
Polícia Federal diz que filha do vice-governador de AL é sócia de empresa usada para desviar recursos da Saúde
Presa em uma operação da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União (CGU) nesta quarta-feira (11), a filha do vice-governador de Alagoas, Luciano Barbosa (MDB), Lívia Barbosa, era sócia de uma das empresas usadas para desviar dinheiro público da Saúde. A informação é da PF.
14 pessoas foram presas. Os investigadores não divulgam as identidades de todos os alvos da Operação Florence - Dama da Lâmpada, mas confirmam que, além de Lívia, foram presos o marido dela, Pedro Silva, e as gerentes do Hospital Geral do Estado (HGE) e do Hospital Dr. Daniel Houly, em Arapiraca. Os dois mandados de prisão que não foram cumpridos são contra o médico Gustavo Vasconcelos e a esposa dele, Cristiane, porque ambos estão em viagem no exterior.
A operação cumpria nesta manhã 32 mandados de busca e apreensão, 9 mandados de prisão preventiva e 7 mandados de prisão temporária na Secretaria da Saúde de Alagoas (Sesau), no HGE e no hospital de Arapiraca. Os detalhes foram repassados em uma entrevista coletiva na sede da PF em Maceió, com representantes da CGU e do Ministério Público Federal (MPF).
Por meio de nota à imprensa, a Sesau disse que vai contribuir com as investigações e que "internamente, será instaurada uma sindicância para apurar e punir o possível envolvimento de servidores do órgão. A Sesau ressalta que tem atuado com transparência e contribuído para o esclarecimento dos fatos desde o início do procedimento".
Segundo as investigações, o esquema desviava recursos públicos por meio de fraudes na prestação de serviços de Órtese, Prótese e Materiais Especiais (OPME). A PF informou também que funcionários públicos do Estado recebiam mesadas de até R$ 3 mil para facilitar os crimes, que desviaram cerca de R$ 30 milhões nos últimos três anos.
"O esquema de corrupção foi executado com a criação de duas empresas, Iortal e Arafix, que, sem licitação e até mesmo sem contrato, prestavam serviços para o HGE e o Hospital Dr. Daniel Houly, em Arapiraca", relatou o procurador do Ministério Público Federal (MPF), Marcelo Jatobá.
Lívia Barbosa, segundo os investigadores, era sócia da LP, uma empresa contratada para prestar serviços ao Iortal [Instituto de Ortopedia de Alagoas]. Há indícios de que houve fraudes nesta contratação, que foi feita sem licitação nem assinatura formal.
* Com G1
