Em jogo realizado na noite deste sábado (18), o CRB perdeu para o Juventude por 1 a 0, no estádio Rei Pelé, em Maceió, valendo pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Allanzinho marcou o único gol da partida, no primeiro tempo.
O Galo encerrou a partida com um jogador a menos, uma vez que o lateral direito Hereda foi expulso no primeiro tempo.
Com o resultado, o CRB acumula nove jogos sem vencer na temporada e, na Série B, ainda não conseguiu ganhar nenhuma partida, aumentando a pressão contra a equipe e o trabalho do técnico Eduardo Barroca.
Na classificação, o Galo ocupa a 19ª posição na tabela, com apenas dois pontos somados. O time gaúcho, por sua vez, subiu para a 9ª colocação com 7 pontos.
O CRB voltará a campo na quarta-feira (22), quando encara o Fortaleza (CE), na Arena Castelão, em Fortaleza/CE, às 20h30, pelo jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil.
No domingo (26), enfrentará o Criciúma no Estádio Heriberto Hülse, em Criciúma, às 20h30, pela Série B.
O Juventude voltará a jogar no próximo sábado (25), às 21h, recebendo o Londrina, no estádio Alfredo Jaconi, pela 5ª rodada da Série B.
Aliança 1 x 1 Zumbi- Foto: Reprodução FAF TV
Na abertura da 2ª rodada do Campeonato Alagoano da segunda divisão, Desportivo Aliança e Zumbi empataram por 1 a 1, jogando na tarde deste sábado (18), no estádio Manoel Ferreira de Amorim, em São Miguel dos Campos.
Com 4 pontos, o Zumbi - comandado pelo técnico Jaelson Marcelino- lidera a competição. Já o Desportivo Aliança conquistou seu primeiro ponto.
Jogos de domingo (19)
Em Teotônio Vilela, no Estádio Medalhão: Sporting x Miguelense, às 15h.
Em Coruripe, no estádio Gerson Amaral: São Domingos x Jaciobá, às 15h
Classificação
1º Zumbi com 4 pontos
2º Miguelense com 3 pontos, 2 gols marcados, 1 sofrido e saldo de 1 gol
3º Sporting com 3 pontos, 1 gol marcado, não sofreu nenhum, saldo de 1 gol
4º Desportivo Aliança com 1 ponto
5º Jaciobá não pontuou
6º São Domingos não pontuou
Suspeito usou carro para avançar contra a vítima. Foto: Reprodução
Um homem é suspeito de tentar atropelar a ex-companheira e ferir outras duas pessoas neste sábado (18), no conjunto Teotônio Vilela, bairro Mata do Rolo, em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. Após a ação, ele fugiu do local.
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito, que não teve o nome divulgado, conduzia um Volkswagen Gol de cor prata quando teria avançado o veículo contra a mulher. Ela conseguiu evitar o impacto direto, mas caiu durante a tentativa de atropelamento e sofreu escoriações leves.
Outras duas vítimas — uma mulher de 32 anos e uma adolescente de 14 — também ficaram feridas. Segundo o boletim de ocorrência, ambas são familiares da ex-companheira e foram atingidas no momento da investida. As três receberam atendimento médico.
Equipes da Polícia Militar realizaram buscas na região logo após o ocorrido, mas o suspeito não foi encontrado até o fechamento desta matéria.
A polícia solicita que informações sobre o paradeiro do homem sejam repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia, pelo número 181.
Cartão bolsa família - (crédito: Foto: Lyon Santos/Agência Brasil)
Com o início dos pagamentos do Bolsa Família de abril de 2026, milhões de famílias voltam sua atenção para as regras do programa. Manter o benefício ativo exige o cumprimento de uma série de compromissos nas áreas de saúde e educação, e o descumprimento pode levar à suspensão do auxílio.
Essas exigências, conhecidas como condicionalidades, são a contrapartida que o governo federal solicita para garantir que as crianças e adolescentes das famílias beneficiárias tenham acesso a direitos básicos. O programa, que além do valor base oferece adicionais como o Benefício Primeira Infância (R$ 150) e o Benefício Variável Familiar (R$ 50), depende desse acompanhamento para funcionar. O monitoramento é constante e o sistema cruza dados para identificar inconsistências que podem gerar bloqueios.
Entender os motivos que levam à suspensão é fundamental para garantir a continuidade do recebimento do valor mensal. A falha no cumprimento de qualquer um dos critérios pode impactar diretamente o orçamento doméstico.
O que pode bloquear seu benefício?
As principais razões para o bloqueio do Bolsa Família estão ligadas à atualização cadastral e ao acompanhamento das famílias. É crucial estar atento aos seguintes pontos:
Renda familiar: a renda por pessoa da família não pode ultrapassar o limite de R$ 218 mensais. Qualquer alteração que eleve essa média, como um novo emprego, precisa ser comunicada imediatamente no Cadastro Único (CadÚnico).
Cadastro Único desatualizado: as informações do CadÚnico devem ser atualizadas obrigatoriamente no prazo máximo de 24 meses (dois anos) ou sempre que houver mudança de endereço, telefone ou na composição familiar, como nascimento de um filho ou saída de um membro da casa.
Frequência escolar baixa: é exigida a presença mínima de 60% para crianças de 4 e 5 anos. Para beneficiários de 6 a 18 anos que ainda não concluíram a educação básica, a frequência mínima exigida é de 75%.
Falta de acompanhamento de saúde: crianças menores de 7 anos precisam estar com a carteira de vacinação em dia e passar pelo acompanhamento nutricional. Gestantes devem realizar o pré-natal corretamente.
Vale ressaltar a existência da "Regra de Proteção". Famílias cuja renda por pessoa ultrapasse os R$ 218, mas permaneça abaixo de meio salário mínimo, não são imediatamente desligadas. Elas podem continuar no programa por até dois anos, recebendo 50% do valor do benefício, desde que mantenham o cadastro atualizado.
O descumprimento de uma dessas regras não resulta no cancelamento imediato. Inicialmente, a família recebe uma advertência. Se a situação persistir, o benefício é bloqueado por um mês. Em caso de reincidência, a suspensão pode ser de dois meses, seguida pelo cancelamento.
Para evitar qualquer problema, é fundamental que o responsável familiar mantenha todos os dados corretos. Em caso de dúvidas ou necessidade de atualização, a orientação é procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo ou o setor responsável pelo Bolsa Família em seu município.
Segundo o IBGE, a partir dos 30 anos, o percentual de mulheres era superior ao dos homens em todos os grupos de idade. - (crédito: Reprodução/Freepik)
A população brasileira está envelhecendo e a participação de jovens vem diminuindo. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados na sexta-feira (17/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a parcela de pessoas com menos de 30 anos caiu de 49,9% em 2012 para 41,4% em 2025.
A população com 30 anos ou mais cresceu no período de 2012 a 2025, passando de 50,1% para 58,6%. Já a população idosa avançou 5,3 pontos percentuais, de 11,3% para 16,6% no mesmo intervalo. Entre os idosos, destaca-se o aumento da parcela de pessoas com 65 anos ou mais, que chegou a 11,6% da população total em 2025.
De acordo com o IBGE, a população com menos de 30 anos não apenas perdeu participação relativa, como também encolheu em termos absolutos: caiu 10,4%, passando de 98,2 milhões em 2012 para 88,0 milhões em 2025.
A população masculina apresenta perfil etário mais jovem que a feminina. Em 2025, em todas as faixas até 24 anos, o número de homens superava o de mulheres. No grupo de 25 a 29 anos, os contingentes eram praticamente iguais, com 3,9% da população total cada. A partir dos 30 anos, no entanto, as mulheres passam a ser maioria em todas as faixas etárias.
Segundo o relatório, a mortalidade dos homens é maior que a das mulheres em cada grupo etário, por isso a proporção entre os sexos tende a diminuir com o aumento da idade. Há mais mulheres idosas do que homens. Entre os que têm 65 anos ou mais, o instituto aponta que há, aproximadamente, 75,9 homens para cada 100 mulheres.
O Instituto estima que a Região Norte apresentou a maior concentração populacional nos grupos mais jovens, com 41,5% de sua população com menos de 24 anos de idade, em 2025. As Regiões Sudeste e Sul, por outro lado, registraram os menores percentuais de população nessa faixa, com 31,1% e 31,7%, respectivamente, e a média nacional situou-se em 33,7%.
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O Ministério das Relações Exteriores atualizou o número de brasileiros mortos e desaparecidos na guerra da Ucrânia. Ao Metrópoles, o Itamaraty informou que foi oficialmente notificado por autoridades ucranianas e russas sobre 30 mortes e 64 casos de brasileiros considerados “desaparecidos em combate” até o momento.
Segundo a chancelaria brasileira, os dados incluem apenas ocorrências formalmente comunicadas pelos governos dos dois países envolvidos no conflito.
O novo balanço representa um aumento em relação aos números divulgados em fevereiro deste ano, quando o Itamaraty registrava 22 brasileiros mortos e 44 desaparecidos.
Um dos casos recentes é o de Felipe de Almeida Borges, de 25 anos, natural de Rubinéia, no interior de São Paulo. A morte do jovem foi confirmada pela mãe, Clarice Batista de Almeida.
Felipe havia viajado para a Espanha em novembro de 2025 e, sem avisar a família, seguiu para a Ucrânia após se alistar para atuar no conflito.
Brasileiros na guerra da Ucrânia
De acordo com o Itamaraty, tem crescido o número de brasileiros que deixam o país para lutar na guerra, muitas vezes sem comunicar parentes.
O recrutamento ocorre, em geral, de forma on-line, por meio de páginas oficiais das Forças Armadas estrangeiras.
Recentemente, a Ucrânia passou a disponibilizar sua plataforma de alistamento em português e a atuar em grupos de WhatsApp, Telegram e Signal para atrair voluntários.
Diante do cenário, o governo brasileiro reforçou um alerta sobre os riscos do alistamento em forças armadas estrangeiras. A chancelaria destaca que a prática pode colocar em risco a integridade física dos cidadãos, limitar a assistência consular e até resultar em responsabilização legal.
Em comunicado, o Itamaraty afirmou que brasileiros que aderem a exércitos estrangeiros podem enfrentar dificuldades para deixar o conflito e não têm garantia de apoio financeiro do governo para retorno ao país.
“Não há obrigatoriedade por parte do poder público para o pagamento de passagens ou o custeio de retorno de cidadãos do exterior”, diz a nota.
A recomendação oficial é que ofertas de participação em conflitos armados sejam recusadas.
O ministério informou ainda que as embaixadas do Brasil em Moscou e Kiev permanecem disponíveis para prestar assistência consular aos brasileiros que estejam na região.
Martin Cossarini/picture alliance via Getty Images
A crise econômica na Argentina tem feito consumidores mudarem os hábitos alimentares. Com a carne bovina cada vez mais cara, parte da população passou a buscar alternativas mais baratas. Nesse cenário, a carne de burro ganha espaço no mercado.
Segundo o jornal argentino Página12, a forte alta no preço da carne bovina transformou o produto em item de luxo, frustrando promessas de campanha de Javier Milei de redução de custos e impactando diretamente o consumo.
Nos últimos meses, os preços subiram de forma acelerada no mercado, com aumentos superiores a 10% em apenas um mês. Em alguns casos, cortes populares chegaram a ultrapassar 25 mil pesos argentinos (cerca de R$ 125), o que provocou uma queda de aproximadamente 20% no consumo.
Diante da crise, famílias passaram a reduzir a compra de carne bovina e migraram inicialmente para opções mais baratas, como frango e carne suína, que acabaram também registrando aumento de preços. Em um segundo momento, o consumo foi ainda mais reduzido, com maior procura por alimentos básicos, como ovos.
Inflação persistente muda hábitos alimentares da população
A mudança ocorre em meio a um quadro de inflação persistente na Argentina.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 3,4% em março, acima dos 2,9% registrados em fevereiro, atingindo o maior nível em um ano.
No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 32,6%.
Desde que assumiu a presidência, em dezembro de 2023, Milei implementou um amplo pacote de reformas econômicas.
Entre as medidas estão a paralisação de obras federais, a suspensão de repasses às províncias e a retirada de subsídios em setores como energia e transporte, fatores que aumentaram o custo de vida no país.
Açougues se adaptam no mercado
Com a escalada dos preços, açougues passaram a buscar alternativas para manter as vendas.
Nesse contexto, surgiu a oferta de carne de burro, comercializada por cerca de 7,5 mil pesos o quilo (aproximadamente R$ 37,50), valor significativamente inferior ao da carne bovina.
A iniciativa é liderada pelo produtor rural Julio Cittadini, responsável pelo projeto “Burros Patagones”. Segundo ele, a demanda surpreendeu. “O estoque inicial, que deveria durar uma semana, esgotou em menos de dois dias”, disse.
“O que colocamos à venda acabou em um dia. Em um dia e meio, não havia mais nada”, afirmou.
O empreendimento tem autorização do Ministério da Produção de Chubut e segue normas sanitárias, sendo uma atividade formal dentro do setor agropecuário argentino.
Moradores observam o local de um tiroteio em Kiev , Ucrânia, em 18 de abril de 2026. — Foto: REUTERS/Valentyn Ogirenko
Pelo menos cinco pessoas morreram neste sábado (18) em um bairro residencial de Kiev, anunciou o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, depois que um homem armado abriu fogo e tomou várias pessoas como reféns em um supermercado.
O suspeito "foi abatido durante sua detenção", anunciou nas redes sociais o ministro do Interior, Igor Klimenko. "Ele havia tomado reféns e atirado contra os policiais durante a detenção".
"Até o momento, confirmamos a morte de cinco pessoas. Meus mais profundos pêsames às famílias e aos entes queridos. Dez pessoas foram hospitalizadas com ferimentos e traumatismos", anunciou Zelensky na rede social X. "Quatro reféns foram resgatados", acrescentou.
"As circunstâncias estão sendo esclarecidas", afirmou o presidente, que pediu uma "investigação rápida" sobre o tiroteio.
O prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko, havia anunciado o tiroteio e "uma operação especial para deter o homem que abriu fogo e está dentro de um supermercado".
Brasil é o quinto maior mercado mundial de bets, segundo levantamento recente. — Foto: Getty Images via BBC
Pesquisa Quaest, divulgada nesta semana, aponta que 29% dos brasileiros dizem ter o costume de fazer apostas esportivas pela internet, em bets. Outros 71% dos entrevistados responderam que não costumam apostar.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa também verificou sobre a prática de apostas esportivas em diferentes recortes, como região, sexo, faixa etária e renda.
Veja abaixo os percentuais de respostas para a pergunta "Você tem costume de fazer apostas esportivas pela internet?" em diferentes estratos:
Por região
Confira os resultados por região:
Sul: Sim (37%) | Não (63%)
Sudeste: Sim (29%) | Não (71%)
Centro-Oeste / Norte: Sim (27%) | Não (73%)
Nordeste: Sim (25%) | Não (75%)
Por sexo
No recorte por gênero, 33% dos homens costumam apostar, enquanto entre as mulheres o índice é de 21%.
Feminino
Sim: 27%
Não: 79%
Masculino
Sim: 33%
Não: 67%
Idade
Em relação a idade, o percentual de quem diz ter costume de apostar em bets é de 27% entre pessoas com entre 16 e 34 anos; 30% entre 35 e 59 anos; e 30% entre aqueles com 60 anos ou mais. Apostas esportivas só são permitidas para quem tem idade a partir de 18 anos, de acordo com a lei brasileira.
16 a 34 anos: 27% apostam
35 a 59 anos: 30% apostam
60 anos ou mais: 30% apostam
Renda
Entre quem tem renda familiar de 2 a 5 salários mínimos, 32% responderam ter costume de fazer apostas. O índice é de 26% entre quem recebe mais de 5 salários mínimos e de 24% entre quem ganha até 2 salários mínimos.
Religião
A religião também interfere no resultado da pesquisa. Um percentual menor de evangélicos (23%) disse apostar em bets, na comparação com católicos (34%).
Posicionamento político
Quando se compara a resposta dada de acordo com o posicionamento político do entrevistado, 33% dos bolsonaristas afirmam fazer apostas esportivas pela internet.
O número é de 31% entre eleitores independentes - que não se identificam como esquerda, esquerda, lulista ou bolsonarista.
Entre a esquerda não-lulista, 27% responderam que costumam apostar, e entre os lulistas, 26%. A direita não-bolsonarista registrou 25% de adeptos a bets.
crédito: Foto porGIUSEPPE CACACE / AFP
O Irã reverteu neste sábado (18) a decisão de reabrir o Estreito de Ormuz e mais uma vez reimpôs restrições à via navegável. A decisão foi comunicada pela primeira vez por um porta-voz militar à agência estatal iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do país.
De acordo com a agência de notícias Reuters, embarcações mercantes foram avisadas pela marinha iraniana, via rádio, que o Estreito de Ormuz está fechado novamente e que nenhum navio está autorizado a passar.
O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbia afirmou que a passagem segue sob controle rigoroso das Forças Armadas iranianas e que continuará bloqueando o trânsito pelo estreito enquanto o bloqueio americano aos portos iranianos permanecer em vigor.
“Como resultado, o controle sobre o Estreito de Ormuz foi restabelecido ao seu estado anterior, e essa via marítima estratégica está sob gestão e controle rigorosos das Forças Armadas”, acrescentou o porta-voz.
O novo comunicado iraniano confirma o que o país já havia anunciado na sexta-feira (17), dizendo que caso os Estados Unidos mantivessem o bloqueio naval imposto às embarcações que tentam entrar e sair do Irã, a passagem seria fechada.
Também na sexta (17), o presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que o bloqueio militar norte-americano, em vigor no Estreito de Ormuz desde segunda-feira (13), iria continuar mesmo após o Irã anunciar a reabertura total da rota marítima.
Em um post na rede Truth Social, Trump afirmou que só retirará suas tropas da rota depois que as negociações com o Irã estiverem "100% concluídas", mas que o estreito "está completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego".
"O Estreito de Ormuz está completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego, mas o bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã, somente, até que nossas negociações com o Irã estejam 100% concluídas. Esse processo deverá ser bastante rápido, visto que a maioria dos pontos já foi negociada", escreveu.
A reabertura do Estreito de Ormuz é uma das principais reivindicações dos EUA nas negociações por um acordo de paz entre os dois países, que estão sendo mediadas pelo Paquistão.
No começo desta sexta-feira, os líderes da França, Emmanuel Macron, e do Reino Unido, Keir Starmer, reuniram colegas de dezenas de outros países, sem a presença dos Estados Unidos, para debater planos para a reabertura do estreito.
🔎 Contexto: o estreito é uma das principais vias marítimas para o comércio global de petróleo. A interrupção do transporte pelo canal nas últimas semanas fez os preços da commodity dispararem no mercado mundial.
Mais cedo, dados do site de monitoramento do transporte marítimo Kpler já mostravam que a circulação pelo estreito havia sido retomada. Três petroleiros iranianos deixaram o Golfo do Irã , transportando 5 milhões de barris de petróleo bruto, os primeiros carregamentos desse tipo desde o bloqueio dos EUA aos portos iranianos, na segunda.
Relembre o impasse em Ormuz
Desde o início da atual guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro, o Irã fechou a passagem pelo Estreito de Ormuz, a única via de saída pelo mar do Golfo Pérsico, onde ficam grandes produtores de petróleo. Pelo estreito, costumam circular navios transportando cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos no mundo.
A via marítima fica entre os territórios do Omã e do Irã, e sua largura não ultrapassa os 35 quilômetros em alguns trechos, o que facilita o controle por parte dos dois países.
O Irã detém a maior parte do território que margeia o estreito, e, em retaliação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, ameaçou atacar qualquer navio que cruzasse o estreito, disparando contra alguns deles e implementando minas navais.
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