Fábrica da EMS localizada em Hortolândia (SP) — Foto: Divulgação
O governo federal decidiu zerar o imposto de importação sobre componentes usados na produção de canetas emagrecedoras pela farmacêutica EMS, em medida aprovada na quinta-feira (26) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex).
A decisão reduz a alíquota de 14,4% para 0% por um período de 365 dias, com quota limitada a 30 milhões de unidades.
A medida atende parcialmente ao pedido da EMS e integra um pacote do governo que zerou o imposto de importação de quase mil produtos por falta ou insuficiência de produção nacional.
💊A lista inclui medicamentos para doenças como diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia, além de insumos agrícolas, itens da indústria têxtil, lúpulo e produtos de nutrição hospitalar.
Na análise feita pela área técnica do governo, a quantidade pedida pela EMS era maior do que o necessário, já que não batia com o próprio consumo informado por ela nem com o uso recente (a cota anterior, por exemplo, teve apenas 43% de utilização em quase cinco meses).
Por conta disso, o comitê aprovou parcialmente o pedido e limitou a importação a 30 milhões de unidades. A ideia é garantir que não faltem produtos, mas sem dar um benefício maior do que o mercado realmente precisa.
Mesmo com esse limite, o efeito financeiro da medida passa de US$ 1 milhão — que é o valor usado pelo governo como referência para analisar pedidos desse tipo, feitos quando há falta de produtos no mercado.
💉 Esses itens importados são usados para fabricar canetas aplicadoras de medicamentos como liraglutida e semaglutida, usados principalmente no tratamento de diabetes e obesidade.
A justificativa central para a isenção é a inexistência temporária de produção regional desses insumos, considerados essenciais para o sistema de saúde. Atualmente, a China é o principal fornecedor de componentes para canetas injetoras ao Brasil, respondendo por 35,6% das importações em 2025.
"Ressalta-se que o produto é amplamente utilizado no controle de dosagem de medicamentos destinados, especialmente, ao tratamento de pessoas com diabetes e obesidade, o que reforça seu caráter essencial e a relevância do pleito sob a ótica da saúde da população", afirmou o comitê em nota técnica.
A EMS afirma ter investido R$ 1,2 bilhão na produção nacional de semaglutida — substância usada em medicamentos como Ozempic e Wegovy, cuja patente, após cerca de duas décadas, encerrou a exclusividade da Novo Nordisk —, incluindo a ampliação de uma fábrica em Hortolândia (SP), com capacidade prevista para produzir até 20 milhões de canetas por ano.
Apesar do investimento, a empresa ainda depende, no curto prazo, da importação de componentes para viabilizar a produção.
As novas versões do medicamento também não chegaram ao mercado brasileiro porque aguardam aprovação regulatória, processo mais rigoroso devido à complexidade do produto.
A EMS tem um pedido em análise na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que está entre os mais avançados, mas ainda depende de esclarecimentos adicionais sobre segurança, com prazo de até 120 dias para resposta antes da decisão final.
Ao todo, há 17 solicitações em avaliação na Anvisa, sendo três em estágio mais avançado, incluindo o da EMS. A expectativa é que ao menos uma versão seja liberada até junho.
Ainda assim, a redução de preços não deve ocorrer de forma imediata, já que não haverá genéricos tradicionais, mas sim versões similares, que exigem desenvolvimento próprio e tendem a oferecer descontos menores.
Marcos Santos/USP Images
O Brasil teve aumento de 22,7 milhões de inadimplentes nos últimos dez anos, conforme dados da Serasa divulgados na semana passada. A quantidade de pessoas endividadas e inadimplentes tem crescido no país nos últimos anos e alcançou preocupação até do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que colocou o assunto como uma pauta frequente nas últimas falas.
A Serasa apresentou na semana passada um relatório chamado Mapa da Inadimplência do Brasil: 10 anos. O documento apresenta números de 2016 a 2026. No período, a população endividada passou de 59 milhões para 81,7 milhões (+38,47%), crescimento bem maior do que o da população geral, que passou de 206 milhões para 213,4 milhões no período (+3,7%).
Onde está a dívida da inadimplência
Bancos e financeiras: 47,1%.
Contas básicas: 21,4%.
Serviços: 11,6%.
Varejo: 8,2%.
Outros: 6,8%.
Telefonia: 4,9%.
Inadimplência em milhões
Outro destaque do Mapa é que 42% dos brasileiros inadimplentes agora já enfrentaram restrições há 10 anos, ou seja, estavam com nome negativado.
No período analisado (2016-2026), outra questão interessante é a mudança na localização da dívida que dá origem à inadimplência. Os bancos e financeiras concentravam 32,7% da origem das dívidas e agora passaram para 47,1%. As contas básicas também assumiram protagonismo.
No início do levantamento respondiam por 13,9% das dívidas fonte da inadimplência, mas passaram para 21,4% em 2026.
Banco Central
O Banco Central (BC) também acompanha o endividamento e a inadimplência. Levantamento divulgado no fim de fevereiro deste ano revelou que o endividamento das famílias atingiu 49,7% ao final de 2025, um aumento de 1,3 ponto percentual em 12 meses. O comprometimento de renda avançou e alcançou 29,2% em 2025.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou na última sexta-feira (26/3) que os cartões de crédito são um ponto de atenção para a inadimplência.
“A maior parte da inadimplência está relacionada com o cartão de crédito e com o rotativo”, disse ele.
Os cartões de crédito cobram juros no rotativo que variam de 45,5% a até 1.216,55% ao ano. Ainda conforme Galípolo, cerca de 100 milhões de brasileiros estão sujeitos aos juros abusivos, aplicados em caso de inadimplência.
Lula entra na pauta
Na última terça-feira (24/3), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), manifestou preocupação com o endividamento das famílias brasileiras. O presidente ressaltou que o país apresenta o menor desemprego da história e experimenta aumento da massa salarial. Lula levantou dúvidas sobre como isso combina com o aumento na inadimplência.
“Há uma contradição na economia que é o seguinte: o desemprego é o menor da história, o crescimento da massa salarial é o maior da história, o desemprego é o menor da história, mas há uma percepção na sociedade de que as coisas não estão bem, de que a sociedade está endividada. E eu tô querendo descobrir essas dívidas das pessoas”, disse o presidente.
No dia seguinte, em Anápolis, ao acompanhar reinauguração de uma linha de produção de uma montadora, Lula voltou ao tema e disse que o governo trabalha em uma “saída” para o problema.
“Nós estamos tentando encontrar uma saída para ver se a gente diminui, sabe, a angústia da sociedade. Para ver se a gente consegue melhorar essencialmente. Para ver se a gente consegue fazer com que as pessoas se sintam aliviadas. Não é uma tarefa fácil, completou o presidente.
Ainda na sexta, Galípolo negou que o BC tivesse a intenção de realizar uma possível intervenção nos juros praticados pelas instituições financeiras, mas revelou preocupação com o tema. Galípolo explicou ainda que o governo poderia atuar de outras maneiras, mas que isso não caberia à autoridade monetária presidida por ele.
“A dimensão que o BC está analisando, é uma discussão estrutural sobre como que você está o tempo todo produzindo normas e arranjos que são mais saudáveis do ponto de vista do consumo de crédito”, explicou.
Tatiane Bastos / Ascom Seagri
A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Alagoas (Seagri) abriu credenciamento para associações e cooperativas interessadas em integrar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Leite.
O certame é voltado a entidades que desejam atuar na captação, beneficiamento e distribuição de leite de vaca pasteurizado (tipo C). O documento com todas as normas e critérios de participação está disponível para consulta no site oficial da pasta (www.agricultura.al.gov.br), além das edições do Diário Oficial do Estado e da União.
Executado pela Seagri em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o PAA Leite é um pilar estratégico para a economia rural e a segurança alimentar em Alagoas. O programa incentiva diretamente a produção local e beneficia mais de três mil produtores alagoanos com uma captação média de 900 mil litros por mês.
Para além do fomento ao campo, o programa cumpre um papel social indispensável ao garantir o alimento na mesa de quem mais precisa. Atualmente, o PAA Leite atende aproximadamente 90 mil famílias em todo o estado.
O alcance da iniciativa inclui o reforço nutricional de quase 15 mil crianças nas creches CRIA, além de amparar Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) e famílias em situação de vulnerabilidade social.
O cardeal Pierbattista Pizzaballa (ao centro), patriarca latino de Jerusalém, na Santo Sepulcro, em Jerusalém, durante missa em abril do ano passado — Foto: John Wessels / AFP
A polícia de Israel impediu que o Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa celebrem a missa do Domingo de Ramos, uma data importante no calendário católico, que marca o início da Semana Santa. Um comunicado conjunto entre as instituições, divulgada neste domingo (29), denuncia que o patriarca Pierbatista Pizzaballa e o custódio padre Francesco Ielpo foram impedidos de entrar na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para realizar a celebração.
“A primeira vez em séculos: medida grave e irracional, um afastamento dos princípios da liberdade de culto e do respeito ao status quo”, diz trecho do comunicado, divulgado pelo Vatican News na manhã de domingo.
As duas instituições denunciam que a decisão arbitrária impede a entrada daqueles que “ocupam as mais altas responsabilidades eclesiásticas pela Igreja Católica e pelos Lugares Santos”, o que constitui “uma medida claramente irracional e gravemente desproporcional”. A decisão é considerada “precipitada e fundamentalmente errada, viciada por considerações impróprias”, que “representa um grave afastamento dos princípios fundamentais de razoabilidade, liberdade de culto e respeito pelo Status Quo”.
Devido à guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel, ao atacarem o Irã em 28 de fevereiro, que tem se espalhado pelo Oriente Médio, o estado judeu tem proibido aglomerações em espaços públicos, com eventos limitados a cerca de 50 pessoas. Por isso, o Patriarcado Latino já havia anunciado o cancelamento da tradicional procissão do Domingo de Ramos. O ato tem início no Monte das Oliveiras e vai em direção a Jerusalém, o que atrai milhares de fiéis todos os anos.
“Os encontros públicos foram cancelados, a participação foi proibida e foram tomadas medidas para transmitir as celebrações a centenas de milhões de fiéis em todo o mundo, que, nestes dias de Páscoa, voltam o olhar para Jerusalém e para a Basílica do Santo Sepulcro”, diz um trecho do comunicado.
A AFP entrou em contato com a polícia de Israel, mas não obteve resposta até o momento sobre o impedimento da celebração. O cardeal Pizzaballa é um forte crítico da atuação de Israel em Gaza —onde mais de 70 mil palestinos foram mortos e mais de 80% do território destruídos — que ele classificou de "injustificável" após uma visita ao enclave palestino em julho do ano passado, na sequência de um bombardeio israelense à única igreja católica local que deixou três mortos e 15 feridos.
Segundo os Evangelhos, o Domingo de Ramos, que marca o início da Semana Santa, comemora a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, onde foi recebido com júbilo por uma multidão poucos dias antes de sua crucificação e ressurreição no Domingo de Páscoa.
Pizzaballa e Ielpo explicam, no comunicado, que seguiam para a Basílica do Santo Sepulcro "de forma privada e sem qualquer característica de procissão ou ato cerimonial”, quando houve o impedimento por parte da polícia de Israel. É “a primeira vez em séculos” que aos líderes da Igreja é “impedido celebrar a Missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro”, afirmaram.
Fé
Pela importância da data para os fiéis da Igreja, o impedimento é tido como “um grave precedente” que ignora “a sensibilidade de bilhões de pessoas em todo o mundo que, durante esta semana, têm os olhos voltados para Jerusalém”.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que não houve "nenhuma má intenção" na ação policial e que a única motivação foi "a preocupação com a sua segurança e a de sua comitiva".
O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou a ação da polícia de Israel, afirmando que o culto "de todas as religiões" deve ser garantido em Jerusalém.
"Condeno esta decisão da polícia israelense", que impediu o Cardeal Pierbattista Pizzaballa — a principal figura católica de Israel e dos territórios palestinos —, declarou Macron no canal X.
A ação se identifica com "uma série preocupante de violações do estatuto de lugares sagrados em Jerusalém", acrescentou.
Por sua vez, o chanceler da Itália, Antonio Tajani, classificou como "inaceitável" a recusa de entrada do patriarca Latino de Jerusalém na Igreja do Santo Sepulcro.
"É inaceitável que tenham sido impedidos de entrar na Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém", escreveu Tajani no X.
"Pela primeira vez, a polícia israelense negou aos líderes da Igreja Católica a oportunidade de celebrar a missa do Domingo de Ramos em um dos locais mais sagrados para milhões de fiéis em todo o mundo", acrescentou.
Em relação a essa medida, ele disse que o embaixador israelense foi solicitado a transmitir o protesto de Roma a Tel Aviv.
"Reafirmei o compromisso da Itália com a salvaguarda da liberdade religiosa em todos os momentos e em todas as circunstâncias".
O governo brasileiro também reagiu, ampliando a crítica à recente restrição ao acesso de fiéis muçulmanos a locais santos para o islamismo em Jerusalém durante o mês sagrado do Ramadã.
“Ao registrar a extrema gravidade de tais ações recentes, contrárias ao status quo histórico dos sítios sagrados cristãos e islâmicos de Jerusalém e ao princípio da liberdade de culto, o Brasil recorda o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024, o qual concluiu que a continuada presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita e que aquele país não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte do Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental”, diz um trecho da nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.
A cidade de Jerusalém é sagrada para as três principais religiões abraâmicas — cristianismo, islamismo e judaísmo — e teve a sua parte oriental de maioria árabe, onde fica a Cidade Velha, que abriga a Igreja do Santo Sepulcro, ocupada e anexada ilegalmente por Israel na Guerra dos Sesi Dias em 1967. Estado judeu ocupa irregularmente a cidade, afirmando que é sua capital. Os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado independente, algo cada vez mais distante de ocorrer.
Presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, apresenta candidatura para suceder Ebrahim Raisi, morto em 20 de maio em acidente de helicóptero — Foto: ATTA KENARE / AFP
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou neste domingo que os Estados Unidos estão preparando uma ofensiva terrestre contra o país e ameaçou atacar tropas americanas caso entrem em território iraniano.
“Publicamente, o inimigo envia mensagens de negociação e diálogo enquanto, em segredo, planeja uma ofensiva terrestre”, disse Qalibaf em comunicado divulgado pela agência oficial Irna. “Nossas forças estão aguardando a chegada ao nosso território dos soldados americanos para atacá-los e punir seus aliados regionais de uma vez por todas”, acrescentou.
Segundo o jornal The Washington Post, que cita autoridades americanas, o Pentágono se prepara para operações terrestres de várias semanas no Irã. As ações não configurariam uma invasão em larga escala, mas incluiriam incursões de forças especiais.
O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, havia descartado a possibilidade nesta sexta-feira, ao insistir que os "objetivos" da guerra no Irã poderiam ser alcançados sem o envio de tropas terrestres.
Escalada e movimentação militar
A declaração ocorre após um mês da guerra iniciada em 28 de fevereiro, quando ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel mataram o líder supremo iraniano e desencadearam um conflito que se expandiu pelo Oriente Médio.
Qalibaf pediu unidade interna e afirmou que o Irã enfrenta uma “grande guerra global” em “sua fase mais crítica”.
“Estamos convencidos de que podemos punir os Estados Unidos, fazê-los se arrepender por atacar o Irã e garantir plenamente nossos direitos legítimos”, disse.
O Exército dos Estados Unidos também anunciou a chegada ao Oriente Médio do navio de assalto anfíbio Tripoli, à frente de um grupo naval com cerca de 3.500 militares.
Ataque ao USS Abraham Lincoln
O comandante da Marinha do Irã, Shahram Irani, afirmou, também neste domingo, que o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln será atacado caso entre em alcance de tiro.
“Assim que o grupo aeronaval do USS Abraham Lincoln estiver ao alcance, vingaremos o sangue dos mártires do navio Dena lançando diferentes tipos de mísseis”, afirmou, em declarações veiculadas pela televisão estatal, em referência à fragata iraniana afundada pelas forças dos Estados Unidos em 4 de março.
A ameaça do Irã remonta ao afundamento da fragata Iris Dena, navio de guerra da Marinha iraniana, em águas internacionais no Oceano Índico, perto de águas territoriais do Sri Lanka, no início do mês.
CRB 2 x 4 Vitória- Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
Jogando neste sábado (28), no estádio Rei Pelé, em Maceió, o CRB perdeu para o Vitória por 4 a 2, em partida válida pela segunda rodada da Copa do Nordeste. Os gols do time baiano foram marcados por Baralhas, Erick, Renato Kayzer e Tarzia. Para o Galo descontaram Crystopher e Douglas Bagio.
Com o resultado, o Vitória comandado pelo técnico Jair Ventura, conquistou seus primeiros três pontos no Grupo A.
No Grupo B, o CRB de Eduardo Barroca segue com apenas 1 ponto, conquistado no empate contra o Itabaiana no jogo de estreia.
Na 3ª rodada, o Vitória entra em campo na quarta-feira (8/4), recebendo a Juazeirense, no Barradão, em Salvador. O duelo baiano está marcado para às 19h.
O CRB, por sua vez, entra em campo na quinta-feira (9/4), quando vai enfrentar o ASA, em Arapiraca, no estádio Coaracy da Mata Fonseca. O duelo alagoano também está marcado para às 19h.
O jogo
O Vitória foi letal nas chances criadas nos dois tempos de jogo. No primeiro tempo, com apenas dez minutos, o time baiano já vencia por 2 a 0 com gols de Baralhas e Erick. O CRB não se intimidou e diminuiu Crystopher. Depois, o time alagoano pressionou, chegou a criar boas chances e ainda acertou a trave, numa cabeçada de Dadá Belmonte - porém faltava mais efetividade. Com vacilos defensivos, o Galo acabou sofrendo o terceiro gol, com Renato Kayzer - que aproveitou um contra-ataque do Leão.
Na segunda etapa, Douglas Baggio marcou o segundo gol regatiano logo aos 3 minutos. Porém, o CRB seguiu com mesmo problema da primeira etapa: não conseguia ter efetividade e desperdiçava as chances criadas. Enquanto isso, o Vitória foi eficiente, teve o quarto gol marcado por Tarzia e garantiu três importantes fora de casa.
Ficha Técnica
CRB 2 x 4 Vitória
Árbitro: Paulo José Souza Mourão (MA)
Assistentes: Ivanildo Gonçalves da Silva e Rafael Costa Pinheiro (ambos do MA)
Gols: Crystopher, Douglas Baggio (CRB)
Baralhas, Erick, Renato Kayzer, Diego Tarzia (Vitória)
CRB: Matheus Albino; Hereda (Kevin), Henri, Fábio Alemão e Lucas Lovat; Crystopher, Pedro Castro (Guilherme Estrella) e Danielzinho (Vinicius Nunes); Dadá Belmonte (Guilherme Pato), Douglas Baggio (João Neto) e Mikael. Técnico: Eduardo Barroca.
Vitória: Lucas Arcanjo; Nathan Mendes, Camutanga (Edenilson), Cacá e Ramon; Baralhas, Martínez e Matheuzinho (Ronald); Aitor Cantalapiedra (Diego Tarzia), Erick (Zé Vitor) e Renato Kayzer (Osvaldo). Técnico: Jair Ventura.
Cantor Sandro Becker é preso por dívida de pensão alimentícia em Caruaru - Foto: Bahia Notícias/Divulgação
O cantor alagoano, identificado como Emanuel do Vale Trindade, de 71 anos, mais conhecido por Sandro Becker, foi preso em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, por dívida de pensão alimentícia.
De acordo com a Polícia Militar, Sandro Becker, como é conhecido artisticamente, foi localizado na sexta-feira (27) em um hotel da cidade, onde estava hospedado para participar de uma premiação.
Contra ele havia um mandado de prisão em aberto, com débito superior a R$ 200 mil. Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco informou que o caso foi registrado pela Delegacia de Caruaru.
“Após ser conduzido à unidade policial para os procedimentos legais, o suspeito ficou à disposição da Justiça”, destacou a corporação.
Becker fez muito sucesso na década de 1980 e tem, em seu repertório, sucessos de público como "A velha debaixo da cama", "O gato Tico" e "Julieta", que rendeu a ele 1 milhão de cópias, ganhando dois discos de ouro e troféus variados.
Correios — Foto: Marcelo Camargo]
Foi aprovado nesta semana um requerimento de audiência pública na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados para discutir prejuízos registrados no Postalis, fundo de pensão dos empregados dos Correios (ECT).
A audiência foi votada depois da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) condenar ex-dirigentes do fundo e do banco BNY Mellon por irregularidades na gestão de investimento, que resultou num rombo de quase R$ 1 bilhão. De acordo com o deputado, o prejuízo impacta diretamente milhares de trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas dos Correios.
Segundo Motta, a audiência pública, que ainda terá a data definida, será fundamental para discutir soluções e proteger os direitos dos trabalhadores que dependem do fundo de pensão. “Precisamos apurar responsabilidades, garantir o ressarcimento dos prejuízos e criar mecanismos que evitem que isso se repita em outros fundos de pensão de estatais. Estamos falando do patrimônio e da segurança financeira de milhares de trabalhadores”, afirma o deputado.
O requerimento sugeriu a participação da presidência do Postalis, de representantes do banco BNY Mellon no Brasil, da presidência da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), da Associação dos Profissionais dos Correios (ADCAP), da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios (Findect), e da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), além de representantes do TCU e do Ministério Público.
O parlamentar tem uma série de ações no Congresso Nacional para acompanhar a situação financeira e administrativa dos Correios e defender os direitos dos servidores da estatal. No ano passado, o deputado apresentou requerimentos pedindo informações detalhadas sobre a gestão da empresa e promoveu uma audiência pública para debater os desafios enfrentados pela empresa pública e os impactos das decisões administrativas sobre os trabalhadores.
Na visão de Motta, acompanhar a situação dos Correios é responsabilidade do parlamento brasileiro. “Os Correios são uma empresa pública essencial para o país. Precisamos garantir transparência na gestão, proteger os direitos dos trabalhadores e assegurar que situações como essa não voltem a ocorrer”, defende.
Levantamento ouviu 2.004 pessoas em março de 2026 e detalha perfis e tendências do eleitorado - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
A corrida presidencial começa a evidenciar um eleitorado que não se reconhece nem no petismo nem no bolsonarismo. Nesse cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro, segundo levantamento do Datafolha realizado no início de março.
Para identificar esse público, o instituto utiliza uma régua ideológica que vai de 1 (extrema esquerda) a 7 (extrema direita). Quem se posiciona no ponto 4 é classificado como de centro, um segmento visto como potencialmente decisivo em uma eleição polarizada. O estudo ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 3 e 5 de março de 2026, em 137 municípios. O registro no Tribunal Superior Eleitoral foi feito sob o código BR-03715/2026.
Nos cenários de primeiro turno testados sem a participação de Ratinho Junior, que retirou sua pré-candidatura no dia 23, Lula aparece com 31% das intenções de voto entre esses eleitores. Flávio soma 17%, enquanto Romeu Zema registra 9% e Ronaldo Caiado, 6%. Nesse recorte, a margem de erro é de cinco pontos percentuais.
Na modalidade espontânea (quando os entrevistados não recebem uma lista de nomes), 15% dos eleitores de centro mencionam Lula como escolha para presidente. Flávio Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro aparecem com 2% cada.
A disputa se estreita quando projetado um eventual segundo turno. Entre os eleitores de centro, Lula alcança 41% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 32%. Outros 24% indicam voto em branco, e 3% não sabem em quem votar. No cenário geral, o equilíbrio também se repete, com 46% para Lula e 43% para o senador.
O Datafolha também mediu o distanciamento em relação aos dois polos por outra escala, desta vez de 1 a 5, em que 1 representa bolsonaristas e 5, petistas. Os que se colocam no número 3 são considerados independentes. Entre eles, Lula e Flávio aparecem novamente em empate técnico no primeiro turno, embora o presidente tenha vantagem numérica de sete a dez pontos, dentro da margem de erro de cinco pontos. No segundo turno desse grupo, Lula registra 40% das intenções de voto, contra 35% de Flávio. Há ainda 23% de votos em branco e 2% de indecisos.
Outro indicador relevante para a campanha é a rejeição. Entre os eleitores de centro (posição 4 na escala de 1 a 7), 45% afirmam que não votariam em Lula de forma alguma no primeiro turno, enquanto 51% dizem o mesmo de Flávio. Entre os independentes da escala de 1 a 5 (posição 3), os índices são de 48% para Lula e 50% para o senador.
O levantamento mostra ainda que os dois campos seguem com tamanhos muito próximos no eleitorado brasileiro. Na escala de 1 a 5, 28% se declaram totalmente bolsonaristas e outros 28%, totalmente petistas. Já 19% se posicionam no meio (3), enquanto 7% ficam mais próximos do bolsonarismo (2) e 9% mais próximos do petismo (4), sem variações significativas nos últimos anos além da margem de erro. Na escala ideológica de 1 a 7, 15% se identificam com a extrema esquerda (1), 17% com o centro (4) e 29% com a extrema direita (7), com distribuição equilibrada entre os demais pontos.
O retrato traçado pela pesquisa também detalha quem são esses grupos. O eleitor bolsonarista típico é homem, branco, evangélico, morador das regiões Sul, Centro-Oeste ou Norte e com preferência pelo PL. Já o eleitor petista tende a ser mulher, com mais de 60 anos, ensino fundamental, renda de até dois salários mínimos, residente no Nordeste, aposentada e católica.
Entre os que não se alinham a nenhum dos lados, o perfil predominante é de homem jovem, entre 16 e 24 anos, estudante, com ensino superior, sem preferência partidária, sem religião e residente na região Sudeste.
O Papa Leão XIV participa de um encontro com a comunidade católica na Catedral de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Mônaco — Foto: Reuters
O Papa Leão XIV realizou neste sábado (28) uma visita de um dia a Mônaco, microestado da Riviera Francesa conhecido por ser um paraíso fiscal e destino de super-ricos. Durante a passagem, o pontífice pediu que os moradores compartilhem suas riquezas e ajudem os mais necessitados.
“Aos olhos de Deus, nada é recebido em vão!”, afirmou o papa. “Todo bem colocado em nossas mãos traz consigo a necessidade de não ser retido, mas compartilhado, para que a vida de todos possa ser melhor.”
Leão XIV é o primeiro papa em quase cinco séculos a visitar o rico enclave mediterrâneo. Segundo o Vaticano, a viagem tem como objetivo demonstrar que países pequenos podem exercer influência desproporcional no cenário global.
O pontífice chegou após um voo de helicóptero de 90 minutos a partir do Vaticano e se reuniu inicialmente com o príncipe Albert II de Mônaco, chefe de Estado do país e filho da atriz Grace Kelly.
Como gesto oficial, o papa reforçou sua mensagem sobre solidariedade ao presentear o príncipe com uma obra colorida produzida pelo estúdio de mosaicos do Vaticano, retratando São Francisco de Assis — filho de um comerciante italiano do século XIII que renunciou à herança para ajudar os pobres.
Entre os moradores que acompanharam a visita, havia expectativa de que o pontífice contribuísse para reduzir tensões globais, especialmente diante da guerra envolvendo o Irã.
“Há muita tensão no momento”, disse Jean Claude Haddad, de 60 anos. “Ele pode reunir as pessoas... ele une as pessoas.”
Público reduzido acompanha visita
Segundo menor país do mundo, atrás apenas do Vaticano, e um dos últimos a manter o catolicismo como religião oficial, Mônaco tem a maior concentração de bilionários per capita do planeta.
Em discurso na residência oficial do príncipe, o papa incentivou os moradores a “colocar sua prosperidade a serviço da lei e da justiça”.
A agenda foi marcada pelo protocolo e pela pompa típicos de viagens papais, mas com público relativamente reduzido. Poucas pessoas acompanharam o trajeto do pontífice pelas ruas do país, que tem apenas 2,08 quilômetros quadrados, percorridas em um papamóvel aberto.
Em encontro com católicos locais, Leão XIV também sinalizou apoio à decisão do príncipe Albert de vetar, no ano passado, um projeto de lei que previa a legalização do aborto — tema ao qual a Igreja se opõe firmemente.
O papa pediu que os fiéis continuem se manifestando “em defesa da pessoa humana”, expressão frequentemente usada pela Igreja em debates sobre aborto e pena de morte.
O veto, anunciado em 2025, teve caráter principalmente simbólico, já que o aborto é um direito garantido na vizinha França.
Primeiro papa norte-americano no comando da Igreja Católica, que reúne cerca de 1,4 bilhão de fiéis. A visita a Mônaco é apenas a segunda fora da Itália, mas marca o início de uma agenda internacional intensa.
Aos 70 anos, o pontífice é considerado relativamente jovem e apresenta boa saúde. Em abril, fará uma viagem por quatro países da África e, em junho, está prevista uma visita de uma semana à Espanha.
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