
Professor morre envenenado e colega de trabalho é a principal suspeita
Antes de morrer, o professor Odailton Charles Albuquerque Silva, de 50 anos, levantou a suspeita de que pudesse ter sido envenenado por uma colega do Centro de Ensino Fundamental 410 da Asa Norte, escola onde trabalhava em Brasília. Em áudios enviados a amigos enquanto passava mal, ele afirma estar receoso e faz acusações.
O professor morreu na terça-feira (04/02), após cinco dias internado no Hospital Regional da Asa Norte. Ele passou mal na escola, após tomar um suco que teria sido oferecido pela colega.
A família registrou uma ocorrência por homicídio e acredita que ele foi envenenado. A Polícia Civil investiga.
Leia a transcrição:
"Minha amiga, eu tô te mandando a mensagem porque tu demora a atender. Aí eu fico agoniado. Eu cheguei aqui, a mulher com uma cara feia da p**** para mim. Os quadros que eu tinha deixado já tavam tudo empilhado para eu carregar. Minha folha de ponto para assinar. Quase que ela não deixa eu entrar na escola.
Aí depois ela viu que eu estava de boa e tal, não sei o quê. Mas a mulher com ódio, ódio, ódio nos olhos, né? Aí eu fui, aí ela me chamou na salinha ali para assinar a ficha de ponto. Aí quando eu fui ver ainda me deu uma garrafinha de suco de uva. Tomei até um susto. Uma garrafinha dessas, né... Aí eu falei: ‘Não vou tratar mal, né? Não vou ser deselegante não’. Eu fiquei meio receoso, mas aí fui e tomei.
Eu não sei...agora, já tem uns 15 minutos. Agora, tá me dando uma dor de barriga desgraçada. Será se essa p**** botou algum laxante para me sacanear? Botou alguma coisa dentro dessa p**** desse suco de uva. Porque não é possível a dor na barriga que eu tô.
Eu hein, tô grilado agora, agora eu tô grilado. A mulher me olha de cara feia. Aí depois que o pessoal sai todo de perto, que ela me põe ali naquela salinha, que era do Bira, para assinar a folha, e me vem com uma garrafinha de suco de uva e me dá.
Sei lá, agora eu tô com o estômago aqui f*****, doendo. Não sei que p**** é essa. Tô com medo vou até ligar para a minha mulher. Mas vamos esperar, não deve ser nada não, deve ser dos meus remédios. Vai dar tudo certo. Ai, não é possível que ela tenha a coragem. Ah meu pai do céu."
