


Uma decisão da Justiça Federal que autorizou a Operação Exchange revelou que a Polícia Federal investiga um áudio em que um dos suspeitos menciona a necessidade de enviar R$ 100 mil a uma pessoa identificada como "Fabio Caipira do Deic". Segundo a PF, a referência seria ao delegado Fábio Pinheiro Lopes, ex-diretor do Deic e atual diretor do Dope, em São Paulo. O delegado, no entanto, não foi formalmente acusado no caso, e a decisão não afirma que o pagamento tenha sido realizado.
De acordo com a decisão judicial, o áudio foi extraído do celular de Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado pela Polícia Federal como integrante da organização investigada por suposta lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado. Na gravação, um advogado identificado como Romany Cutolo Bonente relata dificuldades na administração de recursos do grupo e afirma que precisava enviar R$ 100 mil para "Fabio Caipira do Deic".
A investigação também aponta que, no mesmo áudio, há referências a pessoas supostamente ligadas a operações financeiras internacionais e possíveis conexões com redes de tráfico de drogas. Os dados analisados foram obtidos após autorização judicial para compartilhamento do conteúdo do celular de Shimada.
Segundo a decisão, Fábio Pinheiro Lopes foi identificado pelos investigadores por meio de consultas a fontes abertas, mas não figura como acusado na investigação. O delegado já havia sido afastado da direção do Deic em 2024, após ser citado em delação de Vinícius Gritzbach sobre supostas ligações entre policiais e integrantes do PCC. Na ocasião, ele negou as acusações, classificando-as como falsas.
A CNN Brasil informou que busca posicionamento da defesa dos investigados e do delegado Fábio Pinheiro Lopes. Até o momento, não havia manifestação sobre o conteúdo da investigação.
