Dados parciais de 2026, referentes ao período de janeiro a 19 de março, indicam que 143 condutores foram presos por embriaguez ao volante em Alagoas. Os números confirmam a tendência de aumento das ocorrências, já observada no comparativo entre 2024 e 2025, segundo levantamento da Seção de Estatística e Ciência Aplicada da Polícia Militar (PM-AL).

O recorte temporal aponta para uma média mensal de aproximadamente 55 prisões, acima das 46 flagrantes verificados em 2025. Isso significa uma elevação de nove capturas por mês, o equivalente a 20% a mais no ritmo das intervenções.

Um dos casos recentes foi registrado em 17 de março, no bairro Cidade Universitária, em Maceió. O condutor de um Volkswagen Gol colidiu e derrubou parte de um muro. O motorista, de 30 anos, alegou aos policiais que o acidente teria sido causado por uma falha no sistema de freios do automóvel.

No momento da abordagem, os militares constataram sinais visíveis de alteração da capacidade psicomotora. O motorista se recusou a realizar o teste do etilômetro (“bafômetro”), recebeu voz de prisão e foi conduzido à Central de Flagrantes, onde foi confeccionado o Termo de Constatação de Alcoolemia.

Das 143 intervenções efetuadas pela Polícia Militar, 71 ocorreram em Maceió; a capital alagoana esteve à frente também em 2025, com 231 constatações. A análise territorial evidenciou uma distribuição ampla das ocorrências atendidas em diversas regiões do estado, abrangendo municípios como Palmeira dos Índios (cinco em 2026 e 27 em 2025), Arapiraca (cinco e 26), União dos Palmares (cinco e 21), e Delmiro Gouveia (cinco e 13), por exemplo.

Para o comandante-geral da PM-AL, coronel Paulo Amorim, os números demonstram a intensificação das fiscalizações em todo o estado.

“Maceió concentra grande fluxo de veículos, o que exige ações permanentes para coibir a embriaguez ao volante. No interior, esse trabalho vem sendo ampliado, fortalecendo nossa presença operacional e a prevenção de acidentes em toda a malha viária alagoana”, explicou.

Embriaguez ao volante revela conjunto maior de irregularidades no trânsito

 A quantidade de motoristas flagrados dirigindo sob efeito de álcool cresceu 14% em Alagoas entre 2024 e 2025. No ano passado, as guarnições da Polícia Militar realizaram 553 prisões, contra 486 no ano anterior; um acréscimo de 67 capturas no período.

Segundo relatórios do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) e do Batalhão de Polícia Rodoviário (BPRv), a ampliação das prisões por embriaguez ao volante está associado à identificação de outras irregularidades no curso das fiscalizações.

Em 2024, operações de trânsito rotineiras e as blitzes de alcoolemia, efetuadas em vias urbanas e rodoviárias, resultaram em 64.538 autos de infração como CNH vencida, automotores irregulares, desacato e resistência. Em 2025, esse total subiu para 78.770, um salto de 22%.

Além disso, 3.601 unidades foram retiradas de circulação em 2024, média de 10 por dia. Em 2025, o volume subiu para 5.170 remoções; 14 por dia). De acordo com o artigo 271 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB), a metida administrativa ocorre em situações como estacionamento proibido ou em calçadas, licenciamento vencido ou condução por motorista não habilitado (CNH suspensa/cassada), quando não há outro condutor apto para retirar o automotor no local da fiscalização policial.

Os dados indicam a inserção da embriaguez está inserida em um conjunto maior de irregularidades no trânsito em Alagoas. Durante uma abordagem policial, é comum a identificação de outras infrações. Além da constatação de álcool, o condutor pode ser autuado simultaneamente por documentação vencida, o que pode resultar na remoção do veículo, por exemplo.

Para o comandante do BPRv, tenente-coronel Thalvannes Ramos, a itensificação dos índices, principalmente das prisões por embriaguez ao volante, reflete o trabalho contínuo das unidades de trânsito da PM-AL.

“O Batalhão Rodoviário e o BPTran atuam diariamente com rigor técnico nas abordagens, buscando reduzir acidentes, preservar de vidas e transmitir a sensação de segurança a toda sociedade alagoana”, afirmou.

O comandante do BPRv acrescenta que as estratégias de prevenção à embriaguez ao volante nas rodovias ocorrem em duas frentes. A primeira é orientada pela análise das manchas de sinistros, repassadas pelos Grandes Comandos (Agreste, Norte e Zona da Mata, Sertão, Sul e Região Metropolitana), destacando as áreas mais críticas. Com base nisso, o BPRv direciona viaturas para reforçar operações tanto nas cidades da Grande Maceió quanto no interior.

A segunda frente, baseia-se nas informações extraídas das ocorrências registradas pelo próprio Batalhão, que passam a compor o planejamento mensal das ações. “Se houver aumento de sinistros em uma rodovia, como na AL-115, deslocamos guarnições do Tático e de Força Tarefa para intensificar a fiscalização na região”, ilustrou.

O que caracteriza o crime 

O crime de embriaguez ao volante ocorre quando o teste do bafômetro aponta medição igual ou superior a 0,34 mg/L (miligrama de álcool por litro expelido).

Nesse caso, o condutor é preso em flagrante se apresentar alteração na capacidade psicomotora por álcool ou por substância psicoativa, conforme o artigo 306 do CTB. A pena vai de seis meses a três anos de detenção, além de multa e suspensão ou proibição da CNH. Como a pena máxima é inferior a quatro anos, o delegado pode estipular fiança, permitindo que o suspeito responda em liberdade.

Mesmo sendo um instrumento oficial de constatação de embriaguez, muitos condutores oferecem resistência ao teste do bafômetro durante as fiscalizações policiais. Em 2024, foram 232 recusas, subindo para 282 em 2025, alta de 23%, acima do crescimento das prisões no mesmo período.

O aumento das recusas ao bafômetro pode ser reflexo de uma fiscalização mais rigorosa, diante da qual condutores tentam evitar a comprovação da embriaguez. O tenente-coronel Harlen Lopes, comandante do BPTran, analisa: “A recusa ao bafômetro é um direito do cidadão, porém, diante diante de indícios visíveis, a guarnição conduziu o condutor à delegacia plantonista para aplicação das medidas cabíveis, que podem incluir penas administrativas ou criminais”.

Na prática, se o condutor se recusar ao teste, o Termo de Constatação de Alcoolemia é lavrado com base em indícios de de embriaguez, previsto na Resolução nº 432/2013 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). São verificados elementos físicos como sonolência, olhos vermelhos, vômito, soluço, desordem nas vestes, odor de álcool no hálito e comportamento agressivo, arrogante, disperso ou exaltado.

No caso do motorista do Gol que derrubou um muro na Cidade Universitária, os sinais de embriaguez foram suficientes para a elaboração do Termo, finalizando a ocorrência na Central de Flagrantes.

Fiscalizações se concentram aos finais de semana e à noite

O aumento de 14% nas prisões em 2025 revela maior presença policial e ações direcionadas em períodos de maior incidência. Dos 553 registros no ano, 177 ocorreram aos domingos e 149 aos sábados. Ou seja, os finais de semana concentraram cerca de 59% das capturas por embriaguez ao volante. Nos dias úteis, os índices permaneceram relativamente estáveis, com pequenas oscilações entre os dias da semana na comparação com o ano anterior.

As madrugadas apresentaram redução nas prisões, passando de 156 em 2024, caindo para 138 em 2025. Por outro lado, houve alta de mais de 19% no turno da tarde e de aproximadamente 53% no período noturno.

Os dados mostram uma mudança no padrão das ocorrências. As fiscalizações passaram a identificar mais casos em horários próximos ao início do consumo de bebida alcoólica, o que pode explicar a queda de constatações na madrugada.

De acordo com o comandante do BPTran, a intensificação das operações aos finais de semana se deve ao maior fluxo de automotores circulando em locais de lazer, especialmente à noite. “Por meio de estatísticas e informações sigilosas, as equipes são distribuídas em áreas e horários estratégicos para flagrar condutores sob efeito de álcool”, ressaltou.

Cidades do interior concentram mais fiscalizações de trânsito e mantêm padrão de 2025

De janeiro a 19 de março, Maceió contabilizou 71 prisões liderando o ranking estadual. Embora tenha apresentado leve queda de 3,8% (de 240 capturas em 2024 para 231 em 2025), a capital alagoana continua concentrando o maior volume de ocorrências, com 42% do total verificado neste período.

As quantidades de flagrantes em cidades médias e pequenas, nos três primeiros meses de 2026, são reflexos do fortalecimento das fiscalizações de trânsito no interior, observados em 2025. Palmeira dos Índios, Arapiraca, União dos Palmares e Delmiro Gouveia aparecem logo abaixo de Maceió em registro de intervenções policiais.

Entre 2024 e 2025, Palmeira dos Índios de 21 para 27 prisões por embriaguez ao volante; União dos Palmares (12 para 21); Marechal Deodoro (11 para 16); Penedo (oito para 18) e Delmiro Gouveia (11 para 16).

A contagem parcial de 2026 evidencia a atuação preventiva e estratégica da PM-AL frente aos casos de embriaguez ao volante em todos municípios, reforçando a presença policial e a segurança nas vias urbanas e rodoviárias de todo estado.

 

 

PC AL

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) cumpriu mandados de prisão contra três pessoas investigadas por envolvimento em um crime de estupro de vulnerável no município de Junqueiro, no Agreste do estado.

A ação foi coordenada pelo delegado Claudemiltkson Benemarcam, com apoio do chefe de operações da Delegacia de Junqueiro, Maurício Santino.

De acordo com as investigações, dois dos presos teriam participado diretamente da violência contra uma criança de 10 anos. O terceiro detido era responsável legal pela vítima e foi preso por omissão no dever de cuidado, sendo também enquadrado no mesmo crime, conforme prevê a legislação.

A prisão foi determinada pela Justiça após o oferecimento de denúncia por parte do Ministério Público e os três foram localizados no sábado (28).

Além disso, a ação contou com o apoio do Conselho Tutelar e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de Junqueiro, que contribuíram para o andamento das investigações e o suporte à vítima.

Os suspeitos seguem presos, e o caso continuará sendo apurado pela Justiça.

Corpo de homem é encontrado nas águas do Riacho Salgadinho, em Maceió. Reprodução/TV Pajuçara

 

O corpo de um homem ainda não identificado foi encontrado boiando no Riacho Salgadinho, após a chuva forte registrada na manhã desta segunda-feira (30), no bairro do Poço, em Maceió. O cadáver permanece na água e está preso em uma estrutura montada durante as obras do programa Renasce Salgadinho.

Imagens mostram o corpo sendo arrastado pela correnteza. O homem morto teria descido do Vale do Reginaldo na correnteza. Há relatos de moradores da comunidade de terem visto o corpo antes da chuva.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para realizar a retirada do cadáver da água. Até às 11h40, ele seguia preso em uma barreira colocada nas proximidades da Rua Buarque de Macedo.

Ainda não se sabe a causa da morte do homem, nem as circunstâncias de como ele chegou ao riacho. A Polícia Civil deve investigar o caso.

Foto: Reprodução

 

A chuva que caiu no município de Arapiraca, principalmente no período da tarde e noite deste domingo (29), foi de um volume considerado acima do normal, em comparação com a média pluviométrica para o mês de março.

Segundo revela o engenheiro-agrônomo João Batista, que monitora os dados pluviométricos no município, pela Secretaria de Desenvolvimento Rural, o total de precipitação foi de 55 milímetros.

Em termos de comparação, nos 30 dias de março de 2025, a quantidade de chuvas foi de 22,75 milímetros.

Os números mostram que, neste domingo, choveu mais que o dobro de todo o mês de março do ano passado.

Por conta disso, a Secretaria de Desenvolvimento Rural segue monitorando, diariamente, as condições climáticas e o volume de chuvas para repassar as informações a órgãos parceiros como a Defesa Civil Municipal, Secretaria de Serviços Públicos e Secretaria de Infraestrutura com novas atualizações para os próximos dias.

Foto: Reprodução

 

Um homem identificado como Erisvânio de Oliveira, de 32 anos, morreu após ser atingido por golpes de arma branca - na noite de domingo (29), no município de Olho d’Água do Casado, no Sertão de Alagoas.

De acordo com informações da PM, a guarnição do Grupamento de Polícia Militar (GPM) da cidade foi acionada por volta das 23h40 por um guarda municipal, que relatou a presença de um homem ferido em frente à sede da Guarda Municipal.

Ao chegar ao local, os policiais encontraram a vítima caída ao chão, apresentando sinais de agressão por arma branca. A esposa de Erisvânio, que estava com ele no momento do ocorrido, informou que o companheiro já tinha desentendimentos anteriores com o indivíduo envolvido.

Segundo o relato, os dois se envolveram em uma discussão em uma praça da cidade, quando o suspeito usou de uma faca e atingiu a vítima.

Mesmo ferido, Erisvânio correu em direção à sede da Guarda Municipal em busca de ajuda, mas acabou caindo. Nesse momento, o agressor teria desferido um segundo golpe e fugido em seguida, tomando destino ignorado.

Erisvânio foi socorrido com o apoio de outra guarnição e encaminhado ao hospital da cidade de Piranhas, mas não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada. O corpo foi recolhido ao IML de Arapiraca.

Após o crime, a Polícia Militar realizou buscas na região e em possíveis locais onde o suspeito poderia estar, mas, até o momento, ele não foi localizado. O caso deve ser investigado pelas autoridades competentes.

Reprodução

 

A turbina de um avião da Delta Air Lines pegou fogo durante a decolagem no Aeroporto de Guarulhos, na noite deste domingo (29). Após a explosão, a aeronave, que tinha como destino a cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, retornou ao aeroporto de origem em um pouso forçado.

Segundo a Delta Air Lines, o voo DL104 da companhia era operado com o Airbus A330-323. O avião decolou de Guarulhos às 22h49 e retornou ao aeroporto na sequência, sendo recebido pela ARFF (Resgate e Combate a Incêndios de Aeronave).

Ainda conforme a companhia aérea, os passageiros foram então levados de ônibus até o terminal. A Defesa Civil Estadual e o Aeroporto de Guarulhos também confirmaram que nenhum passageiro e nenhum tripulante ficou ferido.

Imagens registradas pelo canal do Youtube Aviação Guarulhos mostram que, logo após a decolagem, a turbina esquerda da aeronave pegou fogo. Com a explosão, um material em chamas caiu no gramado do aereporto, dando origem a um incêndio.

Na gravação, o áudio mostra a torre de controle alertando os pilotos sobre a presença de "fogo na asa". Após a aeronave retornar ao aeroporto, controladores instruíram os pilotos a parar na pista de pouso e aguardar pelo atendimento de equipes no local.

No site da Delta Air Lines, a companhia informa que o voo foi cancelado. "Devido a um problema mecânico com a aeronave, cancelamos este voo. Pedimos desculpas pelo inconveniente", reportaram.

Segundo apuração da equipe de reportagem, a pista foi liberada às 2h27 desta segunda-feira (30) e as operações do Aeroporto de Guarulhos foram normalizadas.

Veja a nota da Delta na íntegra:

"O voo 104 da Delta, de São Paulo para Atlanta, retornou ao aeroporto logo após a decolagem na noite de domingo, devido a um problema mecânico no motor esquerdo da aeronave. O Airbus A330-300 pousou em segurança e foi recebido pelo serviço de resgate e combate a incêndio em aeroportos (ARFF). Os passageiros foram então levados de ônibus até o terminal. A segurança de nossos clientes e tripulantes é nossa maior prioridade. Pedimos desculpas aos nossos clientes pelo atraso em suas viagens.

Contexto:

- Voo 104 da Delta, de São Paulo (GRU) para Atlanta (ATL), em 29 de março.

- Aeronave Airbus A330-300, com 272 passageiros e 14 tripulantes.

- As equipes da Delta estão trabalhando para realocar os passageiros e garantir que cheguem em segurança ao seu destino."

Divulgação

 

A direção do ASA anunciou oficialmente, na manhã desta segunda-feira (30), a contratação do goleiro Rafael Mariano, de 35 anos, que chega para fortalecer o elenco alvinegro na disputa da Copa do Nordeste e do Campeonato Brasileiro da Série D.

Com 1,89m, o goleiro chega com vasta experiência e passagens por clubes como ABC (RN), Sampaio Corrêa (MA), Ferroviário (CE), Confiança (SE) entre outras equipes.

No último sábado (28), Rafael foi campeão capixaba pelo Porto Vitória.

Foto: Reprodução

 

No período da noite, uma guarnição da cavalaria fazia patrulhamento no bairro Brasília, quando foi acionada para uma ocorrência de possível violência doméstica.

No local, a vítima informou que seu companheiro saiu pela manhã e retornou somente à noite, alterado, batendo a porta de casa, empurrando objetos e utilizando palavras agressivas contra ela. No mesmo momento, os filhos do casal ( crianças de 1 ano e 8 meses e 3 anos respectivamente), estavam chorando próximos aos dois - momento que o suspeito teria empurrado seu filho mais novo, momento que a mulher acabou revidando.

De acordo com o relato da vítima, o autor teria pego no pescoço dela e a derrubou no chão. Ainda sofreu socos e chutes. Na sequência, já de pé, a vítima pediu para que o autor sair de casa, porque iria chamar a polícia.

Em seguida teria questionado: "você não queria chamar a polícia? Então pode chamar, vou esperar". Em seguida, desferiu um soco no rosto da vítima, que ligou para a PM.

A guarnição encontrou o suspeito em um dos cômodos da residência, deitado em sua cama. Foi dado voz de prisão ao homem, que apresentou resistência e precisou ser algemado - para ser conduzido até a Central de Polícia Civil, onde foi autuado em flagrante e ficou a disposição da justiça.

A mulher foi conduzida até o IML para realização do exame de Corpo de Delito.

Viatura da Força Tarefa do 3º BPM - Foto: Reprodução

 

Uma advogada acionou a Polícia Militar após ter sido vítima de ameaça no bairro Cacimbas, em Arapiraca, fato ocorrido no domingo (29).

De acordo com o relatório de ocorrências do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), uma guarnição de Força Tarefa 03 foi acionada para averiguar uma situação de ameaça, no bairro Cacimbas. No local, a vítima relatou que é advogada e estava em deslocamento a pé pela rua Antônio Leite, quando ao passar nas proximidades de um imóvel, parou para conversar com um conhecido.

Nesse momento, conforme relato da vítima, o autor abordou a advogada e falou que "caso a mesma voltasse a realizar uma cobrança por conta de honorários advocatícios a sua mãe, ele iria matá-la. Ato contínuo, o autor colocou a mão em direção a cabeça da vítima, fazendo num gesto de arma"- cita o relatório.

Após o ocorrido, a vítima se dirigiu até um estabelecimento comercial e aguardou a chegada da guarnição. Após a localização do autor, foi confeccionado um TCO por ameaça e os envolvidos liberados no local.

CISP Palmeira dos Índios - Foto: Weverton Bruno

 

Uma guarnição de RP 02, pertencente ao 10º Batalhão de Polícia Militar, foi acionada no domingo (29) - para verificar uma situação de possível ameaça, fato registrado na zona rural de Palmeira dos Índios.

De acordo com o relatório de ocorrências, ao chegar no local, a guarnição entrou em contato com as partes envolvidas. De acordo a informação da vítima, identificada pelas iniciais S.S, de 48 anos, além da ameaça, o autor G.B.O, de 60 anos, proferiu ofensa de cunho racial contra ela, utilizando a expressão macaca.

A guarnição conduziu a vítima e o autor até o CISP de Palmeira dos Índios, para os procedimentos legais cabíveis. O autor foi autuado por ameaça (artigo 147 do CPB) e pelo artigo 2-A da Lei 7.716/1989 - injuriar alguém, em razão de raça, cor, etnia ou procedência nacional . O homem permaneceu preso à disposição da Justiça.

O Artigo 147 do Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei nº 2.848/1940) tipifica o crime de ameaça, definindo-o como prometer causar mal injusto e grave a alguém, por palavra, escrito, gesto ou meio simbólico. A pena prevista é de detenção, de um a seis meses, ou multa. É um crime de ação penal pública condicionada à representação da vítima.

O art. 2º-A da Lei 7.716/89, incluído pela Lei 14.532/2023, tipifica o crime de injúria racial como uma forma de racismo. Ele pune quem ofende a dignidade ou decoro de alguém devido a raça, cor, etnia ou procedência nacional, com pena de 2 a 5 anos de reclusão, sendo inafiançável e imprescritível.

Contato

Rua José e Maria Passos, nº 25
Centro - Palmeira dos Índios - AL.
(82) 99641-3231
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