
Estádio Rei Pelé- Foto: Reprodução Internet
CRB e Vitória se enfrentam neste sábado (28), às 17h, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, pela 2ª rodada da Copa do Nordeste 2026.
CRB
Na 3ª colocação do Grupo B com 1 ponto, o CRB vem de empate sem gols na estreia da Copa do Nordeste - contra o Itabaiana (SE) e ainda busca a primeira vitória na competição. O técnico Eduardo Barroca poupou parte dos titulares no jogo de abertura e agora vai com força máxima.
A provável formação é com Matheus Albino: Hereda, Henri, Fábio Alemão e Fábio Lovat; Crystopher, Pedro Castro e Danielzinho; Douglas Baggio, Dadá Belmonte e Mikael.
Vitória
Depois da estreia com reservas, Jair Ventura prometeu escalar força máxima contra o CRB. O treinador pode repetir a escalação que venceu o Mirassol pelo Campeonato Brasileiro, com um meio campo mais ofensivo.
Uma escalação provável do Vitória tem: Lucas Arcanjo; Nathan Mendes, Camutanga, Cacá e Ramon; Gabriel Baralhas, Emmanuel Martínez e Matheuzinho; Erick, Aitor Cantalapiedra [Caíque Gonçalves] e Renato Kayzer.
Arbitragem
Árbitro: Paulo Jose Souza Mourão (MA)
Assistentes: Ivanildo Gonçalves da Silva (MA) e Rafael Costa Pinheiro (MA)

O Tenente-Coronel da Polícia Militar de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto, e a Soldado Gisele Alves Santana - Foto: Reprodução/Instagram Gisele Alves Santana
A Corregedoria da Polícia Militar (PM) abriu um processo de expulsão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, atualmente detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, pelos crimes de feminicídio e fraude processual.
Réu na Justiça Militar e na Justiça Comum, ele é o principal suspeito de matar a esposa, a policial Gisele Alves Santana, no apartamento onde os dois viviam, no Brás, centro de São Paulo. O caso aconteceu no dia 18 de fevereiro.
O tenente-coronel nega que tenha matado a esposa e alega que ela atentou contra a própria vida com um tiro na cabeça. Procurada pela reportagem, a defesa de Neto não retornou.
A informação sobre o processo de expulsão foi confirmada ao Estadão pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, e pelo Coronel Henguel Ricardo Pereira, secretário executivo da pasta.
Se a expulsão for confirmada e Geraldo Neto deixar a corporação, ele perderá de forma definitiva o salário bruto de aproximadamente R$ 29 mil que ele recebe como tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo.
Entenda o caso
Gisele morreu com um tiro na cabeça na manhã do dia 18 de fevereiro, no apartamento em que ela vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Neto. Só o casal estava em casa.
Geraldo Neto contou à polícia que a mulher se suicidou depois que ele manifestou a ela o desejo do divórcio.
O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas foi modificado para morte suspeita após a família da vítima relatar que ela vivia uma relação abusiva, com excesso de controle e ciúmes por parte de Geraldo Neto.
A polícia afirma que versão do tenente-coronel não se sustenta e que Gisele foi assassinada pelo marido, ou seja, foi vítima de feminicídio. A conclusão foi feita com base em uma série de indícios técnicos que a perícia encontrou durante a apuração do caso.
Entre as evidências estão marcas de unha na região do pescoço e do rosto de Gisele; manchas de sangue dela no banheiro, na bermuda e na toalha de Geraldo Neto; a maneira como a arma foi encontrada na mão da vítima e o modo como o corpo da policial estava disposto no chão, indicando uma provável manipulação da cena do crime.
Outro importante elemento explorado pelos investigadores foi a relação do casal. A Polícia Civil extraiu as mensagens trocadas por Geraldo Neto e Gisele, e o que eles encontraram foi o retrato de um casal que vivia com constantes brigas, instabilidade, mas também o de uma mulher submetida a um casamento de muito controle, submissão e ciúmes.
Para a polícia, esses diálogos desmentiram a versão do tenente-coronel de que ele desejava o divórcio. O interesse pela separação, na verdade, partia de Gisele e era Geraldo quem impunha uma resistência a esse término.
A corregedoria da Polícia Militar também abriu uma investigação e tanto a Justiça Militar como a Justiça Comum decretaram a prisão do tenente-coronel. Geraldo Neto foi detido no dia 18 de março e aguarda julgamento.
Para a polícia, esses diálogos desmentiram a versão do tenente-coronel de que ele desejava o divórcio. O interesse pela separação, na verdade, partia de Gisele e era Geraldo quem impunha uma resistência a esse término.
A corregedoria da Polícia Militar também abriu uma investigação e tanto a Justiça Militar como a Justiça Comum decretaram a prisão do tenente-coronel. Geraldo Neto foi detido no dia 18 de março e aguarda julgamento.

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro desconversou ao ser questionada sobre o futuro eleitoral da família, após o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), chegar em casa, nesta sexta-feira (27/3), para cumprir prisão domiciliar. “Política zero por enquanto”, disse.
“Gente, política zero por enquanto, tá? Eu estou ainda de licença e estou aqui para cuidar dele. E assim: a minha prioridade sempre vai ser o meu marido e as minhas filhas. Então se eu tiver que renunciar a qualquer coisa pela minha família, que essa é a minha prioridade, eu renuncio”, afirmou.
Segundo Michelle, Bolsonaro não tratará de política, por enquanto. “Não creio, creio que não. Vamos dar um dia de cada vez”, ressaltou.
Na declaração, Michelle enfatizou que, se for necessário, ela é capaz de abdicar da política para cuidar da família. A ex-primeira-dama ainda está de licença do serviço de presidente do Partido Liberal Mulher por questões de saúde e agora, irá supervisionar a saúde do marido, que passou 14 dias internado.
Ainda durante a coletiva, Michelle não abordou sobre assuntos políticos e priorizou falar dos cuidados e do retorno da rotina com seu marido que, segundo ela, possui “várias comorbidades”.
“Eu sei que Deus está no controle de todas as coisas e é o lugar certo. Um ex-presidenciável, 71 anos, com várias comorbidades, então é o lugar certo para ele estar. E agora eu vou cuidar dele mais ainda”, afirmou Michelle.
Alta hospitalar e prisão domiciliar
O ex-presidente recebeu alta hospitalar nesta sexta, após passar duas semanas internado no Hospital DF Star. Bolsonaro teve a saúde prejudicada devido a um quadro de broncopneumonia bacteriana.
Antes da internação, o ex-presidente apresentou febre, calafrios, sudorese intensa e queda de saturação enquanto estava na Papudinha.
Após a alta, Bolsonaro seguiu para prisão domiciliar em sua residência no condomínio Solar de Brasília, onde chegou às 10h22, vestindo um colete à prova de balas da Polícia Militar.
A prisão domiciliar será por um prazo inicial de 90 dias, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A determinação do ministro incluiu a instalação de uma tornozeleira eletrônica como medida cautelar.

Foto de posto de gasolina. — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) realizou, nesta sexta-feira (27), uma operação de fiscalização de postos de combustíveis em todo o território nacional. O objetivo é combater reajustes indevidos nos preços, em meio à guerra no Oriente Médio.
A operação é realizada em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública; e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Segundo a PF, a força-tarefa batizada de "Vem Diesel" tem como objetivo identificar práticas irregulares de aumento de preços nas bombas, fixação de valores entre empresas concorrentes na tentativa de controlar o mercado, e outras eventuais condutas abusivas que possam causar prejuízo ao consumidor.
⛽De acordo com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), um preço é considerado abusivo quando há elevação sem justa causa.
🔎Isso ocorre quando o fornecedor aumenta o valor de produtos ou serviços de forma injustificada, obtendo vantagem excessiva. O aumento deve ser avaliado com base no equilíbrio e na boa-fé nas relações de consumo.
Por isso, algumas regras devem ser observadas como parâmetros para identificar a ocorrência de preços abusivos:
Aumento sem justificativa técnica: reajustes aplicados sem que tenha havido um aumento real nos custos da cadeia produtiva;
Contexto de emergência ou calamidade: aumentos drásticos em situações de necessidade (ex: pandemia, desastres naturais) para lucrar sobre a urgência do consumidor;
Uso de métodos indevidos: cobrança de preços que viola o equilíbrio contratual;
Livre concorrência: é fundamental para garantir que os benefícios de eventuais reduções de custos nas refinarias ou distribuidoras sejam efetivamente repassados ao consumidor final, evitando aumentos abusivos e margens de lucro desleais.
Forças de segurança realizaram ações de fiscalização nas capitais de 11 estados e no Distrito Federal, em equipes compostas por agentes da ANP, dos Procons estaduais e da PF.
São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Tocantins e Goiás.
Agentes federais apontam que irregularidades detectadas pelas equipes de fiscalização serão encaminhadas à PF para a devida investigação e responsabilização dos envolvidos.
A Agência Nacional do Petróleo afirmou hoje que o abastecimento de diesel no país está garantido até o final de abril
A Agência Nacional do Petróleo afirmou hoje que o abastecimento de diesel no país está garantido até o final de abril
Postos aumentaram margem de lucro
Conforme divulgou o g1, distribuidoras e postos de combustíveis têm aumentado suas margens de lucro mesmo após as medidas anunciadas pelo governo para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo.
Nas últimas semanas, o governo anunciou a isenção de impostos federais (PIS e Cofins) sobre o diesel, o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, um incentivo financeiro a produtores e importadores (subvenção) e ações para fiscalizar o repasse dessas medidas ao consumidor.
Ainda assim, um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) mostra que, desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as margens de lucro dessas empresas aumentaram, em média, mais de 30% em produtos como diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum.
Os estados, por outro lado, têm resistido em reduzir o ICMS sobre o preço do combustível. O governo realiza nesta sexta-feira (27) uma nova reunião chefiada pelo Ministério da Fazenda para debater propostas de compensação.

O ministro Alexandre de Moraes — Foto: Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs nesta sexta-feira (27) restrições para o compartilhamento de relatórios de inteligência financeira, os chamados RIFs, produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
🔎Esses relatórios detalham movimentações bancárias suspeitas de pessoas físicas ou jurídicas.
Os critérios serão aplicados para a Justiça e também para as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), por exemplo.
Entre as exigências, estão:
- os dados só poderão ser requisitados se tiver uma investigação formalmente aberta, ou em um processo administrativo e judicial de natureza sancionada; e
- o pedido tem que tratar especificamente do alvo da investigação.
Moraes estabeleceu que o Coaf só estabeleça relatórios com:
identificação objetiva do investigado ou do sujeito potencialmente sancionável;
pertinência temática estrita entre o conteúdo do RIF e o objeto da apuração;
impossibilidade de fishing expedition (pesca probatória).
'Risco sistêmico'
Na decisão, Moraes afirma que há dados concretos de que há grave desvirtuamento da utilização dos relatórios, o que impacta diretamente direitos fundamentais e o regular funcionamento do sistema de Justiça.
Segundo o ministro, os relatórios "passavam a ser utilizados como instrumento de pressão, constrangimento e extorsão, completamente dissociados de finalidade legítima de persecução penal, com grave violação à intimidade financeira e à autodeterminação informacional dos atingidos".
"A gravidade do quadro é reforçada pelo fato de que as próprias autoridades responsáveis pela apuração descreveram o fenômeno como uma “epidemia” na utilização de RIFs, expressão que, longe de ser retórica, revela a disseminação estrutural da prática, e não a ocorrência de episódios isolados".
Para Moraes, existe uma situação que evidencia risco sistêmico. "A ausência de balizas constitucionais claras e imediatamente aplicáveis tem permitido a normalização do uso de instrumentos de inteligência financeira como meio de prospecção patrimonial indiscriminada, abrindo espaço para abusos reiterados e institucionalmente corrosivos".
O ministro ressaltou que a análise feita pelo Coaf não autoriza "acesso livre ou irrestrito a contas bancárias" e "não se presta a devassas genéricas". "Não se destina à coleta prospectiva dedados patrimoniais, nem tampouco à produção de relatórios “sob encomenda”, avalia.
"O ponto central da controvérsia constitucional reside não na existência ou na validade abstrata da inteligência financeira, mas na forma como os RIFs vêm sendo requisitados, incorporados e utilizados em procedimentos estatais, muitas vezes sem investigação formal instaurada, sem finalidade sancionadora definida e sem controle jurisdicional efetivo".
Vazamento
As determinações do ministro ocorrem em meio a investigação autorizada por Moraes que investiga o vazamento indevido de dados de autoridades, entre eles, ministros do Supremo e Tribunal de Contas da União, além de políticos.
A PF prendeu um contador que é apontado como "um dos mandantes" da organização criminosa que obteve ilegalmente e vendeu dados sigilosos de autoridades brasileiras e seus familiares.
A quadrilha teria roubado dados da Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física (DIRPF) de 1.819 pessoas.

Termina essa semana prazo para aderir acordo de descontos ilegais do INSS — Foto: Reprodução/TV Globo
O governo federal prorrogou o prazo para que aposentados e pensionistas contestem descontos indevidos relacionados à fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) até 20 de junho.
Conforme adiantou o g1, a medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (27).
O INSS já havia prorrogado o prazo para contestar os descontos até 20 de março, mas decidiu estender a data novamente.
Segundo o último balanço divulgado pelo órgão, em 16 de março, mais de 6 milhões de pessoas contestaram as cobranças, sendo que 4,3 milhões já aderiram ao acordo. Foram devolvidos aos segurados em todo o país R$ 2,9 bilhões.
Ao aderir ao acordo, o segurado concorda em receber o ressarcimento por meio administrativo e renuncia ao direito de processar o INSS futuramente pela fraude. No entanto, ainda é possível acionar judicialmente as associações responsáveis pelos descontos.
Pelas regras, podem participar do plano de ressarcimento os beneficiários que contestaram os descontos e não receberam resposta das entidades responsáveis .
ATENÇÃO: O INSS reforça que não envia links por WhatsApp, e-mail ou SMS. A comunicação ocorre exclusivamente pelos canais oficiais: aplicativo Meu INSS, site gov.br/inss, Central 135 e agências dos Correios.
Quem pode aderir ao acordo de ressarcimento
Podem ingressar no plano de devolução os aposentados e pensionistas que:
Contestaram descontos indevidos e não receberam resposta da entidade responsável em até 15 dias úteis;
Receberam resposta considerada irregular, como assinaturas falsas ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos;
Sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025;
Têm processo judicial em andamento, desde que ainda não tenham recebido os valores — nesse caso, é preciso desistir da ação para aderir ao acordo, que é de natureza administrativa.
Relembre o caso
Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou um amplo esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo a PF, associações que oferecem serviços a aposentados cadastravam pessoas sem autorização, com assinaturas falsas, para descontar mensalidades dos benefícios pagos pelo INSS.
O caso derrubou autoridades do governo, como o ministro da Previdência e o presidente do INSS. Além disso, foi aberta uma CMPI do INSS para apurar o caso.

CPMI do INSS nesta sexta-feira (27). — Foto: Vinícius Cassela/g1
O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deputado Alfredo Gaspar (União Brasil‑AL), começou a ler nesta sexta‑feira (27) o relatório final dos trabalhos da comissão.
O relatório propõe o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo parlamentares, ex‑ministros, dirigentes de estatais e entidades associativas, além do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha” .
🔎Este texto não é o final da CPMI, já que o documento ainda precisa ser votado pela comissão, que vai decidir se aprova ou não as propostas de indiciamentos e recomendações feitas pelo relator.
📌 Pessoas com pedido de indiciamento
Filho do presidente
Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) — empresário, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O relator argumenta ele teria recebido repasses do "Careca do INSS" — apontado pela Polícia Federal como figura central no esquema de descontos indevidos — através da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.
Ex‑ministros, integrantes e ex-integrantes de governos
José Carlos Oliveira, que mudou o nome para Mohamad Oliveira Andrade — ex‑ministro do Trabalho e Previdência no governo Jair Bolsonaro. O relator o classifica como facilitador e beneficiário de uma rede criminosa instalada no topo da administração previdenciária;
Carlos Lupi — ex‑ministro da Previdência no atual governo Lula; segundo o relatório, o indiciamento se fundamenta em um padrão de omissão deliberada, prevaricação e blindagem política de agentes instalados na cúpula do INSS;
José Sarney Filho (Zequinha Sarney) — ex‑deputado federal e ex‑ministro do Meio Ambiente nos governos Fernando
Henrique Cardoso e Michel Temer, identificado como beneficiário de repasses milionários de origem investigada, vinculando seu patrimônio pessoal ao principal operador financeiro das entidades associativas fraudulentas;
Pedro Alves Corrêa Neto — ex‑secretário de Inovação do Ministério da Agricultura; segundo o relatório, atuou como agente público facilitador ao patrocinar interesses das entidades investigadas, especialmente a Conafer e o Instituto Terra e Trabalho (ITT);
Vanessa Barramacher Tocantins — ex‑chefe de gabinete do Ministério da Previdência Social; segundo o relator da CPMI, atuou no núcleo político‑administrativo da organização criminosa.
Parlamentares
Euclydes Pettersen (Republicanos‑MG) — deputado federal; o relatório aponta sua posição de liderança política e condição de principal beneficiário de vantagens indevidas dentro da organização criminosa ligada à Conafer;
Gorete Pereira (MDB‑CE) — deputada federal, citada como procuradora estratégica, articuladora política e integrante do núcleo de comando da organização criminosa responsável por fraudes;
Weverton Rocha (PDT‑MA) — senador citado pelo relator da comissão com atuação estratégica como liderança política e suporte institucional da organização criminosa.
Representantes de instituições financeiras
Daniel Vorcaro — sócio e controlador do banco Master. Segundo o relator, houve, entre outras coisas, falha dele no dever de supervisão, negligência na governança e conivência com o modus fraudulento de negócio;
Artur Ildefonso Brotto Azevedo — executivo do Banco C6 Consignado S.A.; citado como um dos diretores executivos responsáveis por falhas de supervisão, negligência na governança e conivência com o modelo de negócio fraudulento identificado pela CPMI;
Augusto Ferreira Lima — executivo do Banco Master S.A.; o relatório aponta domínio do fato e responsabilidade pela integridade operacional da instituição no contexto das fraudes apuradas;
Eduardo Chedid — executivo do PicPay Bank – Banco Múltiplo S.A.; citado entre os gestores das instituições financeiras investigadas por atuação no ecossistema de consignados e descontos indevidos.
Dirigentes e ex‑dirigentes do INSS, da Dataprev e outros órgãos
Alan do Nascimento Santos — diretor de Relacionamento e Negócios da Dataprev, é apontado pelo relator como parte de uma rede de proteção institucional que garantia a fluidez dos descontos indevidos operados por associações de fachada;
Alessandro Antônio Stefanutto — ex‑presidente do INSS nessa gestão do governo Lula, citado no relatório como peça central no núcleo de dirigentes que estruturou, viabilizou e protegeu o esquema de descontos indevidos de aposentados, utilizando-se a estrutura do INSS;
Leonardo Rolim — ex‑presidente do INSS na gestão de Jair Bolsonaro. Apontado pelo relator por ser responsável por decisões administrativas que fragilizaram a fiscalização e permitiram a expansão do esquema de descontos indevidos;
Glauco André Fonseca Wamburg — ex‑presidente do INSS no início da atual gestão Lula; segundo o relatório, teria atuado como facilitador administrativo ao flexibilizar controles e permitir a expansão do esquema;
André Paulo Félix Fidélis — ex‑diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão (Dirben) do INSS, apontado como um dos principais servidores públicos envolvidos no esquema criminoso, que permitiu a continuidade da fraude milionária ligada à Conafer;
Rogério Soares de Souza — servidor de carreira do INSS; citado como agente público facilitador no núcleo administrativo da organização criminosa;
Ina Maria Lima da Silva — servidora ativa do INSS e integrante do conselho fiscal da Unaspub; o relatório aponta conflito de interesses na viabilização de acordos fraudulentos;
Jucimar Fonseca da Silva — servidor do INSS e ex‑vereador; ocupou posições estratégicas na Diretoria de Benefícios (Dirben), como coordenador‑geral de Pagamento de Benefícios (CGPAG) e chefe da Divisão de Administração de Benefícios (DCBEN);
Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção — ex‑diretor‑presidente da Dataprev; o relatório aponta execução de comandos sistêmicos irregulares, falhas graves de segurança tecnológica e prestação de informações falsas que dificultaram a fiscalização do esquema de descontos indevido;
Sebastião Faustino de Paula — ex‑diretor de Benefícios do INSS; segundo a CPMI, teve participação direta em atos administrativos que viabilizaram a expansão e continuidade do esquema, com chancela institucional a entidades fraudulentas, em especial à Conafer.
Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho — ex‑procurador‑geral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS (PFE‑INSS); apontado como elo estratégico entre a alta cúpula do instituto e a organização criminosa;
Thaísa Hoffmann Jonasson — esposa do ex‑procurador‑geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho; apontada como gestora operacional e financeira do núcleo de lavagem de capitais da organização criminosa;
Wilson de Morais Gaby — ex‑servidor do INSS; conforme o relatório, atuou como agente facilitador e garantidor técnico da organização criminosa enquanto ocupava cargos de confiança na autarquia.
Heitor Souza Cunha — funcionário da Caixa Econômica Federal, apontado como peça central do núcleo administrativo da organização criminosa, com atuação na expansão das fraudes.
Operadores, familiares de operadores e dirigentes de entidades
Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” — apontado como operador do esquema de descontos indevidos;
Carlos Roberto Ferreira Lopes — presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer);
Aristides Veras dos Santos — ex‑dirigente da Contag; o relatório fundamenta o pedido de indiciamento em sua atuação à frente da entidade;
Marcos dos Santos Monte — apontado pela CPMI como braço tecnológico e operacional da organização criminosa, com atuação integrada ao núcleo do operador Antonio Carlos Camilo Antunes;
Maurício Camisotti — empresário; segundo o relatório, é sócio oculto e beneficiário das fraudes
Carlos Roberto Ferreira Lopes — presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer); citado como dirigente de uma das entidades centrais no esquema investigado;
Nelson Wilians Fratoni Rodrigues — advogado; a CPMI aponta sua atuação como peça relevante no núcleo de lavagem de dinheiro e no suporte financeiro e jurídico à organização criminosa;
Philipe Roters Coutinho — ex‑agente da Polícia Federal; segundo a CPMI, atuou como suporte logístico e de segurança interna da organização criminosa, utilizando a função pública para proteger líderes do esquema, facilitar deslocamentos e integrar a estrutura financeira do grupo;
Rodrigo Moraes — empresário, apontado como parceiro empresarial e operador financeiro central do núcleo liderado por Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”;
Romeu Carvalho Antunes — filho do “Careca do INSS”; descrito como sucessor operacional e preposto do pai no esquema;
Tânia Carvalho dos Santos — esposa de Antonio Carlos Camilo Antunes; o relatório aponta atuação no núcleo de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial;
Roberta Moreira Luchsinger — segundo a CPMI, atuou de forma estratégica no núcleo político da organização criminosa liderada por Antonio Carlos Camilo Antunes, com papel relevante na ocultação de patrimônio e circulação de recursos ilícitos.
Bate-boca
Ao ser aberta a sessão, parlamentares fizeram sustentações orais sobre os trabalhos da CPMI. Em seguida, ao iniciar a leitura do documento, Gaspar abriu sua fala resgatando uma declaração do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, feita em debate com o ministro Gilmar Mendes.
A leitura foi interrompida por parlamentares da oposição, que fizeram questionamentos ao relator e trocaram xingamentos durante a sessão. Houve pedido para que as ofensas não constassem nas notas taquigráficas, mas o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), rejeitou a solicitação.
Após o bate-boca, Viana também negou os pedidos da oposição para retirar da sessão o deputado Lindbergh Faria (PT-RJ), apontado pelo relator como autor das ofensas.
Segundo Alfredo Gaspar, o relatório foi concluído durante a madrugada, tem 4.400 páginas e pede o indiciamento de cerca de 220 pessoas. No início da leitura, havia 30 parlamentares presentes — 18 da base do governo e 11 da oposição.
A sessão chegou a ser suspensa por alguns minutos porque o documento oficial do relatório ainda não havia sido disponibilizado no sistema da comissão. A previsão era de uma suspensão de 15 minutos, mas os trabalhos foram retomados antes, após o texto ficar disponível on-line.
Entenda a CPMI do INSS
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi criada para apurar suspeitas de descontos irregulares aplicados a benefícios previdenciários, especialmente por entidades associativas, sem autorização dos aposentados e pensionistas.
O requerimento para criação da comissão foi apresentado em 2025, após investigações da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) apontarem um esquema bilionário de cobranças indevidas.
A CPMI foi instalada em 20 de agosto de 2025, com a eleição do senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência e do deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) para a relatoria.
Os trabalhos começaram oficialmente na semana seguinte, em 26 de agosto, quando os parlamentares aprovaram o plano de trabalho e os primeiros requerimentos.
Ao longo de cerca de seis meses, a comissão ouviu servidores do INSS, representantes de entidades investigadas, aposentados atingidos pelos descontos, além de integrantes da PF, da CGU e do Ministério da Previdência.
As investigações apontaram fragilidades no sistema de autorização dos descontos e falhas de fiscalização.
Durante os trabalhos, a CPMI também aprovou quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático de investigados e acumulou milhares de páginas de documentos, além de relatórios enviados por órgãos de controle.
Nas últimas semanas, os trabalhos da comissão ficaram marcados por um impasse sobre a continuidade da investigação. O prazo final da CPMI se aproximava do fim sem a conclusão do relatório, o que levou aliados do relator a defenderem uma prorrogação.
O tema chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que analisou a legalidade da prorrogação. Por maioria, a Corte derrubou a extensão do prazo, ao entender que a Constituição garante à minoria parlamentar o direito de criar CPIs, mas não trata da prorrogação, que deve seguir regras do Congresso.
Com isso, o prazo final para leitura e votação do relatório voltou a ser o sábado (28). O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, afirmou que, caso haja pedido de vista, irá convocar uma reunião de emergência neste sábado.

Bolsonaro recebe alta e chega em casa para cumprir prisão domiciliar — Foto: Adriano Machado/Reuters

Reprodução PC AL
A Polícia Civil de Alagoas, por meio da Delegacia de Homicídios da 5ª Região, coordenada pelo delegado João Paulo, cumpriu um mandado de prisão preventiva na cidade de Bom Conselho, no estado de Pernambuco.
A ação contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Bom Conselho e da 2ª Companhia da Polícia Militar de Pernambuco, demonstrando a integração entre as forças de segurança dos dois estados. A atuação conjunta foi importante para a localização e captura do suspeito.
O homem preso é investigado pela prática de homicídio qualificado por emboscada, ocorrido no dia 24 de maio de 2024. A vítima, identificada como Natan Antônio Lopes, foi sequestrada na cidade de Bom Conselho e assassinada em território alagoano, na rodovia AL-115, a poucos metros da divisa entre os estados.
Após a prisão, o suspeito foi conduzido ao Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Palmeira dos Índios, onde foram realizados os procedimentos cabíveis. Ele permanece à disposição do Poder Judiciário.

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 16,5 milhões nesta quinta-feira — Foto: Reprodução / YouTube / Caixa Econômica Federal
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.989 da Mega-Sena realizado nesta terça-feira (24). Com o resultado, o prêmio máximo acumulou e chegou a R$ 40 milhões.
Os números sorteados foram: 06 - 14 - 28 - 31 - 56 - 59
As 44 apostas que tiveram cinco acertos vão levar, cada uma, R$ 33.183,44.
E cada uma das 2.443 apostas com quatro dezenas ganhou R$ 985,14.
