
Casos de justiçamento cresceram em Alagoas. Nos últimos quatro anos, as ocorrências de ‘justiça com as próprias mãos’ triplicaram no estado. A polícia alerta que esse tipo de ação também é crime.
Um levantamento da OAB Alagoas mostra o aumento do número de casos de justiçamento em Alagoas.
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Em 2015 – foram 36 casos com 3 mortes
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Em 2018 – foram 114 casos com 12 mortes
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No primeiro semestre de 2019 – foram 55 casos com 7 mortes
Fotos e vídeos mostram suspeitos de crimes sendo espancados. Em um dos casos, um suspeito foi atropelado após tentar assaltar uma mulher no bairro do Poço, em Maceió. O motorista que atropelou o homem fugiu. Em outro caso, pessoas amarram um homem suspeito de roubar uma televisão.
Um caso ainda mais grave aconteceu em Rio Largo. Dois adolescentes suspeitos de roubo foram espancados. Um deles morreu devido ao espancamento.
O delegado que investiga roubos na capital acompanhou o caso de Rio Largo. Ele alerta que justiçamento também é crime.
“Se alguém vai praticar um roubo e essa pessoa já estiver dominada, acabou o perigo. Então a partir daí, se houver mais agressões, mais lesões e que levem essa pessoa à morte, a pessoa pode responder por crime grave como homicídio ou lesão corporal seguida de morte”, explicou o delegado José Carlos André dos Santos.
* Com G1

