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Um grave acidente registrado na madrugada deste sábado (11) terminou com a morte do motociclista Clenilson Vieira Porfírio, de 23 anos, e deixou outro homem ferido. O fato ocorreu em em Piranhas, no Sertão de Alagoas.
As vítimas estavam em uma motocicleta que perdeu o controle e colidiu contra um poste.
Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a guarnição foi acionada para atender à situação na Avenida Alagoas, nas proximidades do hospital da cidade. Ao chegar, os policiais confirmaram a ocorrência e encontraram equipes do Samu já prestando atendimento.
A vítima fatal foi identificada como Clenilson Vieira Porfírio, de 23 anos. O outro ocupante da moto, Manoel Messias dos Santos, de 34 anos, foi encaminhado ao Hospital Regional do Alto Sertão, em Delmiro Gouveia.
Informações preliminares apontam que os dois trafegavam em uma motocicleta Honda CBX 250 Twister quando, possivelmente, perderam o controle do veículo antes de colidir contra um poste.
Durante o atendimento da ocorrência, o pai da vítima fatal entrou em estado de forte abalo emocional e precisou ser contido após tentar se aproximar do corpo, o que exigiu intervenção da polícia para garantir a preservação da cena até a chegada da perícia.
Equipes do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML) estiveram no local para os procedimentos legais e remoção do corpo. A motocicleta e um celular da vítima foram recolhidos e encaminhados ao CISP de Piranhas.
As causas do acidente ainda serão investigadas pelas autoridades.

Douglas Sacha/Getty Images
Um homem, de 57 anos, foi preso em flagrante na tarde dessa quinta-feira (9/4) em Três Lagoas (MS), após ameaçar matar e beber o sangue da própria mãe, de 77 anos, e da irmã, de 55, além de descumprir medidas protetivas de urgência.
De acordo com o boletim de ocorrência, as vítimas procuraram a delegacia relatando que vinham sofrendo ameaças e ofensas constantes por parte do autor.
Segundo o relato, o homem teria proferido ameaças de morte com extrema violência, dizendo frases como: “vou te matar na faca, vou chupar seu sangue”. As vítimas informaram ainda que o suspeito já possuía medidas protetivas em vigor, que foram desrespeitadas.
A Polícia Militar chegou a ser acionada e esteve no local, mas o autor havia fugido antes da chegada da equipe. Durante o registro da ocorrência, os policiais realizaram diligências nas proximidades e conseguiram localizar o suspeito, que foi conduzido até a delegacia.
Diante da situação e dos relatos apresentados, a autoridade policial determinou a prisão em flagrante do homem pelos crimes de ameaça, injúria, lesão corporal e descumprimento de medida protetiva, todos no contexto de violência doméstica.

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O empresário bolsonarista Esdras Jônatas dos Santos, investigado por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 que resultaram na depredação dos prédios dos Três Poderes, foi preso, nos Estados Unidos, nesta semana.
Ele foi detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) e está sob custódia no Centro de Detenção do Condado de Glades, em Moore Haven, na Flórida, de acordo com informações das autoridades norte-americanas.
Esdras Jônatas estava foragido por liderar manifestações antidemocráticas em Minas Gerais após o resultado das eleições de 2022, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou o, então candidato à reeleição, Jair Bolsonaro nas urnas.
Em junho do ano passado, o empresário viralizou ao gravar um vídeo chorando e pedindo socorro a Eduardo Bolsonaro. Ele era considerado um dos principais foragidos da Justiça brasileira por envolvimento nos ataques de 8 de janeiro.
À época, ele confirmou que vivia escondido em Fort Lauderdale, na Flórida, ao lado da ex-mulher, Kathy Le Thi Thanh My dos Santos, que também era procurada pelas autoridades.
Envolvimento
Segundo as investigações, Esdras teria montado acampamento em frente a um quartel do Exército, em Belo Horizonte, onde manifestantes defendiam intervenção militar e contestavam o resultado das urnas. As suspeitas apontam que ele esteve entre os articuladores.
No início de 2023, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento do passaporte e o bloqueio das contas bancárias do bolsonarista.
A prisão pelo ICE, no entanto, não resulta na deportação automática. Nessa condição, o detido passa a responder a um processo migratório nos EUA, podendo ser liberado, permanecer sob custódia ou eventualmente deportado. A decisão depende da Justiça de imigração americana.

Reprodução/SBT
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu uma investigação para apurar uma possível situação de maus-tratos envolvendo Celso Portiolli e o SBT. O caso envolve uma cena exibida no programa Domingo Legal no dia 22 de março envolvendo rãs em um dos quadros do dominical. As informações são da Folha de S. Paulo.
A apuração do MP teve início após uma queixa-crime apresentada pelas ONGs Canto da Terra e Instituto Thaís Vidotto, que questionam a forma como uma rã foi utilizada durante um quadro da atração. As entidades alegam que o episódio pode configurar prática inadequada contra o animal.
Entenda o caso
A situação ocorreu no quadro Cardápio Surpresa, em que uma chef prepara pratos considerados exóticos para convidados famosos. Na ocasião, Portiolli recebia o influenciador Lucas Guimarães e a cantora Manu Bahtidão.
Durante a dinâmica, uma rã foi levada ao palco, mas acabou escapando após os convidados se assustarem. O apresentador correu pelo cenário para recuperar o animal e o segurou com as mãos. No momento, fez uma brincadeira: “Estou com a mão na perereca”.
Na sequência, a chef responsável pelo quadro afirmou que outras rãs tinham sido trituradas no liquidificador para o preparo de uma receita, descrita como uma espécie de sopa. A cena foi muito criticada nas redes sociais.
O Metrópoles procurou o SBT sobre o tema mas não recebeu retorno até a publicação da matéria. O espaço segue aberto.

Jim Caviezel será Jair Bolsonaro- Reprodução
O ex-presidente Jair Bolsonaro terá a história dele contada no filme Dark Horse (O Azarão, em tradução livre). A produção, que promete retratar a campanha presidencial do ex-mandatário em 2018, será protagonizada pelo ator norte-americano Jim Caviezel e estreia em 11 de setembro.
Enquanto Caviezel viverá o líder da família Bolsonaro, Camille Guaty será Michelle Bolsonaro, Marcus Ornellas será Flávio Bolsonaro, Edward Finlay será Eduardo Bolsonaro e Sergio Barreto será Carlos Bolsonaro.
Nesta semana, Caviezel divulgou um novo pôster e data de estreia do longa-metragem. Na imagem, é possível ver o ator completamente caracterizado como Bolsonaro. Ele usa a faixa presidencial enquanto posa em frente ao Palácio do Planalto. Um céu coberto por nuvens negras dá pistas sobre a conotação trágica e dramática da obra.
“Se você se importa com as eleições, meu novo filme estreia no dia 11 de setembro de 2026”, anunciou nas redes sociais.
O ator ficou mundialmente conhecido por interpretar Jesus Cristo no filme A Paixão de Cristo. O ator norte-americano ganhou notoriedade por declarações antivacina e pelo alinhamento a teorias conspiratórias.
O filme Dark Horse
O projeto, segundo o diretor Cyrus Nowrasteh, pretende fazer “um retrato honesto” do ex-presidente e trazer bastidores da emblemática campanha presidencial de Bolsonaro em 2018. O atentado contra o então candidato, esfaqueado durante um comício em Juiz de Fora (MG), será um dos grandes destaques da trama.
Ex-Secretário de Cultura e aliado próximo de Bolsonaro, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) é o responsável pelo roteiro do longa. Frias tem defendido publicamente que o filme pretende mostrar “a verdade” sobre os acontecimentos de 2018, em uma abordagem que deve interessar sobretudo ao público já simpático ao ex-presidente.

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Ícaro Silva entrou para o elenco da 2ª temporada de Tremembé. A nova leva de episódios, confirmada pelo Prime Video após grande repercussão da estreia, ainda não teve elenco confirmado na íntegra, mas deve começar a ser gravada nas próximas semanas.
O Metrópoles descobriu que está tudo certo para a participação de Ícaro Silva na série, e isso será confirmado oficialmente em breve. O ator dará vida a Robinho, um dos presos mais recentes a ingressar em Tremembé e que terá destaque na nova temporada.
O ator, inclusive, segue a roteirista e produtora da série, Vera Egito, nas redes sociais. Além disso, postou vídeos recentes nas redes sociais que indicam mudanças no visual, já como preparação para as gravações.
2ª Temporada de Tremembé
A primeira temporada de Tremembé repercutiu muito nas redes sociais ao retratar histórias de presidiários reais enquanto estavam encarcerados no presídio de Tremembé. A série é inspirada nos livros Elize Matsunaga: A Mulher que Esquartejou o Marido e Suzane: Assassina e Manipuladora, ambos escritos pelo jornalista Ullisses Campbell.
As tramas da 2ª temporada da série não foram reveladas oficialmente. A princípio, a única história confirmada até então é a de Robinho, que aparece no vídeo de confirmação da 2ª temporada.
Outra história que deve ser explorada na trama é a de Thiago Brennand, que será interpretado por João Vicente de Castro. A informação foi revelada pela colunista Carla Bittencourt, do portal Leo Dias, e confirmada por fontes ao Metrópoles.
Histórias mostradas sem muito desenvolvimento durante a 1ª temporada também podem ganhar mais espaço. Antes da confirmação da nova leva de episódios, Campbell, que foi um dos roteiristas da trama, especulou que personagens como Pimenta Neves, Gil Rugai, e Lindemberg Alves poderiam ter mais destaque em uma possível continuidade.
“Eu observo que tem muitos personagens plantados lá, personagens importantes. As pessoas perceberam isso: tem o Pimenta Neves, tem o Gil Rugai… o Lindemberg está lá também. Essas pessoas estão ali”, afirmou o jornalista em entrevista ao Metrópoles na época.
Relembre o crime de Robinho
O ex-jogador Robinho foi condenado a nove anos de prisão por participação em estupro coletivo. O crime ocorreu em 2013, na Itália.
Segundo as autoridades do país, o atleta e um grupo de amigos cometeram o crime contra uma jovem, de 23 anos, em uma boate de Milão. As investigações indicaram que a vítima estava alcoolizada e incapaz de se defender.
Robinho foi condenado em 2017 e chegou a recorrer da decisão, mas foi considerado culpado em todas as instâncias.
Em 2022, a Justiça italiana julgou o brasileiro na terceira e última instância, impossibilitando qualquer outro tipo de recurso, e solicitou a extradição do ex-jogador. Em março de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu pela transferência do atleta, que passou a cumprir pena na Penitenciária de Tremembé.
Após a repercussão da série Tremembé, Robinho pediu a transferência do “presídio dos famosos”. O ex-atleta da seleção brasileira deixou a penitenciária em novembro de 2025 para cumprir o restante da pena no Centro de Ressocialização de Limeira.

Reprodução/ Redes sociais
Com a aproximação das eleições de 2026, muitos famosos têm se filiado a partidos políticos, em um movimento que combina estratégia partidária e capital de popularidade. O objetivo é claro: transformar visibilidade em votos.
Entre os nomes mais conhecidos está a musa fitness Gracyanne Barbosa, que oficializou filiação ao Republicanos em fevereiro. Ela é cotada para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro.
Recém filiada ao Republicanos, socialite Val Marchiori também sinalizou que pretende concorrer. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a decisão representa um momento de transformação pessoal e o desejo de atuar diretamente em causas sociais, com foco na saúde feminina.
Outra figura conhecida é Silvia Abravanel, filha do fundador do SBT, Silvio Santos. Ela se filiou ao PSD no fim de março e deve disputar uma vaga na Câmara Federal por São Paulo.
Já a atriz Antonia Fontenelle se aproximou do PSDB, em meio a uma estratégia da legenda de atrair figuras com forte presença digital. O anúncio foi feito na última semana pelas redes sociais.
Fontenelle, no entanto, está impedida judicialmente de concorrer a cargos públicos, pois ainda não cumpriu integralmente penas impostas em condenações anteriores envolvendo o youtuber Felipe Neto.
No esporte, ex-jogadores também passaram a integrar partidos. É o caso do ex-atacante Edmundo, filiado ao PSDB, e do ex-camisa 9 da seleção brasileira Luís Fabiano, que ingressou no MDB, ambos com perspectiva de candidatura.
Entre os nomes oriundos de realities, o vencedor de A Fazenda 13, Rico Melquiades, anunciou filiação ao PSDB e gerou polêmica com propostas apresentadas nas redes sociais. Entre elas, a ampliação do acesso à cirurgia plástica pelo SUS e a criação de uma “bolsa maconha”.
Matteus Amaral, ex-BBB 24, conhecido como Alegrete, se filiou ao Progressistas e se lançou pré-candidato a deputado federal pelo Rio Grande do Sul. Ele afirma que pretende defender pautas como a valorização do trabalho rural e o fortalecimento do agronegócio e pretende levar “sua vivência no campo e a proximidade com o trabalho rural” para a política.
Outros chegaram a ensaiar entrada na política, mas recuaram. O ator Dado Dolabella, por exemplo, chegou a se filiar ao MDB, mas deixou a sigla poucos dias depois, após repercussão negativa.

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A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11/4) mostrou que os principais pré-candidatos à disputa da Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), também lideram os índices de rejeição.
Entre os entrevistados, 48% declararam que rejeitam o petista, ante 46% que dizem o mesmo do senador.
O instituto ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos em 137 cidades, de terça-feira (7/4) a quinta-feira (9/4). A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou menos.
Veja a rejeição dos candidatos
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 48%
Flávio Bolsonaro (PL) — 46%
Cabo Daciolo (Mobiliza) — 19%
Romeu Zema (Novo) — 17%
Renan Santos (Missão) — 17%
Ronaldo Caiado (PSD) — 16%
Aldo Rebelo (DC) — 16%
Rejeita todos — 2%
Não sabem — 2%
Votaria em qualquer um — 1%
Na outra frente, os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) possuem praticamente o mesmo percentual de rejeição entre os entrevistados.
O primeiro registra 16% de rejeição, e 56% dos eleitores dizem não o conhecer. Em relação ao segundo, 17% dizem não votar de forma alguma nele, mas 54% afirmam que não conhecem o candidato.
Lula x Flávio
O levantamento também mostra que Flávio Bolsonaro (PL) tem 46% das intenções de voto em um cenário de disputa no segundo turno contra o presidente Lula, que registrou 45%.
O resultado representa empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais. É a primeira vez que o pré-candidato do PL aparece numericamente à frente do petista em um levantamento do instituto.
Na pesquisa anterior, divulgada em março, Lula tinha 46% de intenções de voto, e Flávio Bolsonaro, 43%.

Arte Metrópoles
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11/4) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 46% das intenções de voto em cenário de disputa no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registrou 45%.
O resultado representa empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais. É a primeira vez que o pré-candidato do PL aparece numericamente à frente do petista em um levantamento do instituto.
Os entrevistados responderam à pergunta: “Se o segundo turno da eleição para presidente fosse hoje e a disputa ficasse apenas entre [Lula e Flávio Bolsonaro], em quem você votaria?”. Veja os resultados:
Flávio Bolsonaro (PL): 46%
Lula: 45%
brancos/nulos: 8%
indecisos: 1%
Na pesquisa anterior, divulgada em março, Lula tinha 46% de intenções de voto, e Flávio Bolsonaro, 43%.
A sondagem também testou cenários de segundo turno com os pré-candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Em todos eles, os postulantes registram empate técnico, com Lula numericamente à frente.
Veja os resultados:
Lula (PT): 45%
Ronaldo Caiado (PSD): 42%
Brancos e nulos: 11%
Não sabem: 2%
Lula (PT): 45%
Romeu Zema (Novo): 42%
Bancos e Nulos: 11%
Não sabem: 2%
Primeiro turno
Em cenário de primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto contra 35% de Flávio Bolsonaro. Caiado registra 5%, e Romeu Zema, 4%.
Confira:
Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 35%
Ronaldo Caiado (PSD): 5%
Romeu Zema (Novo): 4%
Renan Santos (Missão): 2%
Aldo Rebelo (DC): 1%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
Brancos e nulos: 10%
Não sabem: 4%
O levantamento foi feito pelo Instituto Datafolha e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 7 e 9 de abril.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03770/2026.

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O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai implementar um sistema que permitirá a verificação de chamadas contra fraudes telefônicas para evitar a aplicação de golpes e exposição indevida de informações sensíveis dos cidadãos.
A ferramenta será capaz de indicar se uma ligação telefônica partiu ou não de uma origem confiável (por exemplo, um banco), mesmo nos casos em que golpistas conseguem mascarar o número real do chamador para fingir que o contato partiu de um telefone idôneo e ligado aos contatos do usuário.
O projeto é desenvolvido pelo CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) com recursos do Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações), vinculado ao Ministério das Comunicações.
O investimento é calculado em R$ 16,82 milhões até 2028. A implementação será gradual e depende de testes a serem realizados em parceria com as operadoras de telefonia.
A gerente de soluções blockchain do CPQD, Andreza Lona, afirma que o objetivo é aumentar a segurança e a privacidade dos usuários a partir de uma tecnologia que permita comprovar sua identidade de forma descentralizada, sem a necessidade de armazenar informações pessoais em grandes bancos de dados muitos deles alvos de hackers para posterior vazamento e venda de informações.
Emissores de confiança, como órgãos de governo, empresas de telefonia ou instituições bancárias, fornecerão credenciais digitais ao cidadão, que passarão por uma validação na hora de acessar um serviço ou receber uma chamada. Essas credenciais digitais vão funcionar como uma chave de acesso, formulada a partir de métodos mais seguros e menos suscetíveis a fraudes.
"A origem de uma ligação poderia ser comprovada não só com o número [de quem fez a chamada], mas com uma prova criptográfica", afirma Lona. A prova criptográfica é feita por meio de algoritmos matemáticos para garantir a integridade e autenticidade de informações digitais.
Segundo ela, a tecnologia poderá ser empregada até mesmo em ligações por aplicativos como WhatsApp.
O pesquisador Ismael Ávila, que trabalha na área de soluções blockchain do CPQD, diz que a tecnologia vai permitir que os aplicativos dos bancos instalados em um celular possam incorporar as credenciais para validar ou não as ligações.
"A credencial vai falar se é uma chamada verificada criptograficamente ou não. Se vem uma chamada de origem fraudulenta que alega ser do banco, não vai ser validada", afirma.
Sem a verificação, afirma Ávila, as pessoas correm o risco de atender uma chamada e cair em uma fraude com engenharia social quando os golpistas usam informações verídicas ou simulam elementos de um ambiente real (como ruídos de um call center) para tentar inspirar confiança e fisgar as vítimas. Para tentar se defender disso, muitos cidadãos recusam até mesmo ligações legítimas, que poderiam ser de seu interesse.
Hoje, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) já oferece o serviço Origem Verificada, que garante às empresas registradas um selo de autenticidade parecido com o que as redes sociais adotam. No entanto, sua cobertura ainda é parcial, já que a adesão será obrigatória apenas em 2028.
Além disso, a tecnologia empregada deixa algumas brechas, como em chamadas vindas de gateways (portas de entrada) internacionais, redes não integradas ou que passam por equipamentos mais antigos. Por isso, golpistas ainda conseguem adulterar o número de telefone de quem está ligando para se fazer passar por companhias idôneas (técnica conhecida como spoofing).
A solução do CPQD, segundo os pesquisadores, vai permitir provar a identidade do chamador em qualquer canal e indicar o propósito da ligação. Além disso, em caso de problemas, as credenciais podem ser revogadas.
O projeto começou a ser desenvolvido em dezembro de 2025 e terá duração de três anos.
OUTROS USOS
A ferramenta também abre caminho para outros usos, como revogar uma credencial de acesso à internet em caso de perda, furto ou roubo de celular. Essa seria uma função complementar ao programa Celular Seguro, lançado pela Anatel e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e que já permite o bloqueio do aparelho para chamadas e uso de rede de dados móveis.
"Celulares furtados não podem ser usados para chamadas, o Celular Seguro bloqueia rapidamente. Só que os bandidos usam esse celular para acessar a rede Wi-Fi e, com isso, muitas vezes conseguem acessar redes sociais da pessoa que era dona do celular, sequestram redes, exigem bitcoin", afirma Ávila.
Outra função é permitir a validação de informações do cidadão sem que ele precise compartilhar dados pessoais.
Lona dá como exemplo uma situação em que alguém precise comprovar ser maior de 18 anos. A credencial vai permitir que isso seja verificado sem obrigar a pessoa a divulgar sua idade ou data de nascimento.
Em outro caso, um cidadão que esteja em busca de financiamento poderia obtê-lo sem dizer exatamente qual é seu salário ou compartilhar sua declaração de Imposto de Renda, que contém outras informações, como patrimônio ou gastos com saúde e educação. Neste caso, a Receita Federal poderia ser uma emissora confiável de credencial de faixa de renda.
O escopo final do projeto será definido pelo próprio apetite das operadoras e demais instituições.
O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Hermano Tercius, afirma que a tecnologia vai permitir a descentralização de informações que hoje, para serem validadas, ficam armazenadas em bases de dados unificadas, o que facilita grandes vazamentos.
"Você recebe seu certificado, não precisa de intermediário. Não gera risco de grandes vazamentos, pois seria necessário fraudar o celular de cada usuário", diz.
ENTENDA O NOVO SISTEMA
O projeto prevê a emissão de credenciais digitais verificáveis e descentralizadas, baseadas em padrões internacionais de internet. Órgãos de governo, empresas de telefonia ou instituições bancárias poderão fornecê-las ao cidadão, que as manterá em sua carteira digital no celular. Elas serão validadas na hora de acessar um serviço público ou receber uma chamada.
É um documento eletrônico que comprova determinada informação sobre uma pessoa ou empresa. Possui uma assinatura criptográfica que pode ser validada para comprovar a origem.
O aplicativo do banco instalado no celular do correntista poderá carregar uma credencial e habilitar a validação das ligações recebidas. A chamada será então submetida a uma prova criptográfica: algoritmos matemáticos são usados para ler uma espécie de assinatura que só o banco será capaz de prover às chamadas e, assim, garantir a integridade e autenticidade das informações.
O spoofing ocorre quando golpistas conseguem mascarar a real origem de uma ligação para se passar por fontes confiáveis. No visor aparece o número real do banco, mas se trata apenas de uma máscara para disfarçar a fraude.
As credenciais não evitam diretamente a adulteração do número do chamador, mas alertam que a origem não é o banco, uma vez que a ligação não será aprovada na prova criptográfica.
Será possível revogar credencial de uso de internet em caso de roubo ou furto de celular, para evitar que os bandidos acessem a rede Wi-Fi.
As credenciais também darão acesso a serviços, evitando o compartilhamento de dados pessoais sensíveis com terceiros. Por exemplo, o cidadão poderá comprovar renda sem informar exatamente seu salário. A técnica usada é conhecida como "prova de conhecimento zero": uma parte demonstra à outra que uma afirmação é verdadeira sem revelar o dado em si. É algo crucial numa tecnologia blockchain.
É uma tecnologia de armazenamento distribuído de dados digitais, com o objetivo de garantir a validade de registros e transações. As informações são organizadas em blocos encadeados sequencialmente, criando um sistema distribuído de registros, que não ficam armazenados em um único servidor. Se um bloco é alterado, a inconsistência é facilmente detectável na cadeia. Por isso, o sistema dificulta adulterações.
