
Cerca de 60 pacientes de urologia estão na fila de espera do SUS por cirurgia em Alagoas
Cerca de 60 pacientes de urologia aguardam uma cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Maceió. Dentre os casos estão pessoas com cálculo renal em situação extrema. A Defensoria Pública do Estado cobra que os procedimentos sejam realizados.
Uma das pacientes é a Dona Maria José, que descobriu uma pedra no rim no ano passado. Ela conta que essa mesma pedra desceu pra o canal da uretra e desde então tem vivido dias de muito sofrimento. “Muita dor, é dor direto. Estou tendo muita infecção urinária também", disse.
Dona Maria José conseguiu marcar a cirurgia pra retirar a pedra três vezes, mas todas elas foram canceladas. A última foi no início desse mês.
A paciente Tainá Santos também descobriu que está com pedras no rim. Um exame no início deste ano mostrou que ela está com 32 pedras, mas a cirurgia está marcada para janeiro do ano que vem. "São dores horríveis. Nunca tinha sentido dor assim", relata.
Tainá e Dona Maria José procuraram a Defensoria Pública do Estado. De acordo com o órgão, existe um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) desde 2016 para que essas cirurgias sejam feitas, mas a realização delas está muito lenta e uma fila se formou.
O defensor público Fabrício Leão Souto disse que, na última quarta-feira (6), uma reunião com representantes de órgãos públicos e hospitais públicos, filantrópicos e privados discutiu sobre a realização das cirurgias.
A defensoria cobrou do Estado e do Município um planejamento para que os procedimentos sejam agilizados.
“Preocupa-nos um possível acúmulo se formando e, nesse sentido, tanto o Estado quanto os Municípios precisam garantir vazão célere casos para evitar que as pessoas, por exemplo, tenham obstrução até mesmo para suas necessidades básicas”, destacou o defensor.
A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) não havia enviado resposta até a publicação da reportagem, às 19h15. Já a Secretaria de Saúde Maceió informou que o TAC firmado com a Defensoria Pública estabeleceu responsabilidade conjunta, cabendo à Sesau 70% e ao Município 30% dos valores por procedimento.
A Secretaria de Saúde de Maceió disse que aguarda a informação do hospital onde são feitas as cirurgias sobre o número de procedimentos que não estão sendo realizados para ampliar esse serviço.
