funcionou bem e garantiu um ponto importante.
Outro jogo
No outro jogo do grupo, o Zumbi venceu o Murici por 1 a 0, no estádio Orlandão, em União dos Palmares. Com o resultado, o Murici se mantém na terceira colocação com 6 pontos, enquanto o Zumbi fica em quarto - também com 6.
Classificação
1º- CSE com 10 pontos
2º- ASA com 10 pontos
3º- Murici com 6 pontos
4º- Zumbi com 6 pontos
5º- Penedense com 3 pontos
6º- Miguelense não pontuou

Foto: Reprodução
Mudança de comando no Coruripe. Júnior Amorim está deixando o Coruripe, para comandar o Atlético de Alagoinhas na Série D. A rescisão aconteceu de comum acordo com a diretoria.
O anúncio foi feito neste sábado (14) logo após o jogo pela Copa Alagoas, quando o CRB foi derrotado por 5 a 1 pelo CRB. E novo técnico já está definido: Jaelson Marcelino.
Veja notas:
Saída
Associação Atlética Coruripe agradece ao técnico Júnior Amorim por todos os excelentes serviços prestados ao clube, principalmente no momento de maior dificuldade na reta final do Campeonato Alagoano onde demonstrou além de competência, determinação e profissionalismo, conquistando o propósito de manter o time na primeira divisão do Campeonato Estadual.
O ciclo se encerra devido a um novo projeto do treinador que assumirá o comando do Atlético de Alagoinhas(BA), na Série D 2026. Desta forma, o Coruripe deseja muita sorte e todo sucesso em sua nova jornada, sendo certo que nossas portas sempre estarão abertas para futuros projetos do nosso clube”.
Presidente Ambrósio Barros, diretores e conselheiros
Chegada
Comunicado
O presidente da Associação Atlética Coruripe, Ambrósio Barros acabou de confirmar a contratação do técnico Jaelson Marcelino para dar continuidade aos trabalhos do da equipe na Copa Alagoas. Ele substituirá Júnior Amorim, que em comum acordo com a diretoria, está se transferindo para o Atlético de Alagoinhas (BA), onde comandará o clube na Série D do Campeonato Brasileiro. Veja nota oficial acima, publicada agora a pouco.
Assessoria de Imprensa
AACoruripe.

CRB 5 x 1 Coruripe- Foto: Reprodução NN Play
Jogando na tarde deste sábado (14), no estádio Manoel Ferreira de Amorim, em São Miguel dos Campos, o Sub 23 do CRB goleou o Coruripe por 5 a 1, em jogo válido pela quarta rodada da Copa Alagoas.
Todos os gols aconteceram no segundo tempo. Guilherme (duas vezes), David Braw, Dudu Santos e Cipriano marcaram os gols do Galo. O Hulk descontou com Gabriel Guimarães.
Com a vitória, o CRB chegou aos 7 pontos e assumiu a liderança do Grupo A. O CSA é o vice líder com 6 pontos. Também com 6 pontos, o Coruripe é o terceiro colocado.
Na quinta e última rodada da primeira fase, o Coruripe recebe o Cruzeiro, na quarta-feira (18), às 15h, no estádio Gerson Amaral, em Coruripe.
No mesmo dia e horário, o CRB faz o clássico contra o CSA, também no estádio Manoel Ferreira de Amorim, em São Miguel dos Campos.

Ricardo Stuckert / PR
As viagens internacionais do presidente Lula e da delegação brasileira custaram R$ 19,9 milhões em hospedagem em 2025. A documentação foi obtida pela coluna junto ao Ministério das Relações Exteriores e detalha despesas de delegações chefiadas pelo presidente no exterior. Ao longo do ano, foram registradas agendas em 16 países, somando 59 dias de compromissos internacionais.
A viagem a Paris, em junho de 2025, registrou o maior custo: R$ 6,34 milhões em hospedagem para a delegação brasileira. Em seguida aparece Nova York, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro, com gasto de R$ 2,92 milhões. A visita a Moscou, em maio, somou R$ 1,92 milhão, enquanto a missão a Tóquio, em março, registrou R$ 1,4 milhão.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, os valores se referem apenas às despesas de hospedagem das missões chefiadas pelo presidente Lula.
Imóveis diplomáticos
Na mesma resposta enviada à coluna, o Itamaraty apresentou dados sobre aluguéis de imóveis diplomáticos mantidos pelo Brasil no exterior. Entre os maiores valores mensais está o de um complexo em Berlim, classificado como “compound”, com aluguel de aproximadamente 220 mil euros.
Em Nova York, a chancelaria do consulado-geral tem custo mensal de 140.241 dólares, enquanto outra chancelaria na cidade registra 103.690 dólares. A chancelaria do consulado-geral em Boston tem aluguel de 70.461 dólares por mês, e a representação em Istambul registra 53.928 dólares mensais. Em Seul, a chancelaria custa 64.274.955 wons por mês.
O ministério também informou que, além do aluguel, o governo arca com despesas de manutenção desses imóveis. A embaixada em Bagdá apresenta custo mensal de 130 mil dólares, enquanto a representação em Washington custa 58 mil dólares por mês.
O Itamaraty informou ainda que, devido à amplitude do pedido de informação, os dados enviados se limitaram às viagens da chefia do Executivo e às planilhas de custos fixos de imóveis diplomáticos. O ministério acrescentou que notas técnicas específicas que justificam as escolhas de locação não foram anexadas individualmente na resposta e podem ser consultadas em sistemas de dados abertos do governo.

Redes sociais/Reprodução
Recém-eleita presidente da Comissão das Mulheres da Câmara, a deputada Erika Hilton (Psol-SP) disse à coluna que pretende construir uma pauta de consenso na primeira sessão do colegiado.
Segundo a parlamentar, a ideia é colocar em votação, inicialmente, apenas projetos sem polêmicas. A primeira sessão do colegiado sob seu comando está prevista para a quarta-feira (18/3).
“Vamos fazer uma pauta consensual, com propostas relacionadas à proteção da mulher, talvez, contra o feminicídio. Eu quero manter o equilíbrio entre os partidos na pauta”, afirmou Erika Hilton à coluna.
A deputada foi eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara na quarta-feira (11/3), mesmo com a forte resistência de parlamentares do Centrão e da direita.
Após a eleição, o apresentador do SBT Ratinho questionou em seu programa o fato de a comissão da Câmara ser liderada por uma mulher trans, e não por uma mulher cisgênero.
Ratinho citou diretamente a identidade de gênero da parlamentar. Em um dos trechos do programa, o apresentador chegou a declarar que Erika Hilton “não é mulher, ela é trans”.
Como antecipou a coluna, Erika protocolou um pedido de abertura de inquérito policial e de prisão de Ratinho no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MP-SP.

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Parlamentares da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir a prorrogação dos trabalhos da comissão.
Um mandado de segurança com pedido de liminar foi protocolado às 23h06 desta sexta-feira (13/3) na Corte. No processo, o grupo argumenta que o Congresso tem se omitido ao não receber formalmente o requerimento que pede a extensão do prazo da CPMI.
O pedido foi apresentado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão, e pelos deputados federais Alfredo Gaspar (União-AL) – relator do caso – e Marcel van Hattem (Novo-RS) ao ministro André Mendonça.
O que diz o documento
Na ação, os parlamentares pedem a prorrogação das investigações por até 120 dias. Também solicitam que o STF declare ilegal e inconstitucional a suposta omissão da cúpula do Congresso em dar andamento ao pedido e requerem que a Procuradoria-Geral da República (PGR) seja intimada a apresentar parecer jurídico sobre o caso no prazo de 10 dias.
Os autores ainda pedem que a Corte determine à Mesa Diretora e ao presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP), que recebam formalmente o requerimento de prorrogação e façam a leitura do pedido em sessão. A etapa é necessária para oficializar a solicitação e permitir a continuidade dos trabalhos da comissão.
Segundo o documento, o pedido de prorrogação foi protocolado em dezembro de 2025 e reúne a assinatura de 175 eputados federais e 29 senadores, número superior ao mínimo necessário de um terço dos membros de cada casa legislativa.
“Repare-se, neste ponto, que, segundo informações passadas por servidores da Secretaria-Geral da Mesa (escritura pública de ata notarial em anexo), já houve a conferência da legitimidade e da validade do requerimento, inclusive das assinaturas dos parlamentares, com resultado positivo. No entanto, o recebimento não ocorreu ainda por deliberada omissão da Mesa Diretora e do presidente do Congresso Nacional, que têm dado ordens ao Secretário-Geral da Mesa, de não receber o requerimento de prorrogação da ‘CPMI do INSS'”, denuncia o grupo.
Eles argumentam que, sem decisão judicial, o prazo da comissão pode se esgotar antes da análise do pedido de extensão, o que tornaria impossível a conclusão das investigações. O processo também afirma que os trabalhos ainda estão em fase avançada de apuração e cita a necessidade de ouvir novas testemunhas e analisar grandes volumes de dados obtidos por meio de quebras de sigilo.

Flavio Bolsonaro- Foto: Igo Estrela/Metrópoles
A Polícia do Senado pediu à Justiça Federal de Brasília a adoção de medidas cautelares contra um homem suspeito de ameaçar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. Segundo o órgão, Marcos da Cunha Magalhães, de 40 anos, utilizou diversas contas em redes sociais para “reforçar sua aversão” e incitar a morte do parlamentar.
Em manifestação encaminhada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), o órgão defende que os perfis mantidos por Magalhães sejam suspensos. Também solicita que ele seja proibido de manter qualquer tipo de contato com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No documento, a polícia também pede que Marcos da Cunha Magalhães seja monitorado por tornozeleira eletrônica e impedido de se aproximar do Congresso Nacional e da Praça dos Três Poderes.
“Entende-se que há risco concreto de reiteração delitiva devido às condutas insistentes e desproporcionais dirigidas a senador da República, aliado ao teor hostil das manifestações públicas do investigado, que revelam risco à segurança institucional e à ordem pública, diante do manifestado interesse de repetir fato acontecido contra o pai do comunicante”, argumenta a Polícia do Senado.
De acordo com o relatório enviado ao TRF-1, Magalhães fez uma “ameaça explícita” à integridade física de Flávio ao mencionar o atentado à faca sofrido pelo pai do senador e escrever: “Quem mandou eu não sei. Mas quem quiser me pagar para o Flávio sofrer o mesmo…”.
O documento aponta ainda que, logo depois, ao ser questionado sobre eventual “coragem para cumprir o prometido”, Marcos da Cunha Magalhães respondeu: “É só pagar para ver…”.
Para a Polícia do Senado, as mensagens configuram um “contexto de incitação à violência e ameaça velada, associando a vítima a contexto de risco à vida”.
Investigado já foi denunciado por homicídio
Além das postagens relacionadas a Flávio, o relatório afirma que o investigado demonstrou repetidas vezes “admiração pela facada sofrida pelo pai do senador Flávio”.
O órgão também apresentou o histórico de Marcos da Cunha Magalhães junto à Polícia do Distrito Federal. Segundo o documento, quando ainda era menor de idade, ele foi denunciado por “ato infracional análogo ao homicídio, com emprego de arma de corte”.
“O que evidencia propensão à violência letal e agrava o risco concreto de execução da ameaça”, afirmou a Polícia do Senado.
Também são elencadas ocorrências em que Magalhães teria sido apontado como autor de crimes, como tráfico de entorpecentes, porte ilegal de arma de fogo, furto, ameaça e lesão corporal.
“Ficou demonstrada uma admiração explícita do investigado pelo autor de crime idêntico contra familiar do comunicante/vítima (pai), o que demonstra risco concreto de execução”, acrescentou o órgão.
