


Rampa do Cruzeiro abre temporada 2026/2027 com grande marca no cross-country e fortalece projeto que busca transformar o voo livre em vetor de promoção turística e desenvolvimento local
Tanque d’Arca começa a ganhar novos horizontes no turismo de aventura. A abertura da temporada 2026/2027 de voo livre na Rampa do Cruzeiro veio acompanhada de uma marca expressiva: 380,4 quilômetros em linha reta, percorridos pelo piloto mineiro Samuel Milani neste domingo, 13 de setembro.
Após decolar do município alagoano, Milani permaneceu aproximadamente nove horas no ar, cruzando diferentes regiões até chegar a Serrita, no Sertão de Pernambuco.
O desempenho reforça uma característica que vem despertando a atenção dos praticantes de voo livre: o potencial de Tanque d’Arca para grandes voos de cross-country (XC).
A marca também supera os 308 quilômetros registrados anteriormente pelo piloto mineiro Samuel Nascimento, o Samuca, em voo que partiu da mesma Rampa do Cruzeiro e terminou em Chorrochó, na Bahia.
Mesmo ainda sendo pouco explorada quando comparada a destinos tradicionais da modalidade, a rampa tanquedarquense vem demonstrando que reúne condições para entrar definitivamente na rota dos pilotos que buscam grandes distâncias.
De acordo com Samuel Milani, a posição geográfica é um dos diferenciais. A localização de Tanque d’Arca, em uma faixa de transição em direção às regiões mais áridas, associada às condições de vento, possibilita ao piloto começar a voar mais cedo — vantagem importante para quem pretende aproveitar várias horas do dia em busca de longas distâncias.
O potencial esportivo da Rampa do Cruzeiro também está sendo incorporado ao planejamento turístico do município.
O secretário municipal de Esportes, Cultura, Lazer e Turismo, Helvio Peixoto, vem trabalhando para fortalecer o voo livre como modalidade esportiva e produto do turismo de aventura, inserindo essa potencialidade nas estratégias do município dentro do Mapa do Turismo Brasileiro, especialmente no processo de regionalização do turismo.
A intenção é fazer com que as condições naturais de Tanque d’Arca sejam utilizadas de forma planejada para atrair pilotos, equipes de apoio, familiares, visitantes e turistas.
A presença desse público pode movimentar diferentes segmentos da economia, como hospedagem, gastronomia, transporte, comércio e prestação de serviços, permitindo que o crescimento do turismo também se converta em emprego, renda e oportunidades para os tanquedarquenses.
Um dos passos dessa estratégia ocorreu em abril, quando Helvio Peixoto esteve em Santa Teresa, no Espírito Santo, conhecendo a experiência da Rampa de Caravaggio.
A visita técnica teve como objetivo observar o modelo desenvolvido no destino capixaba e identificar experiências que possam ser adaptadas à realidade da Rampa do Cruzeiro.
Com o apoio do prefeito Didi Lopes, a proposta é avançar na estruturação do local e na divulgação de Tanque d’Arca entre os praticantes do voo livre, associando a modalidade aos demais atrativos naturais e turísticos existentes no município.
A estratégia parte do entendimento de que o visitante atraído pelo esporte também consome outros produtos do destino. Quem chega para voar pode conhecer as paisagens, a cultura, a gastronomia e outras potencialidades locais, ampliando a permanência e a circulação de recursos dentro do próprio município.
O voo de Samuel Milani mostra que esse potencial já começa a ganhar dimensão. Foram 380,4 quilômetros, aproximadamente nove horas no ar e uma viagem que começou nas serras de Alagoas e terminou no Sertão pernambucano.
A temporada 2026/2027 está apenas começando. Para Tanque d’Arca, entretanto, o novo resultado deixa uma mensagem importante: investir no voo livre é também abrir caminhos para o turismo, valorizar as riquezas naturais e criar novas possibilidades de desenvolvimento para sua gente.
Tanque d’Arca: aqui, a liberdade decola!


