
Fotos: Divulgação PF-AL
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), a Operação Balada Segura para investigar um esquema interestadual de tráfico de drogas sintéticas utilizadas em crimes como o “Boa Noite, Cinderela”. A ação teve como ponto de partida a apreensão, pelos Correios, de uma encomenda contendo centenas de comprimidos suspeitos, o que levou à identificação de possíveis envolvidos em Alagoas e São Paulo.
Leia Nota da PF
Na manhã de hoje, 08/04/2026, a Polícia Federal deflagrou a Operação Balada Segura, dando cumprimento a 02 (dois) mandados de busca e apreensão nas cidades de Maceió/AL e Votuporanga/SP, com o objetivo de angariar provas do crime de tráfico de entorpecentes, descoberto a partir da apreensão de encomenda despachada pelos Correios, que continha em seu interior centenas de comprimidos de drogas.
A investigação teve início quando a Gerência de Segurança dos Correios em Alagoas comunicou que uma encomenda suspeita havia sido retirada do fluxo postal.
O conteúdo foi apreendido e periciado na Polícia Federal, constatando que se tratavam de 106g de comprimidos da substância FLUNITRAZEPAM, princípio ativo do medicamento de nome comercial ROHYPNOL. A droga tem sido utilizada por delinquentes para execução de crimes conhecidos popularmente como "Boa noite Cinderela" ou “EasyDate”, nos quais o FLUNITRAZEPAM é furtivamente adicionado em festas nas bebidas alcoólicas sem o consentimento dos consumidores, com o intuito de induzir sono ou severa desorientação nas vítimas facilitando a prática de crimes patrimoniais e/ou sexuais.
Os policiais federais realizaram diligências na cidade de Maceió/AL, local de onde a encomenda contendo os comprimidos de ROPHYNOL foi despachada, e na cidade de Votuporanga, no interior de São Paulo, visando identificar remetente e destinatário.
Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 15ª Vara Criminal da Capital e foram cumpridos nas residências dos suspeitos que, caso sejam condenados, podem se sujeitar a uma pena de até 15 anos de reclusão.
Polícia Civil deflagrou nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (8), a terceira fase da Operação Cerco Fechado, e está dando cumprimento a 39 mandados judiciais em Maceió, Arapiraca e outras cidades de Alagoas. 14 presos até o momento.
As ordens judiciais são de prisão e de busca e apreensão contra pessoas acusadas de vários tipos de crimes como roubo, tráfico de drogas, homicídio, estupro, ameaça entre outras tipificações.
Operação está sendo coordenada pelos delegados Bruno Tavares, do Núcleo de Planejamento Operacional da PCAL (NPO) e Thales Araújo, da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol).
O efetivo empregado na ação conta com equipes da CORE, NPO-PCAL, Capturas-Dracco, OPLIT, DNARC, DHPP, Delegacias Especializadas, Regionais e Distritais.

Cisp de Palmeira dos Índios- Foto: Niraldo Correia/Ilustrativa
Um homem foi preso na tarde da terça-feira (7), no bairro Jardim Brasil, em Palmeira dos Índios, acusado de ameaçar de morte a ex-companheira. Ele foi encaminhado ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), e deverá responder pelos crimes de ameaça em contexto de violência doméstica, violência psicológica contra a mulher e resistência.
De acordo com o relatório de ocorrências do 10º Batalhão de Polícia Militar (10º BPM), o ex-companheiro da vítima passou a ameaçá-la de morte em via pública, proferindo frases como "vou matar você" e "você não passa de hoje," inicialmente, quando a mulher estava nas proximidades da residência de sua genitora.
Na ocasião, segundo relato da PM, tentou segurá-la à força, oportunidade em que a vítima com seguiu se desvencilhar e buscar ajuda junto a familiares do próprio autor.
Posteriormente, ao tentar retornar para sua residência, a vítima novamente se deparou com o ex-companheiro - desta vez portando uma faca- momento em que reiterou as ameaças de morte, causando-lhe intenso abalo emocional, evidenciado por estado de pânico, tremores e incapacidade de comunicação.
Temendo por sua vida, a vítima correu e se abrigou no interior da residência de sua mãe, de onde acionou a polícia. Durante diligências, o autor foi localizado nas proximidades de sua residência, após ter trocado de vestimenta e ocultado a arma branca, a qual foi posteriormente encontrada e apreendida.
No momento da abordagem, o autor encontrava-se visivelmente embriagado, resistiu a prisão e foi necessário o uso de algemas para contê-lo. Em seguida, ele foi encaminhado para a Unidade Policial competente para as medidas cabíveis.

Foto Ilustrativa: Ascom Polícia Científica
No plantão do Instituto Médico Legal (IML), de Arapiraca, 5 corpos foram registrados nas últimas 24 horas, conforme relatório divulgado na manhã desta quarta-feira (8).
José da Silva Santos, 45 anos, corpo procedente da rua Domingos Evangelista, bairro Manoel Teles, em Arapiraca. Foi vítima de homicídio por arma de fogo, registrado na manhã da terça-feira (7).
Ginaldo Bispo, 58 anos, corpo procedente da rua Teixeira de Freitas, em Feira Grande. Causa da morte: homicídio por arma branca.
Manoel Rodrigues Leandro, 83 anos, procedente do Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca. A causa da morte consta como clínica.
Luciana Mariana dos Santos, 50 anos, corpo procedente do povoado Pontal do Peba, em Piaçabuçu. Causa da morete: indeterminada.
Manoel Afonso da Silva, procedente do Sítio Ouricuri, na zona rural de Mata Grande, no Sertão de Alagoas. Conforme relatório do IML, causa da morte a esclarecer.

Barcelona-EQU 0 x 1 Cruzeiro, no Estádio Monumental Isidro Romero Carbo, em Guayaquil-EQU (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)
A bola rolou nesta terça-feira (7), movimentando diversas competições. Confira os resultados:
COPA DO NORDESTE – 1ª FASE – 3ª RODADA
América-RN 0 x 3 ABC-RN
Ferroviário-CE 1 x 0 Jacuipense-BA
COPA VERDE – 1ª FASE – 3ª RODADA
Atlético-GO 1 x 0 Cuiabá-MT
Águia-PA 3 x 2 Galvez-AC
LIBERTADORES – FASE DE GRUPOS – 1ª RODADATolima (COL) 0 x 0 Universitario (PER)
Independiente Rivadavia (ARG) 1 x 0 Bolívar (BOL)
La Guaira (VEN) 0 x 0 Fluminense
Universidad Católica (CHI) 1 x 2 Boca Juniors (ARG)
Barcelona (EQU) 0 x 1 Cruzeiro
Always Ready (BOL) 0 x 1 LDU (EQU)
SUL-AMERICANA – FASE DE GRUPOS – 1ª RODADAAlianza Atlético 0 x 1 Tigre (ARG) (EM ANDAMENTO)
O’Higgins (CHI) 2 x 0 Millonarios (COL)
Boston River (URU) 0 x 1 São Paulo
Independiente Petrolero (BOL) 1 x 3 Racing Club (ARG)
Barracas Central (ARG) 0 x 0 Vasco
LIGA DOS CAMPEÕES – QUARTAS DE FINAL – 1ª RODADAReal Madrid 1 x 2 Bayern de Munique
Sporting 0 x 1 Arsenal

Trabalho análogo à escravidão — Foto: Wellyngton Souza/Sesp-MT
O governo federal atualizou, nesta segunda-feira (6), a chamada “lista suja”, que reúne os nomes de empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão.
Foram adicionados 169 novos empregadores ao cadastro, o que representa um aumento de 6,28% em relação à última atualização. Desse total, 102 são pessoas físicas (patrões) e 67 são empresas (pessoas jurídicas).
Entre os novos nomes incluídos estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD. Com a atualização, o total de empregadores listados passa a cerca de 613.
📃 A “lista suja” é um documento público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, em abril e outubro, que dá visibilidade às ações de combate ao trabalho escravo. Empregadores entram após processo administrativo concluído, sem recurso; permanecem por 2 anos e só saem se não tiverem novos casos e estiverem com a situação regularizada.
Nessa nova atualização, as atividades econômicas com o maior número de empregadores incluídos na lista foram:
Serviços domésticos (23);
Criação de bovinos para corte (18);
Cultivo de café (12);
Construção de edifícios (10);
Serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (6).
No total, os novos casos incluídos no cadastro resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração e de trabalho análogo à escravidão.
A atualização também excluiu 225 empregadores que completaram os dois anos de permanência no cadastro.
Os casos incluídos nesta atualização ocorreram entre 2020 e 2025, em 22 unidades da Federação. Os estados com maior número de empregadores foram:
Minas Gerais (35);
São Paulo (20);
Bahia (17);
Paraíba (17);
Pernambuco (13);
Goiás (10);
Mato Grosso do Sul (10);
Rio Grande do Sul (9);
Mato Grosso (7);
Paraná (6);
Pará (5);
Santa Catarina (4);
Maranhão (4);
Acre (2);
Distrito Federal (2);
Espírito Santo (2);
Rio de Janeiro (2);
Amazonas (1);
Ceará (1);
Rondônia (1);
Sergipe (1).
Caso BYD e Amado Batista
A montadora BYD entrou no cadastro após o resgate de trabalhadores chineses em dezembro de 2024.
Caso BYD e Amado Batista
A montadora BYD entrou no cadastro após o resgate de trabalhadores chineses em dezembro de 2024.
Ao todo, 220 trabalhadores haviam sido contratados para atuar na construção da fábrica da empresa em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA).
Os trabalhadores chineses foram encontrados amontoados em alojamentos sem condições adequadas de conforto e higiene e eram vigiados por seguranças armados, que impediam a saída do local.
Segundo as autoridades, os passaportes eram retidos e os contratos incluíam cláusulas ilegais, como jornadas exaustivas e ausência de descanso semanal.
Um dos trabalhadores ouvidos pelo Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) associou um acidente com uma serra ao cansaço causado pela falta de folgas.
O MPT-BA também apontou que todos os trabalhadores entraram no país de forma irregular, com vistos para serviços especializados que não correspondiam às atividades desempenhadas na obra.
Na ocasião, a BYD informou que a construtora terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda cometeu irregularidades e que, por isso, decidiu encerrar o contrato com a empresa.
A montadora afirmou ainda que não tolera desrespeito à legislação brasileira nem à dignidade humana e determinou a transferência de parte dos trabalhadores para hotéis da região.
No fim de 2025, o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) firmou um acordo de R$ 40 milhões com a montadora chinesa e duas empreiteiras, após ajuizar ação civil pública por trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas.
Após o acordo, a BYD afirmou manter um compromisso inegociável com os direitos humanos e informou que iria se manifestar nos autos da ação movida pelo órgão.
O g1 procurou a BYD para comentar a inclusão na "lista suja", mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
No caso do cantor Amado Batista, ele aparece em duas autuações registradas em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia (GO).
Uma delas envolve o Sítio Esperança, com 10 trabalhadores, e a outra menciona o Sítio Recanto da Mata, com quatro trabalhadores. Os casos ocorreram em 2024.
Em nota enviada ao g1, a assessoria do cantor afirmou que são “completamente falsas e inverídicas” as informações sobre o resgate de 14 trabalhadores em propriedades vinculadas ao artista.
De acordo com a nota, não houve resgate de trabalhadores, e todos os funcionários seguem exercendo suas atividades normalmente.
A assessoria informou ainda que, em 2024, houve uma fiscalização em uma fazenda arrendada para o plantio de milho. Na ocasião, foram identificadas irregularidades na contratação de quatro trabalhadores vinculados a uma empresa terceirizada responsável pela abertura da área de plantio.
Ainda segundo o posicionamento, foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), e todas as obrigações trabalhistas teriam sido integralmente cumpridas e quitadas.
Sobre a existência de duas propriedades, a nota informa que não houve resgate de trabalhadores no Sítio Esperança. A assessoria afirmou ainda que foram apontadas melhorias relacionadas à moradia e às áreas de convivência, que, segundo a nota, já foram realizadas e concluídas.
A nota também indicou que todos os trabalhadores estão devidamente registrados e recebem regularmente seus direitos trabalhistas e encargos legais. Por fim, informou que estão sendo adotadas medidas administrativas para o encerramento de eventuais procedimentos de autuação.
Os nomes dos empregadores só são incluídos no cadastro após a conclusão do processo administrativo que analisou o caso, com decisão definitiva e sem possibilidade de recurso.
Em regra, cada nome permanece na lista por um período de dois anos. No entanto, uma portaria publicada em julho de 2024 criou novas regras que permitem a retirada antecipada do cadastro ou até mesmo a não inclusão do nome.
Essa possibilidade existe para empregadores que assinarem um termo de ajustamento de conduta, comprometendo-se a indenizar as vítimas com ao menos 20 salários mínimos, e a investir em programas de apoio aos trabalhadores resgatados.
Nesses casos, os empregadores passam a integrar outra lista, o Cadastro de Empregadores em Ajustamento de Conduta. No entanto, podem voltar à “lista suja” caso descumpram os compromissos assumidos ou reincidam na prática de condições análogas à escravidão.
A "lista suja" foi criada em 2004, mas enfrentou impasses nos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). A divulgação do cadastro chegou a ser suspensa entre 2014 e 2016, até que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a constitucionalidade do documento.
O Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), que atua em todo o território nacional, completou 30 anos em 2025. Desde sua criação, em 1995, mais de 68 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão.
Ao longo das operações, mais de R$ 160 milhões em verbas salariais e rescisórias foram assegurados aos trabalhadores. Esse resultado é fruto da atuação da Auditoria-Fiscal do Trabalho, responsável pela coordenação do GEFM.

correios, crise, entregas, encomendas — Foto: Reprodução/TV Globo
Pouco mais de 3 mil funcionários dos Correios aderiram ao plano de demissão voluntária (PDV) dos Correios até o início da noite desta terça-feira (7), último dia do prazo.
O saldo final da adesão só deve ser apresentado nesta quarta-feira (8).
A projeção inicial era que 10 mil funcionários entrassem no PDV neste ano e mais 5 mil em 2025.
🎯Até o momento, 3.075 empregados aderiram ao PDV - um pouco acima de 30% do público-alvo projetado com o programa de demissão voluntária.
Os Correios informaram que não haverá nova prorrogação do prazo. Inicialmente, a data limite era dia 31 de março.
Em resposta à TV Globo, os Correios informaram ainda que, além do PDV, a estatal tem adotado outras medidas.
No primeiro trimestre deste ano, por exemplo, a estatal disse que deu início ao processo de otimização de rotas logísticas e de controle de produtividade. E que negociou um acordo coletivo 2025/2026 e começou a discutir novas opções de jornada de trabalho.
“Essas ações, aliadas à redução orgânica do quadro, asseguram o cumprimento integral das metas do Plano de Reestruturação”, afirmaram os Correios.
Balanço de 100 dias
O plano de reestruturação, que tem o objetivo de tentar tirar a estatal da crise financeira, foi apresentado no dia 29 de dezembro. Já são 100 dias desde a apresentação das medidas.
Uma das frentes de ação é a venda de imóveis. No entanto, a estatal tem enfrentado dificuldades.
Nos dois primeiros leilões, realizados em fevereiro, por exemplo, os Correios colocaram 21 unidades à venda, mas apenas 4 foram arrematadas.
Nesta terça, a estatal informou que, até agora, garantiu uma arrecadação de cerca de R$ 11,3 milhões pela venda de 11 imóveis.
E que prepara novos leilões nos dias 9 e 16 de abril, quando 42 propriedades estarão disponíveis para lances em todo o país.
“Como estratégia de mercado para acelerar as vendas, parte desses imóveis será ofertada com deságio de até 25%. A iniciativa faz parte do plano de gestão de ativos da estatal, que busca dar uma destinação eficiente a imóveis que não são mais fundamentais para a operação logística”, informaram os Correios.
Outra medida do plano prevê o fechamento, até o fim deste ano, de 1000 unidades, incluindo agências, sem impactar a universalização –prestação do serviço em todo o país.
Segundo os Correios, desde o início da reestruturação, foram fechadas 127 unidades.
Crise nos Correios
Em 2022, a empresa fechou as contas com mais de R$ 700 milhões no vermelho.
O rombo em 2024 cresceu e foi de R$ 2,5 bilhões. De janeiro a setembro do ano passado, o prejuízo foi de R$ 6 bilhões.

Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan. — Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira (7) que o governo estuda permitir que os brasileiros usem o FGTS para pagar dívidas.
O ministro esteve na Câmara para discutir com a bancada do PT na Casa algumas pautas de interesse do governo, que inclui, além de medidas para mitigar o aumento dos combustíveis, ações para conter o endividamento das famílias.
“Estamos avaliando isso [liberar o uso do FGTS para o pagamento de dívidas] com o Ministério do Trabalho, que tem uma preocupação com a higidez do fundo de garantia. Ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável uma utilização para o refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido”, afirmou.
A medida em estudo faz parte de um pacote que está sendo discutido pelo governo. O ministro não deu detalhes dos projetos, mas afirmou que a discussão tem o objetivo de fazer chegar à população “a boa situação da economia brasileira”.
Gastos com bets
Sem dar detalhes, o ministro da Fazenda afirmou ainda que o governo estuda formas para limitar endividamentos futuros, estabelecendo, por exemplo, travas para o gasto com apostas.

Endividamento das famílias bate novo recorde — Foto: JN
O percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 80,4% em março, maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Divulgado nesta terça-feira (7), o índice avançou 0,2 ponto percentual em relação a fevereiro, quando 80,2% das famílias estavam nessa condição. Na comparação com março do ano passado, quando a taxa era de 77,1%, houve alta de 3,3 pontos percentuais.
O percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 80,4% em março, maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Divulgado nesta terça-feira (7), o índice avançou 0,2 ponto percentual em relação a fevereiro, quando 80,2% das famílias estavam nessa condição. Na comparação com março do ano passado, quando a taxa era de 77,1%, houve alta de 3,3 pontos percentuais.
A CNC afirmou que os números acendem um alerta para os próximos meses, especialmente diante dos efeitos do conflito no Oriente Médio e do impacto da alta do petróleo sobre o bolso do consumidor. Nesse contexto, o governo planeja adotar medidas para socorrer as famílias endividadas. (leia mais abaixo)
"O cenário já é reconhecido pelo governo federal como um problema que precisa de solução imediata, enquanto a CNC destaca que o endividamento continuará avançando até os efeitos da flexibilização da política monetária chegarem efetivamente ao consumidor final", diz, em nota, a entidade.
🔎 O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) reduziu, em março, a taxa básica de juros do país, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano. A mudança, no entanto, leva meses para surtir efeitos na economia. Além disso, a taxa permanece em patamar elevado, o que encarece o custo do crédito e tende a elevar o endividamento das famílias.
“A elevada taxa Selic é, há meses, um desafio para quem empreende e para quem consome”, afirma José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac.
“A redução gradativa dos juros começou, mas ainda vemos um aumento do nível de famílias endividadas, pois levaremos meses até que o alívio do aperto monetário faça efeito”, completa.
Em nota, a CNC declarou que, além dos juros elevados, a alta dos preços do diesel e de outros combustíveis tem ampliado as incertezas sobre a inflação.
🔎 O encarecimento do transporte eleva os custos das empresas, que tendem a repassar esses aumentos aos preços, afirmou a entidade. Com isso, há redução do poder de compra e maior uso de crédito pelas famílias para despesas básicas, acrescentou.

Lula quer socorrer endividados unificando dívidas
Depois do pacote para combater os efeitos da guerra no Oriente Médio no Brasil, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer socorrer os brasileiros endividados reunindo todas as dívidas das pessoas físicas em uma só.
A ideia é reunir a dívida do cartão de crédito, crédito pessoal e outras num só débito e trocá-las por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%.
Lula estabeleceu como prioridades neste início de ano reagir aos impactos da guerra no Irã para amenizar o aumento da inflação no Brasil; e fazer um novo programa de refinanciamento de dívidas dos brasileiros.
Proposta contra endividamento
Além de unificar as dívidas em uma só, todo processo de renegociação será feito diretamente com bancos, para tornar o processo mais rápido.
Os bancos, para refinanciar e conceder descontos no principal da dívida, vão receber verbas possivelmente do Fundo de Garantia de Operações. Se as dívidas refinanciadas não forem pagas, os bancos terão garantia de que vão receber os valores refinanciados.
As duas medidas têm um componente eleitoral, principalmente num momento em que o presidente Lula enfrenta novamente uma fase de aprovação ruim dos brasileiros. O governo prepara ainda medidas para evitar que a conta de luz fique muito alta neste ano.
Tudo o que Lula não quer é inflação em alta durante sua campanha eleitoral, nem que as famílias continuem reclamando que seu orçamento não está fechando no final do mês. O programa de refinanciamento de dívidas terá como público alvo quem ganha até três salários mínimos.
