

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, está rejeitando os apelos para negociar a paz com Kiev e deve intensificar a guerra na Ucrânia nos próximos meses, segundo a agência de notícias Reuters.
A informação é de três fontes próximas ao Kremlin, ouvidas de forma anônima. De acordo com elas, Putin se mantém firme em seu objetivo principal de capturar o restante da região de Donbas, no leste da Ucrânia, e os ataques de drones ucranianos contra refinarias de petróleo e portos russos reforçaram sua determinação de continuar lutando por enquanto.
Uma delas afirma que, recentemente, o presidente russo repreendeu um grupo de assessores que sugeriu um acordo baseado em um cessar-fogo ao longo das atuais linhas de frente.
Em junho, Putin rejeitou publicamente um apelo feito pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, por uma reunião e um cessar-fogo.
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Putin e Trump se cumprimentam durante encontro no Alasca — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque
Ushakov, que classificou a conversa como "profissional e bastante construtiva", afirmou que a Rússia busca "uma resolução político-diplomática do conflito, levando em conta a abordagem fundamental da Rússia".
O assessor também acusou Kiev e seus aliados europeus de "apostar no prolongamento e até mesmo na escalada do conflito, bem como no terrorismo contra civis".
A declaração faz referência aos ataques de longo alcance realizados pela Ucrânia contra alvos russos, principalmente ligados à indústria petrolífera, que provocaram escassez de combustível em várias regiões da Rússia.
Segundo Ushakov, Putin "descreveu a situação real no campo de batalha, onde as forças armadas russas avançam com confiança, libertando uma localidade após a outra".
Na sexta-feira (3), comandantes russos informaram a Putin que as tropas de Moscou haviam capturado a cidade estratégica de Kostiantynivka, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia.
No sábado, Zelenskiy contestou a informação e afirmou que as forças ucranianas ainda mantinham o controle da cidade.
