
Campanha para combater o assédio sexual contra mulheres no carnaval é lançada em AL
O instituto Maria da Penha divulgou nesta semana que o número de mulheres vítimas de assédio sexual cresce durante o período de carnaval, com isso, campanhas visando fortalecer a frase “Não é Não” foram desenvolvidas através de redes sociais e até mesmo envolvendo panfletagem nos principais polos do carnaval alagoano.
A superintendente de políticas para as mulheres da Secretária de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh), Dilma Pinheiro, explicou que durante o carnaval, muitos homens acabam entendendo que a fantasia que aquela mulher usa seja um convite e não é bem assim.
“O clima festivo e a fantasia em que a mulher usa muitas vezes acaba deixando com que o homem entenda que isso seja um convite para que ele possa assediar aquela vítima, mas não é bem assim”, disse Dilma Pinheiro.
Ainda de acordo com Dilma, um dos principais fatores para que esse comportamento venha se perpetuar em meio a sociedade é o machismo. “Por ser uma festa onde historicamente as pessoas acham que tudo é permitido isso acaba existindo e além disso, existe o machismo que infelizmente, ainda é muito forte em meio a sociedade”.
A superintendente também destacou que agora com a lei de importunação sexual o cenário aos poucos pode se modificar. “Agora temos a lei de importunação sexual, possamos acreditar que com isso, tudo possa mudar”.
Dilma recomendou ainda que as mulheres possam se ajudar em meio a situações delicadas. “Quando uma mulher vê a outra passando por uma situação difícil ou até mesmo de assédio propriamente dito, se aproxime, se juntem, se fortaleçam para que possam lutar contra isto”, finalizou.
