
Foto: Ailton Cruz
O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, anunciou neste sábado (4) sua renúncia ao cargo durante a entrega do projeto Renasce Salgadinho, considerada como uma das principais obras de sua gestão. A decisão abre caminho para que ele dispute as eleições de 2026.
JHC ainda não definiu se será candidato ao Governo de Alagoas ou a uma vaga no Senado, e mantém cautela sobre a escolha. Nos bastidores, a movimentação política ganhou força após sua saída do PL e filiação ao PSDB, partido ao qual também se integraram aliados próximos, como a senadora dra. Eudócia, sua mãe, a primeira-dama Marina Cândia, além de vereadores.
A articulação para a mudança de legenda contou com a participação do ex-governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), que intermediou o diálogo com o deputado federal Aécio Neves (PSDB).
Caso opte por disputar o Governo de Alagoas, JHC deve enfrentar o ex-ministro dos Transportes Renan Filho (MDB). Já em uma eventual candidatura ao Senado, os principais adversários seriam os senadores Renan Calheiros (MDB) e o deputado federal Arthur Lira (PP).
Com a renúncia, a Prefeitura de Maceió passará a ser comandada pelo vice-prefeito Rodrigo Cunha (Podemos), que abriu mão do mandato de senador para compor a chapa com JHC nas eleições municipais de 2024. A vaga no Senado foi ocupada por dra. Eudócia.
“Agora começa outro capítulo. Tudo tem seu tempo. A gente vai para uma nova fase”, disse.

ASA 0 x 0 Jacuipense- Foto: @apollofotografiaefilms
Em jogo válido pela 1ª rodada do Campeonato Alagoano Brasileiro da Série D, ASA e Jacuipense empataram por 0 a 0 no estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca, na tarde deste sábado (4).
O ASA entrou em campo bastante modificado e, no primeiro tempo, criou algumas oportunidades de gol, mas não aproveitou. Do lado baiano, os atacantes pararam no bom posicionamento defensivo do time arapiraquense, inclusive do goleiro estreante Rafael Mariano.
Na segunda etapa, o Jacuipense teve o jogador Pedro Henrique expulso. Com um homem a mais, o Alvinegro desmanchou o sistema com três zagueiros e passou a pressionar, porém faltou efetividade nas conclusões. Com isso, o placar ficou mesmo em branco - ficando a frustração principalmente para o torcedor alagoano.
Protesto
Reprodução
Após perder duas decisões em Arapiraca, sendo a final do Campeonato Alagoano e a Copa Alagoas, torcedores realizaram proteste no jogo de estreia do Alvinegro na Série D. Muitos torcedores decidiram não comparecer e, além do público pequeno no estádio, faixas foram colocadas com frases do tipo “Honrem o manto e "Elenco de Findos,” além de solicitarem a saída do zagueiro Cristian Lucas.
Próximos jogos
12/04 - domingo - 16h - CSE x ASA - Juca Sampaio - Palmeira dos Índios
12/04 - domingo - 16h - Atlético BA x Juazeirense BA - Antônio Carneiro -BA
Ficha Técnica:
ASA 0 x 0 Jacuípense
Árbitro: Hugo Soares Dias Figueiredo-PE
Assistentes: Aldrin Freire Costa Matias e Fernanda Felix da Silva- ambos de Alagoas
Quarto árbitro: Adrian da Silva Santos-AL
ASA: Rafael Mariano; Danilo, Roni Lobo (Léo Porfírio) e Jackson; Léo Príncipe (Colina), Allef, Sammuel, Motta e Arthurzinho; Jailson (Dudu) e Iarley (Vitor Lima). Técnico: Itamar Schülle
Jacuipense: Marcelo; Hugo Moura, Railon, Weverton (Alison Daniel, depois Ruan Daniel) e JP Talisca; Vicente Reis, Thiago (Sidney) e Vinicius Amaral ( Gabriel Pereira); William (Flavinho), Thiaguinho e Pedro Henrique (expulso). Técnico:Rodrigo Ribeiro

Adriano Pardal fez os gols do "Cancão de Fogo"- Foto: juazeirenseoficial
Valendo pela 1ª rodada, do Grupo A 10, do Campeonato Brasileiro da série D, a Juazeirense venceu o CSE por 3 a 1, na tarde deste sábado (4), no estádio Adauto Moraes, em Juazeiro (BA). Adriano Pardal marcou os três gols do "Cancão de Fogo" aos 5, aos 16 e aos 28 minutos do 1º tempo. O Tricolor de `Palmeira dos Índios descontou com Michel Douglas aos 38, também da 1ª etapa.
O primeiro tempo foi mais movimentado e a equipe da casa aproveitou as chances criadas, surpreendo o CSE com gols aos 5 e aos 16 com Adriano Pardal, que apareceu novamente aos 28. O Tricolor conseguiu equilibrar um pouco mais ações e diminuiu com o atacante Michel Douglas.
Na segunda etapa, o jogo diminuiu um pouco seu ritmo. Embora o time da casa se mostrasse mais organizado, o CSE conseguiu chegar um pouco mais na área adversária, mas não foi o suficiente para uma reação. Com isso, a Juazeirense conquistou os três pontos no Grupo A-10.
Público total: 245
Renda: R$ 4.120,00
O árbitro foi Maximiniano Fagundes de Assunção (PE), tendo como assistentes os baianos Marcus Vinicius Ferreira De Souza(BA) e Mauricio Araújo da Mota(BA). Quarto árbitro: Eziquiel Sousa Costa (BA).
O Juazeirense venceu com Pedro Campanelli; Breno Rayk (Rafael Mandacaru), Zé Romário, Eduardo Rosado e Felipe; Bino, Douglas Nathan (Wanderson) e Luan; Diki (Narlon), Adriano Pardal (Romarinho) e Bravo. Técnico: Carlos Rabello
O CSE perdeu com: Jeferson; Lima (Pinheirinho), Geovani, Rogério (Luanderson) e Vinícius; Celestino (Douglas), Jean Cléber e Claudevan; Thiago Magno, Tarcísio (Samuel)) e Michel Douglas.
Próximos jogos, válidos pela 2ª rodada:
12/04 - domingo - 16h - CSE x ASA - Juca Sampaio - Palmeira dos Índios
12/04 - domingo - 16h - Atlético BA x Juazeirense BA - Antônio Carneiro -BA

O levantamento também mediu a intensidade da rejeição. Lula marcou 53 pontos de rejeição e 35 de simpatia contra os 52 pontos de rejeição e 34 de simpatia de Flávio - (crédito: CB)
A pesquisa da AtlasIntel, em parceria com a Arko Advice, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 50,6% de rejeição entre o eleitorado. Lula foi avaliado com alguns nomes como Flávio Bolsonaro (24%) e Ronaldo Caiado (0%).
O levantamento também mediu a intensidade da rejeição. Lula marcou 53 pontos de rejeição e 35 de simpatia contra os 52 pontos de rejeição e 34 de simpatia de Flávio. PL e PT empataram em ambos os quesitos, com 52 e 23 respectivamente.
Entre os motivos marcados por quem não votaria em Lula de jeito nenhum, os cinco mais votados foram: Envolvido/ conivente com corrupção (85,9%); quer a população dependente do Estado (45,7%); representa um projeto de poder autoritário/antidemocrático (33,2%); não foi um bom presidente (29,9%); e não prioriza os verdadeiros problemas do país (21%).
Já quem não vota de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro elencou: não quero um governo parecido com o de Jair Bolsonaro (74,4%); envolvido/conivente com corrupção (62,7%); representa um projeto de poder autoritário/antidemocrático (47,2%); oportunista/age por conveniência (31,5%); e não prioriza os verdadeiros problemas do país (28,8%).
O levantamento ouviu 4.224 pessoas em todas as cinco regiões do Brasil, tem 95% de confiança com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Registro no TSE: BR-06058/2026.

Soraya Thronicke: "A aprovação do projeto responde a uma realidade urgente. O ódio às mulheres não é abstrato" - (crédito: MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO)
O Senado aprovou no dia 24 de março o projeto de lei que criminaliza o discurso de ódio contra as mulheres, principalmente nas redes sociais, conhecido pelo termo de misoginia, gerando uma onda de desinformação sobre o texto e acusações de que será usado para punir divergências ideológicas e religiosas. Os críticos da proposta, majoritariamente deputados conservadores, argumentam que o termo misoginia poderia ser usado para silenciar críticas políticas ou opiniões religiosas.
Nas redes sociais, passaram a circular até mesmo manuais de conduta para evitar que homens sejam presos por desejar bom dia ou se sentar ao lado de mulheres no transporte coletivo. Mas o que diz o texto do projeto que será agora apreciado pela Câmara dos Deputados? De autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) e relatado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), a proposta, que tramitava desde 2023, teve aprovação unânime pelo Senado logo após a repercussão nacional em torno de vídeos nas redes sociais que simulavam agressão contra mulheres caso elas recusassem pedidos de namoro ou casamento.
A principal justificativa da autora do texto é o crescente aumento da violência contra mulheres. No ano passado, o Brasil bateu recorde de feminicídios. Foram 1.568 mulheres assassinadas por razões de gênero, alta de 4,7% em relação a 2024. Isso equivale a quatro mulheres mortas por dia, o maior número registrado desde a tipificação do feminicídio, pelo Congresso Nacional, em 2015.
O texto é simples e não faz nenhuma referência a censura ou a cerceamento da liberdade de expressão. Apenas altera a lei do racismo para incluir a misoginia como um dos crimes resultantes de preconceito. Na prática, equipara a discriminação contra mulher a outros crimes de ódio já previstos na legislação brasileira.
A proposta também não pune homens por interromper a fala de mulheres ou sentar-se ao seu lado no transporte coletivo como chegou a circular em postagens nas redes sociais. Também não impede opiniões divergentes a respeito dos direitos das mulheres.
Em suas redes sociais, Ana Paula Lobato rebateu as acusações de que o objetivo da proposta seja limitar o debate e impor censura às questões que envolvem os direitos das mulheres. “O projeto não impede opiniões, não limita debates e não proíbe discordância. O que faz é responsabilizar condutas que ultrapassam o limite do respeito e passam a atacar, humilhar e desumanizar mulheres”, defendeu a autora da proposta.
De acordo com parlamentar, a misoginia não pode ser tolerada nem continuar a ser tratada como algo normal. “Enquanto esse tipo de comportamento é tolerado, a violência contra a mulher cresce e vidas são perdidas. O resultado são números alarmantes como os de 2025, com mais de 1500 casos de feminicídios registrados”, afirmou Ana Paula Lobato, alvo de ameaças de morte nas redes sociais por um perfil que a acusava de ser contra a democracia e a liberdade de expressão.
A relatora do texto também defendeu a proposta sob argumento de que seu principal objetivo é proteger a “família e a dignidade e a liberdade das mulheres”. “A aprovação do projeto responde a uma realidade urgente. O ódio às mulheres não é abstrato, é estruturado, é crescente e ceifa vidas todos os dias”, afirmou Soraya Thronicke.
Além desse projeto já aprovado pelo Senado, tramitam na Câmara dos Deputados outras propostas para criminalizar o discurso de ódio contra mulheres, entre elas duas de parlamentares mulheres. De autoria da deputada federal Ana Pimentel (PT-MG), o PL 6194/25 tem por objetivo responsabilizar as plataformas digitais, determinar a remoção prioritária de conteúdos misóginos e impedir a monetização de contas que promovam discurso de ódio contra as mulheres.

O ex-presidente ficou internado entre os dias 13 e 27 de março para tratar um quadro de pneumonia - (crédito: AFP via Getty Images)
O ex-presidente Jair Bolsonaro precisa ser submetido a uma cirurgia para tratar de dores no ombro. A necessidade de intervenção, assinada pela equipe médica que atende Bolsonaro, foi anexada pelos advogados do ex-presidente na sexta-feira (3/4) ao sistema do Supremo Tribunal Federal (STF). Condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de estado, Jair Bolsonaro cumpre pena em casa.
De acordo com o relatório, a indicação de cirurgia no ombro ocorreu após médicos e fisioterapeutas constatarem dor intensa no ombro associado a uma limitação funcional importante. Ainda segundo o documento, Bolsonaro apresentou dificuldades em realizar movimentos "básicos", como abrir os braços, além de diminuição na força muscular e assimetria entre os dois ombros.
A equipe médica de Bolsonaro avaliou que a dor no ombro pode ter relação com uma queda sofrida em janeiro por Bolsonaro, quando esteva preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O documento anexado ao processo do ex-presidente no STF também reforça que ele está em "fase pré-operatória" e realiza sessões de fisioterapia com o objetivo de preparar o corpo a uma futura cirurgia, que ainda não tem data prevista.
O ex-presidente ficou internado entre 13 e 27 de março para tratar um quadro de pneumonia. Enquanto estava no hospital, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, acatou o pedido dos advogados de Bolsonaro e concedeu a prisão domiciliar humanitária.
Com a domiciliar, o ex-presidente fica submetido a uma série de ordens como o uso contínuo de tornozeleira eletrônica, a limitação de visitas de familiares, a fiscalização reforçada da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a proibição do uso de redes sociais e de participar de gravações.

Foto: Reprodução/TV Globo
O Banco Central (BC) continua trabalhando na chamada agenda evolutiva do PIX e prepara novidades para a ferramenta de transferências em tempo real.
Inaugurada em 2020, a plataforma voltou a ser alvo de críticas nesta quarta-feira (1º) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — sob o argumento de que o sistema é prejudicial às gigantes de cartão de crédito, como Visa e Mastercard.
Orientado pelo ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu prontamente e disse que "ninguém" vai fazer o governo brasileiro mudar o PIX.
Novidades em estudo
➡️O Banco Central também prevê novidades para o PIX neste ano.
Cobrança Híbrida: inserção no regulamento do PIX da possibilidade de pagamento, por meio do QR code, de uma cobrança que também apresenta a possibilidade de pagamento por meio do arranjo de boleto. Isso já é oferecido de forma facultativa, mas a previsão é de que seja obrigatória a partir de novembro deste ano.
Duplicata: funcionalidade para permitir o pagamento de duplicatas escriturais (títulos de crédito) via PIX, facilitando a antecipação de recebíveis, com informações atualizadas em tempo real, reduzindo custos operacionais. Objetivo é que sirva de alternativa aos boletos bancários.
Split tributário: adequar a ferramenta, até o fim do ano, ao sistema de pagamento de impostos em tempo real que vem sendo desenvolvido pela Receita Federal no âmbito da reforma tributária sobre o consumo. De 2027 em diante, a CBS (tributo federal sobre o consumo) será paga no ato da compra, desde que seja feita por meio eletrônico.
➡️Previstas para 2027, a depender de recursos disponíveis no Banco Central:
PIX internacional: modalidade que já é aceita em alguns países, como Argentina, Estados Unidos (Miami e Orlando) e Portugal (Lisboa), entre outros. O BC avalia que o formato atual de utilização do PIX, em outros países, é "parcial", focada em estabelecimentos específicos. A ideia é que os pagamentos transfronteiriços possam ser feitos de forma definitiva, entre países, no futuro. O objetivo é interligar sistemas de pagamento instantâneos.
PIX em garantia: será um tipo crédito consignado para trabalhadores autônomos e empreendedores do setor privado. A proposta é que esses trabalhadores possam dar, em garantia de empréstimos bancários, "recebíveis futuros", ou seja, transferências que irão receber por meio do PIX — possibilitando a liberação dos recursos e juros mais acessíveis.
PIX por aproximação (modelo offline): ideia é permitir o pagamento por aproximação mesmo que o usuário não esteja com seu dispositivo conectado, ou seja, ligado à rede por Wi-Fi ou 5G.
➡️Ao mesmo tempo, o Banco Central segue discutindo o lançamento, no futuro, das regras para o chamado PIX Parcelado, que será uma alternativa para 60 milhões de pessoas que atualmente não têm acesso ao cartão de crédito.
💵O parcelamento por meio do PIX já é ofertado por várias instituições financeiras, uma linha de crédito formal, mas o BC quer padronizar as regras — o que tende a favorecer a competição entre os bancos e queda dos juros. Essa padronização não tem prazo definido.
Números do PIX
A ferramenta de transferências do Banco Central é um sucesso. No ano passado, o PIX registrou R$ 35,36 trilhões em transferências, um novo recorde.
Além do amplo e generalizado uso pela população brasileira, a plataforma foi responsável pela inclusão de milhões de pessoas no sistema financeiro.
O sistema também estimulou a economia, principalmente em pequenos negócios, seja presenciais ou digitais, que antes tinham mais dificuldades em receber os pagamentos por seus produtos e serviços.
Em novembro de 2025, quando o PIX fez aniversário de cinco anos, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, comentou que o país estava próximo, naquele momento, de ter toda a população adulta utilizando a ferramenta.
"É essencialmente quase todo adulto no país", disse o diretor do BC, na ocasião.
“Muita gente não usava as contas que tinha. Ou apenas recebia o salário, sacava tudo e só utilizava dinheiro. Depois do PIX, as pessoas perceberam a conveniência de se pagar as contas pelo celular e mudaram esse comportamento, passando, de fato, a usar suas contas”, afirmou o diretor do BC, Renato Gomes, em novembro do ano passado.
Evolução nos últimos anos
Reconhecida internacionalmente, a ferramenta de transferência em tempo real do Banco Central evoluiu nos últimos cinco anos. Veja a evolução:
📩 PIX Cobrança: passou a cumprir o papel do boleto, permitindo que empresas e prestadores de serviço emitam e recebam pagamentos de forma mais rápida, com conciliação automática e comunicação direta com o cliente.
💵 PIX Saque e PIX Troco: lojas e outros estabelecimentos passaram a funcionar como pontos de saque, o que descentraliza o acesso ao dinheiro e ainda reduz custos para o comércio ao incentivar o uso de pagamentos eletrônicos.
📅 PIX Agendado: facilitou pagamentos periódicos e transferências com datas fixas, ganhando relevância entre empregadores, autônomos e profissionais liberais pela previsibilidade e organização financeira.
📱 PIX por Aproximação: disponível inicialmente apenas para Android, trouxe a experiência de pagamentos por contato físico, semelhante aos cartões por aproximação, para o ambiente digital.
🔄 PIX Automático: transforma os pagamentos recorrentes ao democratizar o equivalente ao débito automático, antes concentrado em grandes instituições, e facilitar cobranças de serviços contínuos.
🌐 Integração com o Open Finance: ampliou o alcance das transações digitais, permitindo iniciar pagamentos por diferentes plataformas, especialmente em compras online e via celular.

O relator, ministro Nunes Marques, defendeu que a substituição temporária por decisão judicial não deve tornar o vice inelegível. Ele propôs que esse tipo de substituição não ultrapasse 90 dias. — Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques viajou de Brasília para Maceió acompanhado da mulher, em novembro do ano passado, em um avião particular custeado pela advogada Camilla Ewerton Ramos, que atua judicialmente para o Banco Master.
A aeronave é ligada à empresa Prime You, que teve em seu quadro de sócios Daniel Vorcaro, dono do Master. O banqueiro foi sócio até setembro de 2025, mas a empresa ainda administra bens de Vorcaro.
Camilla Ewerton Ramos é mulher do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Ela defende o Banco Master em três processos judiciais que tramitam no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e confirmou ter arcado com os custos da viagem de Nunes Marques e da mulher para sua festa de aniversário.
A informação foi publicada primeiramente pelo "Estadão", e confirmada pela TV Globo.
Em nota enviada à TV Globo, o gabinete do ministro confirmou a viagem em 14 de novembro de 2025 para a festa de aniversário da advogada. O texto ressalta que ela é esposa do desembargador ex-colega de Nunes Marques no TRF1.
"Camila convidou o ministro e outros casais de amigos e ficou responsável pelo voo e detalhes da viagem", prossegue a nota.
Também em nota, a advogada Camilla Ramos "esclarece que o voo citado foi particular, privado e contratado de forma pessoal pela advogada em virtude da comemoração de seu aniversário". O desembargador não vai se manifestar.
🔎A Prime You é uma empresa brasileira focada em propriedade compartilhada de bens de luxo, especializada no compartilhamento de jatos executivos. Daniel Vorcaro foi sócio da empresa entre setembro de 2021 e setembro de 2025.
Nunes Marques é relator de uma ação no Supremo solicitando ao Congresso a criação de uma CPI para investigar o caso Master.
Viagens em jato particular
Ao todo, Nunes Marques acessou o terminal de viagens exclusivo para jatos executivos do aeroporto de Brasília ao menos 14 vezes ao longo de 2025, segundo registros de entrada analisados pela TV Globo.
Em pelo menos quatro dessas ocasiões, o advogado Luís Gustavo Severo esteve no local no mesmo horário.
Os dois são próximos: Nunes Marques apadrinhou a candidatura de Severo a uma vaga de ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022. O advogado é especialista em direito eleitoral e atua no TSE, tribunal que Nunes Marques vai presidir por um ano a partir de junho.
Sobre a ligação com o empresário, o gabinete de Nunes Marques afirmou em nota que o ministro "se declara suspeito nos casos de Gustavo Severo, nos termos da legislação vigente, por ser amigo pessoal do advogado, o que é de conhecimento público".
"A suspeição foi registrada na Secretaria do Tribunal em data muito anterior aos voos, e os casos nem chegam a ser remetidos ao gabinete. A afirmação de suspeição de forma transparente protege a honra do Judiciário e assegura o direito de convivência do magistrado em sua vida privada", acrescenta.

MDB manteve a maior bancada da Assembleia Legislativa de Alagoas após janela partidária - Foto: Assessoria
A janela partidária em Alagoas foi encerrada nessa sexta-feira (03) com uma mudança de última hora. No apagar das luzes, a deputada estadual Gabi Gonçalves acabou ingressando no MDB.
Na Câmara Federal, a movimentação foi discreta. Conforme levantamento do Blog do jornalista Edivaldo Júnior, dos nove deputados federais de Alagoas, apenas um mudou de partido: Alfredo Gaspar, que deixou o União Brasil e se filiou ao PL.
Os demais seguem onde estavam: MDB: Isnaldo Bulhões Junior e Rafael Brito; PT: Paulão; PSD: Luciano Amaral; PP: Arthur Lira, Marx Belrão, Fábio Costa e Daniel Barbosa
Já na Assembleia, o cenário foi outro. Pelo menos seis dos 27 deputados estaduais trocaram de legenda até o fechamento da janela (segundo informações apuradas pelo blog do Edivaldo Junior), provocando mudanças relevantes na composição das bancadas.
Veja as mudanças
MDB
Antes: Alexandre Ayres, Marcelo Victor, Flávia Cavalcante, Cibele Moura, Carla Dantas, Ricardo Nezinho, Dr. Wanderley, Fátima Canuto, Remi Calheiros, Dudu Ronalsa, Inácio Loiola, Breno Albuquerque, Gilvan Barros Filho, Galba Novais
Agora: Alexandre Ayres, Marcelo Victor, Flávia Cavalcante, Cibele Moura, Carla Dantas, Ricardo Nezinho, Dr. Wanderley, Fátima Canuto, Remi Calheiros, Dudu Ronalsa, Inácio Loiola, Gilvan Barros Filho, Galba Novais, Lelo Maia, Gabi Gonçalves, André Silva
Federação União Progressista (PP/União)
Antes: Fernando Pereira, Francisco Tenório, Rose Davino, Gabi Gonçalves, Lelo Maia, Mesaque Padilha, Delegado Leonam
Agora: Antônio Albuquerque, Fernando Pereira, Francisco Tenório, Rose Davino, Mesaque Padilha, Delegado Leonam
Federação Brasil (PT/PV/PCdoB)
Antes: Ronaldo Medeiros, Silvio Camelo
Agora: Ronaldo Medeiros, Silvio Camelo, Breno Albuquerque, Marcos Barbosa
Republicanos
Antes: André Silva, Antônio Albuquerque; Agora: —
Solidariedade
Antes: Marcos Barbosa ; Agora: —
PL
Antes: Cabo Bebeto; Agora: Cabo Bebeto
Quem mudou de partido:
André Silva
Antônio Albuquerque
Breno Albuquerque
Lelo Maia
Gabi Gonçalves
Marcos Barbosa
Perde e ganha
O novo arranjo mostra um fortalecimento claro do MDB, que ampliou sua bancada de 14 para 16 deputados. Já a federação Brasil dobrou de tamanho, passando de dois para quatro parlamentares.
No sentido oposto, dois partidos perderam completamente a representação na Casa: Solidariedade e Republicanos. A federação União Progressista também encolheu, passando de sete para seis deputados. O PL manteve uma bancada reduzida, com apenas um parlamentar.
A mudança não é apenas numérica.
Ela terá impacto direto na composição das comissões permanentes da Assembleia, na distribuição de espaços internos e, principalmente, na estratégia eleitoral para 2026.

Central de Polícia Civil- Foto: Reprodução Internet
Apesar das várias campanhas de conscientização e da aplicação da Lei Maria da Penha, os casos de violência doméstica continuam sendo registrados.
Na noite de sexta-feira (3), uma mulher foi encontrada chorando em um ponto de ônibus com seus dois filhos - sendo um de 11 meses e outro de 3 anos - após ter sido agredida e ameaçada de morte pelo companheiro. O fato ocorreu no bairro Bom Sucesso, em Arapiraca.
De acordo com informações do relatório de ocorrências da Polícia Militar, uma guarnição do 3° Batalhão foi acionada e encontrou a vítima e as crianças no ponto de ônibus nas proximidades da Vila do Grilo, às margens da AL-115. A vítima relatou as agressões e ameaças de morte que foram cometidas pelo companheiro, que usou uma faca para intimidá-la.
A guarnição seguiu até a residência do casal e encontrou o autor na calçada. Ele estava sendo contido por um morador da região que decidiu intervir após ter visto a vítima caída em via pública.
O homem foi conduzido à Central de Polícia Civil de Arapiraca, onde ficou preso em flagrante à disposição da Justiça.
