
Barcelona-EQU 0 x 1 Cruzeiro, no Estádio Monumental Isidro Romero Carbo, em Guayaquil-EQU (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)
A bola rolou nesta terça-feira (7), movimentando diversas competições. Confira os resultados:
COPA DO NORDESTE – 1ª FASE – 3ª RODADA
América-RN 0 x 3 ABC-RN
Ferroviário-CE 1 x 0 Jacuipense-BA
COPA VERDE – 1ª FASE – 3ª RODADA
Atlético-GO 1 x 0 Cuiabá-MT
Águia-PA 3 x 2 Galvez-AC
LIBERTADORES – FASE DE GRUPOS – 1ª RODADATolima (COL) 0 x 0 Universitario (PER)
Independiente Rivadavia (ARG) 1 x 0 Bolívar (BOL)
La Guaira (VEN) 0 x 0 Fluminense
Universidad Católica (CHI) 1 x 2 Boca Juniors (ARG)
Barcelona (EQU) 0 x 1 Cruzeiro
Always Ready (BOL) 0 x 1 LDU (EQU)
SUL-AMERICANA – FASE DE GRUPOS – 1ª RODADAAlianza Atlético 0 x 1 Tigre (ARG) (EM ANDAMENTO)
O’Higgins (CHI) 2 x 0 Millonarios (COL)
Boston River (URU) 0 x 1 São Paulo
Independiente Petrolero (BOL) 1 x 3 Racing Club (ARG)
Barracas Central (ARG) 0 x 0 Vasco
LIGA DOS CAMPEÕES – QUARTAS DE FINAL – 1ª RODADAReal Madrid 1 x 2 Bayern de Munique
Sporting 0 x 1 Arsenal

Trabalho análogo à escravidão — Foto: Wellyngton Souza/Sesp-MT
O governo federal atualizou, nesta segunda-feira (6), a chamada “lista suja”, que reúne os nomes de empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão.
Foram adicionados 169 novos empregadores ao cadastro, o que representa um aumento de 6,28% em relação à última atualização. Desse total, 102 são pessoas físicas (patrões) e 67 são empresas (pessoas jurídicas).
Entre os novos nomes incluídos estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD. Com a atualização, o total de empregadores listados passa a cerca de 613.
📃 A “lista suja” é um documento público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, em abril e outubro, que dá visibilidade às ações de combate ao trabalho escravo. Empregadores entram após processo administrativo concluído, sem recurso; permanecem por 2 anos e só saem se não tiverem novos casos e estiverem com a situação regularizada.
Nessa nova atualização, as atividades econômicas com o maior número de empregadores incluídos na lista foram:
Serviços domésticos (23);
Criação de bovinos para corte (18);
Cultivo de café (12);
Construção de edifícios (10);
Serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (6).
No total, os novos casos incluídos no cadastro resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração e de trabalho análogo à escravidão.
A atualização também excluiu 225 empregadores que completaram os dois anos de permanência no cadastro.
Os casos incluídos nesta atualização ocorreram entre 2020 e 2025, em 22 unidades da Federação. Os estados com maior número de empregadores foram:
Minas Gerais (35);
São Paulo (20);
Bahia (17);
Paraíba (17);
Pernambuco (13);
Goiás (10);
Mato Grosso do Sul (10);
Rio Grande do Sul (9);
Mato Grosso (7);
Paraná (6);
Pará (5);
Santa Catarina (4);
Maranhão (4);
Acre (2);
Distrito Federal (2);
Espírito Santo (2);
Rio de Janeiro (2);
Amazonas (1);
Ceará (1);
Rondônia (1);
Sergipe (1).
Caso BYD e Amado Batista
A montadora BYD entrou no cadastro após o resgate de trabalhadores chineses em dezembro de 2024.
Caso BYD e Amado Batista
A montadora BYD entrou no cadastro após o resgate de trabalhadores chineses em dezembro de 2024.
Ao todo, 220 trabalhadores haviam sido contratados para atuar na construção da fábrica da empresa em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA).
Os trabalhadores chineses foram encontrados amontoados em alojamentos sem condições adequadas de conforto e higiene e eram vigiados por seguranças armados, que impediam a saída do local.
Segundo as autoridades, os passaportes eram retidos e os contratos incluíam cláusulas ilegais, como jornadas exaustivas e ausência de descanso semanal.
Um dos trabalhadores ouvidos pelo Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) associou um acidente com uma serra ao cansaço causado pela falta de folgas.
O MPT-BA também apontou que todos os trabalhadores entraram no país de forma irregular, com vistos para serviços especializados que não correspondiam às atividades desempenhadas na obra.
Na ocasião, a BYD informou que a construtora terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda cometeu irregularidades e que, por isso, decidiu encerrar o contrato com a empresa.
A montadora afirmou ainda que não tolera desrespeito à legislação brasileira nem à dignidade humana e determinou a transferência de parte dos trabalhadores para hotéis da região.
No fim de 2025, o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) firmou um acordo de R$ 40 milhões com a montadora chinesa e duas empreiteiras, após ajuizar ação civil pública por trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas.
Após o acordo, a BYD afirmou manter um compromisso inegociável com os direitos humanos e informou que iria se manifestar nos autos da ação movida pelo órgão.
O g1 procurou a BYD para comentar a inclusão na "lista suja", mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
No caso do cantor Amado Batista, ele aparece em duas autuações registradas em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia (GO).
Uma delas envolve o Sítio Esperança, com 10 trabalhadores, e a outra menciona o Sítio Recanto da Mata, com quatro trabalhadores. Os casos ocorreram em 2024.
Em nota enviada ao g1, a assessoria do cantor afirmou que são “completamente falsas e inverídicas” as informações sobre o resgate de 14 trabalhadores em propriedades vinculadas ao artista.
De acordo com a nota, não houve resgate de trabalhadores, e todos os funcionários seguem exercendo suas atividades normalmente.
A assessoria informou ainda que, em 2024, houve uma fiscalização em uma fazenda arrendada para o plantio de milho. Na ocasião, foram identificadas irregularidades na contratação de quatro trabalhadores vinculados a uma empresa terceirizada responsável pela abertura da área de plantio.
Ainda segundo o posicionamento, foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), e todas as obrigações trabalhistas teriam sido integralmente cumpridas e quitadas.
Sobre a existência de duas propriedades, a nota informa que não houve resgate de trabalhadores no Sítio Esperança. A assessoria afirmou ainda que foram apontadas melhorias relacionadas à moradia e às áreas de convivência, que, segundo a nota, já foram realizadas e concluídas.
A nota também indicou que todos os trabalhadores estão devidamente registrados e recebem regularmente seus direitos trabalhistas e encargos legais. Por fim, informou que estão sendo adotadas medidas administrativas para o encerramento de eventuais procedimentos de autuação.
Os nomes dos empregadores só são incluídos no cadastro após a conclusão do processo administrativo que analisou o caso, com decisão definitiva e sem possibilidade de recurso.
Em regra, cada nome permanece na lista por um período de dois anos. No entanto, uma portaria publicada em julho de 2024 criou novas regras que permitem a retirada antecipada do cadastro ou até mesmo a não inclusão do nome.
Essa possibilidade existe para empregadores que assinarem um termo de ajustamento de conduta, comprometendo-se a indenizar as vítimas com ao menos 20 salários mínimos, e a investir em programas de apoio aos trabalhadores resgatados.
Nesses casos, os empregadores passam a integrar outra lista, o Cadastro de Empregadores em Ajustamento de Conduta. No entanto, podem voltar à “lista suja” caso descumpram os compromissos assumidos ou reincidam na prática de condições análogas à escravidão.
A "lista suja" foi criada em 2004, mas enfrentou impasses nos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). A divulgação do cadastro chegou a ser suspensa entre 2014 e 2016, até que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a constitucionalidade do documento.
O Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), que atua em todo o território nacional, completou 30 anos em 2025. Desde sua criação, em 1995, mais de 68 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão.
Ao longo das operações, mais de R$ 160 milhões em verbas salariais e rescisórias foram assegurados aos trabalhadores. Esse resultado é fruto da atuação da Auditoria-Fiscal do Trabalho, responsável pela coordenação do GEFM.

correios, crise, entregas, encomendas — Foto: Reprodução/TV Globo
Pouco mais de 3 mil funcionários dos Correios aderiram ao plano de demissão voluntária (PDV) dos Correios até o início da noite desta terça-feira (7), último dia do prazo.
O saldo final da adesão só deve ser apresentado nesta quarta-feira (8).
A projeção inicial era que 10 mil funcionários entrassem no PDV neste ano e mais 5 mil em 2025.
🎯Até o momento, 3.075 empregados aderiram ao PDV - um pouco acima de 30% do público-alvo projetado com o programa de demissão voluntária.
Os Correios informaram que não haverá nova prorrogação do prazo. Inicialmente, a data limite era dia 31 de março.
Em resposta à TV Globo, os Correios informaram ainda que, além do PDV, a estatal tem adotado outras medidas.
No primeiro trimestre deste ano, por exemplo, a estatal disse que deu início ao processo de otimização de rotas logísticas e de controle de produtividade. E que negociou um acordo coletivo 2025/2026 e começou a discutir novas opções de jornada de trabalho.
“Essas ações, aliadas à redução orgânica do quadro, asseguram o cumprimento integral das metas do Plano de Reestruturação”, afirmaram os Correios.
Balanço de 100 dias
O plano de reestruturação, que tem o objetivo de tentar tirar a estatal da crise financeira, foi apresentado no dia 29 de dezembro. Já são 100 dias desde a apresentação das medidas.
Uma das frentes de ação é a venda de imóveis. No entanto, a estatal tem enfrentado dificuldades.
Nos dois primeiros leilões, realizados em fevereiro, por exemplo, os Correios colocaram 21 unidades à venda, mas apenas 4 foram arrematadas.
Nesta terça, a estatal informou que, até agora, garantiu uma arrecadação de cerca de R$ 11,3 milhões pela venda de 11 imóveis.
E que prepara novos leilões nos dias 9 e 16 de abril, quando 42 propriedades estarão disponíveis para lances em todo o país.
“Como estratégia de mercado para acelerar as vendas, parte desses imóveis será ofertada com deságio de até 25%. A iniciativa faz parte do plano de gestão de ativos da estatal, que busca dar uma destinação eficiente a imóveis que não são mais fundamentais para a operação logística”, informaram os Correios.
Outra medida do plano prevê o fechamento, até o fim deste ano, de 1000 unidades, incluindo agências, sem impactar a universalização –prestação do serviço em todo o país.
Segundo os Correios, desde o início da reestruturação, foram fechadas 127 unidades.
Crise nos Correios
Em 2022, a empresa fechou as contas com mais de R$ 700 milhões no vermelho.
O rombo em 2024 cresceu e foi de R$ 2,5 bilhões. De janeiro a setembro do ano passado, o prejuízo foi de R$ 6 bilhões.

Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. — Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira (7) que o governo estuda permitir que os brasileiros usem o FGTS para pagar dívidas.
O ministro esteve na Câmara para discutir com a bancada do PT na Casa algumas pautas de interesse do governo, que inclui, além de medidas para mitigar o aumento dos combustíveis, ações para conter o endividamento das famílias.
“Estamos avaliando isso [liberar o uso do FGTS para o pagamento de dívidas] com o Ministério do Trabalho, que tem uma preocupação com a higidez do fundo de garantia. Ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável uma utilização para o refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido”, afirmou.
A medida em estudo faz parte de um pacote que está sendo discutido pelo governo. O ministro não deu detalhes dos projetos, mas afirmou que a discussão tem o objetivo de fazer chegar à população “a boa situação da economia brasileira”.
Gastos com bets
Sem dar detalhes, o ministro da Fazenda afirmou ainda que o governo estuda formas para limitar endividamentos futuros, estabelecendo, por exemplo, travas para o gasto com apostas.

Endividamento das famílias bate novo recorde — Foto: JN
O percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 80,4% em março, maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Divulgado nesta terça-feira (7), o índice avançou 0,2 ponto percentual em relação a fevereiro, quando 80,2% das famílias estavam nessa condição. Na comparação com março do ano passado, quando a taxa era de 77,1%, houve alta de 3,3 pontos percentuais.
O percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 80,4% em março, maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Divulgado nesta terça-feira (7), o índice avançou 0,2 ponto percentual em relação a fevereiro, quando 80,2% das famílias estavam nessa condição. Na comparação com março do ano passado, quando a taxa era de 77,1%, houve alta de 3,3 pontos percentuais.
A CNC afirmou que os números acendem um alerta para os próximos meses, especialmente diante dos efeitos do conflito no Oriente Médio e do impacto da alta do petróleo sobre o bolso do consumidor. Nesse contexto, o governo planeja adotar medidas para socorrer as famílias endividadas. (leia mais abaixo)
"O cenário já é reconhecido pelo governo federal como um problema que precisa de solução imediata, enquanto a CNC destaca que o endividamento continuará avançando até os efeitos da flexibilização da política monetária chegarem efetivamente ao consumidor final", diz, em nota, a entidade.
🔎 O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) reduziu, em março, a taxa básica de juros do país, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano. A mudança, no entanto, leva meses para surtir efeitos na economia. Além disso, a taxa permanece em patamar elevado, o que encarece o custo do crédito e tende a elevar o endividamento das famílias.
“A elevada taxa Selic é, há meses, um desafio para quem empreende e para quem consome”, afirma José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac.
“A redução gradativa dos juros começou, mas ainda vemos um aumento do nível de famílias endividadas, pois levaremos meses até que o alívio do aperto monetário faça efeito”, completa.
Em nota, a CNC declarou que, além dos juros elevados, a alta dos preços do diesel e de outros combustíveis tem ampliado as incertezas sobre a inflação.
🔎 O encarecimento do transporte eleva os custos das empresas, que tendem a repassar esses aumentos aos preços, afirmou a entidade. Com isso, há redução do poder de compra e maior uso de crédito pelas famílias para despesas básicas, acrescentou.

Lula quer socorrer endividados unificando dívidas
Depois do pacote para combater os efeitos da guerra no Oriente Médio no Brasil, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer socorrer os brasileiros endividados reunindo todas as dívidas das pessoas físicas em uma só.
A ideia é reunir a dívida do cartão de crédito, crédito pessoal e outras num só débito e trocá-las por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%.
Lula estabeleceu como prioridades neste início de ano reagir aos impactos da guerra no Irã para amenizar o aumento da inflação no Brasil; e fazer um novo programa de refinanciamento de dívidas dos brasileiros.
Proposta contra endividamento
Além de unificar as dívidas em uma só, todo processo de renegociação será feito diretamente com bancos, para tornar o processo mais rápido.
Os bancos, para refinanciar e conceder descontos no principal da dívida, vão receber verbas possivelmente do Fundo de Garantia de Operações. Se as dívidas refinanciadas não forem pagas, os bancos terão garantia de que vão receber os valores refinanciados.
As duas medidas têm um componente eleitoral, principalmente num momento em que o presidente Lula enfrenta novamente uma fase de aprovação ruim dos brasileiros. O governo prepara ainda medidas para evitar que a conta de luz fique muito alta neste ano.
Tudo o que Lula não quer é inflação em alta durante sua campanha eleitoral, nem que as famílias continuem reclamando que seu orçamento não está fechando no final do mês. O programa de refinanciamento de dívidas terá como público alvo quem ganha até três salários mínimos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em coletiva na Casa Branca — Foto: Evan Vucci/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que adiou por duas semanas o ultimato contra o Irã e disse ter condicionado a medida à abertura completa do Estreito de Ormuz. Teerã ainda não se pronunciou sobre o anúncio.
Trump havia dado até as 21h desta terça-feira (horário de Brasília) para que o Irã chegasse a um acordo com os Estados Unidos e reabrisse o Estreito de Ormuz — rota por onde passa grande parte do petróleo mundial.
O presidente dos EUA tinha prometido destruir pontes e usinas de energia do Irã.
Mais cedo, ele afirmou que uma "civilização inteira" iria morrer com os ataques previstos para esta terça.
Em um post no Truth Social, Trump disse que resolveu adiar os ataques após um pedido de autoridades do Paquistão, que estão mediando conversas indiretas entre os Estados Unidos e o Irã.
"Concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO de dois lados!", afirmou.
O presidente norte-americano alegou que todos os objetivos militares dos EUA no Irã já foram cumpridos e que as negociações para um acordo definitivo de paz estão avançadas.
Segundo ele, os EUA receberam uma proposta de plano de paz do Irã com 10 pontos, considerada uma base viável para negociação. Trump declarou que quase todos os pontos de divergência já foram acordados entre os dois países.
"Um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e concluído", disse.
As ameaças de Trump elevaram a tensão na comunidade internacional e levantaram alertas sobre possíveis crimes de guerra em caso de ataques dos Estados Unidos a alvos civis iranianos. O impasse também aumentou o temor de uma escalada no conflito, com possíveis impactos globais.
Um eventual ataque dos EUA a usinas iranianas poderia interromper o fornecimento de energia para milhões de pessoas e provocar um colapso elétrico e econômico no país.
Também havia temores de que ataques a instalações nucleares provoquem um acidente radiológico grave, com impactos que poderiam ultrapassar as fronteiras do Irã.
O governo iraniano indicou que poderia retaliar bombardeando usinas de energia de países vizinhos, incluindo refinarias de petróleo, o que poderia pressionar ainda mais os preços.
Teerã também afirmou que poderia atingir usinas de dessalinização em países do Golfo, colocando em risco o abastecimento de água para milhões de pessoas na região.
Horas antes do prazo dado por Trump expirar, bombardeios foram registrados no Oriente Médio. Os Estados Unidos atacaram a estratégica ilha de Kharg, que concentra cerca de 90% do petróleo produzido no Irã, mas poupou áreas petrolíferas.
Já Israel afirmou ter realizado “amplos ataques” no território iraniano, atingindo pontes, ferrovias, aeroportos e edifícios. Entre os alvos está uma ponte em Qom, uma das maiores cidades do país. Uma petroquímica também foi atingida.
O Irã reagiu, convocou a população a formar escudos humanos ao redor de usinas e afirmou que a fase de “boa vizinhança” com países do Golfo chegou ao fim. Ataques foram lançados contra países como Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein.
Anúncio de Trump
"Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e com o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva que seria empregada esta noite contra o Irã, e condicionado ao fato de a República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO de dois lados!
A razão para isso é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares, e estamos muito avançados em um acordo definitivo voltado para a PAZ de longo prazo com o Irã, e para a PAZ no Oriente Médio. Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela representa uma base viável para negociação. Quase todos os pontos de divergência do passado já foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e concluído.
Em nome dos Estados Unidos da América, como presidente, e também representando os países do Oriente Médio, é uma honra ver esse problema de longa data próximo de uma solução. Obrigado pela atenção a este assunto!
Presidente DONALD J. TRUMP"

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (7/4) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não enviará mais, em regime de urgência, um projeto de lei para acabar com a escala 6 x 1, modelo em que o trabalhador tem direito a apenas uma folga semanal.
“Também alinhamos, em relação à PEC 6 x 1, que está na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça], que o governo não enviará mais o projeto de lei com urgência, segundo o próprio governo. Com isso, ficou mantido o entendimento já definido por esta presidência de que a tramitação seguirá por proposta de emenda à Constituição”, declarou Motta a jornalistas na residência oficial da presidência da Casa.
O fim da escala 6 x 1 é uma das bandeiras da campanha de reeleição de Lula. O governo pretendia enviar um projeto de autoria própria ao Congresso, com prazo de 45 dias para aprovação pela Câmara e pelo Senado.
Há, no entanto, duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) em tramitação na Casa. O texto que impulsionou o debate foi apresentado em 2024 pela deputada Erika Hilton (Psol-SP). No início de março, Motta encaminhou a proposta à CCJ e definiu o deputado Paulo Azi (União Brasil-BA) como relator.
A análise está na fase de audiências públicas e, após votação na CCJ, ainda precisará passar por uma comissão especial antes de seguir para o plenário.

Reprodução Caixa
O aplicativo de conta digital gratuita Caixa Tem, da Caixa Econômica Federal, teve uma atualização de segurança que vai exigir alguns ajustes no celular dos usuários.
Segundo a instituição bancária, alguns aparelhos recebem mensagens de erro, como “6702 – Desative modo desenvolvedor”.
Confira abaixo como resolver o problema:
Nas configurações do telefone, localize as configurações avançadas, que podem estar em “Sistema” ou “Avançado”.
Depois, toque em “opções de desenvolvedor” e desative esse modo (em alguns modelos, essa opção pode estar em locais diferentes).
Então, reinicie o aparelho e acesse o Caixa Tem novamente.
Agora, se o usuário tentou acessar o aplicativo e recebeu uma mensagem de impossibilidade de acesso por “violação de segurança”, “dispositivo inseguro” ou “risco de segurança detectado”, significa que o sistema detectou que há uma configuração do celular que pode comprometer a segurança no acesso à conta.
Para tentar resolver, a Caixa orienta o usuário a ativar o serviço de localização do celular, já que, para envio de Pix, o app precisa confirmar a localização, o que traz mais segurança para a conta. “Se você receber uma mensagem pedindo para ativar a localização, clique em ‘Ok’. Depois, escolha a opção ‘Permitir só enquanto estiver usando o app’”.
É orientado ainda que o VPN ou aplicativos quem alteram localização sejam desativados.
Também há a recomendação de que aplicativos de captura de tela sejam desativados, já que o app verifica se algum aplicativo está tentando capturar dados. Isso inclui aplicativos utilizados para gravações de tela ou aplicativos para realizar transmissões.
Verifique se o teclado utilizado no celular é o padrão do telefone, ou procedente de fontes confiáveis, para não comprometer a segurança no acesso à conta.
Certifique-se também se o celular está com configurações que permitam acesso root ou jailbreak. Esses modos podem expor o dispositivo a riscos, por isso devem ser removidos.
Em último caso, as configurações de fábrica do telefone podem ter sido alteradas, o que abre a chance de expor a conta a riscos.
Restaurar o celular para as configurações de fábrica pode resolver o problema, mas é preciso ter consciência de que, fazendo isso, todos os dados serão apagados; então, é aconselhável fazer um backup antes de prosseguir.
Se houver dúvida sobre esses procedimentos, a Caixa orienta a procura pelo suporte autorizado.
Os 5 passos para acessar o Caixa Tem
1 – Validação do telefone pelo WhatsApp
Abra o App Caixa Tem, informe CPF e número de telefone para fazer o login. Um código de verificação será enviado pelo WhatsApp oficial da Caixa (0800 104 0 104).
Para aparelhos Android, o preenchimento do aplicativo é automático. Se o celular for um iPhone, ou o processo não ocorrer automaticamente, basta copiar o código recebido no WhatsApp e informar no app. Se necessário, você poderá alterar o número de telefone, sem ir a uma agência.
2 – Autenticação Facial
Depois, será necessário tirar uma foto de rosto. Será preciso limpar a lente do celular, escolher um local iluminado, com fundo branco, além de retirar óculos, bonés ou outros acessórios.
3 – Validação de documento
Pode ser necessário enviar uma foto do documento de identificação (CNH ou RG) para concluir o cadastro. O uso do documento original é obrigatório. É preciso posicioná-lo em uma superfície plana e evitar gerar sombras com o aparelho sobre o documento.
4 – Confirmação de dados
Depois serão solicitados dados pessoais para conferência e liberação do acesso à conta.
5 – Atualização da senha
O usuário poderá renovar a senha ou manter a anterior, se preferir. Para ter uma senha forte, a Caixa orienta a não usar datas de aniversário nem sequências fáceis (exemplo: 1234) e números de documentos pessoais.
Se o usuário não conseguir concluir qualquer etapa, ele deve ir até um caixa eletrônico e, na tela inicial, clicar em “Entrar” e, depois, selecionar a opção “Liberar acesso Caixa Tem”, utilizando biometria digital ou o cartão da conta, com senha.

orto de Santos, em São Paulo (Divulgação: Porto de Santos)
O governo federal decidiu eliminar ou reduzir tarifas de importação sobre cerca de mil itens considerados essenciais ou com produção insuficiente no Brasil, em medida aprovada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior.
A iniciativa busca garantir abastecimento, baratear insumos e diminuir custos em setores estratégicos, especialmente na saúde, na indústria e na agricultura. Um ponto de destaque envolve os medicamentos injetáveis conhecidos como “canetas emagrecedoras”, utilizados no tratamento de diabetes e também associados à perda de peso.
Com a redução do imposto de importação, a expectativa é de que esses produtos, como exemplo o Mounjaro e o Ozempic, tenham maior oferta no mercado. Assim, podem passar a ter preços mais acessíveis ao consumidor, ampliando o acesso a tratamentos que vinham sendo impactados por alta demanda e custos elevados.
Entre os produtos beneficiados estão medicamentos também utilizados no tratamento de doenças como Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia, além de insumos agrícolas, itens da indústria têxtil, produtos hospitalares e matérias-primas como o lúpulo, usado na fabricação de cerveja. A lista também inclui centenas de bens de capital e equipamentos de informática e telecomunicações, fundamentais para a produção industrial.
Segundo o Governo Federal, a decisão faz parte de uma estratégia mais ampla adotada desde 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse contexto, outras medidas recentes também foram implementadas, como incentivos fiscais à indústria química e propostas para desonerar setores ligados a grandes eventos, com foco na geração de empregos e atração de investimentos.
Além do impacto sobre a produção, o pacote inclui ações voltadas diretamente à renda da população. Entre elas, está a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, além da criação de mecanismos de devolução de tributos para contribuintes de menor renda, ampliando o poder de compra das famílias.
Outra frente de atuação envolve o controle de preços e a previsibilidade econômica, com ajustes na tributação de combustíveis e insumos estratégicos, buscando reduzir os impactos de oscilações internacionais no mercado interno.
