
Anna Moneymaker/Getty Images
Um relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos incluiu o Brasil na lista de países considerados como as principais fontes de substâncias químicas para a produção de drogas em nível global.
De acordo com o documento obtido pela coluna e produzido pelo governo de Donald Trump, o Brasil está entre os “países e jurisdições identificados como principais fontes de substâncias químicas precursoras ou essenciais utilizadas na produção de narcóticos ilícitos”.
O país governado pelo presidente Lula (PT) aparece ao lado de nações como China, Venezuela, Coreia do Norte, Colômbia, Índia, México, Bolívia, Afeganistão e Tailândia. Segundo o Departamento, o Brasil atua como fornecedor de matéria-prima para a produção de entorpecentes em diversos continentes, incluindo países vizinhos da América do Sul.
“Esses insumos continuam sendo desviados por rotas ilegais e utilizados na produção de cocaína no país”, descreve o estudo sobre a situação da Bolívia. “Relatórios indicam que a maior parte desses produtos químicos tem origem no Brasil, na Argentina, no Chile e na China”, aponta.
O relatório do Departamento de Estado dos EUA é um dos principais instrumentos usados por Washington para avaliar como os países enfrentam o narcotráfico e a lavagem de dinheiro. O texto analisa questões como legislações, a atuação de autoridades, a eficiência do Judiciário e o grau de cooperação internacional, funcionando como um diagnóstico global sobre o combate ao crime organizado.
Além de mapear rotas do tráfico e estruturas financeiras ilícitas, o relatório orienta decisões de política externa dos Estados Unidos, influenciando acordos bilaterais, parcerias de segurança e até medidas de pressão diplomática.

Mudança da escala 6x1 teve grande adesão nas redes sociais e impulsionou projetos no Congresso — Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O projeto de lei enviado pelo governo que põe fim à escala de trabalho 6x1 deve ser analisado pelo Congresso em até três meses para depois ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse na última quarta-feira (15) o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
“O projeto de lei com regime de urgência garante, no máximo, 45 dias de tramitação na Câmara e outros 45 dias no Senado. Estamos falando de cerca de três meses para que isso seja aprovado, vire lei e seja sancionado pelo presidente Lula”, disse.
A mensagem ao Congresso sobre o projeto foi enviada na noite de terça (14), e o texto foi protocolado na manhã da última quarta-feira (15), após uma conversa do governo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
O parlamentar patrocinava uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o mesmo tema, mas, como esse tipo de proposta tem uma tramitação mais demorada — com risco de não ser aprovada antes das eleições —, o governo optou por enviar o projeto de lei com urgência.
O texto do projeto de lei prevê a redução da carga horária semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com a escala limitada a, no máximo, cinco dias de trabalho e dois de folga.
“Se for uma escala 4x3, serão 10 horas de trabalho diárias, mas isso passa a ser objeto de negociação em convenção coletiva”, disse o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.
A PEC em tramitação na Câmara reduz a quantidade de horas de trabalho prevista na Constituição. Segundo os ministros, não há problema em a proposta continuar tramitando paralelamente, mas o governo quer dar celeridade à redução da escala, e uma PEC tem um processo mais demorado.
Segundo Marinho, apesar de a jornada de 44 horas semanais estar prevista na Constituição, ela pode ser reduzida por meio de projeto de lei — mas não ampliada —, o que, segundo ele, resolve a situação.
“Pode ser que, com a entrada em vigor do projeto de lei, a redução da jornada passe a valer e, depois, seja consolidada por meio de uma PEC, para impedir que governos futuros tentem aumentar a carga horária”, disse o ministro, citando o caso da Argentina, onde o governo de Javier Milei aprovou um aumento da jornada de trabalho para 12 horas diárias.

Condomínio de prédios do programa Minha Casa, Minha Vida em Manaus — Foto: Clóvis Miranda/Semcom/Prefeitura de Manaus/Divulgação
A Caixa Econômica Federal informou que começa a operar o financiamento do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) com as novas regras na próxima quarta-feira (22). As mudanças ampliam o alcance do programa para imóveis de até R$ 600 mil e para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.
Na prática, também elevam os limites de renda e de valor dos imóveis em todas as faixas do programa, facilitando a compra de unidades maiores ou melhor localizadas, com juros abaixo dos praticados no mercado.
Especialistas consultadas pelo g1 afirmam que as novas regras devem favorecer principalmente a classe média, permitindo que uma parcela significativa volte a buscar e financiar imóveis. Até então, esse grupo enfrentava restrições maiores, diante de juros elevados e das limitações do MCMV.
Segundo o governo federal, ao menos 87,5 mil famílias brasileiras devem ser beneficiadas com taxas mais baixas.
Entenda as mudanças — e como ampliam o acesso aos imóveis
💰 1. Novos limites de renda por faixa
Faixa 1: passou de R$ 2.850 para até R$ 3.200
Faixa 2: passou de R$ 4.700 para até R$ 5.000
Faixa 3: passou de R$ 8.600 para até R$ 9.600
Faixa 4: passou de R$ 12.000 para até R$ 13.000
📌 Os juros cobrados nos financiamentos dentro do programa aumentam gradualmente conforme a faixa de renda. Dessa forma, a ampliação dos limites beneficiou diretamente famílias que estavam próximas das faixas de corte e que passam a ter acesso a juros menores.
🏠 EXEMPLO 1: Quem tinha renda entre R$ 4.700,01 e R$ 5 mil e se enquadrava na faixa 3 passa agora para a faixa 2. Esse grupo tinha acesso a juros de 8,16% ao ano. Agora, passa a ter taxas de 7% ao ano, explica a advogada Daniele Akamine, especialista em mercado imobiliário.
🏘️ EXEMPLO 2: Quem tinha renda entre R$ 8.600,01 e R$ 9.600 e se enquadrava na faixa 4 passa agora para a faixa 3. Esse grupo tinha acesso a juros de cerca de 10% ao ano. Agora, passa a ter taxas de até 8,16% ao ano.
🏢 2. Novos valores máximos dos imóveis
Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil a R$ 275 mil, a depender da localidade;
Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil;
Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil.
📌 O valor máximo dos imóveis financiados pelo Minha Casa, Minha Vida também aumentou, o que permite o acesso a unidades maiores ou melhor localizadas.
🏠 EXEMPLO 1: Quem se enquadra na faixa 3 passa a ter acesso a imóveis de até R$ 400 mil dentro do programa, um aumento de R$ 50 mil em relação ao limite anterior. Na prática, isso amplia o leque de opções a uma nova prateleira de imóveis.
🏘️ EXEMPLO 2: Quem se enquadra na faixa 4 passa a ter acesso a imóveis de até R$ 600 mil dentro do MCMV, um acréscimo de R$ 100 mil em comparação com o limite anterior. O efeito, nesse caso, é semelhante: amplia o acesso a imóveis de padrão mais elevado.
Na prática, as novas regras ampliam a capacidade de compra das famílias, afirma a advogada Daniele Akamine. Antes da atualização, os limites não acompanhavam a alta dos preços dos imóveis.
“Com o mesmo salário, é possível adquirir um imóvel melhor ou exigir uma entrada menor, já que o crédito ficou mais acessível e as taxas dentro do programa são mais baixas", diz.
Quais são os efeitos das mudanças?
Segundo o governo, a atualização das faixas inclui cerca de 31,3 mil famílias na faixa 3 do programa e outras 8,2 mil na faixa 4.
Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do FGV Ibre, afirma que o movimento ocorre em meio a um cenário desafiador para parte da classe média.
🔎 Sem acesso ao MCMV, essas famílias passaram a enfrentar juros elevados no financiamento imobiliário, diante de uma taxa básica (Selic) que permaneceu na casa dos 15% durante boa parte do ano passado. A taxa está agora em 14,75%.
“Pessoas que estavam logo acima da faixa de corte do programa agora passam a ser incluídas, ampliando o acesso da classe média à casa própria”, afirma a especialista.
Até abril de 2025, o MCMV alcançava, no máximo, famílias da faixa 3, com renda de até R$ 8 mil — limite ampliado para R$ 8,6 mil naquele mês. Em maio, foi criada a faixa 4, estendendo o programa a famílias com renda de até R$ 12 mil, com juros mais altos, mas ainda abaixo dos praticados no mercado.
As mudanças de abril de 2026 ampliaram o alcance do MCMV para rendas de até R$ 13 mil. Na prática, o teto de acesso ao programa saltou de R$ 8 mil para R$ 13 mil em menos de um ano.
Ana Castelo, do FGV Ibre, lembra que o MCMV atingiu um novo recorde de contratações em 2025. "Quem realmente sustentou o setor de construção no ano passado foi o programa", diz.
"Vivemos um contexto particularmente difícil para a classe média fora do programa. Foi um ano de bom desempenho nas pontas: no Minha Casa, Minha Vida e no nicho de imóveis de alto padrão — que não depende de financiamento", explica.
"No entanto, a renda média fora do programa sofreu bastante, porque as taxas de financiamento ficaram mais altas."
Dados do Ministério das Cidades, compilados por Ana Castelo, mostram que as contratações da faixa 3 dispararam nos últimos anos e ganharam mais relevância dentro do programa.

Ministro da Fazenda, Dario Durigan | Divulgação/Washington Costa/MF
Em coletiva a jornalistas em Washington depois de uma semana de compromissos no FMI e no Banco Mundial, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na sexta-feira (17) que a equipe econômica tem pronto o programa para renegociar dívidas demandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durigan indicou que os termos da proposta podem ser apresentados já na próxima semana com a volta do petista de viagem à Espanha, Alemanha e Portugal.
Conforme o ministro, a renegociação será dividida em três frentes: para as famílias, para trabalhadores informais e para pequenas empresas.
Durigan explicou que o objetivo central é reduzir as dívidas acumuladas em linhas de crédito caras, como cartões e Crédito Direto ao Consumidor (CDC), que não exigem garantias, mas cobram juros elevados em contrapartida. Feita a renegociação com os bancos, o governo entrará como garantidor para transferir esses tomadores de crédito para linhas “mais racionais e baratas", conforme Durigan, onde se oferece algum bem de garantia ao banco, como o próprio faturamento.
Como mostrou o SBT News, a alta taxa de inadimplência e endividamento entre as famílias brasileiras está associada ao crédito encarecido com a Selic em dois dígitos.Com isso, há um estimulo a alternativas mais custosas de acesso ao dinheiro, como cheques especiais e cartões de crédito, o que traz ums solução para despesas pendentes no curto prazo, mas expande e prolonga a dívida no médio e longo prazo.
A inadimplência com o rotativo do cartão de crédito, por exemplo, chegou a 64,5% em dezembro do ano passado. A linha de crédito é a mais cara do mercado, com juros que superam os 400% ao ano.
O tema ganhou a atenção de Lula nas últimas semanas, que pediu à equipe econômica soluções para que os indicadores da economia sejam traduzidos em qualidade de vida da população. Em ano eleitoral, a preocupação do petista com o endividamento familiar e com a redução do poder de compra dos brasileiros passou a ser externada em agendas recentes.
Dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) indicam que o endividamento dos brasileiros atingiu recorde histórico em março de 2026, alcançando mais de 80% dos lares.

Declaração do Imposto de Renda na Receita Federal | Divulgação

CRB 0 x 1 Juventude- Foto: Ailton Cruz
Em jogo realizado na noite deste sábado (18), o CRB perdeu para o Juventude por 1 a 0, no estádio Rei Pelé, em Maceió, valendo pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Allanzinho marcou o único gol da partida, no primeiro tempo.
O Galo encerrou a partida com um jogador a menos, uma vez que o lateral direito Hereda foi expulso no primeiro tempo.
Com o resultado, o CRB acumula nove jogos sem vencer na temporada e, na Série B, ainda não conseguiu ganhar nenhuma partida, aumentando a pressão contra a equipe e o trabalho do técnico Eduardo Barroca.
Na classificação, o Galo ocupa a 19ª posição na tabela, com apenas dois pontos somados. O time gaúcho, por sua vez, subiu para a 9ª colocação com 7 pontos.
O CRB voltará a campo na quarta-feira (22), quando encara o Fortaleza (CE), na Arena Castelão, em Fortaleza/CE, às 20h30, pelo jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil.
No domingo (26), enfrentará o Criciúma no Estádio Heriberto Hülse, em Criciúma, às 20h30, pela Série B.
O Juventude voltará a jogar no próximo sábado (25), às 21h, recebendo o Londrina, no estádio Alfredo Jaconi, pela 5ª rodada da Série B.

Aliança 1 x 1 Zumbi- Foto: Reprodução FAF TV
Matéria atualizada no domingo (19)
Na abertura da 2ª rodada do Campeonato Alagoano da segunda divisão, Desportivo Aliança e Zumbi empataram por 1 a 1, jogando na tarde de sábado (18), no estádio Manoel Ferreira de Amorim, em São Miguel dos Campos.
Jogos de domingo (19)
Em Teotônio Vilela, no Estádio Medalhão: Sporting 4 x 1 Miguelense
Em Coruripe, no estádio Gerson Amaral: São Domingos 0 x 0 Jaciobá
Classificação
1º Sporting com 6 pontos
2º Zumbi com 4 pontos
3º Miguelense com 3 pontos,
4º Desportivo Aliança com 1 ponto
5º Jaciobá 1 ponto
6º São Domingos 1 ponto

Suspeito usou carro para avançar contra a vítima. Foto: Reprodução
Um homem é suspeito de tentar atropelar a ex-companheira e ferir outras duas pessoas neste sábado (18), no conjunto Teotônio Vilela, bairro Mata do Rolo, em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. Após a ação, ele fugiu do local.
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito, que não teve o nome divulgado, conduzia um Volkswagen Gol de cor prata quando teria avançado o veículo contra a mulher. Ela conseguiu evitar o impacto direto, mas caiu durante a tentativa de atropelamento e sofreu escoriações leves.
Outras duas vítimas — uma mulher de 32 anos e uma adolescente de 14 — também ficaram feridas. Segundo o boletim de ocorrência, ambas são familiares da ex-companheira e foram atingidas no momento da investida. As três receberam atendimento médico.
Equipes da Polícia Militar realizaram buscas na região logo após o ocorrido, mas o suspeito não foi encontrado até o fechamento desta matéria.
A polícia solicita que informações sobre o paradeiro do homem sejam repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia, pelo número 181.

Cartão bolsa família - (crédito: Foto: Lyon Santos/Agência Brasil)
Com o início dos pagamentos do Bolsa Família de abril de 2026, milhões de famílias voltam sua atenção para as regras do programa. Manter o benefício ativo exige o cumprimento de uma série de compromissos nas áreas de saúde e educação, e o descumprimento pode levar à suspensão do auxílio.
Essas exigências, conhecidas como condicionalidades, são a contrapartida que o governo federal solicita para garantir que as crianças e adolescentes das famílias beneficiárias tenham acesso a direitos básicos. O programa, que além do valor base oferece adicionais como o Benefício Primeira Infância (R$ 150) e o Benefício Variável Familiar (R$ 50), depende desse acompanhamento para funcionar. O monitoramento é constante e o sistema cruza dados para identificar inconsistências que podem gerar bloqueios.
Entender os motivos que levam à suspensão é fundamental para garantir a continuidade do recebimento do valor mensal. A falha no cumprimento de qualquer um dos critérios pode impactar diretamente o orçamento doméstico.
As principais razões para o bloqueio do Bolsa Família estão ligadas à atualização cadastral e ao acompanhamento das famílias. É crucial estar atento aos seguintes pontos:
Renda familiar: a renda por pessoa da família não pode ultrapassar o limite de R$ 218 mensais. Qualquer alteração que eleve essa média, como um novo emprego, precisa ser comunicada imediatamente no Cadastro Único (CadÚnico).
Cadastro Único desatualizado: as informações do CadÚnico devem ser atualizadas obrigatoriamente no prazo máximo de 24 meses (dois anos) ou sempre que houver mudança de endereço, telefone ou na composição familiar, como nascimento de um filho ou saída de um membro da casa.
Frequência escolar baixa: é exigida a presença mínima de 60% para crianças de 4 e 5 anos. Para beneficiários de 6 a 18 anos que ainda não concluíram a educação básica, a frequência mínima exigida é de 75%.
Falta de acompanhamento de saúde: crianças menores de 7 anos precisam estar com a carteira de vacinação em dia e passar pelo acompanhamento nutricional. Gestantes devem realizar o pré-natal corretamente.
Vale ressaltar a existência da "Regra de Proteção". Famílias cuja renda por pessoa ultrapasse os R$ 218, mas permaneça abaixo de meio salário mínimo, não são imediatamente desligadas. Elas podem continuar no programa por até dois anos, recebendo 50% do valor do benefício, desde que mantenham o cadastro atualizado.
O descumprimento de uma dessas regras não resulta no cancelamento imediato. Inicialmente, a família recebe uma advertência. Se a situação persistir, o benefício é bloqueado por um mês. Em caso de reincidência, a suspensão pode ser de dois meses, seguida pelo cancelamento.
Para evitar qualquer problema, é fundamental que o responsável familiar mantenha todos os dados corretos. Em caso de dúvidas ou necessidade de atualização, a orientação é procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo ou o setor responsável pelo Bolsa Família em seu município.

Segundo o IBGE, a partir dos 30 anos, o percentual de mulheres era superior ao dos homens em todos os grupos de idade. - (crédito: Reprodução/Freepik)
A população brasileira está envelhecendo e a participação de jovens vem diminuindo. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados na sexta-feira (17/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a parcela de pessoas com menos de 30 anos caiu de 49,9% em 2012 para 41,4% em 2025.
A população com 30 anos ou mais cresceu no período de 2012 a 2025, passando de 50,1% para 58,6%. Já a população idosa avançou 5,3 pontos percentuais, de 11,3% para 16,6% no mesmo intervalo. Entre os idosos, destaca-se o aumento da parcela de pessoas com 65 anos ou mais, que chegou a 11,6% da população total em 2025.
De acordo com o IBGE, a população com menos de 30 anos não apenas perdeu participação relativa, como também encolheu em termos absolutos: caiu 10,4%, passando de 98,2 milhões em 2012 para 88,0 milhões em 2025.
A população masculina apresenta perfil etário mais jovem que a feminina. Em 2025, em todas as faixas até 24 anos, o número de homens superava o de mulheres. No grupo de 25 a 29 anos, os contingentes eram praticamente iguais, com 3,9% da população total cada. A partir dos 30 anos, no entanto, as mulheres passam a ser maioria em todas as faixas etárias.
Segundo o relatório, a mortalidade dos homens é maior que a das mulheres em cada grupo etário, por isso a proporção entre os sexos tende a diminuir com o aumento da idade. Há mais mulheres idosas do que homens. Entre os que têm 65 anos ou mais, o instituto aponta que há, aproximadamente, 75,9 homens para cada 100 mulheres.
O Instituto estima que a Região Norte apresentou a maior concentração populacional nos grupos mais jovens, com 41,5% de sua população com menos de 24 anos de idade, em 2025. As Regiões Sudeste e Sul, por outro lado, registraram os menores percentuais de população nessa faixa, com 31,1% e 31,7%, respectivamente, e a média nacional situou-se em 33,7%.
