Fábio Alemão e Matheus Albino falam em nome dos jogadores — Foto: Reprodução CRBTV

Os jogadores do CRB foram à sala de imprensa do CT nesta terça-feira para fazer um pronunciamento sobre a crise. O porta-voz foi o zagueiro Fábio Alemão e, como aconteceu durante uma série de derrotas no Campeonato Alagoano, o grupo saiu em defesa do técnico Eduardo Barroca.

— A gente está trabalhando ao máximo. Estamos nos dedicando para tentar sair dessa fase o mais rápido possível. Também queremos deixar claro que não tem nada de divergência com a comissão técnica. O Barroca é um cara sensacional, que todo o elenco apoia. E estamos aqui assumindo também essa responsabilidade, porque a gente confia no trabalho dele e confia nele. E a gente vai cada vez mais trabalhar para tentar sair dessa situação incômoda — disse Alemão, acrescentando:

- Mas é o momento que a gente pede para que haja união, que a torcida possa comprar a ideia para a gente pensar no bem maior que é o clube.

O goleiro Matheus Albino também saiu em defesa da comissão técnica.

De saída

O CRB anunciou nesta terça-feira a saída de Ari Barros. Anunciado em fevereiro de 2025 para substituir André Martins, o executivo de futebol não resistiu à sequência de 11 jogos sem vitória do time.

O ex-zagueiro Gum é cotado para ser o coordenador de futebol e o nome do novo executivo está sendo avaliado pela diretoria.

Reprodução/Bint Jbeil News

 

A Embaixada do Líbano no Brasil manifestou “grande preocupação” nesta terça-feira (28/4), após a morte de dois cidadãos líbano-brasileiros em um ataque atribuído às forças de Forças de Defesa de Israel no sul do Líbano.

As vítimas brasileiras foram identificadas como Manal Jaafar, mãe de Ali Ghassan Nader, 11 anos. O pai do menino, Ghassan Nader, também morreu — ele não nasceu no Brasil.

Em nota publicada nas redes sociais, o governo libanês informou que está em cooperação com a representação brasileira em Beirute para garantir apoio às famílias das vítimas.

“O Brasil e o Líbano compartilham não só o sofrimento pela perda de vidas inocentes, mas também a posição de condenar qualquer agressão e desrespeito ao direito internacional e ao direito humanitário internacional”, destacou o comunicado do gabinete do embaixador.

Cessar-fogo frágil

O episódio ocorre em meio à escalada de tensão envolvendo Israel e o grupo militar Hezbollah, apesar de um cessar-fogo em vigor.

Segundo informações confirmadas pelo Ministério das Relações Exteriores, a família foi morta no domingo (26/4), após um bombardeio atingir a casa onde as vítimas moravam, na cidade de Bint Jbeil.

Um outro filho do casal, também brasileiro, ficou ferido e segue hospitalizado. De acordo com relatos, a família havia retornado à residência para buscar pertences, acreditando que a trégua garantiria segurança.

Posição do Itamaraty

Em nota, o governo brasileiro lamentou as mortes e condenou violações do cessar-fogo por ambas as partes.

“O Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo”, ressaltou o Itamaraty, citando tanto ações israelenses quanto do Hezbollah.

O comunicado também criticou a destruição de estruturas civis no sul do Líbano e o deslocamento forçado de mais de 1 milhão de pessoas no país.

Dados do Ministério da Saúde libanês indicam que, desde 2 de março, os ataques deixaram mais de 2,5 mil mortos e quase 8 mil feridos.

Estudo da CNC mostra que crescimento de apostas fez comércio perder o faturamento equivalente a dois natais em dois anos — Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O crescimento das plataformas de apostas, as chamadas bets, no Brasil retirou do comércio nada menos do que R$ 143,8 bilhões nos últimos dois anos, segundo estudo inédito feito pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), obtido em pelo blog da jornalista Míriam Leitão ( O Globo).

Fabio Bentes, economista da CNC responsável pelo estudo, explica que cada R$ 1 bilhão investido pelos brasileiros em bets impacta em uma redução de 0,7% no faturamento do varejo. Entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, o gasto mensal de brasileiro com bets subiu de R$ 4 bilhões para R$ 29 bilhões, destaca.

Mais do que o impacto para o setor, o estudo feito pela CNC mostra o efeito das bets sobre o endividamento dos brasileiros. Os cálculos feitos pela entidade apontam que 269 mil famílias ingressaram na inadimplência devido às apostas. O método usado pela confederação remove o efeito de tendências macroeconômicas gerais - como aumento da renda, redução do desemprego, elevação dos juros - e isola exclusivamente o impacto causado pela expansão das plataformas de apostas.

Os resultados encontrados mostram que efeito é maior nas camadas de renda mais baixa, até cinco salários mínimos, com impacto generalizado na deterioração financeira. Ao observar os indicadores na faixa de renda mais alta, acima de dez salários mínimos, nota-se que houve redução das dívidas formais, mas aumento dos atrasos de pagamentos com o desvio de recursos para apostas.

 

Navio carregado com petróleo nos Emirados Árabes Unidos: país anuncia saída da Opep — Foto: Karim SAHIB / AFP

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e também da Opep+, aliança que reúne membros do cartel do petróleo e aliados como a Rússia, em um movimento com potencial para mexer no equilíbrio do mercado global de energia. A decisão entra em vigor no dia 1º de maio.

A ruptura representa um revés para a Opep e sua estrutura ampliada, especialmente para a Arábia Saudita, principal liderança do grupo e historicamente responsável por coordenar estratégias de produção capazes de influenciar os preços globais do petróleo. Representa ainda a busca de soberania sobre os rumos da produção nacional de Abu Dhabi.

Os Emirados Árabes foram o terceiro maior produtor de petróleo entre os 12 membros da Opep em março, com 2,4 milhões de barris diários, de acordo com dados da Agência Internacional de Energia. A produção de todos os países foi reduzida devido à guerra no Irã. Naquele mês, sem ter como escoar o petróleo pelo Estreito de Ormuz, a queda foi de 27% em relação ao volume produzido em fevereiro.

Em Washington, o anúncio também ganha leitura política. O movimento é visto como uma vitória para Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, crítico recorrente da atuação da Opep. Trump vinha acusando o grupo de “explorar o resto do mundo”, em referência à percepção de que a organização contribui para manter os preços do petróleo em patamares elevados.

A saída dos Emirados da Opep ocorre em um momento delicado para o setor, marcado por volatilidade nos preços e rearranjos geopolíticos. O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, disse à Reuters que a decisão foi tomada após uma análise cuidadosa das estratégias energéticas do país.

Questionado sobre se os Emirados Árabes Unidos consultaram a Arábia Saudita, ele afirmou que o país não levantou a questão com nenhuma outra nação.

— Esta é uma decisão de política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção.

Efeitos da guerra do Irã

Os produtores do Golfo da Opep já vêm enfrentando dificuldades para exportar através do Estreito de Ormuz, entre o Irã e Omã por onde normalmente passa um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo, devido a ameaças iranianas e ataques contra embarcações.

Além do impacto econômico, a decisão dos Emirados adiciona tensão a um tabuleiro regional já sensível. O movimento ocorre após alertas de que aliados na região não estariam fazendo o suficiente para proteger seus próprios interesses diante de ameaças associadas ao Irã.

Os Emirados Árabes Unidos vêm há vários anos expressando sua frustração com a Opep em relação às cotas de produção do cartel, que têm impedido o país de exportar maiores quantidades de petróleo.

Esse desejo o colocou em rota de colisão com a rival regional Arábia Saudita em reuniões da Opep nos últimos anos. A tensão entre os dois países também aumentou neste ano porque, numa disputa por influência regional, Riad e Abu Dhabi apoiaram facções opostas na guerra no Iêmen.

A guerra no Irã tornou as relações na Opep ainda mais tensas porque colocou o Irã, membro do cartel, contra aliados dos EUA no Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita.

Para Jorge León, chefe de análise geopolítica da Rystad Energy e ex-funcionário da Opep, o grupo fica "estruturalmente mais fraco” sem os Emirados Árabes Unidos, já que a Arábia Saudita seria o único membro com capacidade ociosa de produção, além dos emirados.

No entanto, mesmo sem os Emirados Árabes Unidos, a aliança mais ampla Opep+ ainda será responsável por cerca de 40% da produção global.

Ebtesam Al Ketbi, presidente do Centro de Políticas dos Emirados, escreveu no X que a saída da Opep marca uma transição de “compromissos coletivos baseados em cotas para uma flexibilidade soberana na gestão da produção, permitindo uma resposta mais rápida a interrupções como as relacionadas ao Estreito de Ormuz”.

Outro ponto que pesa na decisão dos Emirados Árabes é que o país vem buscando diversificar sua economia, apostando no turismo, na tecnologia e no setor financeiro. O governo vem implementando mudanças para se aproximar do Ocidente.

Em janeiro de 2022, por exemplo, o país mudou a configuração do fim de semana de sexta-feira e sábado para sábado e domingo, alinhando-se aos ritmos de Londres, Nova York e Hong Kong, e orientando-se para o comércio global em vez das convenções regionais.

O que é a Opep e como ela funciona?

A Opep reúne 12 países que são grandes exportadores de petróleo. Ela foi fundada em Bagdá, Iraque, em 1960, por cinco nações: Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela. Estes são chamados de membros fundadores.

Ao longo dos anos, outros países aderiram à associação: Líbia (1962), Emirados Árabes Unidos (1967), Argélia (1969), Nigéria (1971), Gabão (1975), Guiné Equatorial (2017) e Congo (2018). Esses são os chamados membros plenos, pois não faziam parte do grupo quando ele foi criado.

Entre os membros da Opep há ainda os associados, que são países que não se qualificam para a adesão plena, mas que são admitidos sob condições especiais. De acordo com o estatuto da Opep, eles não têm direito a voto nas reuniões.

A Opep foi criada com o objetivo de estabelecer uma política comum em relação à produção e à venda de petróleo, de forma a influenciar os preços do petróleo no mercado internacional. Por serem grandes produtores, seus membros são capazes mexer com as cotações, ao aumentar ou cortar a produção de forma coordenada.

A saída dos Emirados Árabes não será a primeira. Em 2019, o Catar também abandonou o grupo e, em 2024, a Angola se retirou. Quatro anos antes, o Equador saiu do cartel pela segunda vez.

Navios na costa de Dubai em meio à crise no Estreito de Ormuz — Foto: AFP

Os preços de energia devem disparar 24% neste ano, atingindo o nível mais alto desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, à medida que a guerra no Oriente Médio provoca um forte choque nos mercados globais de commodities, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Mundial.

Os dados apontam que, no geral, os preços das commodities devem subir 16% em 2026, impulsionados pela alta acentuada dos preços de energia e fertilizantes, além de níveis recordes em diversos metais essenciais. Ainda de acordo com o relatório, a forte alta dos preços da energia terá implicações sérias para a geração de empregos, além de alimentar a inflação e desacelerar o crescimento das economias globais.

O relatório ressalta que os ataques à infraestrutura energética e interrupções no transporte marítimo no Estreito de Ormuz desencadearam o maior choque de oferta de petróleo já registrado, com uma redução inicial de aproximadamente 10 milhões de barris por dia na oferta global. E, mesmo após recuarem em relação ao pico recente, os preços do petróleo Brent permaneciam mais de 50% mais altos em meados de abril do que no início do ano.

O Banco Mundial projeta que o Brent, referência internacional, deve ter preço médio de US$ 86 por barril em 2026, um aumento acentuado em relação aos US$ 69 por barril em 2025. As projeções do órgão internacional partem do pressuposto de que as interrupções mais graves da via marítima terminem agora em maio e que o tráfego pelo Estreito de Ormuz retorne gradualmente aos níveis anteriores à guerra até o fim de 2026.

“A guerra está atingindo a economia global em ondas cumulativas: primeiro por meio de preços mais altos de energia, depois de alimentos e, por fim, de uma inflação mais elevada, que elevará as taxas de juros e tornará a dívida ainda mais cara”, disse Indermit Gill, economista-chefe e vice-presidente sênior de Economia do Desenvolvimento do Grupo Banco Mundial.

O economista acrescenta que as pessoas mais pobres, que destinam a maior parcela de sua renda a alimentos e combustíveis, serão as mais afetadas, assim como as economias em desenvolvimento já pressionadas por altos níveis de endividamento.

"Tudo isso é um lembrete de uma verdade dura: a guerra é o desenvolvimento ao contrário”, ressaltou Gill.

Fertilizantes e metais
Não só as commodities estão sendo pressionadas. No caso dos fertilizantes, os preços devem aumentar 31% este ano, impulsionados por um salto de 60% nos preços da ureia. Com isso, aponta o relatório, a acessibilidade dos fertilizantes cairá para o pior nível desde 2022, reduzindo a renda dos agricultores e ameaçando a produtividade futura das lavouras.

Dados do Programa Mundial de Alimentos, citado pelo Banco Mundial, caso o conflito se prolongue, essas pressões sobre a oferta e a acessibilidade dos alimentos podem levar até 45 milhões de pessoas adicionais à insegurança alimentar aguda neste ano.

No caso dos metais básicos, incluindo alumínio, cobre e estanho, os preços também devem atingir níveis recordes, refletindo a forte demanda por parte de setores como centros de dados, veículos elétricos e energia renovável. Os metais preciosos continuam batendo recordes de preço e volatilidade, com expectativa de aumento médio de 42% em 2026, à medida que a incerteza geopolítica impulsiona a demanda por ativos considerados seguros.

Inflação e crescimento
O aumento dos preços das commodities elevará a inflação e reduzirá o crescimento em todo o mundo, reforça o documento. Nas economias em desenvolvimento, a inflação deve atingir em média 5,1% em 2026 no cenário base — um ponto percentual acima do esperado antes da guerra e superior aos 4,7% registrados no ano passado. O crescimento nessas economias também será prejudicado, já que os preços mais altos de itens essenciais pressionam a renda e as exportações do Oriente Médio enfrentam fortes restrições.

Nos países em desenvolvimento, as economias devem crescer 3,6% este ano, uma revisão para baixo de 0,4 ponto percentual desde janeiro. As mais prejudicadas, no entanto, serão as economias diretamente afetadas pelo conflito, enquanto que 70% dos importadores de commodities e mais de 60% dos exportadores de commodities no mundo podem apresentar crescimento mais fraco do que o projetado em janeiro.

Caso o conflito se intensifique ou as interrupções de ofertas de petróleo e gás se estendam mais do que o esperado, os preços das commodities podem subir ainda mais, aponta do Banco Mundial. Em um cenário no qual instalações críticas de petróleo e gás sofram mais danos e os volumes de exportação demorem a se recuperar, o petróleo Brent pode alcançar uma média de até US$ 115 por barril em 2026.

E mais: este cenário teria efeitos em cadeia sobre os preços de fertilizantes e fontes alternativas de energia, como os biocombustíveis. E a inflação nas economias em desenvolvimento poderia chegar a 5,8% neste ano, nível superado apenas em 2022 ao longo da última década.

Ayhan Kose, economista-chefe adjunto do Banco Mundial e diretor do Grupo de Perspectivas, afirma que a sucessão de choques ao longo da década reduziu drasticamente o espaço fiscal disponível para responder à atual crise histórica de oferta de energia:

“Os governos devem resistir à tentação de adotar medidas fiscais amplas e não direcionadas, que podem distorcer os mercados e enfraquecer as reservas fiscais. Em vez disso, devem focar em apoio rápido e temporário direcionado às famílias mais vulneráveis.”

Golpe usa imagem dos Correios para desviar pacotes devolvidos por compradores — Foto: Snowing

Um novo golpe no e-commerce brasileiro tem usado o nome dos Correios para desviar produtos de consumidores durante devoluções online. Na fraude, criminosos enviam mensagens falsas com códigos de postagem adulterados e induzem compradores a despachar encomendas em agências oficiais. O item é postado normalmente, mas acaba redirecionado para endereços controlados pelos golpistas. O resultado é prejuízo duplo: a vítima perde o produto e não recebe o reembolso. A seguir, o TechTudo explica como funciona o golpe da falsa devolução de encomendas e veja como se proteger.

1. Como funciona o golpe?
No golpe da falsa devolução de encomendas, os criminosos entram em contato com as vítimas após elas solicitarem o retorno de um produto comprado pela internet, direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor. Os golpistas enviam mensagens no WhatsApp, SMS ou e-mail imitando a identidade visual da loja, dos Correios ou de transportadoras, com instruções específicas de devolução. Em alguns casos, a mensagem falsa chega após a comunicação oficial da empresa, alegando que o contato anterior continha erro, enganando consumidores mais desatentos.

Junto à mensagem, vai uma Autorização de Postagem falsa, com um código de postagem adulterado, para que o usuário faça o envio do pacote para um endereço diferente do oficial. Ao levar a encomenda a uma agência dos Correios ou a um ponto de coleta, a vítima consegue despachar o item normalmente, pois o sistema aceita o envio sem identificar a irregularidade. O destino do pacote, no entanto, já foi alterado para um endereço vinculado ao golpista.

Após o transporte do produto, a loja ou marketplace não recebe a encomenda de volta, pois não há registro oficial de devolução junto à transportadora, e o reembolso do dinheiro do comprador é negado.

2. Como se proteger?
A principal medida de proteção é gerar o código de postagem, seja QR Code ou etiqueta de devolução, exclusivamente pelo aplicativo ou site oficial da loja onde a compra foi feita. O Correios orienta que qualquer código enviado por WhatsApp, SMS ou e-mail não verificado deve ser descartado imediatamente, independentemente de quão confiável pareça a mensagem. Em caso de dúvida sobre a autenticidade do contato, o consumidor deve acessar diretamente os canais oficiais da empresa antes de fazer a devolução, sem clicar em links recebidos.

Antes de despachar o pacote, também é essencial conferir todos os dados da etiqueta: remetente, destinatário e se as informações são coerentes com a loja em questão. Qualquer inconsistência, como um nome de empresa diferente, endereço incomum ou ausência de dados claros de identificação, deve ser tratada como sinal de alerta. A verificação leva menos de um minuto e pode evitar um prejuízo difícil de reverter.

3. O que fazer se cair no golpe da falsa devolução?
O consumidor que perceber que foi vítima do golpe deve agir com rapidez. O primeiro passo é entrar em contato imediatamente com a loja ou marketplace pelo canal de atendimento oficial e informar o ocorrido, apresentando o comprovante de envio. Em paralelo, é necessário acionar a transportadora responsável, como Correios ou outra empresa contratada, para tentar interceptar a encomenda antes que ela chegue ao destino fraudulento. Quanto mais cedo o aviso, maiores as chances de recuperar o produto.

Se a interceptação não for possível, o consumidor deve registrar um boletim de ocorrência e procurar o Procon para formalizar a reclamação e buscar ressarcimento. É fundamental guardar todas as evidências, como prints das mensagens recebidas, os e-mails falsos recebidos na caixa de entrada, comprovantes de postagem e qualquer outro registro da comunicação com o falso representante da empresa. Esses documentos são indispensáveis tanto para comprovar que caiu em um golpe, quanto para eventuais procedimentos administrativos ou judiciais.

 

Éder Militão agradece apoio após cirurgia — Foto: Reprodução

O zagueiro Éder Militão falou pela primeira vez após ser submetido a uma cirurgia, nesta terça-feira, para reparar uma ruptura no tendão proximal do músculo bíceps femoral da perna esquerda. Nas redes sociais, o defensor do Real Madrid postou uma foto ao lado de sua esposa, Taina Militão, e agradeceu as mensagens de apoio.

"Quem convive comigo sabe o quanto eu me dediquei e esforcei para estar na minha melhor condição física, mas infelizmente, tenho que cuidar do meu corpo para poder jogar no Real Madrid e na Seleção com confiança", escreveu Militão.

"A todos que me enviaram mensagens de carinho e apoio, meu mais sincero agradecimento. E também a todos que estão ao meu lado, minha família, meus filhos, minha esposa @tainamilitao, saibam que a luta continua, por que o melhor ainda está por vir", finalizou.

"Tudo certo, graças a Deus! Obrigado de coração a todos pelas mensagens de apoio", escreveu o defensor em outra publicação nas redes.
Apoio dos companheiros

Nos comentários da publicação, o atacante Vinicius Junior, companheiro de Militão no Real Madrid e na seleção brasileira, prestou apoio e desejou forças para o defensor. Mais cedo, Rodrygo, que também sofreu grave lesão há poucas semanas, também compartilhou uma mensagem de apoio ao colega de time.

Cirurgia bem-sucedida

Em nota oficial, mais cedo, o Real Madrid informou que o procedimento foi bem-sucedido, mas não deu prazo de retorno para o defensor, que perderá a Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.

A operação foi realizada pelo Dr. Lasse Lempainen, na Finlândia, sob a supervisão dos Serviços Médicos do Real Madrid. Éder Militão iniciará sua reabilitação nos próximos dias e a expectativa é de que retorne aos gramados apenas em outubro.

Militão sofreu a lesão muscular na vitória do Real Madrid sobre o Alavés, no Santiago Bernabéu, na semana passada. Ao ser substituído no fim do primeiro tempo, a impressão inicial era de que o problema não seria grave, mas o diagnóstico foi piorando com o passar dos dias.

Ontem, o defensor foi à Islândia para ser avaliado por um médico especialista para definir o tratamento da lesão muscular grave na coxa esquerda. Diante dos riscos de um agravamento, Éder Militão acatou a orientação de cirurgia, que foi realizada nesta terça-feira e o tirou da Copa do Mundo de 2026.

Aos 28 anos, o defensor defendeu o Brasil em 2022 e agora coloca o foco no Mundial de 2030, que será sediado por Espanha, Portugal e Marrocos. No Mundial de 2026, a seleção brasileira estreia no dia 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA). A convocação para o Mundial será no dia 18 de maio.

A medida foi oficializada pela Instrução Normativa nº 203, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira (24), e já está em vigor. — Foto: INSS/Divulgação

 

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a proibir novos pedidos de aposentadoria, pensão e Benefício de Prestação Continuada (BPC) para o mesmo tipo de benefício enquanto houver um processo em análise ou dentro do prazo de recurso administrativo.

A medida foi oficializada pela Instrução Normativa nº 203, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira (24), e já está em vigor.

A nova regra altera procedimentos da norma anterior que regula a concessão de benefícios previdenciários e estabelece que o segurado não poderá fazer um novo pedido para o mesmo tipo de benefício enquanto o anterior ainda estiver pendente.

🔎 Antes da nova regra, o INSS seguia uma norma que organizava os pedidos, mas não proibia de forma clara a realização de um novo pedido para o mesmo benefício enquanto o primeiro ainda estava em análise ou dentro do prazo de recurso.

Com isso, era possível fazer um novo pedido mesmo com o anterior ainda em andamento — seja para corrigir erros, incluir documentos ou tentar acelerar a análise.

A partir de agora, será considerado “processo em curso” aquele cujo prazo para apresentação de recurso administrativo ainda não tenha terminado.

Ou seja, após uma negativa do INSS, o segurado terá que aguardar o prazo de recurso — geralmente de 30 dias — antes de fazer um novo pedido do mesmo benefício.

🚨A restrição, no entanto, não se aplica a pedidos de revisão, que podem ser solicitados normalmente.
Em nota, o INSS afirmou que “a medida tem como objetivo aprimorar os fluxos de análise e tornar mais eficiente o atendimento aos segurados”.

"Na prática, ela busca evitar a multiplicidade de pedidos idênticos para o mesmo CPF — o que gera retrabalho administrativo e impacta negativamente o tempo de análise de todos os requerimentos."

Segundo o instituto, há um “desequilíbrio estrutural relevante” na fila de pedidos, apesar do esforço contínuo para ampliar a capacidade de análise, além de um “volume crescente de solicitações duplicadas”.

Dados internos do INSS mostram que, do total de pedidos, 41,41% são reapresentados entre 1 e 30 dias após a conclusão do primeiro processo — e 22,47% entre 91 e 180 dias. Em categorias como salário-maternidade urbano, a taxa de reincidência no mesmo dia chega a 8,45%.

"Essa prática de abertura sucessiva de novos processos para o mesmo CPF, antes de esgotada a via recursal, gera múltiplos protocolos para a mesma demanda e sobrecarrega o sistema — em detrimento de quem ainda aguarda uma primeira análise", afirmou o órgão, em nota.
Objetivo é reduzir fila
A medida ocorre em meio aos esforços do governo para reduzir a fila de análise de benefícios, que hoje acumula milhões de pedidos.

Segundo os dados mais recentes divulgados pelo instituto, a fila de espera para benefícios como aposentadorias, pensões e o BPC recuou de 3,1 milhões para 2,7 milhões em março deste ano.

A pressão sobre o tema levou o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a trocar o comando do órgão, com a saída de Gilberto Waller e a nomeação da servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira.

Segundo o blog de Valdo Cruz, o presidente Lula decidiu pela demissão de Waller porque as filas do INSS estavam desgastando a imagem do governo e devem ser exploradas na campanha eleitoral.

Gilberto Waller teve papel importante na reorganização do INSS após o escândalo de desvios em aposentadorias e pensões. No entanto, na avaliação de Lula, não conseguiu avançar de forma suficiente na redução das filas, um dos principais compromissos da atual gestão.

Durante a campanha de 2022, Lula prometeu zerar a fila do INSS, mas o volume de pedidos continuou elevado.

A nova presidente, Ana Cristina Silveira, é vista como alguém com experiência técnica para agilizar os processos. Antes de assumir o cargo, ela atuava como secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social.

Pedágio em Guarapari, Espírito Santo - imagem de arquivo — Foto: Reprodução/Ecovias Capixaba

 

O Ministério dos Transportes anunciou, nesta terça-feira (28), a suspensão de 3,4 milhões de multas em rodovias no sistema de pedágio eletrônico, chamado de free flow.

🔎O Free Flow (fluxo livre) é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que permite a cobrança automática da tarifa sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade (entenda mais aqui).

A medida dá aos motoristas até 200 dias para quitar débitos do pedágio eletrônico e suspende a aplicação de multas no sistema free flow durante esse período.

Ou seja, os usuários terão até 16 de novembro para pagarem o que devem sem a cobrança de multas.

🚦Quem pagar as tarifas dentro deste prazo também poderá recuperar os pontos perdidos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A partir de 17 de novembro, porém, quem estiver com tarifas em aberto terá que arcar com o pedágio e a multa por atraso.
O não pagamento de pedágio é uma infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.

O novo formato será adotado em um regime de transição. Segundo o governo, a medida tem como objetivo assegurar prazo adequado para a integração e o pleno funcionamento dos sistemas.
As concessionárias, por sua vez, terão 100 dias, a partir da deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), para ajustarem seus sistemas e concluírem a integração de dados.

O objetivo é que, com essa adequação, a cobrança esteja disponível na carteira digital de trânsito.

🚨Nos casos em que o motorista já tiver feito o pagamento de multa de trânsito, ele poderá entrar com pedido de ressarcimento junto ao órgão de fiscalização de cada estado responsável pela autuação, desde que efetuado o pagamento da tarifa de pedágio correspondente, dentro do prazo de 200 dias.
Quando comprovado o pagamento da tarifa de pedágio, o usuário terá direito ao ressarcimento do valor da multa.

O governo estima que o valor a ser ressarcido seja aproximadamente R$ 93 milhões.

Segundo o ministro dos Transportes, George Santoro, a previsão é que o governo publique nesta quarta-feira (29) uma resolução que trata do tema.

"Amanhã, quando a gente publicar as multas já vão aparecer suspensas no sistema do Senatran, isso é muito importante para que as pessoas não tenham dúvidas de que as novas regras estarão em vigor", afirmou Santoro.

Ao ser questionado sobre o porquê da medida, o ministro afirmou que partiu de uma avaliação do governo que o free flow não tinha sido bem comunicado.

🚗 O que é free flow?

O modelo dispensa cancelas que obriguem a reduzir velocidade ou parar nas rodovias.

Pórticos com sensores, leitores de TAGs (transponders) e câmeras que leem placas (ANPR) são instalados em pontos da rodovia.

Sempre que passa por um desses pórticos, o veículo é registrado eletronicamente, e a identificação pode ocorrer por etiqueta eletrônica (TAG) ou leitura da placa.

Com TAG, a tarifa é debitada automaticamente. Sem TAG, o usuário deve pagar pelo site ou canais da concessionária.

O não pagamento dentro do prazo caracteriza evasão de pedágio, com possibilidade de multa.

PC AL

Nesta terça-feira (28), a Polícia Civil de Alagoas (PCAL), através de Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Criança e Adolescente (DCCCA) amplia suas ações no combate aos crimes cibernéticos que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes, por meio da Operação Nacional Proteção Integral IV, deflagrada pela Polícia Federal, que busca identificar e prender criminosos em todo o país que agem, principalmente, na internet com o intuito de armazenar, compartilhar, produzir e vender material de abuso sexual infantojuvenil.

Em Alagoas, a ação está sendo coordenada pelas delegadas Talita Aquino e Maíra Balby, titular e adjunta da DCCCA, e o efetivo empregado na operação conta com policiais civis da DCCCA, Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e da Operação Policial Litorânea Integrada (OPLIT), e com apoio da Polícia Científica (POLC)

Os agentes cumpriram um mandado de prisão e dois de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nos bairros do Benedito Bentes e Cidade Universitária.

Durante as buscas, dois investigados foram presos em flagrante por armazenamento de material contendo cenas de abuso sexual contra crianças e adolescentes.

A Polícia Civil alerta aos pais e responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos sexuais. A prevenção é fundamental para garantir a segurança e o bem-estar das crianças e adolescentes.

PC AL

Contato

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Centro - Palmeira dos Índios - AL.
(82) 99641-3231
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