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Duas pessoas foram presas em Arapiraca nesta terça-feira (18), por suspeita de fornecer armas a traficantes de Sergipe. A operação foi deflagrada pelo Departamento de Narcóticos (Denarc).
Com eles foram apreendidas duas pistolas, munições, celulares e um veículo. Um dos suspeitos preso é empresário em Arapiraca e já respondeu por porte ilegal de arma de fogo, disparo de arma de fogo e violência doméstica. Ele tem dois documentos de identificação diferentes, ambos de Sergipe e, segundo as investigações, compra e repassa armas de fogo a traficantes.
Os levantamentos começaram no final de julho, quando policiais militares apreenderam droga e uma carabina em um imóvel, em Aracaju. Os policiais descobriram que a arma de fogo havia sido comprada em Maceió. Também identificaram que os envolvidos utilizaram documentos falsos na negociação, incluindo o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf).
No mês de agosto, o empresário alagoano esteve em Aracaju e, usando uma das identidades, comprou uma carabina 9mm em uma loja e repassou a terceiros ainda não identificados.
Após levantamentos e troca de informações com a Polícia Civil de Alagoas, a polícia identificou os dois suspeitos que foram presos em Arapiraca.
O delegado sergipano Ataíde Alves, responsável pelo inquérito, representou pelas prisões temporárias de quatro pessoas: além dos dois suspeitos de Alagoas, um casal de Sergipe que já tem passagem por tráfico de drogas e estava utilizando o imóvel do Bairro Industrial onde a arma e a droga foram apreendidas.
A mulher foi presa por suspeita de tráfico. O companheiro dela, identificado como Bruno Santos de Lima, está foragido. Contra ele, além do mandado de prisão temporária, há um mandado de prisão preventiva expedido em razão de outra investigação em que mais de 100 quilos de maconha, que seriam de Bruno.
A polícia pede que qualquer informação sobre o foragido deve ser repassada através do número 181. A ligação é gratuita e o sigilo é garantido.
Essa foi a primeira fase da investigação, que terá sequência com a troca de informações com polícia de Alagoas. Segundo o Denarc, os levantamentos feitos até o momento indicam que há indícios de tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
A operação recebeu o nome de Parmênides em alusão ao filósofo grego que disse ter encontrado a deusa Verdade.
