
Foto: BPRv
Um acidente foi registrado na noite de domingo (29), na rodovia AL 220, próximo ao Garden Motel, em Arapiraca.
De acordo com o registro feito pelo Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), o sinistro aconteceu por volta de 18h30 - quando o condutor de um carro de passeio perdeu o controle direcional, saiu da pista e colidiu com um poste. O carro trafegava no sentido Limoeiro de Anadia/ Arapiraca.
O condutor do veículo, de 37 anos, precisou de atendimento médico e foi socorrido para o Hospital de Emergência do Agreste (HEA).


Athletico-PR comemora gol contra o Botafogo Campeonato Brasileiro 2026 (Foto: Gabriel Machado/AGIF)
O Athletico-PR venceu o Botafogo (RJ) por 4 a 1, na Arena da Baixada, em Curitiba - em jogo atrasado da 5ª rodada do Campeonato Brasileiro da série A.
Com a vitória deste domingo (29), o Furacão assumiu a segunda colocação do Brasileirão com 16 pontos. O resultado manteve o Botafogo no 17º lugar, com 6 pontos, abrindo a zona de rebaixamento.
Destaque da partida, Viveros fez dois gols, enquanto Aguirre e Esquivel fecharam o placar. Edenilson foi o autor do gol do Botafogo.
O Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira, às 19h30, contra o Mirassol, no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.
Também na quarta-feira, o Athletico vai enfrentar o Bahia, às 20h, na Fonte Nova, m Salvador.

Lance de Botafogo 2 x 2 ASA - Foto: João Neto/Botafogo-PB.
Confira os resultados da 2ª rodada da Copa do Nordeste 2026
Sábado (28)
Rei Pelé, em Maceió: CRB 2 x 4 Vitória
No estádio dos Aflitos, em Recife: Retrô 3 x 1 Ceará
No estádio Nhozinho Santos, em São Luís: Maranhão 2 x 3 Ferroviário (CE)
No Presidente Vargas, em Fortaleza: Fortaleza 2 x 1 Imperatriz (MA)
Domingo (29)
Em Juazeiro, no Adauto Moraes: Juazeirense 3 x 0 Itabaiana
Em Aracaju, no Batistão: Confiança 2 x 0 Fluminense (PI)
No Frasqueirão, em Natal: ABC 0 x 1 Sport
Em Teresina, no Albertão: Piauí 1 x 0 Sousa (PB)
Em João Pessoa, no Almeidão: Botafogo (PB) 2 x 2 ASA
A rodada será concluída nesta segunda-feira (30)
Em Salvador, no estádio Pituaçu: Jacuípense (BA) x América (RN)
Classificação

Fotos: João Neto/Botafogo-PB
Em jogo válido pela 2ª rodada das Copa do Nordeste, Botafogo (PB) e ASA empataram por 2 a 2, na noite deste domingo (29), no estádio Almneidão, em João Pessoa. Wandson e Keliton fizeram os gols do ASA, enquanto Gabriel Tota e Rodolfo marcaram para o Botafogo.
Com esse resultado, o ASA ocupa a 1ª colocação do Grupo A com 4 pontos.
Também com 4 pontos, o Botafogo é o 2º colocado do Grupo B. É a mesma pontuação da Juazeirense, mas o time baiano leva vantagem no saldo de gols.
Na 3ª rodada da Copa do Nordeste, o Botafogo (PB) vai jogar na quarta-feira (8/4) - enfrentando o Sousa, no estádio Marizão, no interior paraibano.
O ASA, por sua vez, jogará na quinta-feira (9/4), enfrentando o CRB, no estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca.
O jogo
A partida começou equilibrada, mas foi o ASA quem criou as primeiras oportunidades reais de gol e abriu o placar aos 24 minutos com Wandson. Depois do gol, o ASA seguiu bem postado em campo e passou a pressionar a saída de bola do Belo, mas aos 37 minutos o estreante Gabriel Tota empatou a partida. E assim terminou o primeiro tempo.
No segundo tempo, o Botafogo voltou melhor e pressionando bastante o bloco defensivo do ASA. Numa falha coletiva do sistema defensivo, Rodolfo aproveitou para fazer o gol da virada. Mas, em seguida, numa falha do goleiro do Botafogo Keliton empatou para o ASA.
Ficha Técnica
Botafogo (PB) 2 x 2 ASA (AL)
Gols: Wandson aos 24 do 1º tempo (ASA)
Gabriel Tota aos 36 do 1º tempo (Botafogo)
Rodolfo aos 52 do 2º tempo (Botafogo)
Keliton aos 55 do 2º tempo (ASA)
Árbitro: Moisés Estevão de Moura Lima (RN);
Assistentes: George Ítalo Antas Nogueira e Elielson Rodrigo dos Santos Silva (ambos do RN);
Botafogo: Luiz Daniel; Erick, Yan Souto, Igor Morais e Bull; Igor Maduro, Eduardo Nardini (Jhonata Varela) e Giovanni (Rodolfo); Dudu Hatamoto ( Gustavo Souza), Gabriel Tota (Henrique Dourado) e Felipe Azevedo (Kayon). Técnico: Lisca
ASA: Cris; Paulinho, Cristian Lucca, Jackson e Arthurzinho; Jeferson Lopes, Allef (Léo Bahia) e Sammuel; Motta (Keliton), Wandson (Jaílson) e Victor Lima (Iarley). Técnico: Itamar Schülle
O Governo de Alagoas lançou, nesta sexta-feira (27), mais um edital para a realização de concurso público, dentro do maior ciclo de certames da história de Alagoas, iniciado este ano. Desta vez, a seleção é para o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/AL).
São 10 vagas imediatas para o cargo de Assessor Técnico Rodoviário, na área de Engenharia Civil, com remuneração inicial de R$ 8.458,49 para jornada de 40 horas semanais. E outras 10 oportunidades para formação de cadastro de reserva.
Pelas redes sociais, o governador Paulo Dantas anunciou a realização do concurso para o DER/AL, o primeiro da história do órgão, criado pela Lei Estadual nº 2.776, de 11 de março de 1966. O Departamento sucedeu a antiga Comissão de Estradas de Rodagem (CER), instituída em 1947.
“Tá publicado no Diário Oficial o edital do concurso do @der.alagoas! São 20 vagas para Assessor Técnico Rodoviário para quem quer nos ajudar a construir e manter a malha viária de Alagoas como uma das melhores do Brasil! Corre pra ver o edital e já começa a estudar!”, escreveu o governador no Instagram.
Este é o maior ciclo de concursos públicos de Alagoas. Com o edital publicado na sexta, já são cinco os certames lançados pelo Governo do Estado este ano, que somam 1.228 vagas.
Provas
A seleção para o DER/AL será organizada pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) e contará com provas objetivas e discursivas, ambas de caráter eliminatório e classificatório.
De acordo com a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), a previsão é que as provas sejam aplicadas no dia 5 de julho deste ano. As avaliações estão previstas para serem realizadas em Maceió.
O cargo exige formação superior em Engenharia Civil, com diploma reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) e registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea).
Entre as atribuições, estão a elaboração e análise de projetos de obras rodoviárias e de edificações, fiscalização de serviços, gestão de contratos, elaboração de orçamentos e acompanhamento técnico de intervenções em infraestrutura. O profissional também poderá atuar em estudos logísticos e no planejamento da malha rodoviária estadual.
As inscrições deverão ser feitas exclusivamente pela internet, no site do Cebraspe, dentro do período estabelecido no cronograma do edital. A taxa de participação é de R$ 150, com possibilidade de isenção para candidatos que se enquadrem nos critérios previstos em lei, como pessoas de baixa renda, doadores de sangue ou medula óssea e inscritos em programas sociais.
O edital prevê reserva de vagas conforme a legislação estadual: 5% para pessoas com deficiência e 20% para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas. Os candidatos que optarem por concorrer às cotas passarão por procedimentos de verificação das condições declaradas.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Quase três meses após a sanção da lei que cria a figura do devedor contumaz, o governo regulamentou a medida. Voltada a empresas que deixam de pagar tributos de forma recorrente e intencional, a norma foi publicada por meio de portaria conjunta da Receita Federal e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
Aprovada em dezembro pelo Congresso, a lei do devedor contumaz foi sancionada em janeiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, precisava ser regulamentada para entrar em vigor.
O objetivo da nova normatização é combater práticas em que empresas deixam de pagar tributos deliberadamente para obter vantagem competitiva ou viabilizar esquemas ilícitos.
Investigações recentes apontam que esse modelo pode envolver uso de empresas de fachada, rotatividade de CNPJs e até lavagem de dinheiro, especialmente em setores como combustíveis
O tema ganhou relevância após operações como a Carbono Oculto, da Polícia Federal, que investigou esquemas de sonegação estruturada e uso da inadimplência como modelo de negócio. Empresas de combustíveis e fundos de investimento foram enquadrados na operação.
Regras
A portaria publicada nesta sexta-feira (27) detalha critérios de enquadramento, prazos de defesa e penalidades para contribuintes considerados inadimplentes habituais. A medida também busca diferenciar empresas em dificuldade financeira de casos com indícios de fraude.
Na prática, a classificação atinge companhias com dívidas elevadas e recorrentes, que superam o patrimônio declarado e permanecem em atraso por vários períodos.
Como funciona
Dívida mínima de R$ 15 milhões com a União;
Débito superior a 100% do patrimônio;
Atraso por 4 períodos consecutivos ou 6 alternados em 12 meses;
Processo começa com notificação formal.
Prazos
30 dias para pagar, negociar ou apresentar defesa
10 dias para recorrer, em caso de negativa
Recurso pode não suspender punições em casos graves
O que não entra
Ficam fora do cálculo:
dívidas em discussão judicial;
valores parcelados e pagos em dia;
débitos com cobrança suspensa;
casos de prejuízo comprovado ou calamidade, sem fraude.
Penalidades
Empresas enquadradas podem sofrer restrições como:
perda de benefícios fiscais;
proibição de participar de licitações;
impedimento de contratar com o Poder Público;
Veto à recuperação judicial;
Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) declarado inapto;
inclusão em lista pública e no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin).
No caso de punições, contratos antigos podem ser mantidos apenas em serviços essenciais ou infraestrutura crítica.
Fiscalização
A portaria também prevê:
divulgação de lista pública de devedores;
compartilhamento de dados com estados e municípios;
integração de informações fiscais em todo o país.

Usina Hidroelétrica Engenheiro Sérgio Motta, em Rosana (SP) — Foto: Cesp
A bandeira tarifaria para o mês de abril será verde, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na sexta-feira (27). Com isso, não haverá cobrança adicional na tarifa.
🔎 A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas.
Segundo a Aneel, com o volume de chuvas observado em março, "há nível satisfatório dos reservatórios das usinas hidrelétricas, refletindo em geração favorável de energia".
"A bandeira verde está vigorando desde janeiro, com o regime de chuvas em patamar favorável no primeiro trimestre. A situação permite que não seja necessário o acionamento mais intenso de termelétricas, que apresentam custo mais elevado", diz a agência.
Como funciona o sistema de cores:
💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras.
💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz.
Saiba quanto custa cada bandeira
Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor:
•🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra;
•🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh);
•🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);
•🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).

Fábrica da EMS localizada em Hortolândia (SP) — Foto: Divulgação
O governo federal decidiu zerar o imposto de importação sobre componentes usados na produção de canetas emagrecedoras pela farmacêutica EMS, em medida aprovada na quinta-feira (26) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex).
A decisão reduz a alíquota de 14,4% para 0% por um período de 365 dias, com quota limitada a 30 milhões de unidades.
A medida atende parcialmente ao pedido da EMS e integra um pacote do governo que zerou o imposto de importação de quase mil produtos por falta ou insuficiência de produção nacional.
💊A lista inclui medicamentos para doenças como diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia, além de insumos agrícolas, itens da indústria têxtil, lúpulo e produtos de nutrição hospitalar.
Na análise feita pela área técnica do governo, a quantidade pedida pela EMS era maior do que o necessário, já que não batia com o próprio consumo informado por ela nem com o uso recente (a cota anterior, por exemplo, teve apenas 43% de utilização em quase cinco meses).
Por conta disso, o comitê aprovou parcialmente o pedido e limitou a importação a 30 milhões de unidades. A ideia é garantir que não faltem produtos, mas sem dar um benefício maior do que o mercado realmente precisa.
Mesmo com esse limite, o efeito financeiro da medida passa de US$ 1 milhão — que é o valor usado pelo governo como referência para analisar pedidos desse tipo, feitos quando há falta de produtos no mercado.
💉 Esses itens importados são usados para fabricar canetas aplicadoras de medicamentos como liraglutida e semaglutida, usados principalmente no tratamento de diabetes e obesidade.
A justificativa central para a isenção é a inexistência temporária de produção regional desses insumos, considerados essenciais para o sistema de saúde. Atualmente, a China é o principal fornecedor de componentes para canetas injetoras ao Brasil, respondendo por 35,6% das importações em 2025.
"Ressalta-se que o produto é amplamente utilizado no controle de dosagem de medicamentos destinados, especialmente, ao tratamento de pessoas com diabetes e obesidade, o que reforça seu caráter essencial e a relevância do pleito sob a ótica da saúde da população", afirmou o comitê em nota técnica.
A EMS afirma ter investido R$ 1,2 bilhão na produção nacional de semaglutida — substância usada em medicamentos como Ozempic e Wegovy, cuja patente, após cerca de duas décadas, encerrou a exclusividade da Novo Nordisk —, incluindo a ampliação de uma fábrica em Hortolândia (SP), com capacidade prevista para produzir até 20 milhões de canetas por ano.
Apesar do investimento, a empresa ainda depende, no curto prazo, da importação de componentes para viabilizar a produção.
As novas versões do medicamento também não chegaram ao mercado brasileiro porque aguardam aprovação regulatória, processo mais rigoroso devido à complexidade do produto.
A EMS tem um pedido em análise na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que está entre os mais avançados, mas ainda depende de esclarecimentos adicionais sobre segurança, com prazo de até 120 dias para resposta antes da decisão final.
Ao todo, há 17 solicitações em avaliação na Anvisa, sendo três em estágio mais avançado, incluindo o da EMS. A expectativa é que ao menos uma versão seja liberada até junho.
Ainda assim, a redução de preços não deve ocorrer de forma imediata, já que não haverá genéricos tradicionais, mas sim versões similares, que exigem desenvolvimento próprio e tendem a oferecer descontos menores.

Marcos Santos/USP Images
O Brasil teve aumento de 22,7 milhões de inadimplentes nos últimos dez anos, conforme dados da Serasa divulgados na semana passada. A quantidade de pessoas endividadas e inadimplentes tem crescido no país nos últimos anos e alcançou preocupação até do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que colocou o assunto como uma pauta frequente nas últimas falas.
A Serasa apresentou na semana passada um relatório chamado Mapa da Inadimplência do Brasil: 10 anos. O documento apresenta números de 2016 a 2026. No período, a população endividada passou de 59 milhões para 81,7 milhões (+38,47%), crescimento bem maior do que o da população geral, que passou de 206 milhões para 213,4 milhões no período (+3,7%).
Onde está a dívida da inadimplência
Bancos e financeiras: 47,1%.
Contas básicas: 21,4%.
Serviços: 11,6%.
Varejo: 8,2%.
Outros: 6,8%.
Telefonia: 4,9%.
Inadimplência em milhões
Outro destaque do Mapa é que 42% dos brasileiros inadimplentes agora já enfrentaram restrições há 10 anos, ou seja, estavam com nome negativado.
No período analisado (2016-2026), outra questão interessante é a mudança na localização da dívida que dá origem à inadimplência. Os bancos e financeiras concentravam 32,7% da origem das dívidas e agora passaram para 47,1%. As contas básicas também assumiram protagonismo.
No início do levantamento respondiam por 13,9% das dívidas fonte da inadimplência, mas passaram para 21,4% em 2026.
Banco Central
O Banco Central (BC) também acompanha o endividamento e a inadimplência. Levantamento divulgado no fim de fevereiro deste ano revelou que o endividamento das famílias atingiu 49,7% ao final de 2025, um aumento de 1,3 ponto percentual em 12 meses. O comprometimento de renda avançou e alcançou 29,2% em 2025.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou na última sexta-feira (26/3) que os cartões de crédito são um ponto de atenção para a inadimplência.
“A maior parte da inadimplência está relacionada com o cartão de crédito e com o rotativo”, disse ele.
Os cartões de crédito cobram juros no rotativo que variam de 45,5% a até 1.216,55% ao ano. Ainda conforme Galípolo, cerca de 100 milhões de brasileiros estão sujeitos aos juros abusivos, aplicados em caso de inadimplência.
Lula entra na pauta
Na última terça-feira (24/3), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), manifestou preocupação com o endividamento das famílias brasileiras. O presidente ressaltou que o país apresenta o menor desemprego da história e experimenta aumento da massa salarial. Lula levantou dúvidas sobre como isso combina com o aumento na inadimplência.
“Há uma contradição na economia que é o seguinte: o desemprego é o menor da história, o crescimento da massa salarial é o maior da história, o desemprego é o menor da história, mas há uma percepção na sociedade de que as coisas não estão bem, de que a sociedade está endividada. E eu tô querendo descobrir essas dívidas das pessoas”, disse o presidente.
No dia seguinte, em Anápolis, ao acompanhar reinauguração de uma linha de produção de uma montadora, Lula voltou ao tema e disse que o governo trabalha em uma “saída” para o problema.
“Nós estamos tentando encontrar uma saída para ver se a gente diminui, sabe, a angústia da sociedade. Para ver se a gente consegue melhorar essencialmente. Para ver se a gente consegue fazer com que as pessoas se sintam aliviadas. Não é uma tarefa fácil, completou o presidente.
Ainda na sexta, Galípolo negou que o BC tivesse a intenção de realizar uma possível intervenção nos juros praticados pelas instituições financeiras, mas revelou preocupação com o tema. Galípolo explicou ainda que o governo poderia atuar de outras maneiras, mas que isso não caberia à autoridade monetária presidida por ele.
“A dimensão que o BC está analisando, é uma discussão estrutural sobre como que você está o tempo todo produzindo normas e arranjos que são mais saudáveis do ponto de vista do consumo de crédito”, explicou.

Tatiane Bastos / Ascom Seagri
A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Alagoas (Seagri) abriu credenciamento para associações e cooperativas interessadas em integrar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Leite.
O certame é voltado a entidades que desejam atuar na captação, beneficiamento e distribuição de leite de vaca pasteurizado (tipo C). O documento com todas as normas e critérios de participação está disponível para consulta no site oficial da pasta (www.agricultura.al.gov.br), além das edições do Diário Oficial do Estado e da União.
Executado pela Seagri em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o PAA Leite é um pilar estratégico para a economia rural e a segurança alimentar em Alagoas. O programa incentiva diretamente a produção local e beneficia mais de três mil produtores alagoanos com uma captação média de 900 mil litros por mês.
Para além do fomento ao campo, o programa cumpre um papel social indispensável ao garantir o alimento na mesa de quem mais precisa. Atualmente, o PAA Leite atende aproximadamente 90 mil famílias em todo o estado.
O alcance da iniciativa inclui o reforço nutricional de quase 15 mil crianças nas creches CRIA, além de amparar Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) e famílias em situação de vulnerabilidade social.
