
Ivone Lira da Silva morreu eletrocutada após pisar em um fio - Foto: Reprodução/Facebook
Os três filhos de Ivone Lira da Silva, que morreu eletrocutada na tarde de quarta-feira (22) no Jardim das Paineiras, em meio à dor pela perda da mãe, estão revoltados por acreditar que a morte dela poderia ter sido evitada. "Esse mesmo fio já caiu várias vezes e, em vez de consertar de verdade, faziam só um arranjo. A Equatorial foi irresponsável", declarou a filha, Jéssica Karolayne.
De acordo com ela, moradores da comunidade informaram que o cabo de energia já estava no chão por volta de 16h30, cerca de uma hora antes do acidente, e que várias pessoas haviam acionado a Equatorial.
"Mas mesmo depois do que aconteceu com a minha mãe, várias ligações foram feitas e mesmo dizendo que uma pessoa morreu eletrocutada eles levaram entre uma hora e meia e duas horas para chegar e desligar a energia", declarou a jovem, que ressaltou que durante esse período o Samu e o Corpo de Bombeiros não podiam fazer nada por Ivone Lira da Silva.
A mulher, que tinha 46 anos, saiu de casa na rua da Aroeira durante a chuva para assistir um culto em uma igreja evangélica localizada na mesma comunidade. Jéssica afirma que provavelmente a mãe não viu o cabo eletrificado no chão e pisou. Ela foi eletrocutada e morreu. No momento do acidente, o céu estava escuro, chovia e trovejava. Há relatos ainda que havia outras pessoas que estavam próximas e também não haviam percebido que havia um fio eletrificado no chão antes do acidente com a vítima.
Os moradores da região acionaram o Samu e o Corpo de Bombeiros, na tentativa de salvar a vida da mulher. Mas Ivone Lira já estava morta e as equipes só puderam se aproximar do corpo depois que a energia foi desligada.
Na manhã desta quinta-feira (23), Jéssica Karolayne e os dois irmãos ainda aguardavam a liberação do corpo do Instituto Médico Legal e estavam organizando velório e enterro da mãe.
A assessoria de comunicação da Equatorial informou que se posicionaria sobre o incidente por meio de nota.
