
Segundo o Banco Central, TED é a transferência financeira, em tempo real, entre diferentes bancos e demais instituições (financeiras ou de pagamentos) detentoras de conta no Banco Central.
As vítimas relataram que demoraram a perceber que se tratava de um golpe, já que os golpistas enviavam o comprovante da TED realizada por eles e só depois deixava a loja onde praticou o golpe.
Um comerciante, que preferiu não se identificar, disse que teve um prejuízo de mais de R$ 1.200. Ele contou que o golpista se apresentou como empresário, fez uma compra por meio de TED e chegou até a enviar o comprovante da transferência bancária, mas o dinheiro nunca caiu na conta da vítima.
"Chegou aqui como dono de uma loja de construção. Chegou para comprar um equipamento meu, mas eu não queria vender e ele insistiu e até fez uma transferência. Eu perguntei se podia ser um PIX, porque caía na mesma hora, mas ele preferiu fazer uma transferência e disse que esse pagamento ia cair em 30 minutos, mas até agora nada", contou a vítima.
Outra vítima, que tem uma loja no Santos Dumont, disse que também teve prejuízo de mais de R$ 1.000. Ela também não quis se identificar.
"Ele fez a transferência e mandou o comprovante. Na hora, eu olhei o comprovante e para mim estava tudo bem. É uma TED. Ele ficou até aguardando Uber aqui na saída. Depois que ele foi embora, nós olhamos a conta e não tinha nada. Ligamos para o gerente do banco, que disse que não tinha nada agendado para a nossa conta", disse a vítima.
O delegado Sidney Tenório, titular da Delegacia de Crimes Cibernéticos, da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), da Polícia Civil, orienta as vítimas a procurarem a delegacia e também explica como é possível se prevenir.
"Verifica se aquele dinheiro realmente foi pago, por depois que o dinheiro sai da conta e da pessoa sai da loja, dificilmente, ainda que você registre a ocorrência, vai conseguir recuperar o seu dinheiro. Qualquer vítima, de qualquer caso, procure sempre uma delegacia", explicou o delegado.
