

O supertufão Bavi provocou "grandes danos" na ilha de Rota, no arquipélago americano das Marianas, no oceano Pacífico, anunciaram as autoridades na segunda-feira (noite de domingo, 5, horário de Brasília), que reportaram "fortes ventos" e inundações.
"Estamos aguentando. Estamos enfrentando fortes ventos e inundações aqui", disse Lou Rosario, porta-voz do centro operacional da Prefeitura de Rota. "Algumas pessoas reportaram grandes danos", acrescentou.
O Serviço Meteorológico Nacional (NWS) dos Estados Unidos tinha advertido para "danos catastróficos" e "uma situação de perigo mortal" pelo ciclone.
"A parede ocidental do olho do supertufão Bavi está atualmente se deslocando sobre a ilha de Rota. A intensidade prevista mais recente" é de 289 km/h, informou o NWS.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/3/0/qsEywwS8mu4Z5Pif1CfQ/115552409-this-picture-shows-a-general-view-of-a-residential-area-as-rain-falls-ahead-of-the-arrival.jpg)
Rota, a ilha mais meridional das Marianas do Norte, tem uma população de cerca de 1.500 habitantes. O supertufão, com força equivalente a um furacão de categoria 5, tem rajadas de vento de até 350 km/h, segundo o Centro Conjunto de Alerta de Tufões, no Havaí.
O ciclone provocou ventos extremamente fortes e chuva torrencial em outras partes das Ilhas Marianas do Norte e a Guam, outro território americano próximo. No total, ambos abrigam cerca de 210.000 pessoas.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/p/A/UOWfkFTYCSAaTRAKzyBg/115565560-a-hotel-staff-member-removes-water-that-leaked-into-a-building-during-heavy-rain-brought-b.jpg)
Este grupo de ilhas, situado 9.600 km a oeste do território continental dos Estados Unidos, já tinha sido impactado em abril por outro supertufão, Sinlaku, que causou uma devastação generalizada, arrancando tetos, derrubando árvores e deixando dezenas de milhares de pessoas sem eletricidade. Em 2023, outro ciclone, Mawar, o maior em décadas, provocou enormes danos.
Antes, o NWS tinha assinalado que um impacto direto sobre Rota tornaria a maior parte da ilha "inabitável durante semanas, talvez mais tempo. Muitas casas que não são de concreto, nem reforçadas, serão destruídas, com a perda do teto e o colapso das paredes".
"Quase todas as árvores serão partidas ou arrancadas pela raiz e os postos de eletricidade vão cair. As árvores e os postes caídos vão isolar as áreas residenciais. Os cortes de energia vão durar semanas e possivelmente meses", acrescentou.
