
secretário de estado da Saúde, Alexandre Ayres
Na coletiva de imprensa virtual desta quarta-feira, dia 13, o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres lamentou os 164 óbitos em decorrência da Covid-19 e comentou que, com 2.761 casos positivos da doença, a rede de UTI de Alagoas “está muito próxima de seu esgotamento”.
Ayres explicou que passou a tarde de hoje reunido com médicos tratando sobre os melhores parâmetros a serem adotados no estado, e reforçou que “o cidadão é o protagonista e depende dele a redução dos casos”. Lembrando que sua prioridade sempre será ouvir a ciência, alertou que a segunda quinzena de maio ‘será muito dura” no enfrentamento à pandemia.
Diante do descaso da população em descumprir as medidas de isolamento social do decreto, o secretário frisou que “hoje estamos com 45% de isolamento e o ideal para sair da curva presente seria ter 60% de isolamento, portanto, novas medidas estão sendo estudadas e se a população não colaborar, cada vez mais terá seus direitos restritos”, afirmou, sem descartar a adoção de medidas mais ostensivas em bairros onde a população está nas ruas.
Ele também comentou a finalização das obras do Hospital Metropolitano, cuja abertura oficial ocorre nesta sexta-feira, dia 15, e a inauguração da Central de Triagem do Benedito Bentes, na próxima segunda-feira. Sobre a Central de Triagem do Sesi, criada em 14 de abril, disse que só hoje mais de 250 pessoas foram atendidas no local.
O Hospital de Campanha, construído no Centro de Convenções com 150 leitos, também será aberto na semana que vem e terá o nome do médico infectologista Celso Tavares. Durante a coletiva, Ayres fez um pedido à bancada federal para ajudar nos apelos ao Ministério da Saúde para que sejam entregues a Alagoas os 30 respirados prometidos desde abril deste ano.
A respeito dos prazos de entrega dos testes realizados no Laboratório Central (Lacen), comentou que a demora é ligada diretamente a situação clínica dos pacientes e voltou a falar que estão sendo priorizadas as pessoas internadas, grupos de risco e também em casos de óbitos.
Após o aumento de casos no interior, o secretário disse que está ampliando a estrutura em Santana do Ipanema. Já a demanda do Hospital Metropolitano será feita pela regulação, para recebimento de pacientes encaminhados pelas centrais de triagem, Upas e unidades de interior. “Não será um hospital de porta aberta”, explicou.
O gestor contou ainda que tem dialogado com os parlamentares alagoanos e que agora “não é hora de campanha política, pois ninguém está a salvo e todos corremos riscos. Não é momento de ideologia, é momento de ouvir a ciência”.
