


O céu do Agreste alagoano começa a ganhar um novo endereço para os amantes da aventura. A Rampa do Cruzeiro, em Tanque d’Arca, iniciou a temporada 2026/2027 apresentando resultados que chamam a atenção dos praticantes do voo livre de longa distância.
Em um intervalo de apenas quatro dias, dois pilotos que decolaram do município somaram 740,4 quilômetros de voo.
No domingo, 13 de setembro, o piloto mineiro Samuel Milani partiu da Rampa do Cruzeiro e permaneceu aproximadamente nove horas no ar. O voo alcançou 380,4 quilômetros, com aterrissagem em Serrita, no Sertão de Pernambuco.
Três dias depois, na quarta-feira, 16, foi a vez do piloto alagoano naturalizado Pablo Ceca explorar as condições da região. Após 8 horas e 29 minutos de voo, ele completou 360 quilômetros, aterrissando em Pedra Branca, distrito do município baiano de Curaçá.
Os dois resultados, logo no início da temporada, ampliam a visibilidade da Rampa do Cruzeiro e demonstram seu potencial para a prática do XC (cross-country), modalidade em que os pilotos buscam percorrer grandes distâncias aproveitando as condições térmicas e atmosféricas ao longo do percurso.
A construção desse cenário não aconteceu de uma hora para outra. Segundo o secretário municipal de Esportes, Cultura, Lazer e Turismo, Helvio Peixoto, a divulgação e valorização da rampa fazem parte de um “trabalho de formiguinha” iniciado ainda em 2019.
Naquele ano, Samuel Nascimento, o Samuka, então campeão brasileiro, realizou um voo de 308 quilômetros a partir de Tanque d’Arca. A abertura também contou com a presença do piloto e acrobata Sábia Tapajós, que conheceu a estrutura e reconheceu o potencial do local para a modalidade.
Agora, os novos voos ajudam a escrever outro capítulo dessa história.
A proposta do município vai além das asas que cruzam o céu. Com apoio da gestão do prefeito Didi Lopes, a intenção é integrar o voo livre a outras atividades de aventura e natureza existentes no território.
A região da Pedra do Cruzeiro também reúne possibilidades para rapel, escalada e trilhas, enquanto o município trabalha o fortalecimento do cicloturismo e de outras experiências ligadas ao turismo de natureza.
A estratégia é transformar o potencial esportivo e ambiental em movimento econômico: receber pilotos, equipes, visitantes e praticantes de esportes de aventura significa movimentar hospedagem, alimentação, comércio, transporte, serviços e produtos locais.
Os primeiros dias da temporada já deixaram uma marca expressiva: 380,4 km de Samuel Milani + 360 km de Pablo Ceca = 740,4 quilômetros de voo em apenas quatro dias.
E a temporada 2026/2027 está apenas começando.
Do alto da Pedra do Cruzeiro para o Nordeste, Tanque d’Arca abre suas asas e fortalece sua identidade como a Cidade Alagoana do Voo Livre.
