


A Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca confirmou três casos de coqueluche e investiga um surto da doença no município. Os pacientes são um homem de 40 anos, considerado o caso inicial, a esposa dele, de 38, e outro homem, de 35. Segundo o Boletim Epidemiológico nº 4, divulgado nesta quinta-feira (20), os casos estão relacionados a exposições nos ambientes domiciliar e de trabalho, e 33 contatos estão sendo acompanhados pelas equipes de saúde.
O primeiro caso começou a apresentar sintomas em julho e teve agravamento da tosse em agosto, evoluindo para acessos característicos da coqueluche. Após investigação laboratorial, o LACEN/AL detectou a presença da bactéria Bordetella pertussis em 16 de agosto. O paciente concluiu o tratamento, recebeu alta hospitalar em 19 de agosto e permanece clinicamente estável.
A partir da confirmação, a Secretaria de Saúde iniciou o rastreamento dos contatos. Inicialmente, 22 pessoas foram identificadas, sendo que seis apresentavam tosse e tiveram amostras coletadas para análise. Em 19 de agosto, dois novos casos foram confirmados entre os contatos: um homem de 35 anos, exposto ao paciente no ambiente de trabalho, e a esposa do caso inicial, de 38 anos.
Com a identificação dos novos casos, outras 11 pessoas foram acrescentadas ao monitoramento — nove relacionadas ao contato domiciliar e duas ao ambiente de trabalho — totalizando 33 contatos acompanhados epidemiologicamente. Os dois novos pacientes estão clinicamente estáveis, em isolamento domiciliar e sob tratamento.
Diante da relação entre os casos no tempo, no espaço e pelos vínculos epidemiológicos, a Secretaria Municipal de Saúde caracteriza o episódio como surto de coqueluche domiciliar e ocupacional. A investigação continua para determinar a dimensão do surto e identificar possíveis novos casos.
A coqueluche é uma doença infecciosa de alta transmissibilidade que afeta o sistema respiratório e provoca, principalmente, crises de tosse seca e intensa. A transmissão ocorre sobretudo pelo contato próximo com pessoas infectadas, por meio de gotículas respiratórias eliminadas ao falar, tossir ou espirrar. Bebês, especialmente os menores de 1 ano, estão entre os grupos com maior risco de complicações e formas graves da doença.
A Secretaria também mantém ações de vigilância, monitoramento dos contatos, busca ativa de pessoas com sintomas, avaliação da situação vacinal e orientação aos serviços de saúde e locais de trabalho relacionados aos casos confirmados.
