
Golpes pela internet crescem em Alagoas e criminosos reinventam modalidades
Em 2021, a Seção de Crimes Cibernéticos da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic) da Polícia Civil registrou uma média mensal de 400 boletins de ocorrência sobre golpes na internet.
Durante a pandemia, esse tipo de crime se tornou ainda mais corriqueiro. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, em 2021 houve um acréscimo de 176,3% em relação à denúncia de crimes em ambientes virtuais quando se comparada às ocorrências de 2020.
Apesar de já ser conhecido por boa parte dos alagoanos, um dos crimes mais comuns é feito por meio do whatsapp, onde o criminoso consegue clonar os dados do usuário.
Como esse tipo de crime começou a ficar conhecido, os golpistas inovaram e começaram a utilizar números diferentes de telefone, se passando pelas vítimas para pedir dinheiro "emprestado". Os criminosos entram em contato com amigos e familiares da vítima e afirmam que trocaram de número. Em seguida, pedem dinheiro emprestado.
Outro golpe corriqueiro é o do falso comprador em aplicativos, sites e comunidades de vendas, como OLX. O corretor de imóveis Roosevelt Lira foi uma das vítimas. Ele fez um anúncio para vender um celular e logo um homem se interessou, se identificando como advogado e de que o aparelho seria para pagar parte de uma dívida.
"Ele pediu para que eu encontrasse com um suposto primo dele no shopping, que seria a pessoa que avaliaria o aparelho. Chegando lá, o cara estava acompanhado da esposa, olhou o celular e decidiu ficar com ele. Eu avisei ao tal advogado e ele me encaminhou um comprovante, mas o dinheiro nunca entrou na minha conta", relatou Roosevelt, que informou que esperaria mais alguns instantes, mas só entregaria o aparelho após o dinheiro cair na conta.
Depois de horas no shopping, Roosevelt descobriu que o suposto primo na verdade também estava sendo vítima do mesmo golpista.
"O cara que estava com a esposa me contou que o golpista havia informado que eu era primo dele e que o aparelho seria para pagar uma dívida minha. Informei que o golpista utilizou o mesmo argumento comigo. Daí ambos percebemos que tínhamos caído num golpe", continuou o relato.
"A outra vítima havia feito um agendamento de transferência no valor de R$2 mil, mas felizmente conseguiu cancelar a tempo", finalizou.
