
Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A Petrobras elevou o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) em cerca de 55% para as distribuidoras em abril, segundo informações da agência Reuters.
Os ajustes do QAV da Petrobras ocorrem todo começo de mês, conforme previsto em contratos. O g1 procurou a Petrobras para confirmar o reajuste, mas, até a última atualização desta reportagem, a empresa não havia se manifestado.
Nesta semana, o Grupo Abra, holding que controla a companhia aérea Gol, também informou que a Petrobras elevaria os preços do querosene de aviação em 55% a partir desta quarta-feira (1º).
Segundo a empresa, o reajuste ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Em março, o reajuste havia sido de 9,4%, também em decorrência dos preços do barril do petróleo no mercado internacional neste ano. Se confirmado, o aumento pode ampliar a pressão sobre o setor aéreo brasileiro, em um momento em que duas das maiores companhias do país, Gol e Azul, ainda se recuperam de processos recentes de reestruturação de dívidas.
🔎 O querosene de aviação é um dos principais custos das companhias aéreas. No Brasil, ele representa mais de 30% das despesas operacionais do setor. A Petrobras, maior produtora de petróleo do país, responde pela maior parte do refino e pela oferta desse combustível no mercado nacional.
Nesta quarta-feira, o preço do barril de petróleo tipo Brent caía 1,80%, a US$ 102,10, por volta das 10h13. Ontem, o combustível fechou em US$ 103,97.
Desde o início da guerra, o preço do barril de petróleo saltou de cerca de US$ 60 para mais de US$ 115. Com isso, o produto caminha para encerrar março com a maior alta desde 1990.

Ozempic — Foto: Carsten Snejbjerg/Bloomberg
O preço do Mounjaro (tirzepatida) será reajustado a partir desta quarta-feira (1), conforme autorização da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), segundo a Eli Lilly, fabricante do medicamento.
Por outro lado, os preços de Ozempic e Wegovy, medicamentos com semaglutida, ainda serão mantidos sem reajuste enquanto a farmacêutica Novo Nordisk estuda o mercado, conforme a companhia informou ao Valor.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esse reajuste é referente aos limites de preços que podem ser praticados no Brasil, ou seja, fica a critério da fábrica ou da farmácia qual preço cobrar, desde que dentro desse teto estabelecido.
Ainda de acordo com a Anvisa, o novo preço máximo a ser praticado pelas farmacêuticas ainda precisa ser formalizado junto à CMED para começar a valer. Esse reajuste precisa respeitar o percentual limite para este ano e, ordinariamente, só sofrerá novas alterações em março do ano que vem.
Há três faixas de aumento, definidas conforme a concorrência de cada tipo de medicamento no mercado. As três canetas emagrecedoras estão na categoria nível 3, para medicamentos de pouca ou nenhuma concorrência, com aumento de até 1,13%.
Há ainda três preços máximos praticados: o preço de fábrica, o preço máximo ao governo e o preço a ser praticado pelas farmácias (ou seja, o preço que o consumidor paga no balcão).
Quanto custa Ozempic e Wegovy?
O preço de fábrica, que é o valor que pode ser controlado pela farmacêutica Novo Nordisk, não será alterado por enquanto. Ao ser questionada pelo Valor, a companhia informou que está "fazendo a avaliação da resolução publicada para entender se irá aplicar o índice de reajuste ou não". O teto do preço de fábrica é:
Wegovy
Preço atual (sem reajuste): entre R$ 794,47 e R$ 1987,84
Ozempic
Preço atual (sem reajuste): entre R$ 794,47 e R$ 1.031,78
Todos os preços variam de acordo com a dosagem do princípio ativo e não consideram incidência de impostos.
Quanto custa Mounjaro?
Ao Valor, a farmacêutica Eli Lilly confirmou que seguirá o reajuste permitido pela CMED para os medicamentos nível 3, de 1,13%, no preço de fábrica.
O teto do preço de fábrica de Mounjaro é de:
Antes do reajuste: entre R$ 423,66 e R$ 3.680,86
Novo preço máximo permitido, segundo cálculos feitos pelo Valor: entre R$ 428,44 e R$ 3.722,45
Todos os preços variam de acordo com a dosagem do princípio ativo e não consideram incidência de impostos.

Foto ilustrativa mostra casal com pet — Foto: Freepik
O Senado Federal aprovou que casais responsáveis por animais de estimação possam ter a guarda compartilhada do pet se algum dia decidirem se separar. Os parlamentares votaram a favor de um projeto de lei que prevê regras e proibições para esse modelo de cuidado, que ainda precisa ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o texto, caso o casal não chegue a um acordo sobre quem ficará com o pet, caberá à Justiça definir a guarda compartilhada, num modelo equilibrado de convivência e despesas. Para isso, o animal deverá ser "de propriedade comum", isto é, ter convivido com ambos a maior parte de sua vida.
Pela proposta, o juiz deverá levar em conta fatores como ambiente adequado, condições de trato, zelo, sustento e disponibilidade de tempo dos envolvidos. Ainda de acordo com o texto, os custos de alimentação e higiene caberão a quem estiver com o pet em cada ocasião. Já as despesas consideradas de "manutenção", a exemplo de consultas veterinárias e remédios, serão divididas.
Relator do PL, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) afirmou que o texto reconhece o vínculo afetivo estabelecido entre as pessoas e o animal de estimação, que não é um mero "objeto inanimado".
O texto ainda estabelece proibições para a adoção da guarda compartilhada. Ela não será possível se houver histórico ou risco de violência doméstica ou familiar ou maus-tratos ao pet. Nessas hipóteses, os cuidados do animal caberão exclusivamente à outra parte, e o agressor deverá quitar os débitos pendentes até essa extinção de seu vínculo.
O projeto de lei permite, ainda, que um dos guardiões renuncie à guarda compartilhada. A perda da posse também poderá ocorrer quando houver descumprimento repetido, sem justificativa, dos termos do acordo ou se forem identificados maus-tratos ou violência doméstica durante o compartilhamento.

Ascom Sefaz
O Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/AL), confirmou a adesão ao programa da União voltado à redução da carga tributária sobre o óleo diesel importado. A medida, discutida durante a 200ª Reunião Ordinária do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) no último dia 27, visa reduzir os impactos da volatilidade de preços no mercado internacional — agravada pelos conflitos no Oriente Médio — e garantir o pleno suprimento do combustível em território alagoano.
A iniciativa propõe um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado, operado em regime de compartilhamento: a União e o Estado arcam, cada um, com R$ 0,60. A adesão dos entes federados tem caráter voluntário e vigência inicial de dois meses, funcionando como um mecanismo de proteção ao setor produtivo e ao consumidor final contra altas repentinas nas bombas.
Para assegurar a eficácia da medida, a Sefaz/AL realizou um profundo estudo técnico baseado nos dados do Sistema de Captação e Auditoria dos Anexos do Combustível (SCANC).
A iniciativa demonstra o diálogo cooperativo entre União e estados na busca por soluções conjuntas para o mercado de combustíveis, com foco na previsibilidade de preços, na segurança do abastecimento e na manutenção do equilíbrio das contas públicas em todos os níveis de governo. Com base nesses pontos, mais de 80% dos estados já sinalizaram positivamente com a adesão, visando reduzir os efeitos do choque de preços do petróleo sobre a população.
Ação de fiscalização
Nesta terça-feira (31), a Sefaz/AL realizou uma operação de fiscalização em postos de combustíveis de diversos municípios do interior do estado. A ação contou com a parceria do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-AL).
A iniciativa tem como objetivo averiguar possíveis divergências nos preços do diesel praticados no mercado diante do cenário de instabilidade internacional. A medida busca coibir aumentos injustos e reduzir os impactos ao consumidor final.
A atuação integrada entre os órgãos amplia o alcance da fiscalização. Enquanto o Procon-AL acompanhou os valores exibidos nas bombas de combustíveis, a Sefaz/AL realizou, entre outras ações, a verificação dos procedimentos fiscais adotados pelos estabelecimentos, como a emissão correta de notas fiscais, com o objetivo de combater práticas de concorrência desleal no setor.
“O trabalho dos nossos auditores foi uma operação padrão. Rotineiramente, a Sefaz visita os postos de combustíveis com foco na verificação fiscal. Esse trabalho tem caráter preventivo e de orientação, garantindo a conformidade dos contribuintes e a concorrência leal no setor”, afirmou o secretário especial da Receita Estadual, Francisco Suruagy.
Dos postos de combustíveis visitados, um número reduzido apresentou inconsistências nos dados. Nesses casos, os estabelecimentos foram devidamente notificados para realizar as correções necessárias, sem aplicação de multas punitivas.

Bebê morre no bairro Batingas - Foto: Josival Meneses de Souza/Portal Já é Notícia
Uma recém-nascida morreu em uma residência localizada em uma vila - situada no bairro Batingas, em Arapiraca, na madrugada desta quarta-feira (1).
A reportagem apurou que a mãe e a avó da criança moram na residência, que fica nas proximidades da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro.
A bebê teria ficado com a avó, após a genitora sair para uma festa. Supostamente a criança passou mal e vizinhos tentaram reanimá-la, mas não tiveram êxito.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atestou o óbito.
Equipes do Instituto de Criminalística (IC), Instituto Médico Legal (IML) e Polícia Civil estiveram no local para a realização dos procedimentos cabíveis.

TikTok busca autorização do Banco Central para oferecer empréstimos no Brasil, diz agência
O TikTok está buscando aprovação do Banco Central para operar como uma instituição financeira no Brasil, informou a agência Reuters nesta terça-feira (31).
A rede social controlada pela chinesa ByteDance pediu duas licenças: uma de "emissor de moeda eletrônica" e outra de "sociedade de crédito direto", disseram à Reuters fontes em condição de anonimato.
A primeira licença permitiria à empresa oferecer contas de pagamento digitais para usuários manterem dinheiro, receberem transferências e fazerem pagamentos no aplicativo do TikTok.
Já a segunda daria à companhia o direito de oferecer seu próprio capital para empréstimos ou atuar como uma intermediadora entre tomadores e credores.
Executivos da ByteDance, incluindo o chefe de Pagamentos Globais, Liao Baohua, se reuniram com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em Brasília na manhã desta terça-feira (31), de acordo com a sua agenda pública.
A ByteDance lançou em 2021 o Douyin Pay, um sistema de pagamentos da versão chinesa do TikTok. A plataforma compete com outros serviços já estabelecidos no país como o WeChat Pay e o AliPay.
A rede social também solicitou em 2023 uma licença para operar como serviço de pagamentos na Indonésia. O pedido foi recusado, e a plataforma passou a buscar parcerias com empresas locais.
Em seu plano de expansão no Brasil, o TikTok anunciou no final de 2025 que construirá um data center no Ceará. O empreendimento vai gerar investimentos de mais de R$ 200 bilhões, segundo a empresa.

Governo lança edital do concurso da PGE com 20 vagas e salário de R$ 35,8 mil- Foto: Pei Fon/Agência Alagoas
O Governo de Alagoas publicou na edição desta quarta-feira (1º) do Diário Oficial do Estado (DOE) o edital do concurso da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
De acordo com o edital, a oferta total é de 20 vagas para o cargo de procurador do Estado, sendo sete delas imediatas e outras 13 destinadas à formação de cadastro de reserva. A remuneração inicial é de R$ 35.877,28.
Para participar, o candidato deve possuir diploma de bacharelado em Direito e inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Com uma carga horária prevista é de 20 horas semanais, o concurso é organizado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção (Cebraspe).
O edital completo, com conteúdo programático, critérios de avaliação e demais regras, está disponível nas páginas 48 a 65 do Diário Oficial desta quarta-feira.

Ana Beatriz de Oliveira e a mãe, Eduarda Silva de Oliveira- Foto: Reprodução
A mãe da bebê Ana Beatriz, de apenas 15 dias de vida, acusada pela morte da própria filha, está em liberdade. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas (Seris/AL). Eduarda Silva de Oliveira estava presa desde abril de 2025, quando o caso veio à tona e provocou grande comoção no Estado.
O episódio teve início no dia 11 de abril de 2025, quando a mãe procurou as autoridades e afirmou que a recém-nascida havia sido sequestrada às margens da BR-101, no município de Novo Lino. A denúncia mobilizou equipes de segurança e gerou forte repercussão, com buscas intensas e apelos públicos por informações.
Nos primeiros dias de investigação, no entanto, a Polícia Civil (PC) identificou contradições no relato. Testemunhas não confirmaram a versão apresentada, e a hipótese de sequestro começou a perder força diante das inconsistências.
A reviravolta ocorreu no dia 15 de abril, quando o corpo da bebê foi encontrado dentro da própria casa da família, escondido em um armário. No dia seguinte, Eduarda confessou o crime, afirmando que matou a filha por asfixia com um travesseiro.
A investigação foi concluída em maio de 2025. Eduarda foi indiciada por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. A hipótese de infanticídio chegou a ser considerada inicialmente, mas foi descartada por falta de comprovação de perturbação psíquica relacionada ao estado puerperal.
Quase um ano após a prisão, a acusada deixou o sistema prisional. O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) informou que o processo tramita em segredo de Justiça e, por isso, não divulgou as condições da liberdade. A defesa de Eduarda Silva de Oliveira, por sua vez, informou que deve se manifestar por meio de nota.

Foto: Reprodução Gazetaweb
A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) cumpriu, nessa terça-feira (31), um mandado de prisão contra um homem de 39 anos investigado por homicídio qualificado que vitimou o taxista Francisco Flávio da Silva, conhecido como “Nego da Diva”. O crime ocorreu em junho de 2025, no Litoral Sul do Estado.
A Polícia Civil de Alagoas deu cumprimento a um mandado de prisão, nessa terça-feira (31), contra autor do crime de homicídio qualificado que vitimou Francisco Flavio da Silva, ocorrido em junho do ano passado.
As investigações que resultaram na prisão ocorreram por meio da Delegacia de Homicídios da 7ª Região, sob o comando do delegado Douglas Rocha. A prisão também teve apoio da 7ª Delegacia Regional de Penedo.
O crime aconteceu em 18 de junho de 2025, em que a vítima foi assassinada com 21 perfurações pelo seu corpo, além de ter sido carbonizada ainda em vida, em um canavial localizado entre os municípios de Teotônio Vilela e Coruripe. Seu corpo e seu veículo, ambos carbonizados, foram encontrados na manhã seguinte.
De acordo com as investigações e os depoimentos de testemunhas, Francisco teria se encontrado com o suspeito, um homem de 39 anos, para falarem sobre uma dívida de R$ 100.000, a qual o suspeito estava devendo à vítima, levando o autor do crime a realizar o homicídio por ocultação de dívida.
Segundo testemunhas, o autor do crime ainda compareceu ao local onde o corpo foi encontrado no dia seguinte, mas recusou-se a aproximar-se do cadáver, agindo de uma maneira fria e retirando-se do local rapidamente.
Com a prisão do suspeito, a Polícia Civil avança na responsabilização de crimes de extrema violência e reafirma seu compromisso com a elucidação de homicídios no estado. O autor do crime permanece à disposição da Justiça.

Cisp de Palmeira dos Índios- Foto: Niraldo Correia/Ilustrativa
A guarnição rural 01, pertencente ao 10º Batalhão de Polícia Militar, realizava patrulhamento ostensivo e preventivo no centro de Palmeira dos Índios na terça-feira (31), quando foi acionada por um popular.
O mesmo informou aos militares que um individuo havia sido detido em flagrante delito - após a prática de furto no interior de uma farmácia, localizada na praça do açude. A guarnição se deslocou imediatamente até o local, onde constatou a veracidade dos fatos, deparando-se com o suspeito já contido no local.
O proprietário relatou aos militares que o individuo entrou na farmácia e solicitou um copo com água a uma das funcionárias. Valendo-se da distração da colaboradora, que virou de costas para atendê-lo, o homem subtraiu duas latas de leite em pó, acondicionando-as em uma sacola plástica. Ao perceber a ação e a posse dos objetos por parte do individuo, o proprietário interveio de imediato, realizando a detenção do autor no próprio local e reavendo os produtos furtados. Em seguida, acionou o policiamento militar.
Diante do flagrante, a guarnição deu voz de prisão ao individuo e o conduziu até o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Palmeira dos Índios, onde a autoridade policial de plantão lavrou o auto de prisão em flagrante (APF) pelo crime de furto, ficando o mesmo à disposição da justiça.
