
Homem segura cigarro de maconha — Foto: Photo by
O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) recomendou que a Polícia Militar não prenda pessoas flagradas com até 40 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas, tratando esses casos como uso pessoal. A orientação foi publicada no Diário Oficial do MP e vale para Maceió.
A recomendação segue a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu que portar maconha para uso pessoal não é crime, mas continua sendo uma conduta irregular e sujeita a medidas administrativas.
Pelo documento, quando não houver indícios de tráfico, os policiais devem apreender a substância, identificar o usuário e registrar a ocorrência por meio de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Nesses casos, a pessoa deve ser liberada no local, sem prisão.
O MP também orienta que o usuário seja notificado para comparecer ao Juizado Especial, onde poderão ser aplicadas medidas educativas, como advertência sobre os efeitos das drogas ou comparecimento a curso educativo.
Limite de quantidade e exceções
Apesar do parâmetro estabelecido, o Ministério Público reforça que o limite de até 40 gramas ou seis plantas é apenas uma presunção relativa.
Isso significa que, mesmo com quantidades inferiores, a pessoa poderá ser autuada por tráfico caso existam elementos concretos que indiquem finalidade de comercialização, como forma de acondicionamento, presença de balança ou registros de venda.
Nessas situações, cabe à autoridade policial fundamentar a decisão.
Quando há condução à delegacia
A condução do abordado à Central de Flagrantes deve ocorrer apenas em situações específicas, como:
resistência à abordagem;
impossibilidade de identificação;
dúvidas sobre a natureza da substância;
indícios concretos de tráfico.
O documento também orienta que a impossibilidade de aferição exata do peso da substância, por si só, não justifica a condução à delegacia.
O MP determinou que a substância apreendida deve ser encaminhada para perícia, a fim de confirmar sua natureza.
Caso não seja possível o envio imediato, o material deve ser devidamente acondicionado, lacrado e identificado, garantindo a preservação da cadeia de custódia até a realização do exame.
Também foi recomendado o uso de embalagens apropriadas e registros formais em todas as etapas do procedimento.
Falta de estrutura preocupa
A recomendação leva em conta um ofício da própria Polícia Militar, que relatou dificuldades operacionais para cumprir a decisão do STF, como a ausência de balanças de precisão nas viaturas, além de insegurança jurídica entre os agentes.
Diante disso, o MP também recomendou à Secretaria de Segurança Pública que adote medidas para garantir estrutura adequada, como fornecimento de equipamentos e padronização dos procedimentos.
O Comando da Polícia Militar e a Secretaria de Segurança Pública têm prazo de 30 dias para informar ao Ministério Público quais medidas serão adotadas.
Segundo o MP, o descumprimento injustificado das orientações poderá resultar na adoção de medidas judiciais ou extrajudiciais cabíveis.

Calendário de 2026. — Foto: Yara Ramalho/g1 RR
O Governo de Alagoas decretou ponto facultativo nas repartições públicas estaduais na próxima segunda-feira (20), véspera do feriado de Tiradentes. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e consta no Decreto nº 106.093, assinado pelo governador Paulo Dantas (MDB).
De acordo com o decreto, caberá aos dirigentes dos órgãos e entidades do Poder Executivo garantir a continuidade dos serviços considerados essenciais durante o ponto facultativo e o feriado nacional.
Com a decisão, o calendário fica da seguinte forma: segunda-feira (20), ponto facultativo; terça-feira (21), feriado nacional de Tiradentes.

Foto Ilustrativa: Assessoria
A Polícia Civil do Estado de Alagoas prendeu, nesta quinta-feira (16), em flagrante uma mulher trans de 42 anos em Porto Real do Colégio por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil.
A ação foi conduzida pela Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), sob titularidade do delegado Rodrigo Timóteo, com base em informações compartilhadas entre a Polícia Civil e a Polícia Federal.
Durante o cumprimento do mandado, agentes e escrivães localizaram diversas mídias de natureza ilegal no dispositivo principal da investigada. A operação revelou que cerca de 600 arquivos desse tipo foram compartilhados pela suspeita.
A investigada foi autuada em flagrante pelo crime de armazenamento de material contendo abuso sexual infantojuvenil.

Divulgação/MPAL
Um professor da rede pública municipal de Murici foi preso, na tarde desta quinta-feira (19), suspeito abusar sexualmente de estudantes. A ação aconteceu em cumprimento a um mandado de prisão no município da Zona da Mata Alagoana, durante uma operação em conjunto do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e Polícia Militar (PM).
Segundo informações preliminares, divulgadas pelo próprio MPAL, o professor foi afastado das funções que exercia na escola. Segundo as investigações do órgão ministerial, as vítimas são estudantes. Ele foi detido por meio de um mandado de prisão temporária de 30 dias.
O homem foi encaminhado para Maceió e, posteriormente, levado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça. Os promotores de Justiça à frente do caso são Cyro Blatter e Ilda Regina.
À reportagem, a Prefeitura de Murici informou que ficou ciente do caso a partir da prisão do professor e reiterou que “não compactua com a atitude”. O caso será acompanhado e medidas administrativas devem ser tomadas, segundo informou a assessoria.

Foto: Ítalo Ramon/ Paixão Tricolor
O CSE voltará a atuar pelo Campeonato Brasileiro da Série D no próximo domingo (19), quando enfrenta o Atlético (BA), em Alagoinhas. O jogo será às 16h, no estádio Antônio Carneiro.
Na sequência da preparação, o elenco Tricolor trabalhou na tarde desta quinta feira (16), no estádio Juca Sampaio, no comando do técnico Erivaldo Pedra - que já começou a esboçar a formação que deve iniciar o jogo válido pela 3ª rodada da competição nacional.
A principal dúvida é na lateral esquerda, porque Samuel deixou o campo de jogo sentindo dores - no clássico contra o ASA e está sendo avaliado pelo Departamento Médico.
Na tarde desta quinta-feira, Celestino chegou a ser utilizado na função. Outra opção é Jefinho, que entrou no lugar do Samuel do clássico de domingo.
Uma provável formação: Jeferson,; Lima, Geovani, Joedson e Celestino ( Samuel ou Jefinho); Claudevan, Jean Cléber, Jonas e Montanha; Thiago, Michel Douglas.
O meia Jonas, que trabalhou no time principal, ainda aguarda ter o nome publicado no BID da CBF.
Equipe ainda trabalha na sexta-feira (17) pela manhã e, após almoço, viaja para Alagoinhas, onde encerra os trabalhos com um treinamento no sábado (18).

Divulgação/PCGO
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) investiga um ginecologista suspeito de cometer abusos sexuais contra pacientes durante consultas e exames nos municípios de Goiânia e Senador Canedo.
Até o momento, cinco mulheres, com idades entre 25 e 45 anos, denunciaram abusos que teriam ocorrido de 2017 a 2026. O caso foi divulgado pela corporação nesta quinta-feira (16/4).
O médico, identificado como Marcelo Arantes Silva, é investigado por estupro de vulnerável.
Segundo a corporação, uma das vítimas relatou ter sido abusada mais de uma vez. Mesmo ao retornar ao consultório acompanhada da filha, na tentativa de evitar novas situações, o comportamento criminoso do médico se repetiu.
“Ele não se intimidou com a presença de outra pessoa e voltou a praticar atos libidinosos, aumentando ainda mais o desconforto da paciente”, destacou a delegada Amanda Menuci, da Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deam).
Há ainda um relato de prática de sexo oral durante atendimento. Para a polícia, o número de vítimas pode ser maior do que o identificado.
Apesar da gravidade das acusações, o pedido de prisão preventiva foi negado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) e pela Justiça. Ainda assim, o investigado cumpre medidas cautelares impostas durante o andamento do processo. Ele ainda não prestou depoimento.
A identidade e a foto dele foram divulgadas, segundo a corporação, “com autorização da delegada responsável, via despacho, a fim de viabilizar a localização de outras possíveis vítimas”.
Entenda dinâmica do crime
De acordo com a delegada, o médico seguia um padrão de comportamento para se aproximar das vítimas.
Inicialmente, ele buscava conquistar a confiança das pacientes durante as consultas.
Com o tempo, os atendimentos passavam a incluir atitudes consideradas abusivas. Entre os relatos estão toques físicos sem consentimento e perguntas invasivas sobre a vida íntima das mulheres.
As investigações apontam que o ginecologista realizava exames sem o uso de luvas e fazia comentários de cunho sexual durante os procedimentos.
Em alguns casos, ele teria questionado as pacientes se estavam sentindo prazer naquele momento.
Por que o crime é tratado como estupro de vulnerável
De acordo com a delegada, a tipificação foi escolhida porque o caso vai além de violação sexual mediante fraude, já que o delito ocorreu quando as vítimas estavam em condição de vulnerabilidade.
“Naquele local, no ambiente clínico onde elas eram colocadas, estavam em completo estado de vulnerabilidade, incapazes de oferecer resistência, até pela posição física que ficavam. A posição ginecológica, que elas ficam com as pernas abertas, muitas vezes até presas”, explicou a delegada durante coletiva.
Ademais, a pesquisadora destaoua o aspecto psicológico dos abusos, uma vez que as mulheres estavam sob a autoridade do médico e em desvantagem técnica em relação ao que ocorria.
Medidas e providências
O Conselho Regional de Medicina de Goiás (CRM-GO) confirmou a suspensão do registro de Marcelo Arantes Silva por ordem judicial. O órgão informou que todas as denúncias são apuradas sob sigilo e que solicitou esclarecimentos aos responsáveis técnicos pelas unidades onde o médico atuava.
A defesa de Marcelo não foi localizada pela reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.
Na esfera jurídica, ficou determinado que ele obedecesse medidas cautelares, entre as quais a proibição de manter contato com as pacientes que o denunciaram, a obrigação de não se ausentar da comarca e a notificação ao Cremego para suspender o registro profissional.
Leia a nota do Cremego na íntegra:
“O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informa que o registro do médico foi suspenso por ordem judicial. A informação consta no site do Cremego.
Sobre as acusações contra o profissional, o Cremego ressalta que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O Cremego também solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias.”

Ciudad del Este recebe brasileiros para compras - e pra morar — Foto: Fernando Otto/BBC
"Bem-vindos ao Paraguai", repetia alto o chefe do serviço de imigração em Ciudad del Este enquanto caminhava entre cadeiras de praia, bancos de plástico e cangas.
"Amanhã, às 7h, começaremos a distribuição de fichas. Às 8h, começa o atendimento para quem quer tirar residência."
A mensagem era destinada a centenas de brasileiros organizados em uma longa fila que faziam silêncio - pontuados por aplausos - para ouvir as orientações em espanhol após um dia inteiro acampados sob o sol forte e no chão de terra vermelha de Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil.
Era noite do penúltimo domingo de março. Só dali a 12 horas começaria de fato o mutirão itinerante do governo paraguaio para agilizar a emissão de documentos para quem quer se mudar para o país.
"Viemos conhecer tudo isso que o Paraguai tem para oferecer aos brasileiros", dizia sorridente Delly Fragola, de 55 anos, sentada em uma cadeira de praia colorida comprada para encarar a espera.
Dona de um salão de cabeleireiro em Anápolis, no interior de Goiás, ela tinha chegado às 8h junto com a filha e o genro.
Estavam ali porque o "Brasil não tem mais oportunidades" para seu negócio. No Paraguai, diziam, poderiam encontrar "mão de obra mais facilitada".
"No Brasil, ninguém quer trabalhar."
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Fila com brasileiros vira a madrugada em Ciudad del Este, no Paraguai — Foto: Fernando Otto/BBC
Dilberto estava ali pela crença de que "o Paraguai vai ser o maior país da América Latina muito em breve" e também porque tem muitas críticas ao governo Lula.
"Empresários estão saindo do Brasil para vir para o Paraguai. Aqui, a carga tributária é muito menor e as leis trabalhistas são muito mais acessíveis. Tudo isso leva a quê? A essa fila enorme aqui hoje", explicava o paranaense.
O grupo faz parte de uma onda crescente de brasileiros que querem se mudar para o Paraguai e tem chamado a atenção de autoridades do país, que desde o ano passado promove mutirões para organizar a demanda e atender os aspirantes a residentes.
A principal porta de entrada é Ciudad del Este, famosa pelas compras baratas e comércio caótico do outro lado da Ponte da Amizade. O mutirão de março foi o segundo do ano na cidade — somados, foram cerca de 4 mil atendimentos só ali — e o governo paraguaio planeja mais 19 ao longo do ano no país.
Para 2026, a expectativa é que o número seja ainda maior. Só nos três primeiros meses do ano, foram emitidas 9,2 mil autorizações para brasileiros.
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Antes de passarem a madrugada na fila, brasileiros organizaram churrasco com cerveja em frente ao centro que promove mutirão em Ciudad del Este — Foto: Fernando Otto/BBC
A BBC News Brasil acompanhou por três dias a fila do mutirão. Todos com quem a reportagem conversou disseram estar ali movidos por suas posições políticas e pela busca de uma vida com mais conforto e menos impostos.
São pessoas de todas as regiões do Brasil, que em geral começam a sonhar com a vida no Paraguai navegando nas redes sociais.
Eles são publicados principalmente por influenciadores brasileiros que vivem ou fazem compras na Paraguai. Muitos oferecem serviços de assessoria para quem quiser fazer o mesmo caminho.
Foi assim que Marcelo Mendes, um arquiteto aposentado de 70 anos de Recife, abandonou o plano de se mudar para Portugal, onde sua filha mora.
"Na internet, a gente teve conhecimento em vários grupos. A gente viu vídeos de pessoas que já vieram contando a situação, como é que tira os documentos", conta ele.
Seu plano agora é vender sua casa na capital pernambucana e comprar outra na cidade de Encarnación, a quatro horas de carro ao sul de Ciudad del Leste, na fronteira com a Argentina. Mas antes precisa convencer sua mulher, que chegou a ir ao Paraguai, mas ainda não está disposta a se mudar para lá.
"A gente não está aguentando o Brasil, o salário da gente está perdendo valor. O que eu ganho em real também não dá para viver em Portugal. Aqui, consigo viver bem", diz Marcelo, que pretende complementar a renda trabalhando como corretor de imóveis.
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Primeiros na fila chegaram por volta das 8h de domingo, 24 horas antes da abertura dos portões — Foto: Fernando Otto/BBC
A carioca Zena Cheraze, de 68 anos, percorreu sozinha 1,5 mil km de ônibus do Rio de Janeiro à Ciudad del Este "no escuro", sem saber direito se tinha em mãos todos os documentos que precisava.
"É muita propaganda no YouTube, cada um diz uma coisa. Mas vim aqui pra ver", explica. Professora aposentada e viúva, ela espera conseguir pagar um plano de saúde mais barato no Paraguai.
Desde 3 horas da manhã na fila do mutirão, Zena gravava um vídeo para dizer a amigos que, na verdade, não estava só: havia uma legião de pessoas como ela à espera de um "sim" do Paraguai.
Um grande número de brasileiros com o mesmo perfil de Zena tem sido notado pelas autoridades de imigração.
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Zena diz que chegou no "escuro" ao Paraguai — Foto: Fernando Otto/BBC
Cornelio Melgarejo, que chefia a imigração no departamento de Alto Paraná, na fronteira com o Brasil, calcula que há dois anos 80% dos que solicitavam residência eram estudantes de Medicina em busca de faculdades com mensalidades mais baratas do que no Brasil.
Mas, nos últimos tempos, apareceram muitos empresários querendo abrir negócios no país e aposentados, "em busca da estabilidade econômica e política", diz Melgarejo.
O atual presidente paraguaio, Santiago Peña, é o nono governante de direita entre os dez que comandaram o país desde a redemocratização, após o fim da ditadura do general Alfredo Stroessner, em 1989.
Foi seu governo que criou os mutirões migratórios, chamados de Migramovil, prevendo mais 19 edições até o final do ano em todo o país. Criada em 2025, a iniciativa reúne em um só lugar órgãos como a Direção Nacional de Migração e a Polícia Nacional, que pode fornecer garantias de que o imigrante não tem problemas com a Justiça.
A gestão busca capitalizar ativamente a nova onda imigratória. A chegada de imigrantes ao Paraguai é anunciada como uma indicação de que o país vai bem - uma das peças promocionais oficiais sobre o assunto diz que o "Paraguai abre suas portas ao mundo".
Os estrangeiros são apontados como responsáveis por trazer dinamicidade à economia local, ao mesmo tempo em que o governo muda leis e dá ainda mais incentivos fiscais para atrair investimentos e empresas.
Alinhado ao governo de Donald Trump, Peña sancionou em março um polêmico acordo que autoriza a presença de militares e empresas americanas no país para combater o crime organizado.
Antes de se mudar, Roberta, de 47 anos, estava especialmente preocupada com a educação de seus quatro filhos no Rio de Janeiro, especialmente a do de 14 anos, mesmo matriculado numa escola particular e cristã.
"A gente não estava se sentindo bem no Brasil no cenário atual, pelas minhas crenças, por aquilo que eu acredito", explica Roberta, que planejava inicialmente ir para a Austrália, mas mudou a rota para o Paraguai após um amigo passar a viver lá.
A família, explica Roberta, também não estava vendo futuro no negócio de venda planos de saúde que mantinha no Rio e se sentia acuada pela violência urbana na cidade.
"Não tem aquele ditado 'quem está incomodado que se mude'?. Eu falei para o meu marido: 'Não adianta a gente ficar aqui passando ranço'. Vamos para outro lugar onde a gente se sinta bem para criar nossos filhos."
Entre os pais com filhos pequenos na fila do serviço de imigração, também é comum encontrar quem deseja ensinar os filhos em casa, o chamado homeschooling.
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Marluize diz que o Paraguai vai permiti-la fazer educação domiciliar com os filhos — Foto: Fernando Otto/BBC
"O Paraguai é um país bem tradicional e não prejudica se você fizer a educação domiciliar", diz Marluize.
Quem apoia essa ideia argumenta que a educação tem que ser decidida pela família e não por regras educacionais estabelecidas pelo Estado. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu a liberdade dos pais de optar por essa forma de ensino e propôs regulamentá-la em sua campanha à reeleição.
O Paraguai, apesar de não ter regulamentação específica sobre o tema, é frequentemente apontado pela comunidade de pais que defende o homeschooling como um destino possível para a prática, porque não haveria uma "perseguição" a quem faz isso.
"Vou ter mais liberdade tanto para empreender como para fazer as aulas extracurriculares com eles", diz Marluize.
"Todos os lugares têm coisas boas e ruins, mas aqui tem um pensamento mais conservador. Caiu a tarde, os jovens estão conversando e brincando na rua. É diferente de estar bebendo e fumando, sabe?"
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Ciudad del Este recebe brasileiros para compras - e pra morar — Foto: Fernando Otto/BBC
Quem pede o direito à residência no Paraguai é questionado pelos funcionários do governo sobre as razões por que querem imigrar.
"As respostas mais frequentes são sobre o custo do nosso imposto", diz Cornelio Melgarejo, do serviço migratório paraguaio.
A carga tributária total do Paraguai, ou o peso dos tributos arrecadados pelo governo em relação à economia, gira em torno de 14,5% do PIB, segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). No Brasil, a taxa é mais que o dobro, 32%, segundo o Ministério da Fazenda.
O Paraguai consolidou ao longo dos anos 1990 e 2000 uma regra simples sobre a cobrança de impostos: 10-10-10.
Ou seja, os três tributos mais importantes — o imposto sobre valor agregado (IVA), o imposto de renda de pessoa física e o imposto de renda das empresas — têm a mesma alíquota de 10%.
Em comparação, o Brasil pretende criar seu IVA, aprovado na reforma tributária de 2023, unificando cinco tributos federais, estaduais e municipais. A estimativa é que esse imposto entre em vigor completamente em 2033, com uma alíquota entre 25% e 28%.
A tributação da renda no Brasil vai de 7,5% a 27,5% para pessoas físicas e, no caso de empresas, começa em 15%, com adicional de 10% sobre lucros acima de R$ 20 mil por mês.
O sistema começou a ser delineado em 1992 e foi sendo consolidado nos sucessivos governos de direita. O único presidente de esquerda, Fernando Lugo (2008–2012), chegou a propor algumas reformas, mas sofreu um impeachment.
Além disso, desde 2000 o país adotou o esquema chamado de "maquila", em que fábricas instaladas no Paraguai podem importar matéria-prima quase sem imposto, produzir no terrório paraguaio e exportar pagando quase nenhum tributo. A estratégia levou ao país unidades fabris de marcas brasileiras como a Lupo e Riachuelo.
O economista Alexandre da Costa explica que o modelo paraguaio tem contribuído para o país crescer em torno de 4% nos últimos três anos, acima da média da América Latina, embora ainda seja uma das menores economias da região e tenha um dos mais baixos índices de desenvolvimento humano e também de renda per capita.
O PIB do Brasil, ressalta Costa, é cerca de 50 vezes maior do que o do Paraguai — e a economia paraguaia acaba sendo muito atrelada ao que acontece no Brasil, seu maior parceiro comercial.
Um dos exemplos mais citados sobre o custo de vida mais baixo no Paraguai é a energia elétrica.
Graças à grande quantidade de eletricidade excedente gerada pelas hidrelétricas de Itaipu, construída em parceria com o Brasil, e Yacyretá, em parceria com a Argentina, os paraguaios têm a energia mais barata da região.
Mas, no caso de Itaipu, há uma negociação em curso para o acordo atual que pode deixar os paraguaios em situação menos confortável. Segundo dados da consultoria do setor elétrico SEG, em média, a energia no Brasil é 2,8 vezes mais cara que no Paraguai.
"No caso do empresário, ele também é atraído principalmente pela baixa carga tributária e baixo custo da mão de obra. Os direitos trabalhistas no Paraguai, se comparados com no Brasil, são bem inferiores", segue Costa.
O país, por exemplo, não tem FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), e as férias começam em 12 dias úteis por ano, aumentando com o tempo de empresa, podendo chegar a 30 dias. Não há seguro desemprego.
"Então, o ponto central é verificar a sustentabilidade desse modelo no médio e longo prazo. Muitos desses brasileiros, por exemplo, vêm procurar o SUS aqui em Foz do Iguaçu quando precisam", afirma Costa.
O sistema público de saúde no Paraguai é bastante fragmentado — entre quem tem emprego formal ou não, por exemplo — e, apesar de existir uma gratuidade por lei, tem muitas limitações. Quem é atendido muitas vezes precisa pagar por todos os insumos, de remédio à seringa usada.
Apesar de reduções importantes nos últimos anos, a extrema pobreza atinge 4,1% no país (no Brasil, é 3,5%), segundo os órgãos de estatísticas oficiais.
Para o economista, essa nova onda de divulgação de informações sobre um "milagre econômico" do Paraguai precisa ser vista com cautela, especialmente quando começa a atrair pessoas em busca de emprego.
No Paraguai, o salário mínimo oficial é maior do que no Brasil (o equivalente a R$ 2.300), mas a taxa de informalidade dos empregos — ou seja, pessoas sem vínculos formais de trabalho — é de 62,5%, índice muito maior que o do Brasil, que está em 37,5%.
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Cornelio Melgarejo, chefe da imigração em Ciudad del Este, percebe a mudança de perfil do brasileiro que busca morar no Paraguai — Foto: Fernando Otto/BBC
Para os brasileiros que estão imigrando, porém, o modelo paraguaio é o que eles defendem como o ideal.
Quase todos ouvidos pela reportagem disseram considerar que o Brasil vive uma crise econômica, mesmo que os dados hoje apontem para uma inflação dentro da meta, um baixo índice de desemprego e crescimento do PIB.
"Falam que os índices [do Brasil] são muito bons. Mas não sabemos se são todos verdadeiros. Não sei...", dizia Joraci de Lima, empresário de 61 anos de Campo Mourão, no interior do Paraná, que não conseguiu ser atendido no primeiro dia mutirão em Ciudad del Este, mesmo chegando às 3h na fila.
"Ninguem quer trocar sua pátria. Mas a condição dos impostos no Brasil não nos ajuda em nada."
"O sentimento de todos aqui é de perda, dor, angústia e desilusão", lamentava.
Muitos na fila não consideram rever a decisão de se mudar mesmo que a direita volte à presidência brasileira em 2027. Eles argumentam que a sistema brasileiro já estaria viciado.
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Miriam e Guilherme pretendem seguir no Paraguai por muitos anos — Foto: Fernando Otto/BBC
Na casa de Miriam Costa, 37 anos, e Guilherme Lopes, 34, em uma rua tranquila na periferia da Ciudad del Este, o tereré, uma bebida gelada a base de mate, já virou tradição.
Os dois sentiam que não precisavam estar mais no Brasil para manter o negócio. No mundo da "literatura hot", Miriam é "Alicia Bianchi", que assina romances como Tudo Pela Luxúria, com cenas picantes de sexo, mas sem entrar em temas considerados tabus. Guilherme organiza a estratégia de vendas.
No Paraguai, eles usufruem de uma regra que aplica tributação mínima a quem recebe renda do exterior.
Os dois se consideram libertários e anarcocapitalistas e consideram positivo o fato de os serviços públicos do Paraguai serem pouco desenvolvidos, já que o governo arrecada menos dinheiro.
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Tereré já faz parte da rotina do casal brasileiro — Foto: Fernando Otto/BBC
"Eu prefiro essa maneira de viver. Eu vou escolher aonde que o meu dinheiro vai e onde vou investir na minha educação e saúde."
Pais de um filho no espectro autista, o casal diz conseguir pagar por uma escola melhor no Paraguai (por cerca de R$ 742) e, apesar de reconhecerem o Brasil como um país mais desenvolvido, não pretendem voltar.
"Eu não estou vendo com bons olhos para onde o país está indo", diz Miriam.
"A gente tá vendo uma radicalização tanto da esquerda quanto da direita. A gente não vê, como no Paraguai, uma união em prol do Brasil."
A última estimativa feita pelo governo brasileiro, de 2023, aponta que 263 mil brasileiros viviam no Paraguai, formando a terceira maior comunidade no exterior, depois de EUA e Portugal.
Segundo o Itamaraty, não há números recentes que identifiquem essa nova onda migratória ou quantos desses brasileiros que obtêm residência de fato criam raízes em território paraguaio.
Ao mesmo tempo em que há um crescimento grande de pedidos de residências temporárias, o aumento dos pedidos de residência permanente, que podem ser feitos após dois anos vivendo no Paraguai, é mais tímido.
Em 2025, dos 23,5 mil pedidos de residência de brasileiros, apenas 4,6 mil (19%) eram permanentes. Em 2020, os pedidos permanentes representavam 68%.
Isso pode indicar que grande parte das pessoas que imigra não necessariamente fica no país. Além disso, a proximidade com o Brasil faz com que o caminho de volta seja mais simples muitas vezes.
O vendedor de suco de laranja Leonardo Ribeiro, de 22 anos, trocou Marília, no interior de São Paulo, por Ciudad del Este há três meses depois de receber uma proposta do patrão que imigrou para lá, mas já vê que seu tempo de Paraguai está acabando.
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Roberta Viegas ajuda brasileiros a se mudar ao Paraguai e orienta as pessoas a conhecerem o país primeiro — Foto: Fernando Otto/BBC
"Eu vim mais pela questão econômica, para ver se mudava pouquinho de patamar. Até vale a pena ficar aqui, mas, particularmente, prefiro o meu Brasil", conta o vendedor, que pretende voltar ainda neste ano.
Já Roberta Viegas está satisfeita com o novo endereço, mas tem alertado que "tem muita gente vendendo que o Paraguai é 'mil maravilhas', por interesse próprio".
"Não é assim, tem muitos defeitos. Se você tem vontade de vir ao Paraguai, é preciso ver primeiro se a pessoa se identifica", orienta a empresária.
Ainda com saudade das praias do Rio de Janeiro, ela diz que o lugar dela e da sua família segue longe do Brasil.
"Obviamente que, se eu vejo que o meu país, está segundo aquilo que eu acho bom para mim, eu volto. Eu amo o Brasil. Mas, hoje, eu me sinto melhor aqui."

Fumaça em Nabatieh, no Líbano, após ataque de Israel, em 16 de abril de 2026. — Foto: Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16) que Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de dez dias. A trégua, disse Trump, inclui o Hezbollah, o grupo terrorista que Israel diz alvejar nos ataques ao território libanês.
"Esses dois líderes [de Israel e do Líbano] concordaram que, para alcançar a PAZ entre seus países, iniciarão formalmente um CESSAR-FOGO de 10 dias", anunciou Trump.
Segundo o presidente note-americano, a trégua começará às 18h desta quinta (pelo horário de Brasília). O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou ter concordado com a trégua. Já o governo do Líbano ainda não havia se posicionado até a última atualização desta reportagem.
➡️ Embora o acordo preveja trégua com o Líbano, Israel diz estar lutando contra o grupo terrorista Hezbollah, grupo financiado pelo Irã, mas que atua no Líbano. Já o Exército libanês não se envolveu diretamente no conflito.
Após o anúncio, o Hezbollah disse em um comunicado que qualquer cessar-fogo deve impedir a presença de soldados israelenses. Antes o grupo terrorista já havia dito que não cumpriria nenhum acordo entre os dois governos.
Fontes do Exército israelense também disseram à Reuters que não há planos para a retirada dos militares de Israel que ocupam o sul do Líbano, mesmo com o cessar-fogo.
Pouco antes do anúncio de Trump, o deputado libanês Hassan Fadlallah, integrante do braço político do Hezbollah, afirmou à agência de notícias Reuters que o cumprimento do cessar-fogo por parte do grupo terrorista dependeria de Israel interromper os ataques que vem fazendo ao Líbano.
Nenhuma das duas partes havia se pronunciado oficialmente após o anúncio de Trump até a última atualização desta reportagem. No entanto, fontes do governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disseram à agência de notícias Reuter que Netanyahu convocou se gabinete para uma "discussão urgente sobre o cessar-fogo no Líbano".
Mais cedo, tanto Trump quanto o governo israelense afirmaram que os líderes dos dois países se falariam, mas o governo libanês disse que o presidente do país, Josephe Aoun, se negou a falar com Netanyahu.
As relações entre os dois países do Oriente Médio, vizinhos, são estremecidas desde a década de 1970. Israel atacou o sul do Líbano em 1978 e novamente em 1982 para combater ofensivas constantes de milícias pró-Palestina.

Drone MQ-4C Triton custa mais de US$ 240 milhões (cerca de R$ 1 bilhão). — Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Após análises de dados feitos por diversos veículos de comunicação indicarem que os Estados Unidos perdeu seu drone MQ-4C Triton, uma de suas aeronaves mais caras, no Oriente Médio, a Marinha americana confirmou a informação.
Um relatório do Comando de Segurança da Marinha dos EUA desta semana revelado pela rede de TV americana CNN destaca que o drone, que custa US$ 240 milhões (mais de R$ 1 bilhão), caiu em 9 de abril. O local exato da queda não foi revelado.
Segundo os dados vistos pela CNN, o drone partiu da Estação Aeronaval de Sigonella, na Itália, e desapareceu no Golfo Pérsico. Ele teve uma queda na altitude de 15 mil para 2 mil metros e perdeu contato.
Ainda não se sabe se ele foi abatido por forças iranianas. A Marinha dos EUA, por enquanto, apenas confirmou o desaparecimento.
A Northrop Grumman, que é a fabricante, diz que essa é a 'principal aeronave não tripulada do mundo para inteligência, vigilância, reconhecimento e direcionamento marítimo'. Ela pode alcançar 8,5 mil milhas náuticas e tem motor a jato.
Irã pratica 'pirataria' e 'terrorismo' no Estreito de Ormuz, afirma secretário de Defesa dos EUA
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, ameaçou o Irã em uma coletiva de imprensa no Pentágono nesta quinta-feira (16), acusando o país de 'pirataria' e 'terrorismo' no Estreito de Ormuz.
Ele afirmou que os EUA estão prontos para retomar os combates com 'mais poder do que nunca' caso o atual cessar-fogo chegue ao fim.
As declarações de Hegseth surgem em meio a esforços para retomar as negociações diretas entre os EUA e o Irã, e após o presidente americano Donald Trump ter indicado que a guerra pode estar perto do fim. O atual cessar-fogo de duas semanas deve terminar em 22 de abril.
Ao iniciar a coletiva de imprensa, Hegseth afirma que os EUA estão fortalecendo seu poderio militar, enquanto alega que o Irã é incapaz de reconstruir sua própria força. Ele diz que os EUA estão 'totalmente preparados para retomar as operações de combate'.
'Esta não é uma luta justa', diz ele. Ele acrescenta que, enquanto o Irã 'está se reerguendo de instalações bombardeadas e devastadas, nós só estamos ficando mais fortes'.
'Estamos recarregando com mais poder do que nunca e com informações mais precisas do que nunca, à medida que você se expõe, com seus movimentos, ao nosso olhar atento'.
Hegseth afirma que o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, uma via crucial para o abastecimento global de petróleo, não equivale ao controle da hidrovia. O Irã tem exigido o controle contínuo do estreito nas negociações para o fim da guerra.
'Você não pode controlar nada. Para ser claro, ameaçar disparar mísseis e drones contra navios, navios comerciais que estão transitando legalmente em águas internacionais, isso não é controle. Isso é pirataria. Isso é terrorismo. A Marinha dos Estados Unidos controla o tráfego que entra e sai do estreito porque temos recursos e capacidades reais, e estamos realizando esse bloqueio'.
Ele acrescenta que os EUA garantirão que 'o Irã jamais possua uma arma nuclear'.
Pete afirma que, em vez de continuar em conflito, o Irã pode iniciar negociações com os EUA e 'escolher um futuro próspero, uma ponte de ouro, e esperamos que o faça'.

Marcel Phillipe Santos Martins- Foto CBF
ASA e CSA se enfrentam no domingo (19), pela 4ª rodada do Grupo A-10, do Campeonato Brasileiro da Série D.
O confronto alagoano, válido pela competição nacional, será às 17h, no estádio Coaracy da Mata Fonseca e terá arbitragem do estado de Sergipe.
Marcel Phillipe Santos Martins apita o jogo, sendo assistido pelos alagoanos Rondinelle dos Santos Tavares e Maxwell Rocha Silva.
Quarto Árbitro: Jonata de Souza Gouveia
