


As convenções terminaram, as atas foram fechadas e os discursos feitos. Mas quem acredita que o jogo político de 2026 acabou talvez esteja olhando apenas para o palco.
Nos bastidores, o tabuleiro continua em movimento.
Mesmo com as atas seguindo os ritos e prazos estabelecidos pela legislação eleitoral, a expectativa permanece. Ajustes, acordos, composições e movimentos permitidos pela lei mantêm a política em ebulição e exigem atenção de quem pretende jogar com precisão.
E são vários tabuleiros conectados.
Está em jogo o mais alto cargo da Nação, o Governo de Alagoas e duas cobiçadas vagas no Senado Federal. Uma movimentação nacional pode repercutir no Estado, uma composição em Alagoas pode provocar novos movimentos em outras casas.
Na política, o que parecia definido ontem pode amanhecer diferente. Quem avançava pode recuar, quem parecia fora do jogo pode ganhar espaço e aquilo que era considerado improvável pode voltar ao centro da partida.
As convenções encerraram uma etapa. A política, não.
O relógio eleitoral continua correndo e aponta para um momento decisivo, às 19 horas do dia 15 de agosto de 2026, encerra-se o prazo para partidos, federações e coligações apresentarem à Justiça Eleitoral os pedidos de registro de seus candidatos.
Até lá, o tabuleiro ainda merece atenção.
Não porque as atas possam ser livremente reescritas, mas porque movimentos juridicamente possíveis ainda podem produzir novos cenários e reposicionar peças importantes dessa disputa.
Será somente então que teremos uma fotografia mais definida do tabuleiro, quem avançou, quem recuou, quem conquistou espaço e quem perdeu uma casa considerada estratégica.
E talvez seja justamente aí que apareça o xeque-mate desta etapa da partida, revelando vencedores e vencidos nos bastidores das grandes articulações.
Até lá, fica a pergunta:
as peças já encontraram suas casas ou ainda veremos uma grande jogada capaz de mudar o tabuleiro político de 2026?
Porque, em política, aquilo que era pra não ser...
ainda pode ser.
Por: Helvio Peixoto.
