
Cacique Raoni é um dos favoritos para ganhar o Nobel da Paz.
Amanhã, os organizadores do Prêmio Nobel da Paz anunciam o vencedor. Neste ano, nomes como o da ativista sueca Greta Thunberg ou do primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, estão entre os mais citados. No total, foram 223 candidaturas de personalidades e 78 de organizações.
Mas não são poucas as publicações estrangeiras que colocam Raoni entre os cinco favoritos. Uma delas, a Time Magazine, lembro que o cacique "passou sua vida protegendo sua casa, a floresta Amazônica".
Na Skybet, Raoni é o quarto colocado nas bolsas de apostas e, na imprensa em diferentes línguas, seu nome aparece entre os "favoritos".
Em campanha desde o início do ano, a esperança daqueles que acompanham Raoni é de que os organizadores do prêmio optem por escolher alguém de fora da lista de nomes que receberam. Como a lista é fechada em janeiro, o cacique não foi incluído oficialmente.
Há poucas semanas, a Fundação Darcy Ribeiro apresentou a candidatura de Raoni para o prêmio de 2020. Mas, em Oslo, a percepção é de que a iniciativa feita antes mesmo da designação do vencedor de 2019 acabe levando o comitê de avaliação a se debruçar sobre o nome do cacique já para este ano.
Já é uma tradição os organizadores do Nobel optarem por uma surpresa e desprezar as "listas de favoritos" que circulam pela imprensa. Neste ano, uma das opções poderia ser a busca por um recado contra as fake news (notícias falsas), dando o prêmio para entidades como Repórteres Sem Fronteira ou outros grupos de imprensa. A mensagem seria de que a paz dependeria do combate à desinformação.

Papa Francisco abraça líder indígena Raoni em encontro no Vaticano — Foto: Vatican Media / AFP
O Nobel não é o único prêmio que Raoni concorre, o Parlamento Europeu o colocou como um dos cinco finalistas para receber o prêmio Sakharov, a principal homenagem de direitos humanos da UE (União Europeia). A vereadora assassinada Marielle Franco (PSOL) e a ambientalista brasileira Claudelice Silva dos Santos também estão na lista.
A distinção já havia sido dada para personalidades como Nelson Mandela, Aung San Suu Kyi, Mães da Praça de Maio e Malala, além da oposição venezuelana e dissidentes cubanos anticastristas.
No caso do cacique, ele é indicado por suas "quatro décadas de cruzadas para salvar a sua pátria, a floresta amazônica".
"Ele é um símbolo vivo da "luta pela vida" das tribos, uma luta para proteger sua cultura única, que está diretamente ligada à própria natureza", disseram os deputados.
