Quem é Thiago Miranda?
Thiago Miranda é dono da Miranda Comunicação, também conhecida como Agência MiThi. Nas redes sociais, o publicitário também se apresenta como fundador e sócio do portal de notícias Léo Dias.
Miranda é investigado pela Polícia Federal (PF) por ser suspeito de contratar influencers para defender o Banco Master e atacar, de forma coordenada, o Banco Central durante o processo que culminou na liquidação do Master.
Em depoimento à PF em março, Miranda negou que tenha contratado influencers para atacar autoridades ou órgãos de Estado e afirmou que o trabalho era para a “reconstrução reputacional da imagem” do dono do Master.
Em janeiro, o g1 revelou o esquema de contratação de influencers.
Um criador de conteúdo digital de São Paulo afirmou, sob condição de anonimato, que recebeu R$ 7,8 mil por uma única postagem com críticas ao Banco Central, publicada em dezembro. Segundo o influencer, o pagamento foi feito pela empresa de Thiago Miranda.
Após essa publicação, ele disse ter recusa uma proposta de contrato de três meses para continuar divulgando conteúdos semelhantes. O contrato previa a produção de oito vídeos por mês e, ao fim do período, com desconto de comissão, o influenciador receberia R$ 188 mil.
10ª fase da Compliance Zero
Segundo a PF, estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Brasília, determinados pelo Supremo Tribunal Federal.
Conforme a decisão do ministro André Mendonça, relator do inquérito sobre o caso Master no STF, Miranda é apontado como o principal articulador do esquema.
O objetivo seria descredibilizar órgãos públicos, atacar a atuação do Banco Central e manipular a opinião pública. Segundo as apurações, o grupo investigado utilizava informações obtidas ilicitamente — incluindo quebra de sigilo e devassas em dados financeiros, cadastrais e de familiares de jornalistas e concorrentes — para coagir e intimidar aqueles que resistiam aos interesses do esquema.
Na decisão, o ministro André Mendonça autorizou a apreensão de documentos físicos e eletrônicos, dispositivos de armazenamento de dados e mídias, além de bens de alto valor e dinheiro em espécie acima de R$ 20 mil.
Os policiais também investigam a adoção de medidas para interferência em investigações criminais. De acordo com a PF, os fatos investigados podem configurar, em tese, os seguintes crimes:
- crime contra o sistema financeiro nacional;
- organização criminosa;
- embaraço à investigação de organização criminosa;
- além de outros delitos, como possíveis violações de dados e de dispositivos informáticos




