Lava Jato: Polícia Federal cumpre mandados em Maceió contra desvios na Transpetro

Por: Rádio Sampaio com Cada Minuto
 / Publicado em 19/08/2020

Polícia Federal

Agentes da Polícia Federal em Alagoas estão cumprindo, na manhã desta quarta-feira (19), dois mandados em Maceió durante a 72ª Fase da Operação Lava Jato, denominada “Navegar é Preciso”. Um dos mandados foi cumprido no Norcon Empresarial, no bairro da Mangabeiras, onde os agentes estiveram em duas salas do sexto andar.

A operação investiga os possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, que teriam sido praticados no contexto de licitação e celebração de contratos de compra e venda de navios celebrados pela Transpetro com determinado estaleiro, no âmbito do Promef, que era o programa do Governo Federal para a reestruturação da indústria naval brasileira.

Além de Alagoas, outros mandados são cumpridos em São Paulo e Rio de Janeiro. De acordo com a PF, durante as investigações da Operação Lava Jato, foi identificada uma Organização Criminosa que fraudava o caráter competitivo das Licitações e sistematicamente pagava propina a altos executivos da Petrobrás, bem como a outras empresas a ela relacionadas como a Transpetro, empresa responsável pelo transporte de combustível no País e pela importação e exportação de petróleo e derivados.

Polícia Federal

Foram revelados indícios de que teria havido pagamento de vantagem indevida por parte dos investigados relacionados ao Estaleiro para ocupante de alto cargo na Transpetro à época, em troca do favorecimento e direcionamento do Estaleiro em licitação para celebração do contrato milionário, para a construção e fornecimento de navios, dentre eles aqueles do modelo Panamax, cujo valor global combinado foi de mais de R$857 milhões. Tal contratação teria sido feita, inclusive, desconsiderando estudos de consultorias que apontavam que o Estaleiro em comento não teria as condições técnicas e financeiras adequadas para a construção dos referidos navios.

O nome da operação remete à célebre frase: “Navegar é preciso, viver não é preciso”, do General Romano Pompeu, durante a expansão econômica e territorial de Roma, vez que, no presente caso, a partir da licitação e do contrato de compra e venda dos navios, teria sido engendrado todo o esquema para o desvio dos recursos públicos da TRANSPETRO e pagamento das vantagens indevidas.

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