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Dois empresários paulistas foram presos na manhã desta quinta-feira (1) em São Paulo pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf) do Ministério Público de Alagoas (MP-AL). As prisões fazem parte da segunda fase da Operação Plástico Quimérico que investiga fraude fiscal. Os presos devem ser transferidos para Maceió ainda nesta quinta.
Os mandados de prisão foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da capital contra os empresários Elias Assum Sabbag e Elias Assum Sabbag Júnior. Eles foram detidos em casa e não ofereceram resistência. Após a prisão, os dois fizeram exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal de São Paulo.
Os presos serão transferidos para Maceió assim que as formalidades legais forem concluídas.
Elias Assum Sabbag é investigado por embaraçar a investigação de infração penal que envolve organização criminosa. Já Elias Assum Sabbag Júnior é diretor da empresa Cartonale e está sendo investigado por suposta prática de corrupção ativa de auditores fiscais. Segundo o MP-AL, ele também seria o chefe da organização criminosa que frauda os fiscos de Alagoas e de São Paulo, além da acusação de falsidade Ideológica.
A investigação do Gaesf aponta que foram emitidas mais de 5.592 mil notas fiscais fraudulentas no valor aproximado de R$ 76 milhões, através de pelo menos cinco empresas de fachada, com informações inverídicas relativas à propriedade e gestão desses estabelecimentos comerciais que, na prática, nunca existiram.
Segundo o MP-AL, os esquemas fraudulentos causaram vultosos prejuízos que estão em apuração pelas Secretarias de Fazenda de Alagoas e São Paulo.
A primeira fase da Operação Plástico Quimérico foi deflagrada no dia 10 de agosto. Treze mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Maceió e outros 9 em cidades da região metropolitana de São Paulo. O nome da operação se refere ao fato de as empresas ligadas à organização criminosa simularem a venda de mercadorias inexistentes para a indústria de plástico.
