Campanha "Fevereiro Roxo" reforça importância do diagnóstico precoce da Fibromialgia em Alagoas

Por: Rádio Sampaio
 / Publicado em 16/02/2021

Campanha "Fevereiro Roxo" reforça importância do diagnóstico precoce da Fibromialgia em Alagoas

A campanha de diagnóstico precoce da Fibromialgia, doença que não tem cura e que causa dores no corpo, tem sido reforçada por especialistas em Alagoas. Denominado 'Fevereiro Roxo', o mês é dedicado à conscientização da patologia em todo o país.

A reumatologista Inês Mello alerta que descobrir a enfermidade no estágio inicial é fundamental para menos complicações e comorbidades.

"Sem dúvida nenhuma, qualquer doença que é descoberta precocemente traz uma vantagem em termos de abordagem de tratamento. Uma doença que tem o seu tratamento feito de forma inicial traz menos complicações, menos comorbidades e uma forma de adaptação do paciente", afirmou Inês.

Segundo a reumatologista, a doença é conhecida como uma síndrome dolorosa crônica, sem uma causa definida. O paciente tem dificuldade em produzir hormônios e neurotransmissores relacionados ao alívio da dor.

O contador Paulécio Alves foi diagnosticado com a doença há 14 anos. Entre as consequências, ele sofre de dores pelo corpo, alteração no sono e problemas de memorização.

"Eu fui em vários profissionais como reumatologista fisiatra, fiz vários tipos de exames e fui eliminando os tipos de doenças. Ao fim de nove meses, basicamente, um reumatologista fez um exame clínico, onde ele toca certos pontos do corpo para poder fazer o diagnóstico da Fibromialgia", disse Alves.

Assim como o Paulécio, a Aline Damasceno participa da Associação dos Fibromiálgicos de Alagoas. Ela conta quais são as principais dificuldades que enfrenta diariamente. "Todo dia é lutar contra a aquela dor, contra aquela fadiga. É tentar levantar da cama de manhã, que, para mim, é um sacrifício".

Aline reforça que o poder público deve investir em direitos e benefícios para quem tem a doença.

"A gente precisa ter as vagas específicas do reumatologista, do psiquiatra, do neurologista. A gente precisa ter no SUS essa cota para os fibromiálgicos, para que seja detectado e tratado".

Em agosto do ano passado, a Fibromialgia ganhou uma lei sancionada pelo Governo do Estado. A Lei Estadual nº 8.293/20 traz direitos básicos aos pacientes com a doença, que devem recorrer à secretaria de saúde.

"São direitos básicos, como o paciente poder estacionar em uma vaga destinada para o deficiente físico. Além disso, a legislação recomenda que esse paciente tenha um atendimento de forma diferenciada em empresas públicas e privadas", informou o advogado Juliano Pessoa.

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