
Deputados alagoanos cobram ações contra crise econômica
Vai demorar mais alguns dias para traduzir, em números, o impacto da pandemia do novo coronavírus na economia de Alagoas. Mas desde já se sabe que o efeito é devastador, especialmente em negócios que foram afetados diretamente pelas restrições da quarentena.
As vendas de todos os itens, exceto alimentos, estão em queda entre 50% e 70% segundo informações de técnicos da Secretaria da Fazenda de Alagoas. Em setores como o de serviços (hotéis, bares, restaurantes, salões de beleza, transporte complementar etc) a retração chega até 100%.
Como esses setores vão se erguer no período pós pandemia foi o tema discutido durante a sessão da Assembleia Legislativa de Alagoas nessa terça-feira (14).
Na avaliação de alguns deputados estaduais, o governo de Alagoas precisa de um plano para a recuperação da economia, além de medidas emergenciais.
Quem levantou o debate foi o deputado estadual Davi Maia (DEM), que cobrou do governo a apresentação de uma proposta para retomada da economia em Alagoas.
“Temos nos reunido de segunda a sexta-feira durante esse período da pandemia. Até o dia de hoje não foi apresentado nenhum mísero plano de recuperação do Estado. A Assembleia Legislativa faz a sua parte e aponta inúmeros caminhos”, disse durante a sessão.
Maia também reclamou do governo por não ter reunido até o momento o Comitê de Acompanhamento Econômico da Covid-19, anunciado pelo governo em 19 de março. “Até agora não foi feita nenhuma reunião sequer”, afirmou.
O deputado Antônio Albuquerque (PTB), que foi indicado, assim como Davi Maia, para representar a Assembleia Legislativa no comitê reforçou a crítica: “parece que foi criado para funcionar. Tem mais de 50 membros e até o momento não foi instalado”, ponderou.
O debate em torno da falta de medidas econômicas para enfrentamento da crise do novo coronavírus ganhou corpo com a participação de outros deputados.
“Na questão da economia não há ação, parece que esse setor não existe para o Estado”, emendou Cabo Bebeto (PSL). A a deputada Jó Pereira (MDB) criticou a falta de respostas e citou, como exemplo, a situação dos permissionários do transporte complementar.
De acordo com a deputada, são mais de 5 mil famílias (entre 1,3 mil permissionários, motoristas reservas e apontadores) que estão sem renda há quase um mês. “Encaminhamos questões simples, como a suspensão do pagamento de taxas, isenção de IPVA e criação de uma linha de crédito pela Desensolve e o governo não deu até o momento nenhuma resposta”, apontou.
