
Robert Gauthier / Los Angeles Times via Getty Images
A cerimônia do Oscar 2026, realizada neste domingo (15/3), revelou os principais destaques do cinema mundial. O Brasil acabou sem estatuetas nas cinco categorias em que concorria, enquanto Uma Batalha Após a Outra, dirigido por Paul Thomas Anderson, foi o grande destaque da noite ao conquistar seis prêmios, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor.
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto concorreu nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator, com Wagner Moura, e Melhor Elenco, com Gabriel Domingues, mas não levou nenhum prêmio. Adolpho Veloso também representava o Brasil na categoria de Melhor Fotografia, pelo trabalho em Sonhos de Trem, mas a vitória ficou com Pecadores.
Pecadores aparece logo atrás do filme de Anderson, com quatro vitórias. Já Frankenstein, produção da Netflix estrelada por Jacob Elordi, completa o ranking com três estatuetas.
Melhor Animação em Curta-Metragem

Goiás é campeão goiano de 2026 (Foto: Wildes Barbosa / O Popular)
Maior campeão estadual, o Goiás volta a vencer o campeonato após oito anos. Este era o maior jejum da história do clube. O último título esmeraldino na competição tinha sido em 2018.
O Goiás é campeão goiano de 2026! Invicto, o time esmeraldino empatou por 0 a 0 com o Atlético-GO neste domingo (15) e ficou com o título pela 29ª vez em sua história. O Verdão quebra um jejum de oito anos sem conquistar o troféu e amplia a diferença para o próprio Dragão, que é o segundo maior vencedor do Goianão com 18 títulos.
Na grande final, o Esmeraldino venceu o Atlético-GO por 2 a 0, fora de casa, no jogo de ida, e empatou sem gols neste domingo - o que foi suficiente para a conquista.O título esmeraldino foi incontestável.
Líder da primeira fase, o Verdão não perdeu nenhum jogo. Ao todo, foram 14 partidas, com oito vitórias e seis empates. O último título invicto do Goiás havia sido em 1975.
Daniel Paulista
Daniel Paulista é tricampeão goiano (Foto: Heber Gomes/AGIF)
Tricampeão estadual
O técnico Daniel Paulista celebra um título estadual pelo terceiro ano seguido. Em 2024, ele foi campeão alagoano no CRB. Em 2025, o treinador foi campeão paraense no Remo. Em 2026, ele amplia a lista com o título goiano no Goiás.

Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino / Jogada10
A briga pela liderança do Campeonato Brasileiro ficou acirrada após os jogos disputados domingo (15) pela sexta rodada. O São Paulo segue na ponta, com 16 pontos, mas seguido por Palmeiras e Fluminense, ambos com 13.
O São Paulo foi até Bragança Paulista e venceu por 2 a 1, de virada, o Red Bull Bragantino, que segue com oito pontos, em oitavo.
O Palmeiras até venceu na sua volta ao Allianz Parque, fazendo 1 a 0 no Mirassol, mas teve que correr muito pra garantir esta vitória. Ficou com 13 pontos, deixando o time do interior com seis, em 13º lugar.
No Maracanã, o Fluminense também teve trabalho para ganhar do Athletico-PR por 3 a 2, mesmo tendo um jogador a mais desde o primeiro tempo. O Tricolor tem 13 pontos, só perdendo a vice-liderança para o Palmeiras pelo saldo de gols.
O Bahia foi até o Beira-Rio e venceu o Internacional por 1 a 0, deixando o time gaúcho na zona de rebaixamento. O Tricolor Baiano é quarto colocado, com 11.
Na Vila Belmiro, Santos e Corinthians fizeram um jogo movimentado, que terminou igual com dois belos gols. O Peixe, ainda irregular, tem seis pontos, contra oito do timão, com campanha regular.
O Coritiba desencantou diante de 28 mil torcedores e bateu o Remo por 1 a 0 na capital do paraná. Foi a primeira vitória em casa nesta temporada. Com 10 pontos está em quinto. O Remo, com três, está na zona da degola.
No Mineirão, um grande jogo. O Cruzeiro saiu na frente, levou a virada e depois empatou por 2 a 2. Mas no final, mesmo com um jogador a menos, o Vasco fez o terceiro gol e quase ganhou de novo. Na rodada passada tinha virado (2 a 1) em cima do Palmeiras.
Nos acréscimos, o Cruzeiro empatou: 3 a 3. O pontinho conquistado foi importante porque tirou a Raposa do rebaixamento, com três pontos, um na frente do Internacional.
A rodada será fechada na segunda-feira com um duelo sulista entre Chapecoense, com cinco, e Grêmio, com sete pontos.

Técnico Tite durante passagem pelo Cruzeiro — Foto: Fernando Moreno/AGIF
Tite não é mais treinador do Cruzeiro. Ele não resistiu à pressão pelo início ruim no Campeonato Brasileiro e chegou a um acordo para o fim do vínculo com a Raposa. Foi demitido no vestiário do Mineirão após o empate por 3 a 3 com o Vasco, neste domingo (15).
Ex-treinador da seleção brasileira, Tite foi anunciado em dezembro para substituir o português Leonardo Jardim, que rescindiu com o clube mineiro no fim da última temporada. Recentemente, Jardim assinou com o Flamengo, assumindo a vaga de Filipe Luís, demitido pela diretoria do clube rubro-negro.
O nome de Filipe Luís e do argentino Marcelo Gallardo, que deixou o River Plate, recentemente, movimentam os bastidores do Cruzeiro neste primeiro momento. Os dois estão ainda disponíveis no mercado.
Campeão da Libertadores em 2024 com o Botafogo, o português Artur Jorge, chegou a ser sondado pelo Cruzeiro, logo após a saída de Leonardo Jardim, em dezembro. O treinador atualmente trabalha no Al-Rayyan, do Catar, e tem multa considerada alta, mas é outro nome avaliado.
A sequência de Tite no Cruzeiro
Em 17 jogos pelo Cruzeiro nesta temporada, Tite venceu oito: Tombense, Uberlândia, Betim, América-MG, URT e Pouso Alegre (duas vezes), além da final por 1 a 0 sobre o Atlético-MG na decisão, com a conquista do título do Campeonato Mineiro. No Estadual, perdeu para o Pouso Alegre, Democrata GV e o clássico para o Atlético-MG, de virada, na fase de grupos.
No Campeonato Brasileiro, para piorar a situação do treinador, o Cruzeiro não venceu os primeiros seis jogos. Foi goleado por 4 a 0 para o Botafogo, na estreia. Depois, não conseguiu se recuperar diante do Coritiba, no Mineirão, perdendo de virada por 2 a 1 diante de vaias da torcida.
Contra o Mirassol, empatou por 2 a 2 e continuou na zona do rebaixamento. Pela quarta rodada da Série A, o time de Tite empatou com o Corinthians em 1 a 1, no Mineirão, depois de abrir o placar no primeiro tempo. Perdeu para o Flamengo por 2 a 0. E, neste domingo, empatou com o Vasco. No total, o treinador gaúcho teve oito vitórias, dois empates e sete derrotas dirigindo o Cruzeiro.

ASA 0- x 0 CSA- Foto: Pablício Vieira
A 4ª rodada da Copa Alagoas foi encerrada no sábado (14), com a realização de três jogos.
Grupo A
Em São Miguel dos Campos, no estádio Manoel Ferreira do Amorim, a equipe sub-20 do CRB goleou o Coruripe por 5 a 1. Os gols foram marcados no segundo tempo.Guilherme (duas vezes), David Braw, Dudu Santos e Cipriano marcaram para o Galo; Gabriel Guimarães fez o gol de honra do Hulk.
Como ficou a classificação
1º- CRB com 7 pontos
2º- CSA com 6 pontos e saldo de 3 gols
3º- Coruripe com 6 pontos e saldo negativo de 1 gol
4º- Cruzeiro com 2 pontos
5º Dimensão com 1 ponto
*Mudança de comando no Coruripe: Júnior Amorim deixou o Coruripe, para comandar o Atlético de Alagoinhas na Série D. O anúncio foi feito logo após o jogo contra o CRB. E novo técnico foi anunciado logo depois: Jaelson Marcelino, que volta ao comando do clube.
Grupo B
Em União dos Palmares, no Estádio Orlandão, o Zumbi venceu o Murici, por 1 a 0.
ASA e CSE, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca, empataram por 0 a 0.
Classificação
1º - CSE com 10 pontos e 5 gols de saldo
2º - ASA com 10 pontos e 3 gols de saldo
3º- Murici com 6 pontos e 5 gols de saldo
4º- Zumbi com 6 pontos e saldo negativo de 1 gol
5º- Penedense com 3 pontos
6º- Miguelense não pontuou
*CSE e ASA já estão classificados
Os jogos da quinta e última rodada da primeira fase da Copa Alagoas estão marcados para a próxima quarta-feira (18), todos às 15h:
CSE Murici - Estádio Juca Sampaio (Palmeira dos Índios)
ASA x Miguelense - Estádio Coaracy da Mata Fonseca (Arapiraca)
Penedense x Zumbi - Estádio Alfredo Leahy (Penedo)
Coruripe x Cruzeiro - Estádio Gerson Amaral (Coruripe)
CRB x CSA - Estádio Manoel Ferreira de Amorim (São Miguel dos Campos)

Divulgação
Resultados dos jogos deste sábado (14)
Campeonato Brasileiro Série A – Rodada 6
Vitória 2 x 0 Atlético-MG
Botafogo 0 x 3 Flamengo
Campeonato Amazonense – Final (Segundo turno)
Nacional-AM* 2 x 0 Parintins – *classificado
Campeonato Sergipano – Final
Sergipe* 1 x 0 Confiança – *campeão sergipano 2026
Campeonato Brasiliense – Semifinal
Gama 2 x 1 Ceilândia
Campeonato Capixaba – Semifinal
Vitória-ES 1 x 5 Porto Vitória* -* Porto Vitória finalista
Campeonato Potiguar – Semifinal
ABC* 3 x 1 QFC -*ABC finalista
Campeonato Tocantinense – Semifinal
Gurupi 1 x 2 União-TO
Capital-TO 1 x 2 Tocantinópolis
Campeonato Piauiense – Semifinal
Piauí* 3 x 1 Fluminense-PI – * Piauí finalista
Campeonato Acreano – Semifinal
Rio Branco-AC 1 x 1 Galvez
Santa Cruz-AC 0 x 0 Humaitá
Campeonato Amapaense – Rodada 7
Oratório 4 x 1 Cristal
Campeonato Roraimense – Rodada 9
Baré 4 x 0 Progresso-RR
Monte Roraima 3 x 3 GAS
Copa Alagoas – Rodada 4
CRB 5 x 1 Coruripe
Zumbi 1 x 0 Murici
ASA 0 x 0 CSE

Ricardo Stuckert/PR
Na visão da maioria dos brasileiros, o País deve se manter neutro em relação à guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Essa é a principal conclusão de pesquisa Genial/Quaest divulgada no sábado (14).
O levantamento apurou que 77% defendem a posição de neutralidade do Brasil neste conflito. Já 14% acreditam que o Brasil deveria apoiar Estados Unidos e Israel, enquanto 2% sugerem apoio ao Irã Outros 7% não souberam responder.
A posição de neutralidade foi dominante entre todos os segmentos demográficos pesquisados, oscilando na faixa de 70% a 80% nas declarações de homens e mulheres, pessoas de diferentes faixas etárias, religiões, rendas e regiões do País.
A exceção está na análise dos brasileiros conforme seu viés político. Segundo a Genial/Quaest, o grupo que mais defende o apoio do Brasil aos Estados Unidos e à Israel são os bolsonaristas, em que 36% se manifestaram favoráveis. Entre os lulistas, 7% se disseram a favor.
A parceria com Estados Unidos e Israel foi maior entre homens (18% a favor) do que entre mulheres (10% a favor). No recorte por religiões, teve mais apoio dos evangélicos (19%) do que católicos (12%).
Já quando se trata de apoio ao Irã, a defesa dessa tese foi baixa em todos os segmentos demográficos. O maior apoio à causa partiu dos lulistas, mas, ainda assim, com apenas 4%.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos à consultoria Quaest. Ela foi realizada entre os dias 6 e 9 de março, com 2.004 entrevistas face a face, via coleta em domicílios. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2 pontos porcentuais para cima ou para mais.
O levantamento também apurou que 75% dos brasileiros têm conhecimento que os EUA bombardearam o Irã na semana anterior, enquanto 25% disseram não saber desse fato. E a pesquisa apontou ainda que 81% responderam ter medo que o conflito se espalhe pelo mundo, mas 18% descartaram esse receio.

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), têm evitado, até mesmo entre aliados nos bastidores, informar se darão avanço a eventuais pedidos de comissões parlamentares de inquérito para investigar fraudes no Banco Master.
A pressão de governistas e da oposição aumenta após se tornarem públicas possíveis relações do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono da instituição, com políticos e até ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O senador Rogério Carvalho (PT-SE) apresentou, na quinta-feira (12/3), requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master. Para o pedido ser protocolado no Senado, são necessárias 27 assinaturas. Outra solicitação apresentada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) propõe a abertura de uma CPI para apurar a relação dos magistrados do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com Vorcaro.
Na Câmara, os deputados Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Heloísa Helena (Rede-RJ) estão entre os parlamentares que defenderam a instalação de um colegiado para investigar o caso.
Há ainda pedidos de criação de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), formada por deputados e senadores. O requerimento com mais assinaturas foi apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ). Nesse caso, não há necessidade de autorização dos chefes das Casas, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que também preside o Congresso, precisa ler o pedido em plenário, em sessão conjunta, para oficializar a criação da comissão. O senador tem evitado fazê-lo.
Possível delação
Nos bastidores do Congresso, parlamentares do Centrão têm evitado até mesmo discutir a criação de CPI ou CPMI sobre o Banco Master. O receio, segundo relatos feitos reservadamente, é de que uma eventual delação de Vorcaro amplie o alcance das investigações e exponha interlocuções mantidas pelo banqueiro com integrantes do meio político.
A cautela aumentou após a divulgação de trechos de mensagens extraídas do celular de Vorcaro. Reportagens do Metrópoles mostram conversas de WhatsApp nas quais o empresário menciona encontros que envolveriam o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), além de referência a uma reunião com Alexandre de Moraes.
O clima de apreensão ganhou ainda mais força depois que o Supremo formou maioria para manter a prisão do banqueiro. A decisão também ampliou a pressão sobre líderes do Congresso pela instalação de uma comissão para investigar o caso.
Sem STF
Na quinta-feira (12/3), o ministro Cristiano Zanin, do STF, negou mandado de segurança que pedia à Câmara a instalação de CPI para investigar a relação do Banco Master com o Banco de Brasília (BRB).
Zanin afirmou que, para conceder um mandado de segurança, é necessário apresentar prova clara da omissão apontada e que não há documentos que comprovem que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tenha se recusado ilegalmente a instalar a comissão.
O ministro ressaltou que o requerimento para a criação da CPI foi apresentado em 2 de fevereiro e que o intervalo de pouco mais de um mês não é suficiente para caracterizar omissão de Motta.
Duelo de comissões
A investigação sobre o Banco Master também passou a aparecer na CPMI do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou à imprensa, na quinta-feira (12/3), que recebeu o restante dos arquivos da quebra de sigilo de Vorcaro. O material foi disponibilizado aos parlamentares em uma sala-cofre, sem acesso a celulares ou outros dispositivos eletrônicos.
A CPMI do INSS tem prazo de funcionamento até 28 de março. Integrantes da comissão articulam uma prorrogação curta, de no máximo um mês, para analisar o conteúdo obtido a partir dos dados telemáticos de Vorcaro e de outros documentos reunidos nas investigações. Mesmo assim, parlamentares afirmam que Alcolumbre tem ignorado os pedidos para levar adiante a extensão dos trabalhos.
Diante da resistência política, Viana também afirma que recorrerá ao STF com um mandado de segurança para tentar a prorrogação da CPMI.
Parte da oposição, contudo, demonstra ceticismo em relação a essas duas frentes. Interlocutores afirmam que há pouca expectativa de que Alcolumbre leve adiante a prorrogação da CPMI ou que o STF obrigue o Congresso a estender as atividades. O objetivo de oposicionistas é assumir protagonismo em uma eventual CPI ou CPMI específica sobre o Banco Master, mas parlamentares admitem reservadamente que poucos querem assumir a linha de frente da investigação.
Sem a instalação de uma comissão própria para tratar do caso, o tema passou a gerar um duelo de narrativas em diferentes colegiados do Congresso. Além da CPMI do INSS, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, presidida por Renan Calheiros (MDB-AL), também entrou no debate e discute possíveis desdobramentos do caso Master no sistema financeiro.

Governo e Congresso têm projetos para reduzir jornada de trabalho — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Pesquisa Datafolha publicada no sábado (14) mostra que a maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala 6x1, na qual o trabalhador trabalha seis dias seguidos e tem apenas um dia de descanso. O tema, que está sendo debatido no Congresso, ganhou força no cenário político nas últimas semanas.
De acordo com a análise, 71% dos entrevistados defende que o número máximo de dias de trabalho semanais no Brasil deveria ser reduzido, enquanto 27% afirmam que não deveria. Apenas 3% não responderam.
O número mostra que o apoio à redução da jornada de trabalho cresceu em comparação ao resultado de uma pesquisa realizada entre 12 e 13 de dezembro de 2024, quando 64% disseram ser favoráveis ao fim da escala nesses moldes, enquanto 33% disseram ser contra.
O Datafolha fez as perguntas entre os dias 3 e 5 de março. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
O fim da escala 6x1 defende uma redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário. A nova escala seria de cinco dias de trabalho e dois de descanso, o que vem sendo chamado de escala 5x2.
O tema é tido como prioridade pelo governo do presidente Lula por sua potencial popularidade social — especialmente em um ano eleitoral. Em seu pronunciamento do Dia das Mulheres, Lula defendeu que redução da jornada de trabalho poderia ajudar sobretudo mulheres trabalhadoras, que muitas vezes acabam acumulando, além da jornada tradicional de trabalho, outras tarefas domésticas.
A pesquisa mostrou que as mulheres são as que mais apoiam a mudança na escala de trabalho: 77% das entrevistas se posicionaram a favor da redução, enquanto esse percentual entre os homens é de 64%. A margem de erro nesse caso é de três pontos percentuais.
O debate ganhou força após declarações públicas favoráveis de ministros, como o chefe da a Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
A Câmara dos Deputados realizou, na última terça-feira (10), uma audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para discutir propostas sobre alteração do modelo da jornada de trabalho. A aprovação da matéria no colegiado é o primeiro passo para que o tema comece a andar no Legislativo.
Perfil dos entrevistados
A pesquisa mostra que, entre os entrevistados que trabalham até cinco dias por semana (53%) e os que trabalham seis ou até sete dias (47%), este segundo grupo é menos favorável à redução da jornada: 68% dessa fatia apoia a medida frente a 76% dos que já trabalham em uma escala menor.
O fenômeno, observa a análise, pode ser explicado porque a maior proporção de autônomos e empresários está nesse grupo (dos que têm uma jornada semanal maior). Na visão deles, trabalhar mais tempo pode significar uma renda maior.
Já entre aqueles que trabalham até cinco dias por semana há uma maior participação de funcionários públicos, para quem a duração da jornada não costuma influenciar na renda.
Entre os entrevistados, 66% trabalham até 8 horas por dia, 28% entre 8 horas e 12 horas, e 5% mais de 12 horas. Não soube responder: 1%.
Impactos e consequência na Economia
Quando questionados sobre o impacto para as empresas, os entrevistados se dividem: 39% dizem acreditar que o fim da escala 6x1 trará efeitos positivos, enquanto a mesma porcentagem acredita que terá impactos negativos.
Essa também é uma mudança em relação à pesquisa realizada em dezembro de 2024: naquela sondagem, 42% apontava efeitos negativos para as empresas.
Já quanto às consequências para a economia, 50% afirmam que o fim da escala 6x1 terá um efeito ótimo ou bom, enquanto 24% acreditam que terá um impacto ruim ou péssimo.
Quando questionados sobre os impactos para os trabalhadores, 76% dizem acreditar que a redução será ótima ou boa para a qualidade de vida. Esse índice é de 81% entre aqueles que trabalham até cinco dias por semana. Entre os que trabalham seis ou sete dias, cai para 77%.

Kimi Antonelli lidera o GP da China de F1 2026 — Foto: Hector Retamal/AFP
Após 19 anos e 11 meses, a Itália voltou ao topo do pódio na F1. Pole mais jovem da história, Andrea Kimi Antonelli fez valer a vantagem e venceu pela primeira vez na carreira, no GP da China deste domingo. Ele chegou à frente do colega da Mercedes, George Russell, e dividiu os holofotes com o primeiro pódio de Lewis Hamilton pela Ferrari. Gabriel Bortoleto não largou por problemas mecânicos.
A última vez que um italiano venceu na F1 foi no GP da Malásia de 2006, prova conquistada por Gincarlo Fisichella. Antonelli ainda se tornou o segundo vencedor mais jovem: com 19 anos e seis meses, superou Sebastian Vettel, que subiu ao topo do pódio na Itália em 2008 aos 21 anos e dois meses. O recorde é de Max Verstappen, que triunfou na Espanha com 18 anos e sete meses, em 2016.
Hamilton também encerrou um incômodo jejum de 27 GPs sem subir no pódio: o terceiro lugar deste domingo, que veio ao custo de batalhas acirradas com o colega Charles Leclerc, findou um ano e três meses de espera, desde a sua segunda colocação no GP de Las Vegas em 2024 - ele ainda corria com a Mercedes na ocasião.
Resultado
Kimi Antonelli (Mercedes) - 1h33min15s607
George Russell (Mercedes) +5s515
Lewis Hamilton (Ferrari) +25s267
Charles Leclerc (Ferrari) +28s894
Oliver Bearman (Haas) +57s268
Pierre Gasly (Alpine) +59s647
Liam Lawson (Racing Bulls) +80s588
Isack Hadjar (Red Bull) +87s247
Carlos Sainz (Williams) +1 volta.
Franco Colapinto (Alpine) +1 volta.
Nico Hulkenberg (Audi) +1 volta.
Arvid Lindblad (Racing Bulls) +1 volta.
Valtteri Bottas (Cadillac) +1 volta.
Esteban Ocon (Haas) +1 volta.
Sergio Pérez (Cadillac) +1 volta.
Não concluíram: Max Verstappen (Red Bull), Fernando Alonso e Lance Stroll (Aston Martin).
Não largaram: Gabriel Bortoleto (Audi), Lando Norris (McLaren), Oscar Piastri (McLaren) e Alexander Albon (Williams).
