
secretário de estado da Saúde, Alexandre Ayres
O secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, informou que Alagoas confirmou dois casos da variante delta do Coronavirus na noite desta segunda-feira (09). Um caso foi registrado em Maceió e o outro em Palmeira dos Índios.
A pessoa infectada que mora em Maceió é um homem de 63 anos e não tem histórico de viagem. Segundo a Sesau, o paciente relatou não ser vacinado e que apenas um de seus contatos apresentou sintomas da doença. Ele teve início dos sintomas no dia 23 de junho apresentando febre, dor de cabeça, distúrbios gustativos e distúrbios olfativos. Não referiu gravidade.
A outra pessoa infectada pela variante também é um homem, tem 24 anos e mora em Palmeira dos Índios. Ele começou a sentir os sintomas no dia 30 de junho, apresentando tosse e febre. A Sesau informou que não foi possível contato direto com o paciente, sendo repassado o caso para a Vigilância em Saúde do município para resgatar as informações sobre o caso.
Segundo Alexandre Ayres, isso não muda os planos no enfrentamento a pandemia, já que essa variante já tinha sido registrada em outros estados do Brasil e outros países pelo mundo.
Ainda segundo o secretário, devemos continuar usando mascaras e evitando aglomerações, já que a variante Delta tem uma transmissibilidade maior, ou seja, ela é capaz de infectar mais pessoas em um tempo menor.
A variante delta do coronavírus, chamada de B.1.617, foi registrada pela primeira vez na Índia em outubro do ano passado. Com a explosão de casos na Índia e sua disseminação no Reino Unido, ela passou a preocupar o mundo. Isso ocorreu, segundo os infectologistas, porque provavelmente a variante se tornou mais transmissível após mutações sofridas desde a sua descoberta.
Essa cepa apresenta uma modificação na proteína que fica na superfície do vírus, responsável por se conectar aos receptores das células humanas e dar início à infecção.
Uma variante é resultado de modificações genéticas que o vírus sofre durante seu processo de replicação. Um único vírus pode ter inúmeras variantes. Quanto mais o vírus circula – é transmitido de uma pessoa para outra –, mais ele faz replicações, e maior é a probabilidade de modificações no seu material genético.
