
Padrasto é preso por morte de bebê de oito meses em Maceió
A Polícia Civil prendeu o padrasto do bebê, de apenas oito meses, que foi encontrado morto com hematomas no corpo e queimaduras nas mãos na casa onde morava com a mãe, no bairro do Tabuleiro, em Maceió. A prisão ocorreu no começo da manhã desta segunda-feira (20).
Rodrigo Bezerra Almeida, 19 anos, teve a prisão decretada pela Justiça. De acordo com o delegado Fábio Costa, que coordenou a prisão do suspeito, o homem revelou em depoimento atos que terminaram com a morte da criança, Lucas Felipe da Silva, 8 meses de idade.
Rodrigo foi levado para a sede da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), no bairro de Chã de Bebedouro, onde será autuado.
Em entrevista, o delegado revelou que no dia do crime o padrasto e a mãe do bebê estavam participando de uma festa. "Temos esse relato que eles estavam na festa e que quando a criança chorou ele pegou a criança e levou para o quintal da casa. Quando retornou a criança já estava com o sangramento na boca", disse Fábio Costa.
O delegado revelou ainda que o bebê apresentava perda de material encefálico, ou seja. "Além do sangramento na boca e pelo nariz, o garoto também apresentava traumatismo craniano e perda de material encefálico", disse o delegado durante a entrevista.
No começo do mês, o delegado Fábio Costa revelou que a mãe e o padrasto da criança disseram em depoimento que os hematomas no corpo do bebê foram causados por uma queda da cama onde a criança dormia.
"Eles disseram para a equipe da DHPP que a criança teria caído da cama e que a noite o padrasto levou a criança para fora de casa para colocar ela para dormir, com a alegação de que era mais ventilado. Ao retornar ele relata que percebeu que a criança havia adormecido, ministraram medicamento e por volta de 1h a criança adormeceu", disse o delegado no começo do mês.
O delegado disse ainda que a equipe do Samu acionou a DHPP por desconfiar dos hematomas encontrados no corpo da criança. "Nós vamos confrontar os laudos com as versões do padrasto e da mãe da criança, de apenas 17 anos de idade para ao final da investigação a gente emitir um posicionamento", informou Costa.
O casal cuidava ainda de outra criança, uma menina de três anos de idade. O Conselho Tutelar avalia se o casal tem condições de cuidar da menina.
